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quinta-feira, 12 de maio de 2016

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Certamente uma conversa que teria poupado muitas dores de cabeça ao Sócrates...

Depois de um ex-primeiro ministro que acabou o curso ao domingo, agora surge um candidato presidencial, que de tão exemplar que era, depois de ter frequentado um curso na Escola Superior de Teatro e Cinema, acaba por se licenciar em Genebra, em apenas dois anos (noutro curso...)

Aposto que uma conversa com o Sampaio da Nóvoa teria poupado muitas dores de cabeça ao Sócrates...




terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em Portugal os poderosos ficam sempre impunes #Justiça

Havia uma esquerda em Portugal que durante anos empunhou a bandeira da impunidade dos poderosos da política e da banca. 

Era um argumento fácil e que à falta de exemplos desarmava qualquer tentativa de defesa da justiça. 

Tão simples e fácil que rapidamente se tornou tema de campanha de todo o espectro político. 

Tão simples e fácil que poucos se lembraram que se tratava de um tema que pouco ou nenhum impacto tinha no resultado eleitoral.

Quantos e quantos arautos da moralidade, da esquerda à direita, do BE ao PP, passando pelo PSD e PS gritavam a defesa da justiça e se vangloriavam com as suspeitas e notícias que iam recaindo sobre opositores políticos e até mesmo colegas de bancada...

Quantos destes não estão agora em casa à espera que lhe batam à porta?

Quantos destes não gritam agora pelos direitos humanos?     

É que até parece que para alguns a justiça só é boa quando se aplica aos outros...



Não quero fazer juízo sobre as personalidades que estão na imagem que retirei do Jornal i de hoje. Todas são presumíveis inocentes até ao transito em julgado, mas não deixa de ser ridícula a forma como muitos têm criticado o funcionamento da justiça.

O caso do livro recusado a Sócrates é exemplo disso, se a Lei  é para ser cumprida, Lei que ele assinou e que até agora foi aplicada a todos os presos, não entendo a razão de tanta excitação. 
É por ser ele?

Querem maior exemplo de  injustiça no tratamento dos poderosos em Portugal? Fala-se de mudar uma Lei por causa do que aconteceu com o Livro recusado a Sócrates. Uma Lei que até agora ninguém tinha contestado, nenhum dos presos até ao momento tinha sido digno de tamanha manifestação pública.

Pessoalmente acho muito mau para o país se o Sócrates for culpado, pelo que espero sinceramente que ele seja inocente, mas se não for, faça-se justiça. 

Para além do mais não vai ser a prisão de Sócrates que vai dar a vitória ou a derrota ao PSD, mas sobre isto já falei noutro post (lê mais aqui).

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Qual a melhor maneira de desviar as atenções da detenção de #socrates?

PJ lança operação "remédio santo" e faz buscas em farmácias em operação de combate à fraude no SNS.

Edite estrela vem a público perguntar qual a melhor maneira de desviar as atenções do caso Sócrates...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Onde estás tu, Luís?!



Os estrategas das campanhas do PS lembraram-se que afinal ainda havia “povo”.
Daí até colocarem os seus candidatos em tristes e forçadas poses foi um “tirinho”.
Nota-se que ainda têm muito que aprender com o “mestre”…

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

"As eleições não se ganham, perdem-se" e ninguém sabe bem porquê...

2014 é o ano em que a TROIKA sai de Portugal. 

A TROIKA entrou em Portugal no seguimento do pedido de intervenção externa feito pelo primeiro-ministro da altura, em Abril de 2011 e ao que tudo indica vai sair a 17 de Maio de 2014… 3 anos depois. 

Desses tempos primordiais ficam as memórias, já vagas, de um governo que apenas tinha reservas financeiras para assegurar o funcionamento do sector público para meia dúzia de semanas, de um endividamento externo de 110%, e de um país incapaz de se financiar com taxas de juro a bater recordes (entre 7% e 9%). 

É difícil esquecer que o país estava na bancarrota. 



A moda na altura era dizer que o caminho era “cortar”, era “reformar”. A moda na altura era entendimento para tirar o país do buraco. Ao ponto do PS, PSD e CDS terem assinado um memorando de entendimento com a TROIKA que condicionaria os orçamentos e a governação para os 3 anos seguintes. 

Em troca conquistaríamos credibilidade nos mercados financeiros e, com alguma sorte, conseguiríamos implementar reformas estruturais que de outra forma nunca se conseguiriam realizar.

E assim chegámos a 2014.

Agora Portugal está a sair da recessão, a economia cresce, o PIB aumenta e o desemprego desce. Estamos com crescimento sólido nas exportações, com a produção Industrial a aumentar, ouvimos a OCDE a confirmar o cenário de retoma da economia portuguesa e temos os juros da dívida a descer. 

É assim que começámos o ano. Com um deficit em 2013 de 5%, ou seja, abaixo do limite a que Portugal estava obrigado.

No entanto, o ano de 2013 terminou com as sondagens a derreterem literalmente o governo. Se as eleições fossem em Dezembro passado o PSD e Pedro Passos Coelho perderiam as eleições.

Apesar de poder parecer estranho este fenómeno é bastante natural. 

Quanto pesa no orçamento de uma família 5% de deficit?

Até agora apenas falámos de números, indicadores e siglas que poucos sabem bem o que são. 

O efeito dos resultados positivos que Portugal tem conseguido ao nível das suas finanças não são imediatos. Os dados estatísticos que surgem na OCDE, no INE, ou no EUROSTAT demoram muito tempo a ter reflexo efetivo na vida dos portugueses. 

Até ao momento a única coisa que os portugueses têm sentido é o impacto da austeridade, em particular os reformados (que são pais e avós de muitos portugueses) e os funcionários públicos, também eles pais, filhos e familiares de muitos eleitores. Ou seja, para além de haver muita gente a ter razões para repudiar a austeridade, porque custa, há muito mais gente a ouvir familiares e amigos a explicar como a austeridade entrou na sua vida. E este efeito replicativo influencia a decisão de voto. A opinião da mãe reformada, do filho desempregado, ou da irmã professora influencia o voto. 

Se a isto associarmos o descrédito da classe política, podemos facilmente compreender os resultados das sondagens, que não dando maioria absoluta a ninguém anteveem uma derrota do partido do governo que conseguiu tirar Portugal da crise, abrindo espaço ao partido que mais contribuiu para termos sido sujeitos à austeridade (não esquecer que nos últimos 20 anos, o PS governou 14).

Esta aparente injustiça é mais comum na história da democracia do que poderíamos pensar. 

Um dos casos mais emblemáticos é o do próprio Churchill que depois de ter liderado o Reino Unido durante a II Grande Guerra perde as eleições nas vésperas da vitória, uma injustiça aparente, mas que tem razão de ser. 

Provavelmente o facto de considerar que não era preciso fazer campanha ajudou, mas provavelmente a maior razão foi a de não compreender o sentimento das pessoas e continuar a insistir na ideia do “sangue, trabalho árduo, suor e lágrimas”, tão verdade para o período da guerra, mas incompreensível para os ingleses que já olhavam para o pós-guerra e queriam mais do que isso. 

De longe querer comparar um ao outro, até porque não consta que o nosso PM nutra a mesma simpatia por whisky e por charutos, mas é um facto que Pedro Passos Coelho não é adepto de campanha e que mantém um discurso de esforço e sacrifício (que todos reconhecem como necessários, mas que já ninguém quer).

A verdade é que a última sondagem publicada (ver aqui) dá ao PSD um resultado inferior ao que o PS e José Sócrates tiveram no auge da contestação ao PS, razão pela qual apenas nos resta saber se a retoma e o reflexo dessa retoma, nas famílias portuguesas, será célere o suficiente para evitar mais uma injustiça.