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sexta-feira, 2 de março de 2018

Síria | O mundo do Trump e do Putin

A Síria é um país distante, onde poucos europeus devem ter família. As imagens dos bombardeamentos à população pouco mexem com uma comunidade virada para os seus próprios problemas. A mesma comunidade que tem tanta gente a contestar a presença de migrantes nas suas fronteiras, prefere fingir que não há razão nenhuma que leve uma família a fugir para a Europa - afinal de contas quando isto aconteceu na Europa nem sequer eram nascidos.

Para tantos e tantos europeus a solução é fecharem-se numa redoma. É muito mais fácil fingir que o problema são os migrantes...

Entretanto as Nações Unidas continuam a ser gozadas...


(foto de MOHAMMED BADRA/EPA retirada daqui)


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Chegou uma vez mais a hora da América ouvir os seus filhos.

Chegou uma vez mais a hora da América ouvir os seus filhos.



A revista Pediatrics relatou em Junho passado que a cada semana, morrem uma média de 25 crianças com idade inferior a 17 anos, em tiroteios nos Estados Unidos da América.

Um estudo de 2016 no The American Journal of Medicine calculou que, no universo das duas dezenas das nações mais ricas do mundo, a América representa 91% das mortes por armas de fogo de crianças com idade inferior a 14 anos.

No entanto os jovens têm hoje, uma vez mais, em seu poder a oportunidade de mudar a mentalidade dos pais e avós da nação.
Vimos isso acontecer durante a Guerra do Vietnam há meio século. Os jovens, geraram um movimento anti-guerra que varreu o país e, mesmo demorando alguns anos, acabou por influenciar de forma decisiva o conflito, condicionando os media e o poder político.

Uma vez mais centenas de alunos e professores saíram às ruas nesta quarta-feira 21 de Fevereiro de 2018, para exigir maiores restrições à posse de armas automáticas, semelhantes à usada para matar os alunos, professores e funcionários na escola da Florida.


Como resposta Donald Trump, num encontro na Casa Branca com sobreviventes, professores e familiares das vítimas do ataque na semana passada à escola secundária Marjory Stoneman Douglas, nos arredores de Miami (Florida) onde morreram 17 pessoas, anunciou que está a ponderar apresentar uma proposta para fornecer armas de fogo aos professores como medida de prevenção de tiroteios em escolas.



Isto representa uma contradição em relação à posição assumida durante a campanha presidencial de 2016, quando o então candidato do Partido Republicano desmentia a acusação que lhe era feita pela opositora democrata, Hillary Clinton, e garantia que não queria ter armas nas salas de aula.

A ideia é deveras controversa e surge durante um aceso e renovado debate sobre o acesso a armas de fogo nos Estados Unidos, país cuja indústria bélica é composta de 14 000 companhias e emprega 3 milhões de pessoas, o que significa 3% da mão-de-obra do país.
Uma indústria que em 2016 faturou mundialmente mais de $1,570,000,000,000.

Alguns defendem que “de todas as responsabilidades que os professores já têm, matar pessoas não deveria ser uma delas”.
Em vez de armar os professores com pistolas ou metralhadoras seria preferível que fossem "armados" com conhecimentos que permitissem evitar este tipo de episódios. Falemos antes de prevenção!




Para além da proposta de armar os professores, Trump disse que entre as medidas em estudo após o massacre na Florida estão “uma verificação exaustiva do historial” dos interessados em comprar armas, “com ênfase na saúde mental”.

Esta posição de Trump surge depois do próprio ter revogado
uma lei da Administração Obama que bloqueava o acesso às armas a pessoas com problemas de saúde mental.

Na terça-feira, Trump solicitou ainda ao Departamento de Justiça que prepare legislação para proibir equipamentos que permitem transformar armas legais em metralhadoras semelhantes às utilizadas em cenários de guerra, como o caso dos bump fire stocks (que permitem disparar mais balas em rápida sucessão) nas armas utilizadas pelo atirador Nikolas Cruz na Florida, e pelo autor do massacre de Las Vegas, o pior tiroteio da história norte-americana.

O processo antevê-se longo e incerto, algo que que poderia ser evitado se a proposta fosse feita no Congresso, e não por via do Departamento de Justiça.

“Quantas escolas, quantas crianças têm de ser baleadas? Isto termina aqui. Com esta Administração e comigo”, declarou, visivelmente abalado Trump ... aguardamos pois que passe das palavras às acções (que se esperam estrategicamente demoradas)!


terça-feira, 9 de maio de 2017

Daqui de cima não se veem fronteiras...

As desculpas podem ser as que quisermos, a segurança, a preservação da cultura, razões económicas, ou qualquer outra, mas a realidade é que daqui de cima não se distinguem fronteiras.

(foto retirada daqui)

Ainda é difícil imaginar um planeta com livre circulação de pessoas e mercadorias, apesar de em 97 se ter dado um pequeno passo com o acordo de Schengen. 

Apesar dos recuos, com as vitórias do Trump e do BREXIT, continuo a acreditar que a tendência continuará a ser a globalização e o desaparecimento das fronteiras.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mussolini vs Trump. Conseguem ver as semelhanças?

 
Ser ou não ser: eis a questão. William Shakespeare 

 


Benito Amilcare Andrea Mussolini tornou-se o primeiro-ministro da Itália em 1922 tendo adotado o título de "Il Duce" em 1925. Após 1936, seu título oficial passou a "Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império."
 
 


 
 
Qual seria o título de Donald Trump se o acaso e a desinspiração dos norte-americanos o conduzissem à casa branca?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Donald Trump em 1998: "Se eu fosse candidato, seria como Republicano. Eles são o grupo de eleitores mais idiota do país..."

"If I were run, I'd run as Republican. They're the dumbest group of voters in the country..." Donald Trump ao "People Magazine" em 1998
 
 
 
 
"Nada mais assustador que a ignorância em ação."  Johann Goethe