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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Esta coisa dos Bombeiros Voluntários andarem a pedir ajuda é no mínimo estranho. Quem é que vai para uma operação destas sem logística organizada?

Durante os incêndios de 2017 houve uma verdadeira avalanche de pedidos de apoio em barras de cereais, água e outros produtos alimentares, para ajudar os Bombeiros que se encontravam a combater os incêndios. Muitos portugueses tomaram a iniciativa e encheram os quartéis desses produtos.

O ano passado, se partirmos do princípio que foi um ano atípico e que as Associações de Bombeiros Voluntários foram apanhadas de surpresa, podemos até considerar isto uma coisa normal. Mas este ano, já me parece no mínimo um atestado de incompetência, não tenho é a certeza para quem.

Eu até vou partir do princípio que este atestado de incompetência não é para a Proteção Civil que hoje pede ajuda, até porque é suposto haver alguém responsável pela alimentação dos operacionais no terreno.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Presidente da República falou pelas famílias das 100 pessoas que morreram por falência do Estado.

No discurso aos portugueses o Presidente da República optou por exigir responsabilidades pela morte de 100 pessoas. Ele podia ter optado por um discurso vazio, sobre a importância da floresta, os erros do passado, blá, blá, blá. Mas optou por responsabilizar, optou por dar voz às pessoas.

O Presidente da República não falou nem pela esquerda, nem pela direita, falou pelas famílias das 100 pessoas que morreram por falência do Estado.

Pessoalmente, há dois temas que me parecem óbvios, a profissionalização das corporações de Bombeiros e a criação de uma esquadrinha de combate a incêndios integrada na Força Aérea.