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terça-feira, 20 de março de 2018

Em defesa da honra ISCSPiana…

Resultado de imagem para iscsp

Dos 28 promotores desta lamentável petição, nenhum deles é do ISCSP.
Se depender dos professores do ISCSP estou convicto que Pedro Passos Coelho será mais um membro da prestigiada comunidade ISCSPiana.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Déjá vu, ou a estranha estratégia para garantir a eleição de Marcelo à primeira volta.

Esta estratégia de passos para ajudar a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa não é de agora. Já para as eleições de 2014 fez a mesma coisa, aprovando em Conselho Nacional uma moção com um perfil de candidato que excluía o atual Presidente da Republica .


(imagem retirada do Jornal i de hoje)

Apesar das más línguas dizerem que esta ameaça de Passos Coelho é uma tentativa de chantagem, de quem acha que o Presidente da República existe para fazer as vontades dos partidos que o apoiam, pessoalmente, estou convencido que é precisamente o contrário. Trata-se de uma estratégia muito bem orquestrada para ajudar Marcelo Rebelo de Sousa a ser reeleito à primeira.




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

‪Conversa para boi dormir

O Santana Lopes disse o que Passos Coelho não pode dizer. Que as direitas foram essenciais para eleger Pedro Passos Coelho em 2010, mas que agora já não dão assim tanto jeito. Isto por causa da notícia no Público, em que Santa Lopes vem defender a eleição do líder do PSD em Congresso.

Mas vamos por partes. Para quem não conhece bem o PSD, na realidade há dois grandes argumentos saudosistas dentro do partido:

1 - O que assume que os militantes são dominados por um tipo de cacique que não garante princípios e valores na escolha dos líderes nacionais. 

2- O que assume que o congresso perdeu todo o interesse e que é redundante, após a escolha direta do líder nacional. 

O primeiro argumento, aliás o utilizado pelo Pedro Santana Lopes, não deixa de ser uma autocrítica, pois foi este o sistema utilizado para a escolha de Pedro Passos Coelho. Ou seja, apesar de sabermos que Santana Lopes vai ao encontro daquilo que alguns apoiantes de Pedro Passos Coelho pretendem, dizer que a escolha daquele que foi nosso Primeiro Ministro pecou pela ausência de princípios e valores, não deixa de ser irónico.

Pessoalmente, não poderia discordar mais. O que a maior parte das pessoas que estão fora do partido não sabe, é que esta estória dos caciques é "conversa para boi dormir", até porque Santa Lopes, Passos Coelho, Rui Rio, são na realidade caciques, que arregimentam ao nível nacional e até local militantes a favor das suas pretensões. Nada os distingue dos militantes que são lideres locais, nada, aliás são eles que os criam e apoiam. 




Por outro lado, dizer que é para por fim ao arregimentar de votos raia o ridículo, pois este arregimentar existia antes das diretas. A única coisa que o fim das diretas iria garantir seria o retrocesso ao tempo em que os congressos eram autênticos mercados de delegados a soldo, que prometiam uma coisa nas suas concelhias, mas que estavam disponíveis para votar em algo diferente em Congresso, dependendo do que lhes fosse oferecido. Ou seja, seria trocar uns caciques por outros, ou não, pois os delegados eleitos são os caciques locais.

Eu percebo o saudosismo, especialmente entre os mais velhos, afinal era a isto que estavam habituados, mas a democracia tem de ser coerente. Não podemos andar a dizer que o verdadeiro Primeiro Ministro é Pedro Passos Coelho, por ter sido nele que os portugueses votaram e depois defender a eleição representativa dentro do partido.

Sobre o segundo argumento até concordo. As equipas deveriam ser eleitas durante as diretas e os congressos deixariam de existir neste formato do século passado, para se transformar em mecanismos de aproximação ao eleitor, de apresentação de programa, de debate de ideias e não uma espécie de mercado da bolsa.




Enquanto outros partidos se procuram aproximar das pessoas e abrem a escolha do seu líder a não militantes, no PSD pensa-se em dar o passo atrás. 

A ideia de que os eleitores, os militantes, não são capazes de julgar por si e que precisam de uns quantos caciques de delegados, que dominam o palco nacional, para os iluminar e lhes garantir a introdução de princípios e valores na escolha do futuro primeiro ministro, é, no mínimo, perigosa e abre espaço para outro tipo de saudosismo, contra o qual o PSD sempre lutou. É que esta ideia de se considerar que as pessoas não têm capacidade para escolher os seus líderes não é nova.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Era só o que faltava o Presidente da República Portuguesa andar a comentar listas de falecidos com nomes repetidos, ou suicídios que não existiram.

Depois do que se passou durante a Presidência do Jorge Sampaio, que dissolveu a Assembleia da República e convocou as eleições que fizeram de José Sócrates Primeiro Ministro. Depois de um Presidente da República ter tirado o tapete a um Primeiro Ministro com maioria parlamentar (lê mais aqui), é no mínimo  infantil existirem claques dentro dos partidos de direita a criticar o atual Presidente da República por ser diferente de Jorge Sampaio. Depois do que aconteceu com Santana Lopes, ninguém deveria defender a parcialidade da mais alta figura do Estado.

Esta atitude de querermos eleger um do nosso clube, para cumprir uma missão para o nosso clube (e não para o país) é de uma irresponsabilidade atroz.

Era só o que faltava o Presidente da República Portuguesa andar a correr à pressa a comentar listas de mortos que afinal tinham nomes repetidos (lê mais aqui e aqui), ou suicídios que na realidade não existiram (lê mais aqui). 

Mas, sejamos sinceros, não devia o Presidente da República, nem ninguém com cargos de responsabilidade no Estado, lideres partidários incluídos. 



Isto tudo apenas para recordar que ser militante não é a mesma coisa que ser adepto.

Quando assinamos a ficha de militância de um partido é suposto estarmos conscientes que o fazemos porque nos identificamos com os seus princípios ideológicos, ou com as pessoas que o lideram.

Por outro lado, a adesão a sócio de um clube de futebol assenta em princípios diferentes. Assenta na cor da camisola, nas preferências dos nossos familiares e amigos, ou até na frequência com que aquela equipa ganhou enquanto éramos crianças.  - O que não quer dizer que para alguns as razões para a filiação sejam muito diferentes destas.
 
Ou seja, eu sei porque me filiei no PSD, mas sinceramente não faço a mínima ideia porque me tornei adepto do Benfica - (apesar de saber porque continuo - #CarregaBenfica). 

sexta-feira, 31 de março de 2017

É injusto e é chato

A política é injusta. Depois das dificuldades que o Passos Coelho teve para escolher uma candidata deste nível e qualidade (lê mais aqui), depois da Teresa Leal Coelho se ter disponibilizado, sacrificando a sua vida pessoal e a intensa atividade parlamentar, para dar a cara por Pedro Passos Coelho e pelo PSD nas próximas eleições autárquica, é injusto que os media e  os seus opositores lhe caiam em cima apenas por ter cometido uma meia dúzia de gafes logo à partida (vê as gafes aqui). É injusto e acima de tudo é chato.


(imagem retirada daqui)


sexta-feira, 17 de março de 2017

PSD, aquele remake do programa a Roda da Sorte

O famoso programa da década de 90, com a apresentação brilhante do grande Herman José, era composto por três concorrentes que escolhendo vogais e/ou consoantes teriam de descobrir a palavra ou o conjunto de palavras escondidas.

Cada programa era único. Desde o entretenimento do apresentador até à descoberta do nome escondido era o topo de audiências na época (bem, também não era difícil só havia quatro canais).



Com a chegada das eleições autárquicas, o PSD numa tentativa de subir audiências, faz-nos chegar uma espécie de roda da sorte. Na esperança que a sorte de alguém resolva os problemas de outros. Que as palavras, por trás dos biombos desvendem soluções. Que as soluções indiquem nomes. Que os nomes resultem em sorte...roda e roda e roda...

E assim o humorista numa versão de “que se lixe o programa”, dispara para todo o lado e não acerta em ninguém, apenas destrói o cenário, estoira com as soluções. No entanto continua à espera da sorte...

Para quem é desse tempo recorde:






Teresa Leal Coelho - A Bomba Atómica

Dita o bom senso que em período pré eleitoral haja alguma contenção nas palavras, especialmente para quem tem responsabilidades partidárias. O que não é o meu caso.

São processos tão complexos, que mexem com tantas sensibilidades, com as aspirações de tanta gente, que uma vez tomadas as decisões, a esmagadora maioria dos dirigentes partidários opta por esperar pelo resultado das eleições para tirar os dividendos políticos dos erros dos seus líderes.

Se há pouco tempo atrás o Fernando Medina era visto como um candidato fraco, sem notoriedade, um autarca incapaz de planear as obras na cidade, (lê mais aqui), e era visto como um presidente diminuído na legitimidade pela forma como o António Costa lhe deixou o poder nas mãos, hoje em dia as coisas já não são assim tão claras.  

Apesar disso, o CDS apostou pesado, apresentou a sua líder, Assunção Cristas, uma mulher que tem vindo a subir nas sondagens. Uma candidata que não perdeu tempo a posicionar-se como a candidata das famílias, a candidata que coloca a família à frente de tudo, a candidata que finalmente põe os problemas do setor financeiro na posição que merecem, uma candidata que preferiu assinar sem ler a resolução do BES a interromper as férias em família (lê mais aqui).

Mais estratégico, como sempre, Pedro Passos Coelho também jogou forte e acabou por trocar as voltas a todos.

Sendo Lisboa essencial para a estratégia autárquica do PSD, Pedro Passos Coelho deixou que as estruturas locais partidárias e a coordenação autárquica se convencessem que mandavam alguma coisa e foi gerindo o tempo como quis. Para poupar tempo, pediu ao José Eduardo Martins para escrever o programa eleitoral e ao mesmo tempo deixou que os nomes de Santana Lopes, Morais Sarmento, Jorge Moreira da Silva, José Eduardo Moniz, Pedro Reis, Carlos Barbosa, e Maria Luís Albuquerque (lê mais aqui) circulassem para assim garantir que ninguém descobria a sua estratégia.

Como sempre a estratégia estava acima de tudo.

Mesmo quando um milhar de lisboetas reconheceram o líder o PSD como o único capaz de ganhar as eleições em Lisboa e lhe pediu para dar a cara pela cidade capital do país, nem assim ele cedeu (lê mais aqui). Mas afinal tudo tinha um sentido.

A escolha do líder do PSD é Teresa Leal Coelho, e percebe-se porquê (lê mais aqui). Pedro Passos Coelho escolhe a única candidata capaz de condicionar tanto o posicionamento da Assunção Crista como o do Medina.

Se não vejamos:

No combate com Cristas, ambas são mulheres, licenciadas em Direito e ambas se posicionam como as candidatas da família. Aqui Teresa Leal Coelho evidencia-se pela forma como liderou a contestação à co-adoção por casais homossexuais, ao ponto de se ter demitido da liderança de bancada do PSD. A idade e a experiência profissional, tanto académica como pela diversidade (passagem pelo CCB e pela administração de Vale e Azevedo na SAD do Benfica) são pontos a favor da candidata anunciada por Pedro Passos Coelho.

No combate com Medina, a candidata do PSD consegue sair valorizada por ser mulher e por conseguir condicionar de forma muito eficaz a diversidade do percurso político do Medina. É que se este é nascido e criado no Porto e foi eleito deputado em 2011 pelo distrito de Viana do Castelo, a Teresa Leal Coelho foi eleita deputada, nesse mesmo ano, pelo distrito do Porto e na legislatura seguinte, em 2013, pelo distrito de Santarém. Como autarca, apesar de se fazer substituir a maior parte das vezes por ser deputada, a candidata do PSD tem ainda a seu favor o facto de ter sido eleita vereadora em Lisboa.

Com esta escolha, que apanhou as estruturas do PSD de surpresa (lê mais aqui), Pedro Passos Coelho mantém viva a sua estratégia e nisto há que reconhecer que Pedro Passos Coelho não brinca, apoiando alguém da sua inteira confiança, casada com o seu ex-chefe de gabinete (lê mais aqui), professora na Universidade Lusíada, onde Passos terminou o curso, e sua vice-presidente, uma apoiante incontestável...

Claramente Pedro Passos Coelho continua a preparar as próximas eleições legislativas.










terça-feira, 5 de abril de 2016

Foi um congresso onde ficou bem demonstrado o controlo que o PedroPassos Coelho tem sobre a máquina partidária

Alguns pontos sobre o 36º Congresso do PSD

Pedro Santana Lopes - Salvou o congresso. Num congresso onde havia uma expectativa muito grande relativamente à ação do José Eduardo Martins e do Pedro Duarte, o Santana Lopes veio em socorro do Pedro Passos Coelho e fez o que poucos teriam capacidade e legitimidade para fazer. Ridicularizou os eternos opositores, o Rui Rio, a Manuela Ferreira Leite e o Pacheco Pereira. 
Num discurso bem humorado e com bastante nível disse tudo o que Passos Coelho precisava que fosse dito.

Aguiar Branco - defendendo a direção nacional, tentou colocar o Pedro Duarte e o José Eduardo Martins acima da imagem de "efant terribles". O desafio que fez aos principais atores políticos do PSD para concorrem nas próximas eleições autárquicas foi aparentemente ignorado. Se é compreensível que este desafio tenha sido visto com algum pânico pela Teresa Leal Coelho e por muitos dos que integram a Comissão Política Nacional, tratando-se de algo que não é inédito no PSD, ia requerer que conseguissem identificar o desafio do Aguiar Branco como uma oportunidade.

Paulo Rangel - Foi o melhor discurso que fez até hoje. Evoluiu bastante desde o momento em que perdeu as eleições diretas para o Pedro Passos Coelho.

Podemos assumir com bastante certeza que o Congresso, numa perspectiva interna do partido, correu muito bem ao Pedro Passos Coelho. 
Com a alteração de abordagem ao governo esvaziou completamente o discurso dos descontentes internos e forçou-os a apresentarem-se com discursos mornos e cheios de banalidades.
Os convites para a Comissão Política e a pressão exercida sobre as distritais e concelhias também evitou movimentações para a criação de listas fortes alternativas à lista oficial, garantindo um resultado esmagador para a lista patrocinada por si.

Foi um congresso onde ficou bem demonstrado o controlo que o Pedro Passos Coelho tem sobre a máquina partidária. Também foi muito evidente a prudência que os presidentes de distrital e de concelhia demonstraram com os olhos postos nas próximas eleições autárquicas. Aliás, a cedência à vontade das bases ficou bem explicita pelas afirmações do Almeida Henriques, ao assumir o regresso dos autarcas "empurrados" para candidaturas independentes (lê mais aqui), pondo fim a guerras com mais de 10 anos. 

Claramente o PSD quer ganhar as próximas eleições autárquicas e parece que está disponível para fazer tudo ao seu alcance para que isso aconteça.


(A figura do Congresso)


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

"Maioria dos portugueses queria Passos como líder do Governo." Perdoem-me a superficialidade da leitura, mas...

Perdoem-me a superficialidade da leitura, mas quando vi os resultados da última sondagem da Católica não consegui deixar de soltar uma gargalhada. Recordo que em 4 de Outubro deste ano, a coligação Portugal Mais à Frente, constituída pelo PSD e pelo CDS, obteve 36,86% dos votos, contra 32,31% do PS, 10,19% do BE e 8,25% da CDU.
 

   
 
Sabemos  agora, lendo a sondagem realizada pelo CESOP-Universidade Católica Portuguesa para o Jornal de Notícias, Diário de Notícias, Antena 1 e RTP, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2015, que intuímos como reflexo da sensibilidade da sociedade portuguesa, que a maioria dos eleitores defende que o primeiro-ministro deveria ser Pedro Passos Coelho (52%) e não António Costa (37%).
 
Chamo a atenção para o facto do resultado eleitoral do PS coincidir com a percentagem de eleitores que desejava ver AC como PM. No entanto, o facto relevante e que suscita sérias preocupações sobre a saúde mental dos portugueses, tem a ver com a dissonância entre aqueles que votaram PaF e aqueles que, na realidade, gostavam de ver PPC como PM. Isto é, 15% do eleitorado, embora preferindo, desejando, querendo ou pretendendo PPC como PM, ou votou à esquerda ou ficou em casa a orar aos santinhos. Note-se que a época balnear terminou em 30 de setembro.
 
Se nos recordamos que dos 9.682.553 eleitores inscritos, apenas 5.408.805 votaram (44%), mais me deixo envolver pela convicção de que, apesar do 25 de Abril ter ocorrido há quase 42 anos, a sociedade portuguesa continua a dar alarmantes sinais de uma imaturidade política, sintomas que se confundem, por vezes, com os de uma eventual disfuncionalidade mental cujos ecos não encontro no resto do Continente Europeu.
 
Pois, podem dizer-me que a  Democracia tem destas coisas, pelo menos enquanto não ocorrer uma revisão constitucional que facilite cenários de maior estabilidade politica, social e económica em Portugal. Não deixei, no entanto, de me lembrar da atualidade das palavras do General Ramalho Eanes, ao Expresso 27 de janeiro de2007: “A democracia representativa está em crise, porque ela é só e pouco representativa. É muito fechada às elites que se cooptam e se reproduzem, não se abre convenientemente à sociedade civil e aos cidadãos, que devem ser obrigados a participar na decisão sobre as grandes questões.”
 
Porque não conceber a obrigatoriedade do voto, atuando, assim, de forma pedagógica sobre as margens mais imberbes e irresponsáveis da sociedade portuguesa?

PS. Apenas mais uma nota: PSD/CDS subiriam para 41% e o PS para 34%, com o conjunto dos partidos de Esquerda a crescerem de 50,8% para 52%.

sábado, 8 de agosto de 2015

O pesadelo do Edson Athayde

O grande duelo das próximas legislativas vai ocorrer entre dois medos, o medo de manter a austeridade e o medo de voltar ao despesismo do passado deitando a perder todo o esforço feito até agora (Já escrevi sobre isto aqui)

Com a coligação associada à austeridade, o PS fica com espaço para se assumir como alternativa e cavalgar o medo da austeridade.

E é aqui que começa a primeira parte do pesadelo, ao tentar inovar no primeiro outdoor foram buscar um simbolismo quase infantil, pouco adaptado à realidade europeia, que rapidamente se prestou à chacota. 

A senhora bonita de cabelo ao vento, que olha para um futuro solarengo e que afasta o manto da obscuridade, da austeridade...
Questões estéticas à parte, até pode ser um apelo à esperança e à confiança, mas com uma falha evidente, não é suportado pela realidade, não é suportado pela imagem do candidato do PS.  

Verdade seja dita, em defesa do Edson Athayde, a forma não ajuda, mas se o candidato fosse mais credível, se não tivesse o histórico que tem, em particular nos governos de José Sócrates, ou na Câmara de Lisboa e se não tivesse sido vendido como o grande líder no golpe palaciano contra o António José Seguro, estes outdoors não teriam sido gozados desta forma:


 ou desta forma:

Ou ainda:

Mas a ideia por trás não está má... É até óbvia, o Costa é contra a austeridade.

Mesmo assim, acho  melhor  conseguidos os novos outdoors do PS. Estes procuram dar um rosto aos números do governo, aos desempregados e a quem tem trabalho precário.

Estes sim procuram tirar proveito do sentimento que grande parte do eleitorado tem e tentam galvanizar o medo da austeridade, da insensibilidade dos números.

A estratégia não é nova, encontrar casos reais, dentro dos segmentos que se pretendem trabalhar.


O problema surge quando alguém se esquece de fazer as contas e dão como exemplo um caso que ocorreu aquando de um governo do Partido Socialista, de um governo de José Sócrates.

Ou ainda, quando tentam colocar a mensagem errada na pessoa certa (no segmento certo). 

Das duas uma, ou tiveram muita dificuldade em encontrar alguém do segmento que queriam trabalhar, ou alguém não fez o seu trabalho. (Lê mais aqui: Histórias dos cartazes não pertencem às pessoas fotografadas).
(imagem retirada daqui) 

O posicionamento até está correto, as mensagens também, mas a forma transparece uma execução em cima do joelho. Alguém não olhou para a realidade portuguesa, nem pensou na execução com a serenidade necessária. Por outras palavras, a confusão está instalada (Lê mais aqui)

A pressa de colocar cá fora outdoors que fizessem esquecer os primeiros acabou por evidenciar ainda mais o nervosismo de quem não consegue descolar nas sondagens (Lê mais aqui: PS e Coligação separados apenas por 1,5%).

Compreendo que o posicionamento de uma candidatura cujo líder está associado a maus governos, a lideres problemáticos e ainda por cima, que foi sobrevalorizado aquando da sua subida ao poder é particularmente difícil. 

Como é que alguém que integrou governos despesistas, responsáveis pela entrada da troika no país vai convencer os portugueses que será um bom Primeiro Ministro? Como irá convencer que agora sim fará diferente? 

É um desafio difícil, diria até um pesadelo, especialmente se se tiver em consideração a frustração e pressão da máquina partidária socialista. Afinal de contas, com Costa como candidato e com Seguro fora do caminho iam ser favas contadas. 

Sinceramente, não serão estes outdoors que irão dar a derrota, ou a vitória a qualquer dos candidato, mas uma coisa é certa, não ajudam nada a transmitir segurança e confiança à candidatura do António Costa.






   

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Isto é suposto ser uma crítica ou um elogio? #Merkel, #Syrisa

Com o esboroar do Syrisa o Bloco de Esquerda parece que já não sabe o que dizer aos portugueses. E decide apresentar um outdoor confuso.

Confuso no texto, porque tem um erro ortográfico (lê mais aqui), mas também confuso na mensagem que procura transmitir.

A Europa e a Alemanha emprestam dinheiro a Portugal e nós cumprimos com os compromissos que assumimos.

Na altura o governo liderado pelo PS, apenas tinha reservas financeiras para assegurar o funcionamento do sector público para meia dúzia de semanas e o país não se conseguia financiar no exterior, com taxas de juro a bater recordes (entre 7% e 9%). (já escrevi sobre isto)

Agora que demonstramos que conseguimos cumprir, que o país saiu da recessão e que estamos com taxas de juro a atingir mínimos históricos, o Bloco de Esquerda tenta dizer que o Governo Português é mais alemão que o governo alemão... 

A dúvida é... Isto é suposto ser uma crítica ou um elogio?

É que à primeira vista, no que respeita às contas públicas, parece-me melhor ser comparado ao governo alemão do que ao governo grego.



terça-feira, 1 de julho de 2014

Os Jarretas

O Jarretas estão presentes em todo o lado, em todas as instituições, em todos os partidos. 

Os Jarretas comportam-se sempre da mesma maneira. Apresentam-se como os detentores da verdade, os únicos capazes de ver o caminho. 

Os Jarretas são exímios a detetar erros alheios. 

Os Jarretas são incapazes de reconhecer mérito na mudança.

Os Jarretas tendem a andar em grupo. 

Os Jarretas estão sempre contra algo, nunca a favor.

Os Jarretas não precisam ser coerentes, criam a coerência.

Ser Jarreta é estatuto, que se atinge com o tempo, mas não necessariamente com a idade. 



O Jarretismo existe desde o início dos tempos, já existia na antiguidade clássica:

"Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados, desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos e passam o tempo a falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem os pais, apresentam-se em sociedade com enfeites estranhos (...)cruzam as pernas e tiranizam os seus mestres" SÓCRATES (470-399 A.C.) (Ver referência aqui) 

E não é novidade para os portugueses...



O Jarretismo não é uma causa local, é internacional (Lê mais aqui)

Todos os partidos têm Jarretas, mas uns têm mais que outros, ou pelo menos começaram a cultivá-los primeiro que os outros.

Se olharmos para a nossa história, o partido que mais sofreu com o Jarretismo foi, provavelmente, o PSD. 

Quem não se lembra do António Capucho, da Ferreira Leite, ou do Pacheco Pereira, contra Menezes, contra Passos Coelho e contra o Governo... Quem não se lembra do grupo dos 74? (Lê mais aqui)

Agora, aos 40 anos da 3ª República, o PS procura compensar os anos perdidos (Maioria dos fundadores do PS apoia António Costa para primeiro-ministro)e prova que também ele tem Jarretas, e dos bons... dos melhores: daqueles responsáveis por duas intervenções do FMI em Portugal, daqueles responsáveis por 40 anos de governação que levaram Portugal à beira da bancarrota. Daqueles que, como bons Jarretas, acreditam que só eles sabem governar portugal e neste caso o PS.

O bom do Jarretismo é que não se pega e com uma boa dose de paciência, com a ajuda de uma aspirina ou de uns bons headphones, até se consegue suportar. 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Até nos podemos rir do #Seguro, mas o #PassosCoelho continua atrás nas #sondagens

Nem sempre a melhor solução é a ideia mais evidente. 

O responsável pela comunicação online de uma campanha assume uma importância cada vez mais relevante de eleição para eleição.

É nas redes sociais que se iniciam a maioria das campanhas, que se anunciam medidas e que se comunica diretamente com eleitores. Por isso, são atualmente instrumentos essenciais para trabalhar atributos que queremos valorizar nas candidaturas (dinamismo, juventude,etc...).

Mas, trabalhar uma campanha nas redes sociais não é tão simples como parece. Não é só: "Surgiu uma campanha internacional... Então bora lá pôr o António com uma folha branca à frente de uma máquina fotográfica" 

Decisões tomadas em cima do joelho têm riscos elevados e pagam-se caro.

É compreensível que António José Seguro queira associar-se ao movimento internacional de apoio às famílias da jovens raptadas na Nigéria (lê mais aqui). No entanto, ir pelo caminho mais fácil tem um preço.



O problema surge quando se deixa de pensar estrategicamente e não se tem um posicionamento do candidato definido, procurando-se apenas gerar atividade no Facebook e agir em reação ao que vai acontecendo pelo mundo. 

Aproveitar um tema apenas porque está na moda pode gerar o efeito contrário e acabar por associar o candidato a atributos bem diferente dos imaginados. Com a rapidez com que a informação se passa na Internet, um candidato com responsabilidade social e preocupado com os direitos humanos, rapidamente passa a ser o pateta à procura de cromos da panini.

#selfieSeguro #Panini


A tentativa de se associar ao #BringBackOurGirls, postando uma foto com este hashtag escrito num cartaz com fundo branco, foi no mínimo arriscada e neste caso correu mal. 

Não sei se a ideia terá sido do próprio Seguro, mas quem a teve tinha a obrigação de avaliar se o risco compensava, até porque já havia casos de políticos a ser ridicularizados pelo aproveitamento do mesmo hashtag.

Para uma campanha, pior do que ver contestadas as suas propostas é ter a sua marca ridicularizada e ainda por cima com piada.

O caso do referendo para a despenalização do aborto em Portugal é paradigmático, quando os Gatos Fedorentos demoram 2 minutos a "assassinar" a campanha "Assim não" opositora à despenalização.



Todas as figuras públicas estão sujeitas ao ridículo, mas há situações evitáveis... O que não é o caso desta imagem em baixo que saquei ao Blog 31 da Armada (Vê aqui)


Agora, para o que verdadeiramente interessa, se isto irá alterar os resultados eleitorais?... 

Dificilmente. (Lê mais aqui)