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terça-feira, 23 de abril de 2019

A Grândola Vila Morena de António Costa

Em 2015 um dos Comícios do António Costa foi interrompido por um jovem revoltado que defendia que a verdadeira alternativa ao Passos Coelho era por políticos a limpar florestas. Ontem, outro jovem revoltado invade novamente o palco onde António Costa se preparava para discursar para gritar aos sete ventos que não quer mais aviões.

A verdade é que tal como terá havido uma máquina por trás das serenatas do Grândola Vila Morena aos membros do governo do Passos, também me parece coincidência a mais estes marmanjos invadirem comícios com mensagens que mais parecem desculpas para conseguirem os seus 5 minutos de fama.

Veja as diferenças:

2019

  2015

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Armazém de contentores, ou cidade turística?

É um facto que a aposta dos sucessivos governos (PS/BE/CDU e PSD/CDS) no Turismo, enquanto eixo estratégico para o país, tem dado resultado

Mas, se por um lado o sucesso da cidade de Lisboa é visível, fruto de uma estratégia também defendida pelo Presidente da Câmara, por outro, é estranho o silêncio deste quando o governo determina o aumento de um terminal de contentores numa zona da cidade especialmente vocacionada para o turismo.

É um processo quase esquizofrénico, ora defendem Lisboa como uma cidade focada no turismo, ora defendem que se transforme num gigante armazém de contentores. 



Mas vamos por partes. Como é que esta história do terminal dos contentores surgiu?

1980 –  O primeiro plano estratégico do porto de Lisboa prevê a construção de um novo terminal na margem sul. O contrato de concessão do Terminal de contentores de Alcântara terminava o seu prazo de concessão em 2015. Por volta do ano de 2012, deveriam estar realizados os estudos para a sua desativação, ou então, ter sido aberto um concurso público transparente.

2008 (28/abril) - António Costa, então presidente da Câmara de lisboa considera "positivo" novo nó e duplicação do terminal de contentores

2008 (21/outubro) - A APL e a LISCONT assinam um contrato (aditamento ao contrato anterior) que prolonga a concessão, fechando o mercado à concorrência, até 2042.  Sendo que a contrapartida para este prazo seria o investimento de 294,2 milhões de euros, onde também o Estado investiria 180,2 milhões de euros.

  • Antes do acordo: O actual Terminal de contentores, com uma área de 115.268 m2 , com uma capacidade de parqueamento de 8.592 TEU e capacidade para movimentar 340.000 TEU/ano, com uma movimentação de 280 mil TEUs.
  • Com a assinatura deste aditamento: O projecto implicava a triplicação da capacidade real de movimentação do Terminal, passando dos 280 mil TEUs para cerca de 840 mil, com um investimento na ordem dos 474,4 M €, a preços correntes, dos quais 294,2 M caberiam à concessionária e os restantes 180,2 1 M € ao Sector Público, através da APL e da REFER, o que significaria que quase 40% do investimento total seria suportado directamente pela APL e pela REFER. É também importante referir que 70% do investimento a cargo da concessionária viria a ser recuperado, por via da isenção de taxas a pagar por ela à APL, num valor estimado de 199 M €, a preços correntes.

2009 (21/julho) - O Tribunal de Contas conclui a auditoria à concessão de Alcântara como se tratando de "mau negócio" para o Estado "... o contrato de concessão que a Administração do Porto de Lisboa (APL) prorrogou “não consubstancia nem um bom negócio, nem um bom exemplo, para o Sector Público, em termos de boa gestão financeira e de adequada protecção dos interesses financeiros públicos”.

2009 (27/julho) - O Ministro Mário Lino afirma nunca ter assinado qualquer contrato com a Liscont, e  “que prorrogação da concessão foi feita através de um Aditamento ao Contrato de Concessão em vigor celebrado entre a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Liscont, tendo esse Aditamento sido assinado, em 21 de Outubro de 2008, pelas referidas empresas subscritoras do Contrato de Concessão”.

2010 (17/março) - O PS quer evitar "coligação negativa" no caso dos contentores. A deputada coordenadora do PS para as Obras Públicas, Ana Paula Vitorino, classifica como "irresponsáveis" as propostas de revogação do prolongamento do contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara, subscritas pelo PSD, PCP, BE e PEV. Já a proposta do CDS - que aponta para a suspensão da vigência do contrato e aconselha o Governo a renegociar - "poderá ser razoável", segundo Ana Paula Vitorino.

2010 (5/maio) - O Ministério Público alega que contrato com a Liscont viola várias normas e Constituição. O pedido de anulação da concessão do terminal de contentores sustenta que o contrato visou apenas contornar um eventual concurso. Tratando-se de uma cedência aos interesses da Liscont, é um contrato inédito de parceria público-privada, violando o Código de Contratação Pública e o Código de Procedimento Administrativo e fere até a própria Constituição. Estes são alguns dos fundamentos da acção interposta pelo Ministério Público (MP) no Tribunal Administrativo de Lisboa, contra o prolongamento da concessão do terminal de contentores de Alcântara à empresa do grupo Mota-Engil.

2010 (25/maio) - A oposição aprova a revogação do contrato do terminal de Alcântara 

2010 (15/julho) - PR assina a revogação dos contentores de Alcântara. 

2011 (22/julho) – APA chumba o plano de expansão do terminal de contentores de Alcântara.
"O aumento da poluição sonora e ambiental numa zona de vocação turística é o principal argumento dos técnicos que analisaram o alargamento do terminal de contentores de Alcântara, em Lisboa, para chumbar o projecto. O parecer da comissão que procedeu à avaliação de impacte ambiental fala das consequências negativas “decorrentes do aumento do tráfego rodoviário de veículos pesados ao longo da Avenida de Brasília, junto à qual se situam inúmeros imóveis de elevado valor patrimonial”.



2013 (22/fevereiro) – O Governo apresenta o plano de deslocalização dos terminais para a margem sul, para dar lugar a ocupações turísticas e exclusividade a cruzeiros, com um novo terminal de contentores a ser construído na Trafaria. Nesta altura, o PS inicia uma série de debates com operadores económicos do Porto de Sines, com a Presidente do Porto de Sines, assumindo que Lisboa não precisa de mais um Porto, uma vez que o Porto de Sines já faz transhipment. Nesta discussão, aparentemente, é ignorando o facto que o negócio seja de um único operador privado numa concessão, também ela, atribuída por ajuste direto num Governo Socialista.

2014 (30/janeiro) – António Costa: "Porto de Alcântara ficará e ficará por muitos anos"António Costa, durante a Redação Aberta do Negócios, disse acreditar que as opções que estão a ser estudadas para o terminal de contentores no estuário do Tejo não vão pôr em causa Alcântara.

2014 (14/março) - Novo terminal no Barreiro gera consenso autárquico.

2014 (27/março) – São designadas as comissões de negociação para as concessões portuárias de Lisboa, com o objetivo de conformar legalmente a situação nos diferentes terminais.

2014 (28/março) - Governo escolhe o Barreiro para o novo terminal de contentores.

2015 (setembro)– A Mota Engil vende as suas operações portuárias à Yildirim. 

2016 (fevereiro)– Ana Paula Vitorino assume dúvidas quanto ao novo terminal e pede mais dois estudos e para alargar o prazo de consulta pública

2016 (maio) – Ministra nomeia Lídia Sequeira para o porto de Lisboa, que tinha estado no Porto de Sines controlado pelo grupo PSA - concorrência do Porto do Barreiro.

2017 (setembro)  – A Yildirim anuncia internamente o plano de expansão de Alcântara. 

2017 (novembro) – Resolução do conselho de ministros (decisão de Ana Paula Vitorino) aprova a expansão do terminal de Alcântara.

2017 (dezembro) - O Governo publicou em Diário da República (12/12/2017) da liquidação da comissão que tinha como missão renegociar os contratos de concessão dos terminais portuários, entre os quais o Porto de Lisboa. O despacho, assinado pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, coloca assim um ponto final na comissão independente que tinha sido criada pelo anterior Governo. Com esta decisão o Governo passa a ter a única palavra sobre a atribuição dos novos contratos, tornando mais opaco um processo que envolve milhões de euros

Alguns pontos:
  1. Neste momento, o terminal de contentores de Alcântara tem capacidade para receber 340 mil contentores. Com o seu alargamento, duplicará a capacidade, aumentando para 640 mil contentores. Se cada camião transportar 2 contentores, para retirar este volume de contentores do terminal são necessários 320 mil camiões.  Ora, o impacte ambiental provocado pelo aumento de tráfego rodoviário de veículos pesados, conjugado com o impacte na mobilidade em vias como a Av. de Brasília, Av. Infante Santo ou Av. de Ceuta, seriam, por si só, razão de sobra para se abandonar este plano. A mobilidade vai ser duramente afetada, numa cidade onde o trânsito já é caótico.
  2. É mais uma barreira que se ergue entre os Lisboetas e o rio. Se os contentores existentes já constituem uma barreira, imagine-se com o dobro dos contentores.   
  3. Trata-se de uma área de turismo nobre, que está a ser desaproveitada com contentores.
  4. Em junho de 2017 o primeiro-ministro, juntamente com o ministro do Ambiente Matos Fernandes e a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, reuniu com os autarcas do Barreiro, Seixal e Almada, tendo dado garantias de que o novo terminal de contentores no Barreiro é para avançar. Foi ainda constituído um grupo de trabalho composto pela câmara municipal do Barreiro, a administração do Porto de Lisboa e o Ministério [do Mar] e há já vários interessados na concessão. A decisão do Conselho de ministro de novembro choca com todas estas ações. 

Para além dos diferentes meios, alguns dos conteúdos foram recolhidos aqui.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sucessor de Costa no Partido Socialista

O Partido Socialista já têm um sucessor para a cadeira de António Costa… O próximo líder Socialista será o Facebook! Sim está entidade que tem governado Portugal na sombra, decidiu sair do armário e revelar-se aos portugueses e já conta com vários nomes para a sua comissão politica, o Twitter, o Snapchat, o Instagram, entre outros...


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Presidente da República falou pelas famílias das 100 pessoas que morreram por falência do Estado.

No discurso aos portugueses o Presidente da República optou por exigir responsabilidades pela morte de 100 pessoas. Ele podia ter optado por um discurso vazio, sobre a importância da floresta, os erros do passado, blá, blá, blá. Mas optou por responsabilizar, optou por dar voz às pessoas.

O Presidente da República não falou nem pela esquerda, nem pela direita, falou pelas famílias das 100 pessoas que morreram por falência do Estado.

Pessoalmente, há dois temas que me parecem óbvios, a profissionalização das corporações de Bombeiros e a criação de uma esquadrinha de combate a incêndios integrada na Força Aérea. 


domingo, 2 de julho de 2017

Nisto o Passos é coerente...

No PSD pede-se a demissão da Ministra da Administração Interna (lê mais aqui).

Pelo menos nisto o Passos é coerente. Não interessa se é culpado, ou não, não interessa se é "dos seus" ou não, quando há bronca o assunto resolve-se com uma demissão. Já o Costa, por outro lado, parece que não tem o hábito de deixar assim cair os seus.




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Lisboa...

...





Lisboa está na “moda” e mais inundada de turistas do que alguma vez estivera. A barafunda na cidade, o ano inteiro, não engana. Os rankings e os números comprovam-no. Em 2015, Lisboa teve 5,2 milhões hóspedes. Mas tudo tem um preço e também esta “moda”, que para alguns é positiva, tem um custo muito alto para outros que a consideram menos positiva. E esses são os Lisboetas que vivem, de facto, na cidade.

Os lisboetas não são, concerteza, contra o turismo. Aliás antes deste enorme fluxo de turistas, Lisboa e principalmente a baixa da cidade, estava abandonada, portanto é concerteza um fator positivo e foi preponderante para a revitalização da Baixa Pombalina o Turismo. É evidente que a cidade melhorou.

O problema não é o Turismo, mas sim a forma como tem sido promovido e essencialmente como tem sido gerido, tanto pela Autarquia como pela Associação de Turismo de Lisboa (ATL). A falta de regras claras para as atividades económicas associadas ao turismo tem sido um dos grandes fatores de desestabilização das gentes que vive em Lisboa.

Posso dar alguns exemplos, como a estratégia de promoção de alojamento local sem limites, que transformou a baixa lisboeta num mega Hotel; a proliferação dos tuk-tuk que andam pela zona da baixa e bairros históricos promovendo o ruído e poluição, até recentemente, sem limite horário (prejudicando assim os Lisboetas); a ausência de fiscalização de cafés e bares que promovem também o ruido e têm como chamariz a promoção do excesso de álcool nas ruas, como é o caso do Bairro Alto e algumas zonas da freguesia da Estrela. Estes são só alguns exemplos.

Quem sofre com tudo isto e que tem sido passado para segundo plano é o(a) lisboeta que ainda consegue viver na capital. A política da Câmara Municipal de Lisboa e de Fernando Medina aposta na exclusão dos lisboetas da sua cidade em detrimento de turistas que aqui vêm de quando em vez.

Quando deveria apostar em força no repovoamento da cidade, Fernando Medina promove a descaraterização da cidade expulsando os lisboetas, que são substituídos por turistas, que por via do alojamento local, nomeadamente os hostels e hotéis, estão a ocupar tudo. Ou seja, falta equilíbrio na política de promoção do turismo e na politica de repovoamento da cidade.

Mas é natural que não exista qualquer equilíbrio racional pois Fernando Medina não parece ter uma visão integrada para a cidade. Basta ver como, por motivos evidentemente eleitorais, Medina colocou a cidade em estado de sítio com obras por todo o lado, em simultâneo, demonstrando um enorme desprezo, uma vez mais, pelos Lisboetas.

A descaracterização a que a Câmara Municipal de Lisboa e a ATL têm obrigado Lisboa, está a levar a uma evidente substituição dos lisboetas por turistas ou moradores temporários que não pretendem fixar-se na cidade e por isso não pretendem fazer parte da vida de Lisboa, da sua valorização como referência de qualidade de vida e muito menos do seu eterno e patrimonial “bairrismo”.

O “patrono” de Fernando Medina, António Costa, dizia enquanto Presidente da CML que, queria devolver a cidade aos Lisboetas, no entanto António Costa e Fernando Medina têm feito exatamente o contrário. Lisboa perde a cada dia, mais e mais lisboetas e com isso os nossos bairros e freguesias perdem mais vida própria. Naturalmente que temos de ter em conta que o turismo favorece a economia local, mas este turismo massificado e agressivo não consome no comércio tradicional, portanto não o estimula. Pelo contrário, arrasa-o e promove cada vez mais as grandes cadeias de fast-food, as grandes superfícies comerciais, etc.

A política adotada nos últimos anos não só está a expulsar os lisboetas para a periferia com tem tido um efeito perverso no mercado imobiliário transformando o centro da cidade num dos mais caros por m2 da Europa, promovendo a especulação imobiliária, o que obriga a maioria dos lisboetas a procurar casa fora da sua cidade.

Ora desta forma, o cidadão lisboeta médio está longe de tudo aquilo de que poderia usufruir em Lisboa, desde serviços, lazer, etc. Mas parece que esta preocupação não ocupa o tempo do Presidente da Câmara Municipal que em vez de gerir a cidade de forma a equilibrar a convivência entre quem aqui vive e quem visita, ao contrário, está a favorecer e trabalhar, aparentemente, para os turistas.

O afastamento dos lisboetas e a descaracterização da cidade é tão gritante que basta vermos a evolução do nosso comércio local e tradicional. Onde tínhamos uma livraria do bairro temos mais um bar; onde tínhamos aquela sapataria que nos garantia o atendimento generoso e atencioso, além de bons preços, temos mais um bar; a famosa drogaria lá do bairro que tudo tinha, passou a restaurante Gourmet; a oficina que ficava no prédio de esquina e sempre nos desenrascava é hoje a receção de um Hostel onde se fala mais Inglês, Holandês e Alemão do que Português. Ora tudo está a ser substituído por comércio que não corresponde às necessidades dos lisboetas, mas corresponde apenas e só às necessidades dos turistas.

Ora de que serve uma cidade – atualmente em obras por todo o lado – com novo comércio, novos espaços de lazer, passeios renovados (com dimensões dignas de uma metrópole Árabe), etc., se é apenas para turista ver/utilizar?

O Lisboeta médio foi empurrado para fora da cidade nos últimos anos e com isso a cidade tem vindo a perder população fixa, no entanto, diariamente mais do que duplica a população de Lisboa com as pessoas que se deslocam em trabalho ou em visita. Será que poderemos chamar a Lisboa um bom exemplo?

Os Lisboetas que hoje preenchem a periferia da cidade, engrossando assim as fronteiras de Lisboa, apenas podem visitar a sua cidade como se de estranhos se tratassem. A provar esta tese estão os números. Nos últimos anos a população de Lisboa passou de cerca de 800 mil moradores para apenas 500 mil. Enquanto, por exemplo, Berlim e Barcelona estão a impor restrições ao alojamento local e a estimular políticas de repovoamento, Lisboa está a tomar medidas no sentido oposto.

Com a aposta de Fernando Medina e de António Costa no Turismo desenfreado, os papéis dos lisboetas invertem-se. Hoje os que sempre viveram em Lisboa são os “turistas” na sua própria cidade, cada vez mais despovoada e descaracterizada.

Lisboa parece ir num caminho em que perde a cada dia a sua identidade, as suas gentes, o seu bairrismo, o seu sangue quente e acolhedor e principalmente a sua alegria. 

Assim vai Lisboa… Mal!

sábado, 5 de novembro de 2016

É difícil explicar, mas acontece...

Em 2010 Governava o PS de José Sócrates com António Costa como n.º 2 do Partido Socialista. Nesse ano (como comprova o gráfico da primeira foto) foi atingido um nível de dívida pública de mais de 25.000 Milhões de Euros.

Com a entrada do PSD para o Governo em 2011, a dívida pública desceu todos os anos. O PSD deixou o Governo em 2015 com a dívida pública em pouco mais de 5.000 Milhões de Euros, conseguindo reduzir a dívida criada pelo PS em cerca de 20.000 Milhões de Euros. Uma descida de 80% da dívida pública.




O Melhor é que já em 2016 com a Geringonça a Governar a dívida pública passou para mais de 10.000 Milhões de Euros. 

É portanto difícil explicar os dados do Barómetro de Novembro que dão uma queda ao PSD dos 35,3% para os 28,7% (foto Abaixo). 

Importa de facto perceber o que está de errado na mensagem que o PSD está a passar para os portugueses, pois com a evidência aqui demonstrada (e existem muitas mais) este cenário nunca se poderia pôr. Fica aqui a nota para reflexão de todos, mas principalmente para reflexão da atual liderança do PSD.




sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Justiça Fiscal???

Sem qualquer tipo de demagogia...
Justiça fiscal???


Aqui vemos um fiscal das finanças a multar um vendedor de bolas por não passar fatura. A ordem vem do Secretário de estado dos assuntos fiscais, Rocha Andrade. 

O mesmo secretário de estado que ordenou a fiscalização dos vendedores de bolas de berlim parece que aceitou um presente de valor elevado de uma empresa (GALP) com a qual o estado tem uma disputa fiscal.

Esperemos que seja condenado a pagar, no mínimo, a mesma multa que o vendedor de bolas de berlim.

Claro que o mais "justo" para os vendedores de bolas ( e para os contribuintes) seria o secretário de estado demitir-se.
Por muito menos vimos João Soares, empurrado por António Costa, demitir-se. 

Veremos se existem consequências.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Esta Europa não está pronta para um projeto Europeu

Quando leio notícias como a das reuniões apenas com os países fundadores da União Europeia para debater as consequências BREXIT, (lê mais aqui), não consigo deixa de me sentir incomodado. 

Mas somos uma união ou não? Porquê? Qual é a lógica de relegarem os restantes países para segundo plano?

Uma União que tinha como principal objetivo mitigar as diferenças existentes entre os diversos estados e evitar as guerras constantes que assolaram o continente europeu, parece estar mais preocupada em acentuar estas diferenças. 

Definitivamente esta não é a Europa do Adenauer, do Churchill, do Kohl, do d'Estaing, ou do Mitterrand. 

É incompreensível como é que em pleno século XXI continua a existir a necessidade de mostrar aos mais fracos quem manda, especialmente num momento em que a Europa é atacada e onde mais do que nunca deveria prevalecer a união (já escrevi sobre isto aqui).

Esta conversa das sanções é outra idiotice de uma Europa sem rumo. Ou seja, parece que esta Europa quer transmitir uma ideia simples: "Depois do BREXIT, vamos lá é garantir que aumenta o desconforto da opinião pública contra a União Europeia". 

Se o caminho natural do projeto europeu é o federalismo, onde o poder é partilhado, e onde largamos este estado de "chove mas não molha", os atuais cabecilhas desta coisa a que alguns chamam união estão mais preocupados em evitar que o Nigel Farage seja fotografado (já escrevi sobre o Brexit aqui).


Como é que é possível alguém pensar em sancionar qualquer país neste momento? (lê mais aqui)

Eu sei que esta coisa não é recente, já em 1919, no Tratado de Versalhes, a Europa e o Mundo se preocuparam mais em castigar, em sancionar, do que em resolver o problema. Mas acho que a história nos deveria ter ensinado que a hipocrisia não traz bom resultado.

É que se  houve 114 incumprimentodo pacto orçamental desde 1999, 11 vezes pela França, 10 vezes por Portugal, Polónia e Grécia, 8 pela Itália e 5 pela Alemanha, porque é que só agora se fala de sanções? O que é que esta malta pretende?

  (retirado da sic notícias, Comentário do Francisco Louçã)


Em Portugal, só há um beneficiado com isto, o Partido Socialista. Por isso, custa-me muito a acreditar que haja no PSD quem defenda, ou se sinta minimamente satisfeito com estas ameaças de sanções. A acontecer, esta será a desculpa que faltava para justificar a forma irresponsável com que o António Costa tem governado. 

Mesmo que não aconteça, a simples ameaça, na forma e momento em que está a ocorrer, indicia que a Europa pode estar perto do fim.


Esta Europa não está pronta para um projeto Europeu

Quando leio notícias como a das reuniões apenas com os países fundadores da União Europeia para debater as consequências BREXIT, (lê mais aqui), não consigo deixa de me sentir incomodado. 

Mas somos uma união ou não? Porquê? Qual é a lógica de relegarem os restantes países para segundo plano?

Uma União que tinha como principal objetivo mitigar as diferenças existentes entre os diversos estados e evitar as guerras constantes que assolaram o continente europeu, parece estar mais preocupada em acentuar estas diferenças. 

Definitivamente esta não é a Europa do Adenauer, do Churchill, do Kohl, do d'Estaing, ou do Mitterrand. 

É incompreensível como é que em pleno século XXI continua a existir a necessidade de mostrar aos mais fracos quem manda, especialmente num momento em que a Europa é atacada e onde mais do que nunca deveria prevalecer a união (já escrevi sobre isto aqui).

Esta conversa das sanções é outra idiotice de uma Europa sem rumo. Ou seja, parece que esta Europa quer transmitir uma ideia simples: "Depois do BREXIT, vamos lá é garantir que aumenta o desconforto da opinião pública contra a União Europeia". 

Se o caminho natural do projeto europeu é o federalismo, onde o poder é partilhado, e onde largamos este estado de "chove mas não molha", os atuais cabecilhas desta coisa a que alguns chamam união estão mais preocupados em evitar que o Nigel Farage seja fotografado (já escrevi sobre o Brexit aqui).


Como é que é possível alguém pensar em sancionar qualquer país neste momento? 

Eu sei que esta coisa não é recente, já em 1919, no Tratado de Versalhes, a Europa e o Mundo se preocuparam mais em castigar, em sancionar, do que em resolver o problema. Mas acho que a história nos deveria ter ensinado que a hipocrisia não traz bom resultado.

É que se  houve 114 incumprimentodo pacto orçamental desde 1999, 11 vezes pela França, 10 vezes por Portugal, Polónia e Grécia, 8 pela Itália e 5 pela Alemanha, porque é que só agora se fala de sanções? O que é que esta malta pretende?

  (retirado da sic notícias, Comentário do Francisco Louçã)


Em Portugal, só há um beneficiado com isto, o Partido Socialista. Por isso, custa-me muito a acreditar que haja no PSD quem defenda, ou se sinta minimamente satisfeito com estas ameaças de sanções. A acontecer, esta será a desculpa que faltava para justificar a forma irresponsável com que o António Costa tem governado. 

Mesmo que não aconteça, a simples ameaça, na forma e momento em que está a ocorrer, indicia que a Europa pode estar perto do fim.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Eu que não sou de esquerda, que sou contra o despesismo e a favor do rigor das contas públicas...

Não consigo compreender como é que alguém que combate o despesismo e defende o rigor das contas públicas pode defender a manutenção de contratos com colégios privados, quando na mesma área geográfica existem escola públicas.

Quem quer ter os filhos num colégio privado tem todo o direito, mas paga a propina. Aliás, como acontece na maioria dos casos. 

Existem contratos? Negoceiem a sua resolução como se fez com as PPP.

Não compreendo e não aceito que sejam os contribuintes a pagar o colégio privado de alguém, quando existe uma escola pública perto. 


(retirado do jornal publico)



segunda-feira, 9 de maio de 2016

A Censura está de volta

A liberdade de imprensa é um direito consagrado por via da Lei 2/99 de 13 de Janeiro, que garante o direito de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações.



Numa lista de 180 países, Portugal ocupa a 23ª posição, com uma avaliação “satisfatória” quando se fala de liberdade de imprensa.

Mesmo sabendo nós que existem alguns jornalistas que abusam das suas competências e invadem, de forma grosseira, a vida de figuras públicas (ou menos públicas), sem terem consequências do seu (pouco) profissionalismo, lá vamos andando.

Porém, durante esta semana em que se festejou o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, no dia 3 de Maio, fomos confrontados com uma situação grave, que quase faz lembrar o tempo da “censura”.

O Jornalista da RTP, José Rodrigues dos Santos, apresentou durante o Telejornal (a 2 de Maio) a evolução da dívida pública nacional e fê-lo com recurso à imagem de um gráfico que referia o ano e o nível de evolução da dívida, recorrendo aos dados do Eurostat (Autoridade Estatística da União Europeia).

Até aqui tudo bem, dizemos todos nós. Trata-se de matéria de facto (basta ver os dados do Eurostat) e não de matéria especulativa, portanto a garantia de uma informação fiável estava salvaguardada.

Para espanto de todos os defensores da liberdade de Imprensa e da Liberdade de expressão, vem o ex-deputado Socialista, José Magalhães, atacar o Jornalista chegando ao cúmulo de classificar a explicação dada como “uma vigarice extrema”.

Mas vai ainda mais longe o Socialista, dizendo que, “Passá-la na RTP à hora de maior audiência é um enxovalho para o serviço público”.

José Magalhães acha que informar em horário nobre só se deveria fazer se o assunto não fosse incómodo ao Partido Socialista e ao atual governo.

O Jornalista da RTP foi factual apresentando apenas e só os números. Senão vejamos, em 2000 a dívida pública era de 61 mil milhões de euros. É um facto! Em 2005 a dívida pública tinha já um valor de 96 mil milhões de euros. É um facto!

Em 2011 a dívida pública andava na ordem dos 185 mil milhões de Euros. É um facto! Em Abril de 2016 a dívida pública portuguesa atingiu os 233 mil milhões de euros, valor que representa mais do dobro dos 60% a que Portugal se comprometeu com a assinatura do tratado da moeda única. É um facto!

Para os Socialistas se uma notícia lhes é favorável trata-se de bom “serviço público” e o(a) jornalista que apresenta a notícia é um(a) profissional de primeira e merece todo o crédito.

Caso a notícia seja desfavorável ao Partido Socialista e ao governo, então estamos perante uma afronta á “verdade”, um abuso do poder dos média, ou como diz o ex-deputado socialista José Magalhães, estamos perante “uma vigarice extrema”.

Isto revela um padrão de comportamento preocupante de quem tem dificuldade de viver em Democracia, sem a controlar. Esta atitude é reveladora da estratégia de condicionamento que o Partido Socialista faz junto dos órgãos de comunicação social.

Analisando friamente este comportamento dos Socialistas e do governo de António Costa, leva-nos a concluir que estamos perante uma deriva a roçar a “ditadura”, que quer condicionar tudo o que se lhe oponha.

É importante lembrar que a um governo responsável cabe o papel de promover e garantir a liberdade de expressão (onde se inclui a liberdade de imprensa), permitindo que todos o possam fazer livremente, numa democracia saudável.

Triste e lamentável é o Partido Socialista e o governo acharem que têm o direito de impedir que uma notícia seja publicada, só porque não gostam do seu conteúdo. Isto sim é uma afronta à liberdade e à democracia.

Esta afronta faz-nos temer o regresso da “censura” que é agora mais moderna, mais dissimulada, mais hábil, mais engenhosa…mais Socialista!


Avaliando a forma como se vêm as liberdades básicas é evidente que o Partido Socialista vê a liberdade de expressão (e de imprensa) da mesma forma que a Coreia do Norte vê os direitos humanos. Só existe para quem não presta.



domingo, 1 de maio de 2016

António Costa, o ilusionista




O termo “semestre europeu” refere-se a um processo anual de análise dos programas de reformas macroeconómicos e orçamentais, apresentados pelos membros da União Europeia (UE). Este processo culmina com a apresentação de recomendações que os membros devem seguir.

A análise feita aos programas e reformas propostas pelo Governo português começaram no final de fevereiro de 2016 com a aprovação tardia do Orçamento de Estado (março de 2016).

As recomendações da Comissão Europeia vieram, a 7 de abril, com sérios avisos de desconfiança em relação às metas propostas e às previsões do cenário macroeconómico e do Orçamento de Estado (OE), afirmando que Portugal deveria alinhar as suas políticas económicas e orçamentais pelas regras europeias.

O maior alerta do relatório apresentado pela Comissão referia que o Projeto de Plano Orçamental apresentava um cenário que estava em risco de não conformidade com as disposições do Pacto de Estabilidade e era necessário que o Governo português alterasse esse rumo.

Em maio, a Comissão reavaliará a situação, com base no Programa Nacional de Reformas (PNR), aprovado pelo Governo a 21 de abril. O PNR é um documento que os países estão obrigados a enviar anualmente à Comissão Europeia, em simultâneo com o Plano de Estabilidade, onde devem definir as suas linhas estratégicas de desenvolvimento.

Analisado o PNR, o que vemos são 126 medidas que falam de tudo e de nada. Um documento que não refere as implicações da despesa proposta no curto prazo e apenas quantifica (quando o faz) a poupança no médio e longo prazos.

Ou seja, gastar muito, já em 2016/2017… Poupança, só lá para 2019. O pior é que nem todas as medidas apresentam as respetivas implicações orçamentais. O PNR promete um investimento de 25 mil milhões até 2020 (depois das eleições legislativas de 2019), sendo a maior parte desse investimento proveniente de fundos comunitários.

No PNR, o financiamento que Portugal garante representa menos de 1/4, quando os restantes 3/4 do financiamento serão provenientes de fundos comunitários, através do programa Portugal 2020, do plano Juncker e do Banco Europeu de Investimentos.

Apresentado este PNR, o cenário não é nada favorável à deriva de “otimismo excessivo” de António Costa. O Primeiro-ministro tenta condicionar – no cenário nacional – os partidos à sua esquerda referindo que se tiver que alterar a sua política é por imposição da UE.

Por outro lado, joga no cenário europeu, referindo a necessidade de ir satisfazendo uma esquerda demasiado reivindicativa para manter a estabilidade governativa em Portugal, tentando assim garantir alguma flexibilidade das autoridades europeias.

Hábil a estratégia, dirão os discípulos de António Costa. Mas muito pouco prudente, dirão os mais esclarecidos.

Mas a verdadeira habilidade de António Costa está em conseguir afastar a discussão do Plano de Estabilidade. Nesse sim, teve de apresentar medidas concretas de impacto orçamental, tanto do lado da receita como do lado da despesa. A verdade dos números não deixa que possa ser branqueada a situação atual e o caminho a seguir.

A prioridade dada ao combate do défice, o corte na despesa, a redução do número de funcionários públicos, a manutenção da austeridade com a apresentação de medidas de consolidação, medidas de correção e medidas de poupança, obrigaram António Costa a revelar-se e isso pode ser fatal para tão hábil negociador.

Com a apresentação e discussão do Plano de Estabilidade, ficou clara a dependência do Governo do Tratado Orçamental. No entanto, nem isso abala a maioria que reprova desde sempre o Tratado e as suas regras. Para não voltarem a ver a direita no poder, PCP e BE fazem o que for preciso, inclusive abdicar dos seus valores e princípios.

Até ver, PCP e BE estão sob o efeito placebo, a dormir. Pelo menos, até ao próximo OE.


António Costa – que nem no debate do PNR e do Plano de Estabilidade do passado dia 27 apareceu – revela-se assim um “ilusionista”, tendo a “magia” suficiente para anular os partidos à sua esquerda. Agora, tal qual Houdini, só terá de “iludir” a Comissão Europeia.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A ingerência das mais altas figuras da Nação


Começo por dar quatro notas introdutórias para acompanharem aquele que julgo ser um raciocínio lógico.


A primeira nota é de que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), anunciou em Janeiro deste ano que o défice para 2016 será de 5,2 mil milhões de euros.

A segunda nota é de que o IGCP revela ainda que necessitará de 2,1 mil milhões de euros para financiar e recapitalizar empresas públicas.

A terceira nota é de que o Banco de Portugal também veio confirmar estes valores do défice com uma pequena variação, assumindo um valor de 5,3 mil milhões de euros.

A quarta nota é de que o valor das participações de Isabel dos Santos em empresas cotadas em Portugal, têm um valor que ronda os 3 mil milhões de euros. A esta cifra somam-se as posições no BIC e os investimentos pessoais da empresária no sector imobiliário em Portugal.

Fazendo uma análise comparativa dos valores do défice e dos valores das participações de Isabel dos Santos em empresas cotadas em Portugal, verificamos que a empresária Angolana representa 58% do valor de défice português previsto para 2016.

Se fizermos a mesma comparação dos valores das participações de Isabel dos Santos com o valor que o IGCP necessita para financiar e recapitalizar as empresas públicas, vemos que as participações de Isabel dos Santos chegavam para financiar as empresas públicas e ainda sobravam cerca de mil milhões de euros.

A forma como temos visto tratar na praça pública matérias tão delicadas como a da negociação do CaixaBank com a Santoro Finance (holding de Isabel dos Santos) para a aquisição das acções do BPI, tendo inclusive tido o Primeiro-ministro e o Presidente da República interferência numa fase inicial, revela inabilidade “negocial” e falta de prudência por parte das autoridades portuguesas.


Vimos com alguma perplexidade, o Presidente da República referir que combinou com o Primeiro-ministro, que aguardaria pelo acordo entre o CaixaBank e a Santoro Finance, para então promulgar o diploma que acaba com as regras de blindagem que permitiam a um accionista com cerca de 20% bloquear as decisões de um outro accionista, com mais de capital.

Em primeiro lugar as mais altas figuras da Nação não deveriam interferir em negócios privados, correndo o risco de a sua interferência poder ser vista como uma “ingerência”. Em segundo lugar nenhum investidor deve ter um tratamento de excepção seja ele Espanhol, Angolano ou de qualquer outra nacionalidade e neste caso em concreto foi dado um tratamento de excepção ao CaixaBank.

O CaixaBank entretanto lançou uma OPA voluntária ao BPI onde oferece 1,113 euros, avaliando o BPI em 1,6 mil milhões de euros. Recordo que Isabel dos Santos tem investido só em participações de empresas cotadas em Portugal 3 mil milhões de euros, ou seja, duas vezes mais a avaliação que o CaixaBank faz ao BPI.

Com esta lei aprovada pelo Governo de António Costa e promulgada por Marcelo Rebelo de Sousa, Isabel dos Santos vê a sua posição fragilizada, no entanto as consequências para Portugal podem ser maiores do que se imagina.

Isabel dos Santos, em Portugal, atua em setores estratégicos como a Banca (BPI, BIC e BCP), Energia (Efacec, Energia Amorim e Galp), Telecomunicações (ZOPT, Sonae e NOS) e ainda no setor Imobiliário. Mas além de actuar em setores estratégicos e por isso representar uma mais-valia (ou não) para a economia portuguesa, Isabel dos Santos representa ainda Angola e isso não é um pormenor.

Portugal tem hoje milhares de emigrantes e centenas de empresas com capital português a operar em Angola. O risco de retaliações é agora ainda mais provável e mesmo que se procure, por via da diplomacia, atenuar o que agora se fez, não me parece que se possa pedir a um Pai (José Eduardo dos Santos) que não proteja os interesses da filha (Isabel dos Santos).


A inabilidade e a ingerência das mais altas figuras da Nação pagam-se caro. Veremos se são sempre os mesmos a pagar…os Portugueses!

FONTE: Jornal OJE Digital, www.oje.pt, Publicado em 22/04/2016
LINK DA NOTÍCIA: http://www.oje.pt/ingerencia-das-altas-figuras-da-nacao/