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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Até nos podemos rir do #Seguro, mas o #PassosCoelho continua atrás nas #sondagens

Nem sempre a melhor solução é a ideia mais evidente. 

O responsável pela comunicação online de uma campanha assume uma importância cada vez mais relevante de eleição para eleição.

É nas redes sociais que se iniciam a maioria das campanhas, que se anunciam medidas e que se comunica diretamente com eleitores. Por isso, são atualmente instrumentos essenciais para trabalhar atributos que queremos valorizar nas candidaturas (dinamismo, juventude,etc...).

Mas, trabalhar uma campanha nas redes sociais não é tão simples como parece. Não é só: "Surgiu uma campanha internacional... Então bora lá pôr o António com uma folha branca à frente de uma máquina fotográfica" 

Decisões tomadas em cima do joelho têm riscos elevados e pagam-se caro.

É compreensível que António José Seguro queira associar-se ao movimento internacional de apoio às famílias da jovens raptadas na Nigéria (lê mais aqui). No entanto, ir pelo caminho mais fácil tem um preço.



O problema surge quando se deixa de pensar estrategicamente e não se tem um posicionamento do candidato definido, procurando-se apenas gerar atividade no Facebook e agir em reação ao que vai acontecendo pelo mundo. 

Aproveitar um tema apenas porque está na moda pode gerar o efeito contrário e acabar por associar o candidato a atributos bem diferente dos imaginados. Com a rapidez com que a informação se passa na Internet, um candidato com responsabilidade social e preocupado com os direitos humanos, rapidamente passa a ser o pateta à procura de cromos da panini.

#selfieSeguro #Panini


A tentativa de se associar ao #BringBackOurGirls, postando uma foto com este hashtag escrito num cartaz com fundo branco, foi no mínimo arriscada e neste caso correu mal. 

Não sei se a ideia terá sido do próprio Seguro, mas quem a teve tinha a obrigação de avaliar se o risco compensava, até porque já havia casos de políticos a ser ridicularizados pelo aproveitamento do mesmo hashtag.

Para uma campanha, pior do que ver contestadas as suas propostas é ter a sua marca ridicularizada e ainda por cima com piada.

O caso do referendo para a despenalização do aborto em Portugal é paradigmático, quando os Gatos Fedorentos demoram 2 minutos a "assassinar" a campanha "Assim não" opositora à despenalização.



Todas as figuras públicas estão sujeitas ao ridículo, mas há situações evitáveis... O que não é o caso desta imagem em baixo que saquei ao Blog 31 da Armada (Vê aqui)


Agora, para o que verdadeiramente interessa, se isto irá alterar os resultados eleitorais?... 

Dificilmente. (Lê mais aqui)







quarta-feira, 19 de março de 2014

Não existe má altura para desgastar o #Governo

A colocação de outdoors do BE e do PCP há muito que não se restringe ao período das campanhas eleitorais. Aos olhos destes partidos não existe má altura para desgastar o Governo. 

Para o PSD e para o CDS o inverso não se verifica, ou pelo menos não se verificava até ao momento.

Esta noite o PSD de Lisboa lançou uma campanha online e de outdoors a chamar à atenção sobre os resultados positivos que Portugal já atingiu e o falhanço das previsões feitas por alguns comentadores.


Apesar de poder pecar por tardia, uma vez que estamos mesmo em cima das #Europeias, dificilmente se conseguiria fazer uma campanha deste tipo mais cedo, uma vez que os números apenas agora começam a ser positivos para o Governo.

O que não compreendo é a razão do PSD Nacional, ou do próprio CDS/PP, não ter pensado nisto e de terem deixado a uma estrutura local a defesa do Governo. A ideia com que ficamos é que têm algum tipo de complexo com este tipo de comunicação, um tipo de complexo que a oposição não tem.

Veremos se vai a tempo.