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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Tapar o Sol com a Peneira no Urban Beach


As agressões à porta da Discoteca “Urban Beach” não têm justificação possível, mesmo que fossem em auxilio e proteção de vitimas, ninguém se pode substituir ao estado e fazer justiça pelas suas próprias mãos. Os atos de violência demonstrados no vídeo, que se tornou viral, são lamentáveis e repugnantes, mas, num estado de direito como o nosso, todos têm direito à defesa e ao contraditório e não nos cabe a nós julgarmos nenhum dos intervenientes na praça pública.
A verdade é que o Estado ordenou o encerramento desta discoteca baseando-se nas imagens que se tornaram virais, que também poderiam prejudicar a imagem já desgastada do governo por causa de outro assunto… Os incêndios. Sim, porque não me digam que foi por causa das 40 queixas anteriores… Aliás, foram necessárias 40 queixas para fecharem a discoteca?
Tal como nos incêndios, a noite de Lisboa e não só, precisa de uma intervenção de fundo, não apenas ir remediando casos mediático que vão surgindo. Só quando a noite arder por completo é que se vai chegar a essa conclusão…
Esta decisão, feita à presa para estancar a ferida, poderá nos próximos tempos levar ao encerramento de vários locais de diversão noturna, à medida que forem aparecendo novas gravações. À boa maneira da comunicação social que adora explorar um tema “viral”, sempre com as audiências em mente, lá estará o estado a socorrer como pode os incêndios que vão aparecendo… Até porque existem muitas casas noturnas que trabalham exemplarmente e são uma mais-valia, quer por serem uma forma de descontração e lazer, quer por ajudarem a impulsionar o setor do turismo que tem contribuído e muito para a nossa recuperação económica.
É por isso necessário saber separar o trigo do joio


Resultado de imagem para urban beach


domingo, 2 de julho de 2017

Nisto o Passos é coerente...

No PSD pede-se a demissão da Ministra da Administração Interna (lê mais aqui).

Pelo menos nisto o Passos é coerente. Não interessa se é culpado, ou não, não interessa se é "dos seus" ou não, quando há bronca o assunto resolve-se com uma demissão. Já o Costa, por outro lado, parece que não tem o hábito de deixar assim cair os seus.




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Da responsabilidade política



Saiu ontem pelo seu próprio pé, e num ato de dignidade política a que o País já não estava habituado, um dos melhores Ministros da Administração Interna dos últimos anos. Tivessem outros tido a mesma nobreza de carácter em circunstâncias mais gravosas e talvez o País não tivesse chegado onde chegou.
É certo que é também no seu consulado que se verificam os maiores protestos e manifestações de elementos das Forças e Serviços de Segurança. No entanto, na hora da sua saída, a maioria dos sindicatos e associações socioprofissionais do setor, bem como da área da Proteção Civil, manifestam o apreço pelo seu desempenho e apreensão pelo futuro.
Num caso desta magnitude, resta agora aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos e que a Justiça cumpra o seu dever, doa a quem doer. Espera-se que o exemplo faça escola para o futuro.


P.S. – Manda o bom senso que não se proceda a grandes mudanças e reestruturações em situações de instabilidade acrescida. Agir “a quente” quase sempre resulta em asneira. Por mais que seja imperativo fazer mudanças nos serviços de informações (e efetivamente é e já há algum tempo),não é coisa que se faça de forma apressada e no calor do momento.