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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sugestão para o Natal...

Eu sou daqueles que compra os presentes de natal com antecedência. Irrita-me profundamente as filas, toda aquela dinâmica das horas gastas, dos kilometros feitos em centros comerciais, nas ruas sem fim. Um pesadelo.

Comprar online começou a ser a opção lógica para mim. Há mais diversidade e encontramos coisas que dificilmente se encontra à venda noutro sítio. 

E há exemplos bem giros, ontem segui a recomendação do Gabriel Santos e fui ao site da tal Lipscani. É um conceito diferente, um produto português, com coleções assentes em poetas nacionais, com um look muito anos 20, arte déco. Eu sei, é muito estranho eu estar a falar de malas de senhora, mas quem tem amor à vida e tem de pensar no aniversário  e no presente de natal da mulher com um intervalo de um mês, é bom que comece a saber o que procurar.




quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Um Pai Natal muçulmano!


Depois de discorrermos sobre muitas personagens reais e fictícias ao longo do ano, há uma e a propósito da quadra natalícia, que não pode deixar de ser relembrada pelo KAPAGEBE: o Pai Natal.
O Pai Natal é uma figura lendária inspirada em São Nicolau, arcebispo de Mira na Turquia, que, no século IV, costumava ajudar quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando um saco com moedas de ouro na chaminé das casas.
Nicolau foi declarado santo depois de lhe terem sido atribuídos muitos milagres sendo mais tarde transformado em símbolo natalício em todo mundo, associando-se, assim, à celebração cristã do nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro.
Sendo uma figura associada ao cristianismo, São Nicolau, nascido em Patara, perto da atual cidade de Gelemis, era, de origem turca, o que reforça a sua dimensão inter-religiosa e intercultural, levando-me a divagar sobre a hipótese de se criar uma versão muçulmana , uma personagem ligada aos valores da partilha, da fraternidade e da generosidade, adaptada ao Mundo Islâmico.



Seja como for, tal figura não teria, nunca, qualquer viabilidade no Mundo Ocidental, cada vez mais cético relativamente à diáspora islâmica, tão conhecida na sua vertente jihadista, como se pode ver no estudo de campo realizado e exposto em anexo...

Feliz Natal!



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015



Há por este País fora uma espécie de higienistas morais que, à força de uma legada superioridade moral, tentam subjugar tudo e todos à sua mundivisão, sobretudo no que respeita a tradições populares.
São sobretudo autodesignados intelectuais, urbano-depressivos que ficam maldispostos assim que passam o paralelo de Vila Franca rumo norte interior. É malta que pensa que as cebolas crescem nas árvores, que os frangos já nascem sem cabeça e que os coelhos são apenas animais de estimação.
Normalmente é rapaziada que o mais que merece da parte do País real é um olímpico desprezo e alguma condescendência pela ignorância disfarçada de intelectualidade.
Vem este intróito a propósito de uma das tradições mais marcantes do Interior do País, que já aqui referi anteriormente - o Madeiro de Natal - e que será, provavelmente, um dos poucos ritos ancestrais de passagem à idade adulta que ainda hoje permanece em boa parte do Interior raiano.
Em todo o Concelho de Penamacor orgulhamo-nos de manter viva esta tradição e de ostentarmos, ano após ano, o título de maior Madeiro do País. Nunca ninguém se preocupou connosco até o evento ganhar alguma notoriedade, fruto da aposta na sua valorização como elemento cultural distintivo.
Este ano, já merecemos a distinção de terem sido alegadamente apresentadas diversas queixas em diversas entidades (Quercus, SEPNA da GNR, etc.).
Não consta que nenhuma destas queixas tenha sido apresentada por alguém que resida no Concelho ou que tenha alguma remota ligação ancestral ao mesmo. Não consta sequer que os queixosos alguma vez tenham passado perto de Penamacor. Para estes “queixosos”, a opinião de quem lá vive não interessa para nada, o importante é garantir que todos alinham pela sua suposta superior cartilha moral.
A coberto do argumento de supostamente “proteger a natureza”, arrogam-se o direito de interferir no modus vivendi secular de um povo. Nem sequer param para reflectir e perceber que o próprio fenómeno é, em si mesmo, uma forma de limpar a floresta das árvores doentes, permitindo a sua regeneração.
Pode parecer surpreendente para alguns mas no Interior há décadas que existe “consciência ecológica”. Nos madeiros são utilizadas árvores secas ou doentes, não árvores saudáveis. São as consequências de ter que viver daquilo que a terra dá…
Bom, bom era que estes “cidadãos preocupados” dedicassem os seus esforços a combater a interioridade e a desertificação populacional e que, já agora, aproveitassem o abundante tempo livre. No próximo dia 23 passem por Penamacor e assistam ao vivo e a cores a mais uma edição da Vila Madeiro.
Garanto-vos que serão bem recebidos e passarão certamente a olhar para o fenómeno com outros olhos.



P.S. – O convite para o próximo dia 23 é, evidentemente, extensível a todos os escribas deste humilde estabelecimento e respetivos leitores.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Os irredutíveis beirões



“Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!” Esta frase foi alegadamente escrita pelo General Galba, governador romano da Ibéria em carta enviada ao Imperador, referindo-se aos Lusitanos e às dificuldades que com estes enfrentava. 
Pois ali nos confins da Beira Interior, há um Povo que ainda hoje teima em manter vivas as tradições, alheios à voracidade e massificação trazidas pelo mundo moderno. 
Esse é o meu Povo!