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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Chegou uma vez mais a hora da América ouvir os seus filhos.

Chegou uma vez mais a hora da América ouvir os seus filhos.



A revista Pediatrics relatou em Junho passado que a cada semana, morrem uma média de 25 crianças com idade inferior a 17 anos, em tiroteios nos Estados Unidos da América.

Um estudo de 2016 no The American Journal of Medicine calculou que, no universo das duas dezenas das nações mais ricas do mundo, a América representa 91% das mortes por armas de fogo de crianças com idade inferior a 14 anos.

No entanto os jovens têm hoje, uma vez mais, em seu poder a oportunidade de mudar a mentalidade dos pais e avós da nação.
Vimos isso acontecer durante a Guerra do Vietnam há meio século. Os jovens, geraram um movimento anti-guerra que varreu o país e, mesmo demorando alguns anos, acabou por influenciar de forma decisiva o conflito, condicionando os media e o poder político.

Uma vez mais centenas de alunos e professores saíram às ruas nesta quarta-feira 21 de Fevereiro de 2018, para exigir maiores restrições à posse de armas automáticas, semelhantes à usada para matar os alunos, professores e funcionários na escola da Florida.


Como resposta Donald Trump, num encontro na Casa Branca com sobreviventes, professores e familiares das vítimas do ataque na semana passada à escola secundária Marjory Stoneman Douglas, nos arredores de Miami (Florida) onde morreram 17 pessoas, anunciou que está a ponderar apresentar uma proposta para fornecer armas de fogo aos professores como medida de prevenção de tiroteios em escolas.



Isto representa uma contradição em relação à posição assumida durante a campanha presidencial de 2016, quando o então candidato do Partido Republicano desmentia a acusação que lhe era feita pela opositora democrata, Hillary Clinton, e garantia que não queria ter armas nas salas de aula.

A ideia é deveras controversa e surge durante um aceso e renovado debate sobre o acesso a armas de fogo nos Estados Unidos, país cuja indústria bélica é composta de 14 000 companhias e emprega 3 milhões de pessoas, o que significa 3% da mão-de-obra do país.
Uma indústria que em 2016 faturou mundialmente mais de $1,570,000,000,000.

Alguns defendem que “de todas as responsabilidades que os professores já têm, matar pessoas não deveria ser uma delas”.
Em vez de armar os professores com pistolas ou metralhadoras seria preferível que fossem "armados" com conhecimentos que permitissem evitar este tipo de episódios. Falemos antes de prevenção!




Para além da proposta de armar os professores, Trump disse que entre as medidas em estudo após o massacre na Florida estão “uma verificação exaustiva do historial” dos interessados em comprar armas, “com ênfase na saúde mental”.

Esta posição de Trump surge depois do próprio ter revogado
uma lei da Administração Obama que bloqueava o acesso às armas a pessoas com problemas de saúde mental.

Na terça-feira, Trump solicitou ainda ao Departamento de Justiça que prepare legislação para proibir equipamentos que permitem transformar armas legais em metralhadoras semelhantes às utilizadas em cenários de guerra, como o caso dos bump fire stocks (que permitem disparar mais balas em rápida sucessão) nas armas utilizadas pelo atirador Nikolas Cruz na Florida, e pelo autor do massacre de Las Vegas, o pior tiroteio da história norte-americana.

O processo antevê-se longo e incerto, algo que que poderia ser evitado se a proposta fosse feita no Congresso, e não por via do Departamento de Justiça.

“Quantas escolas, quantas crianças têm de ser baleadas? Isto termina aqui. Com esta Administração e comigo”, declarou, visivelmente abalado Trump ... aguardamos pois que passe das palavras às acções (que se esperam estrategicamente demoradas)!


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mussolini vs Trump. Conseguem ver as semelhanças?

 
Ser ou não ser: eis a questão. William Shakespeare 

 


Benito Amilcare Andrea Mussolini tornou-se o primeiro-ministro da Itália em 1922 tendo adotado o título de "Il Duce" em 1925. Após 1936, seu título oficial passou a "Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império."
 
 


 
 
Qual seria o título de Donald Trump se o acaso e a desinspiração dos norte-americanos o conduzissem à casa branca?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Donald Trump em 1998: "Se eu fosse candidato, seria como Republicano. Eles são o grupo de eleitores mais idiota do país..."

"If I were run, I'd run as Republican. They're the dumbest group of voters in the country..." Donald Trump ao "People Magazine" em 1998
 
 
 
 
"Nada mais assustador que a ignorância em ação."  Johann Goethe  
 
 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Não perder o próximo episódio do "Discovery Home & Health" com Vladimir Putin!



O "The New York Times", via Reuters, deu a conhecer ao Mundo que a Rússia se preocupa, muito a sério, com o bem estar dos EUA.


Efetivamente, Vladimir Putin disse, ontem dia 17 de dezembro, que os líderes turcos "queriam lamber os norte-americanos num determinado lugar."

 
Resta determinar o referido "lugar" para determinar o objetivo, sendo certo que, enquanto certos tratamentos fazem bem ao reumatismo, outros afiguram-se como benéficos no tratamento de maleitas ao nível epidérmico.
 
 
Seja como for, não acredito que, depois do abate do Sukhoi Su-24 russo, Vladimir Putin esteja preocupado com a saúde oral de Recep Tayyip Erdogan!
 
         
         
 
Trata-se, certamente, de matéria a concretizar pelo presidente russo num próximo episódio do "Discovery Home & Health".
 
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Boas notícias para a Hillary

Depois de um presidente negro, pelo andar da carruagem, os Estados Unidos podem estar a preparar-se para ter uma presidente mulher (boas notícias para a Mónica Ferro).

Neste caso, mais do que um confronto entre um homem e uma mulher, um embate Hillary vs Trump seria uma disputa entre o espírito democrático americano e o conservadorismo cristão (lê mais aqui).

Sinceramente ainda não entendi bem o que se está a passar na campanha do Donald Trump, não dá para perceber se este discurso é apenas um esforço para consolidar o eleitorado conservador nas primárias republicanas, ou se não quer arriscar ganhar as primárias para depois perder as presidenciais para uma mulher.

Uma coisa é certa, foi um declaração escrita, pelo que não é algo que lhe saiu da cabeça sem pensar e sem olhar às sondagens. 


Depois da vitória da Frente Nacional nas autárquicas em França, triste seria se até as eleições nos EUA o Daesh conseguisse condicionar (lê mais aqui). 

(imagem retirada daqui)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

#Ukraine #Invasion A sombra que ameaça cobrir o Mundo Ocidental



Confirma-se a ocupação russa do leste da Ucrânia. O mundo é a partir de hoje um lugar bem mais perigoso, sobretudo para uma Europa alheada e cada vez mais dividida internamente, sem poder recuar no apoio ao novo regime em Kiev, e sem vontade nem capacidade para apoiar militarmente a Ucrânia. A História conta-nos que os grandes líderes só aparecem nos momentos mais críticos, mas por uma vez gostava que surgissem mais cedo, a tempo de evitar uma catástrofe de proporções inimagináveis. Somos mais uma vez forçados a olhar para Ocidente, para os EUA, com um vislumbre de esperança, que das próximas eleições surja um Líder que consiga agregar as potências ocidentais em volta de uma estratégia consertada e determinada, não contra a Rússia, mas a favor da soberania da Ucrânia.