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sexta-feira, 24 de junho de 2016

O lado positivo da saída do reino Unido #Brexit #EstorilGlobal

Ao contrário do que parece ser a tendência da maioria, decidi olhar para o resultado do referendo britânico pelo lado positivo. 

Na realidade, esta relação entre a União Europeia e o Reino Unido era cansativa. Já pareciam aqueles casais que já dormem em quartos separados, mas que apenas continuam casados por causa dos miúdos. 

Se pensarmos bem, o Reino Unido nunca esteve 100% no projeto europeu. 

  • Rejeitou o sistema monetário europeu em 78. 
  • Em 1984 maribou-se para a solidariedade entre países e exigiu o retorno da diferença entre a sua contribuição para os fundos europeus e o que recebia em troca
  • Rejeitaram o fim das fronteiras com o acordo de Schengen em 1995.
  • Em 2002 rejeitou a moeda comum.
  • Em 2011 foi o único estado-membro  que se opôs ao reforço da disciplina fiscal para combater a crise económica.
  • E em 2012 recusou o Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária. 
Em suma.  O Reino Unido nunca quis um projeto europeu. Com o Reino Unido nunca poderia existir um projeto europeu.



Olhando para o lado positivo dos resultados do referendo, pelo menos as águas ficaram clarificadas. E se no futuro vier a existir nova intenção de reconciliação, certamente que já não haverá espaço para as birras a que habituaram a Europa.


E aqui entra outro ponto positivo. Com as votações na Escócia, na Irlanda do Norte e em Londres, com a divisão entre as gerações mais novas que os mais velhas (lê mais aqui), é fácil pensar que poderá ser reacendida a chama da contestação à monarquia e que se venha a tornar efetiva a independência da Escócia.

Em 2014 escrevi neste blogue (abre post aqui) as razões que fazem das monarquias sistemas injustos. Mas, ao tentar sobreviver politicamente, David Cameron pode mesmo ter garantido um lugar na história, o de Oliver Cromwell 2.0, 350 anos depois da Inglaterra ter sido uma República. David Cameron pode ter desencadeado o processo de implosão do Reino Unido tal como o conhecemos. 

E até pode ser que a Escócia decida aderir à UE.

O fim de uma monarquia e o início de uma República é sempre um acontecimento democrático positivo.

Resta saber se a União Europeia vai olhar de frente para o que aconteceu, tomar as decisões que tem de tomar e conseguir garantir que o projeto Europeu sai fortalecido deste processo.







quinta-feira, 23 de junho de 2016

BREMAIN #EstorilConf

O populismo associado ao nacionalismo bacoco é uma formula que resulta. E a história demonstrou-o várias vezes, aliás foi uma formula que o Goebles implementou muito bem na Alemanha na primeira metade do século XX.

Seja qual for o resultado do referendo de hoje no Reino Unido, será um mau momento para a Europa. Resta saber se pode ser transformado numa oportunidade para aprofundar a relação com o Reino unido, caso a permanência ganhe. Ou se este será o momento zero do fim do sonho europeu, caso o Reino Unido saia.

Para os indecisos fica aqui um link onde podem tirar algumas dúvidas (Remain



terça-feira, 21 de junho de 2016

Brexit ou Bremain?

Esta quinta-feira vamos estar com o Estoril Institute for Global Dialogue a acompanhar em direto os resultados do referendo sobre o destino do Reino Unido na União Europeia. Esta é a primeira iniciativa com a chancela Conferências do Estoril intitulada “Diálogos das Conferências do Estoril”. 

Este evento, de acesso livre, terá início às 21h do dia 23 de Junho, no Auditório Maria Jesus Barroso da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais e contará com a presença de António Perez Metelo, Jorge Braga de Macedo, João Carlos Espada, Pedro Magalhães e Alexandra Abreu Loureiro no painel de intervenientes.