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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

As questões do momento



Depois da desmistificação da esquerda radical, depois do vergar do Syriza (Lê mais aqui), depois de uma campanha fraca do Partido Socialista (Lê mais aqui), parece que as duas grandes questões em véspera de eleições são:

  1. Como conseguirá a coligação PSD/CDS obter estabilidade governativa? (maioria absoluta, bloco central, ou eleições daqui a 1 ano?)
  2. Quem será o novo líder do Partido Socialista? (será que o Seguro vai voltar?)




segunda-feira, 12 de maio de 2014

Até nos podemos rir do #Seguro, mas o #PassosCoelho continua atrás nas #sondagens

Nem sempre a melhor solução é a ideia mais evidente. 

O responsável pela comunicação online de uma campanha assume uma importância cada vez mais relevante de eleição para eleição.

É nas redes sociais que se iniciam a maioria das campanhas, que se anunciam medidas e que se comunica diretamente com eleitores. Por isso, são atualmente instrumentos essenciais para trabalhar atributos que queremos valorizar nas candidaturas (dinamismo, juventude,etc...).

Mas, trabalhar uma campanha nas redes sociais não é tão simples como parece. Não é só: "Surgiu uma campanha internacional... Então bora lá pôr o António com uma folha branca à frente de uma máquina fotográfica" 

Decisões tomadas em cima do joelho têm riscos elevados e pagam-se caro.

É compreensível que António José Seguro queira associar-se ao movimento internacional de apoio às famílias da jovens raptadas na Nigéria (lê mais aqui). No entanto, ir pelo caminho mais fácil tem um preço.



O problema surge quando se deixa de pensar estrategicamente e não se tem um posicionamento do candidato definido, procurando-se apenas gerar atividade no Facebook e agir em reação ao que vai acontecendo pelo mundo. 

Aproveitar um tema apenas porque está na moda pode gerar o efeito contrário e acabar por associar o candidato a atributos bem diferente dos imaginados. Com a rapidez com que a informação se passa na Internet, um candidato com responsabilidade social e preocupado com os direitos humanos, rapidamente passa a ser o pateta à procura de cromos da panini.

#selfieSeguro #Panini


A tentativa de se associar ao #BringBackOurGirls, postando uma foto com este hashtag escrito num cartaz com fundo branco, foi no mínimo arriscada e neste caso correu mal. 

Não sei se a ideia terá sido do próprio Seguro, mas quem a teve tinha a obrigação de avaliar se o risco compensava, até porque já havia casos de políticos a ser ridicularizados pelo aproveitamento do mesmo hashtag.

Para uma campanha, pior do que ver contestadas as suas propostas é ter a sua marca ridicularizada e ainda por cima com piada.

O caso do referendo para a despenalização do aborto em Portugal é paradigmático, quando os Gatos Fedorentos demoram 2 minutos a "assassinar" a campanha "Assim não" opositora à despenalização.



Todas as figuras públicas estão sujeitas ao ridículo, mas há situações evitáveis... O que não é o caso desta imagem em baixo que saquei ao Blog 31 da Armada (Vê aqui)


Agora, para o que verdadeiramente interessa, se isto irá alterar os resultados eleitorais?... 

Dificilmente. (Lê mais aqui)