Ontem, mais uma vez, o Paulo Portas deu "show de bola" no programa "Isso é tudo muito bonito, mas".
Vale a pena ver (Aqui) , descontraído, respondeu a tudo e ainda levou o gato fedorento às cordas duas ou três vezes (o que não é fácil).
Gostei particularmente da forma como posicionou logo ideologicamente o Ricardo Araújo Pereira e como conseguiu passar as mensagens que queria passar.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Até nos podemos rir do #Seguro, mas o #PassosCoelho continua atrás nas #sondagens
Nem sempre a melhor solução é a ideia mais evidente.
O responsável pela comunicação online de uma campanha assume uma importância cada vez mais relevante de eleição para eleição.
É nas redes sociais que se iniciam a maioria das campanhas, que se anunciam medidas e que se comunica diretamente com eleitores. Por isso, são atualmente instrumentos essenciais para trabalhar atributos que queremos valorizar nas candidaturas (dinamismo, juventude,etc...).
Mas, trabalhar uma campanha nas redes sociais não é tão simples como parece. Não é só: "Surgiu uma campanha internacional... Então bora lá pôr o António com uma folha branca à frente de uma máquina fotográfica"
Decisões tomadas em cima do joelho têm riscos elevados e pagam-se caro.
É compreensível que António José Seguro queira associar-se ao movimento internacional de apoio às famílias da jovens raptadas na Nigéria (lê mais aqui). No entanto, ir pelo caminho mais fácil tem um preço.
O problema surge quando se deixa de pensar estrategicamente e não se tem um posicionamento do candidato definido, procurando-se apenas gerar atividade no Facebook e agir em reação ao que vai acontecendo pelo mundo.
Aproveitar um tema apenas porque está na moda pode gerar o efeito contrário e acabar por associar o candidato a atributos bem diferente dos imaginados. Com a rapidez com que a informação se passa na Internet, um candidato com responsabilidade social e preocupado com os direitos humanos, rapidamente passa a ser o pateta à procura de cromos da panini.
A tentativa de se associar ao #BringBackOurGirls, postando uma foto com este hashtag escrito num cartaz com fundo branco, foi no mínimo arriscada e neste caso correu mal.
Não sei se a ideia terá sido do próprio Seguro, mas quem a teve tinha a obrigação de avaliar se o risco compensava, até porque já havia casos de políticos a ser ridicularizados pelo aproveitamento do mesmo hashtag.
Para uma campanha, pior do que ver contestadas as suas propostas é ter a sua marca ridicularizada e ainda por cima com piada.
O caso do referendo para a despenalização do aborto em Portugal é paradigmático, quando os Gatos Fedorentos demoram 2 minutos a "assassinar" a campanha "Assim não" opositora à despenalização.
Todas as figuras públicas estão sujeitas ao ridículo, mas há situações evitáveis... O que não é o caso desta imagem em baixo que saquei ao Blog 31 da Armada (Vê aqui)
Agora, para o que verdadeiramente interessa, se isto irá alterar os resultados eleitorais?...
Publicada por
Alexandre Luz
à(s)
16:55:00
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