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sexta-feira, 2 de março de 2018

Síria | O mundo do Trump e do Putin

A Síria é um país distante, onde poucos europeus devem ter família. As imagens dos bombardeamentos à população pouco mexem com uma comunidade virada para os seus próprios problemas. A mesma comunidade que tem tanta gente a contestar a presença de migrantes nas suas fronteiras, prefere fingir que não há razão nenhuma que leve uma família a fugir para a Europa - afinal de contas quando isto aconteceu na Europa nem sequer eram nascidos.

Para tantos e tantos europeus a solução é fecharem-se numa redoma. É muito mais fácil fingir que o problema são os migrantes...

Entretanto as Nações Unidas continuam a ser gozadas...


(foto de MOHAMMED BADRA/EPA retirada daqui)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Uma guerra contra a escravatura

Após o apelo do Presidente Francês, François Hollande, parece que a Europa começa a acordar para o problema do daesh. Ontem o Conselho de MSinistros alemão aprovou a intervenção na Síria, com uma força que pode ir até 1.200 militares (lê mais aqui).

Para variar a esquerda opôs-se (lê mais aqui), parece que acredita que se trata de um problema que se resolve sem intervenção militar. Mas continuou sem explicar como (Já escrevi sobre isto aqui).

A França já está no terreno e o Reino Unido para lá caminha (lê mais aqui), se associarmos a Rússia, os Estados Unidos e  talvez até a China (lê mais aqui) pode ser que fiquemos um pouco mais próximo de acabar com o Daesh.

Esta notícia toma particular importância, hoje, Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, pois é um passo importante para por fim a um movimento que é conhecido por implementar a escravatura. (Lê mais aqui)



Fica uma preocupação: Qual o papel da Turquia nisto? (Lê mais aqui)

Fica um alívio: O ingresso da Turquia na União Europeia não ter avançado.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

"Qualquer pessoa pode errar, mas ninguém que não seja tolo persiste no erro." Marcus Cícero

 
Apesar de um pouco tendencioso no retrato da Síria, o artigo do Público não deixa de colocar o dedo no cerne da questão dos refugiados. Um problema que está intimamente relacionado com as intervenções militares do Ocidente na Síria e com a eminente destruição do Estado Sírio. Sublinho o último parágrafo dado que, na realidade, “há algo de hipócrita acerca das críticas norte-americanas a um possível aumento do papel militar da Rússia na Síria – embora os russos neguem que isto esteja a acontecer –, porque ninguém ficaria mais horrorizado do que Washington se o exército sírio colapsasse e o Estado Islâmico e a Al-Qaeda se tornassem a força dominante na Síria”.
 




Isto é, Assad, mais do que o problema, é cada vez mais parte da solução. Ou melhor, "qualquer pessoa pode errar, mas ninguém que não seja tolo persiste no erro." Marcus Cícero

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

#Liberdade e #Democracia

É verdade.

É verdade que o ocidente não atuou da melhor forma no médio oriente.

É verdade que a primavera árabe abriu a porta ao fundamentalismo. O que se pensou ser a abertura de ditaduras à democracia, permitiu o fortalecimento de grupos radicais que tiraram partido da fragilidade de estados que nunca tinham vivido em democracia.

Tudo isto é verdade. E agora?

Perante o que passou na líbia com a execução de Egípcios (lê mais aqui),  o que se tem passado no Síria e no Iraque com a opressão das populações (lê mais aqui), o que já acontece na Europa com os atentados de Paris e Copenhaga (lê mais aqui e aqui). E agora?


Imagem retirada de twitter de @rConflictNews

Podemos fazer uma extensa análise sobre os culpados, se o ocidente fez bem em apoiar a primavera árabe (onde a ideia principal era acabar com ditaduras). Podemos fazer congressos, chamar analistas para debater, fazer séries de televisão e escrever enciclopédias sobre as causas e erros, há tanto para falar sobre o passado (já escrevi sobre isto aqui).

Mas isto não apaga o que já está a acontecer. E os erros de quem interveio no passado não desresponsabiliza a ação de uma organização, sectária, intolerante e que apenas professa a morte.

O surgimento do Nazismo na Alemanha também é imputado à forma como os alemães foram tratados no Tratado de Versalhes, à crise e à miséria. Mas também à incúria do ocidente que perante os alertas, da Guerra Civil espanhola e à inoperância da Sociedade das Nações, nada fizeram até a guerra ser inevitável. E aí sim resolveram o problema.

Fica aqui o ponto de situação no Iraque e na Síria.


Imagem retirada de twitter de @rConflictNews


Imagem retirada de twitter de @rConflictNews







sábado, 14 de fevereiro de 2015

#GoBackToTheWayOfGod #isis



Perante a inatividade de muitos líderes mundiais face às as atrocidades cometidas pelo auto proclamado Estado Islâmico, fica aqui a demonstração de coragem de uma idosa que sem medo confronta dois terroristas.


Gosto particularmente da parte em que lhes diz "Go back to the way of God"  - "Voltem ao caminho de Deus"

sábado, 6 de setembro de 2014

#ThinkAgainTurnAway #estadoislamico #isis #Siria #Iraque #Foley #Sotloff

Os Estados Unidos lançaram a campanha "Think Again Turn Away" para dissuadir quem pensa aderir aos apelos dos jihadistas e combater pela instituição do "Estado Islâmico". 

Já tive oportunidade comentar este flagelo (Lê mais aqui).

Fica o vídeo 




Fica também a foto do britânico "Abdel Bary" que os serviços secretos terão identificado como o executor dos Jornalistas James Foley e de Steve Sotloff... (Lê mais aqui)



Quem o viu e quem o vê:



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Incompreensível

O Estado Islâmico fatura mais de dois milhões de euros por dia (Lê mais aqui), fruto de extorsão, da venda de petróleo e de resgates... Por outro lado a Al-Quaeda, estima-se, ter precisado de dois milhões de Euros para atacar o World Trade Center... 

Só fazendo esta conta podemos compreender como é que o Estado Islâmico acredita conseguir conquistar Portugal e Espanha em 5 anos (Lê mais aqui)


Esta luta até podia estar mascarada por uma questão de defesa da liberdade, ou por uma questão de autodeterminação de um povo, com uma cultura, uma língua, ou tradições diferentes. 

Mas não, trata-se mesmo de uma cruzada religiosa, da instauração de um Estado Islâmico que agregue o ramo islâmico sunita presente no Iraque e na Síria e que limpe os infiéis dos territórios marcados a negro.  

Por exemplo, os Curdos (lê mais aqui) que são efetivamente um povo, apesar de sunita não apoiam as pretensões do Estado Islâmico.


Mas a hipocrisia piora quando se ouve da boca do assassino de James Foley e de Steve Sotloff que os Estados Unidos são os opressores, quando tudo o que se sabe deste movimento terrorista são os seus atos de opressão, como o que estão a fazer aos cristãos no Iraque (Lê mais aqui, atenção que são imagens chocantes), ou aos seus presos de guerra (lê mais aqui).

Este tipo de discurso da pureza religiosa não é original, por cá também já se ouviu isso... Em 1517...
"Ó cavaleiros de Deos; A vós estou esperando,Que morrestes pelejando; Por Cristo, Sennor dos Ceos.; Sois livres de todo o mal; Santos por certo sem falha, Que quem morre em tal batalha; Merece paz eternal" Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente,
Apesar do desfasamento temporal de 500 anos que poderia indiciar um fenómeno gerado pela miséria, pela falta de educação, não explica as centenas de europeus, educados na Europa, que cometem as maiores atrocidades em nome deste Estado Islâmico (o principal suspeito do assassinato dos dois jornalistas é britânico - lê mais aqui). 
Entre os quais também há cidadãos portugueses (Lê mais aqui)

Também não explica os posts em alguns blogues portugueses que estão mais preocupados em criticar Israel e os Estados Unidos do que em distanciarem-se deste Estado Islâmico. Preferem tentar demonstrar que a culpa é do papão israelita do que assumir que o Estado Islâmico tem de ser travado.

Às vezes até parece que não acham tão interessante a política expansionista e opressiva do Estado Islâmico. Estão tão concentrados na guerra contra os Estados Unidos e Israel que já não acham assim tão estranho que haja quem preveja conquistar o seu país e impor a Sharia, acabando com a liberdade que lhes permite escrever o que querem.

Não pretendo defender a estratégia Norte Americana no Médio Oriente, mas se há coisa que o Estado Islâmico consegue com esta atitude é legitimar essa mesma política que tanto criticam.

Não há religião ou ideologia que se sobreponha ao direito à vida e à liberdade. E a única coisa que os militantes do Estado Islâmico conseguem demonstrar é que não têm qualquer respeito pela vida humana.