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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Salvar o Natal e ao mesmo tempo as Eleições Presidenciais.

Em Portugal não há voto eletrónico, apesar de se considerar seguras as transações multibanco, as transferências online e as assinaturas digitais, não confiamos num modelo semelhante para votar.

Andamos a vangloriar a virtualização dos processos e o teletrabalho, mas ninguém fala em acabar com a aberração da obrigatoriedade do voto presencial, onde somos obrigados a ficar em filas intermináveis, para decidir quem nos irá governar.

Porque raio não posso eu votar em casa? Porque raio não posso votar num multibanco? Porque raio o meu código do Cartão do Cidadão não me permite votar num portal do Ministério da Administração Interna? Se há confiança na informação dos portais e aplicações das Finanças, dos Bancos, da Segurança Social, porque é que continuamos a ter de votar num papelinho?

Salvar o Natal e ao mesmo tempo as Eleições Presidenciais.

Pelo que tenho ouvido as Presidenciais deverão acontecer mesmo antes da 3ª vaga da pandemia. Ou seja, o mais cedo possível em janeiro e isto se conseguirmos salvar o Natal. Isto porque tudo indica que as vacinas apenas chegarão ao braço dos comuns mortais depois das Eleições Presidenciais, lá para março. 

Olhando para a tendência crescente da abstenção em Portugal, e para o risco de Saúde Pública que será termos pessoas em filas dentro de escolas para votar, parece-me seguro assumir que os partidos com eleitores mais comprometidos serão beneficiados pelo "sistema", ou seja, o "sistema" estará a favorecer os "antissistema", especialmente numas eleições presidenciais em que existe a perceção de uma vitória garantida do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Se estamos sempre a encher a boca com a necessidade de fomentar a participação da população, porque é que continuamos a afastar as pessoas de votar.

  • Por causa das autárquicas, ou dos círculos eleitorais, para garantir que o seu voto corresponde ao local onde vivem. Falso – O Cartão do Cidadão tem a morada e seria automática a correspondência à autarquia ou circulo eleitoral
  • Para garantir que o voto é secreto. Falso – Isto faz tanto sentido como dizer que as transferências bancárias têm de se realizar ao balcão de um banco para evitar roubos, ou que as declarações das finanças têm de ser entregues nas finanças para evitar burlas
  • Por questões de literacia da população mais idosas. Falso – Seria fácil adotar um sistema misto numa fase inicial, em que apenas quem quisesse recorreria ao voto presencial
  • Porque está na constituição que o voto é presencial. Sim isto é verdade, mas porquê? Mesmo que isso ponha em risco a vida das pessoas?
O voto eletrónico seria uma inconstitucionalidade que valia a pena implementar porque protegia a vida das pessoas e ao mesmo tempo melhoraria a democracia e o conforto dos portugueses.

Photo by MOHI SYED 


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Marcelo Rebelo de Sousa poupa 1.5 Milhoes. ..



Boas notícias:

Porque apenas 3 candidatos obteram no total mais de 5% dos votos o estado poupa mais de 2 milhões de euros na eleição.

As candidaturas com direito a comparticipação do estado são:

Marcelo Rebelo de Sousa - 157.000 euros
Sampaio da Nóvoa -  742.000 euros
Marisa Matias - 650.000 euros.

Com 52,12% de votos, a candidatura do Presidente da República eleito tinha direito a receber um apoio financeiro do Estado de quase 1,65 milhões de euros para financiar os gastos da campanha eleitoral. Como a verba orçamentada para despesas na campanha eleitoral foi apenas de 157 mil euros, Marcelo Rebelo de Sousa irá receber de subvenção pública um montante equivalente à despesa efetuada com a campanha eleitoral: 157 mil euros. Contudo, o excedente de 1,5 milhões não deverá reverter para o Presidente eleito, ficando nos cofres do estado.
Um exemplo de contenção de custos.
Se Edgar Silva e Maria de Belém tivessem mais de cinco por cento sairiam mais 1,4 milhões do nosso bolso.

Mais um motivo para estar orgulhosa de Marcelo Rebelo de Sousa.

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/politica/detalhe/marcelo_poupa_15_milhoes_ao_estado.html

http://observador.pt/2016/01/25/estado-poupou-dinheiro-nas-eleicoes-presidenciais/

Alberto Moura e Joana Barroso Calisto Valério 

domingo, 24 de janeiro de 2016

Parece que o PCP começa a pagar pela cambalhota que deram nas legislativas... Cheira-me que vai ter de tomar uma atitude e rapidamente....

Tanta conversa sobre a abstenção, mas continuamos a votar da mesma forma como no século passado.

Vi há pouco na televisão uma reportagem sobre a votação nos Açores, com o comentário quase dramático do jornalista afirmando que era a região do país com maior abstenção... Como não? Se no continente estão tantos açorianos a trabalhar e a estudar que continuam recenseados lá. 

Ainda ninguém me conseguiu explicar porque é que ainda votamos com um papel e uma caneta, porque é que tenho de dar o meu número de eleitor, quando tenho o do BI e o contribuinte, ou mesmo porque é que tem de ser num local único.

O sistema, tal como existe, está montado para favorecer a abstenção. 

É incompreensível que se exija a alguém que pague para votar! Que tenha de fazer uma viagem, que tenha de mudar os compromissos de trabalho, incompreensível que ainda seja assim em 2016.



Mais estranho é que nenhum partido tenha defendido a implementação do voto eletrónico, algo que existe há décadas um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Bélgica, e até na Bulgária).

É um direito poder votar independentemente do local onde se esteja e da razão que nos leva para lá.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Nada contra o Paulo Morais, mas tenho ideia que é ilegal pagar espaços publicitários para Campanha Eleitoral....


Atualização:

Fica a nota que atualmente não é ilegal, devido à alteração Legislativa de Julho de 2015, Lei n.º 72-A/2015. "Excluem-se da proibição prevista no número anterior os anúncios publicitários, como tal identificados, em publicações periódicas desde que se limitem a utilizar a denominação, símbolo e sigla do partido, coligação ou grupo de cidadãos e as informações referentes à realização de um determinado evento". 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Certamente uma conversa que teria poupado muitas dores de cabeça ao Sócrates...

Depois de um ex-primeiro ministro que acabou o curso ao domingo, agora surge um candidato presidencial, que de tão exemplar que era, depois de ter frequentado um curso na Escola Superior de Teatro e Cinema, acaba por se licenciar em Genebra, em apenas dois anos (noutro curso...)

Aposto que uma conversa com o Sampaio da Nóvoa teria poupado muitas dores de cabeça ao Sócrates...




domingo, 17 de janeiro de 2016

Nóvoa, o Humanista ???


Vários jornais publicaram na semana passada que “um homem de olhos azuis”, morador em Oeiras, teria tentado por duas vezes embargar a obra de um centro de acolhimento para adultos com paralisia cerebral.
Tal embargo até poderia ser por uma causa nobre...
Mas a causa “nobre” que, fazia correr o homem de olhos azuis, era que o centro para adultos com paralisia cerebral lhe tirava a bela paisagem e ia alterar “o equilíbrio” da zona, o que causava “grandes prejuízos em termos de vista, espaço de jardim, passeios e lazer”.
Motivos de “nobreza” suficientes para o homem de olhos azuis querer impedir que uma associação humanitária, que luta para dar uma vida melhor a adultos com paralisia cerebral, não o pudesse fazer.
Entre dar um lar condigno a deficientes profundos e ter melhores vistas de sua casa e mais espaço para lazer, o homem de olhos azuis não teve qualquer dúvida e optou, com uma enorme generosidade, pelas suas vistas e pelo seu amplo espaço de lazer. Homem grande (com h pequeno) tem destas coisas...



Apesar de o homem de olhos azuis, mais alguns dos seus vizinhos, se queixarem da sua perda de qualidade de vida (e provavelmente pensando que um centro para adultos com paralisia cerebral ia estragar a vizinhança), a APCL não se deixou intimidar.
O homem de olhos azuis perdeu todas as ações, nos tribunais de Oeiras e Sintra, perdeu na apreciação de um provedor de Justiça e também no pedido de indemnização que a Associação lhe exigiu.



Sim, o homem de olhos azuis, foi condenado a pagar uma indemnização ao Centro de acolhimento (nunca, até hoje, paga) e apesar de condenado, continuou a protestar por carta para o município de Oeiras.
À falta de melhor, e porque a indemnização tinha de ser paga, lá teve o Município de Oeiras que avançar, a expensas suas, com a dita verba, até que o homem de olhos azuis se resolvesse pagar, ou que um juiz o tivesse obrigado a cumprir o que o tribunal tinha sentenciado.
Qualquer outro cidadão teria pago com o seu património, mas este homem, não! Era uma pessoa “importante” (Reitor de uma Universidade, ex-militante de uma organização terrorista, amigo de Ramalho Eanes, Jorge Sampaio e Mário Soares, até ia fazer discursos a congressos do partido socialista onde era aplaudido de pé!). Como tal não pagou um cêntimo. Mas pagamos nós todos por ele (quer dizer, os cidadãos de Oeiras pagaram a fatia maior...) e provavelmente ainda ouviram qualquer coisa à Mário Soares, do género “Ó senhor com paralisia cerebral faça o favor de desaparecer e diga ao seu colega com paralisia cerebral para desaparecer também!”
Hoje, a APCL, é uma instituição reconhecida, que trabalha em prol dos mais frágeis, um orgulho para todos os Portugueses (pelo menos para alguns).



O tal homem dos olhos azuis despertou tarde para a luta política e, pelos vistos, também para a cidadania. Ficava-lhe bem o gesto de admitir que errou (quer dizer, se julga que de facto errou, porque pela falta de declarações sobre este assunto, tudo leva a crer que não sente que tenha errado e, como tal, que se fosse hoje, tomaria exatamente a mesma atitude).
Embora se diga apartidário, é no entanto, o candidato oficial do PCTP/MRPP.
Hoje quer ser Presidente... Nós (os autores do texto), pessoalmente, não queremos um Presidente de (quase) todos os portugueses com um coração tão duro, sentimos que os portugueses que sofrem de paralisia cerebral são tão portugueses como nós. Esta nossa atitude pode até ser “condenável” para alguns (paciência, não se pode agradar a todos), mas nós temos a mania de pensar que os portugueses são todos iguais. Opiniões, dirão alguns... Como tal, não gostaríamos de ver em Belém alguém que dorme descansado sabendo que impede melhores condições para os mais débeis em troca das suas aristocráticas “vistas” e de espaço para o seu lazer “desesperadamente vital”...
Este texto fará eventualmente mais sentido se pensarmos que Nóvoa, afinal, defende o que os partidos que por ele “nutrem simpatia” defendem. Não foram esses mesmos partidos que votaram NÃO (ou nim, outros) à criminalização do abandono de idosos? Tendo uns dias antes aprovado a criminalização do abandono de animais? E se se podiam continuar a abandonar idosos, porque não se poderiam abandonar deficientes? (Desde que sejam de dois membros locomotores, abandone-se tudo. Com quatro é que não!)



Os autores deste texto não são defensores do virtuosismo extremo, nem tão pouco isentos de erros no passado, no presente e certamente no futuro, mas não são candidatos a Presidente de todos os Portugueses.
Mais, os autores deste texto até concordam que Nóvoa (e quem o apoia) pode perfeitamente defender que é mais importante o seu espaço de lazer e as suas vistas do que a dignidade de uns tantos, menos afortunados, que sofrem de paralisia cerebral.
Até aceitam que, para Nóvoa (e quem o apoia), os portugueses não são todos iguais...
Concordamos que ele possa ter essa noção de cidadania, somos democratas e convivemos bem com opiniões diferentes da nossa, mas como dizia Voltaire (ou pelo menos dizem que dizia) “posso não concordar com uma única palavra que você diga, mas defenderei, até à morte, o direito de você a poder dizer”
Como eleitores e portugueses apenas gostávamos de saber se o candidato Sampaio da Nóvoa - o virtuoso, o candidato da “cidadania”... é o mesmo que o cidadão Sampaio da Nóvoa - O apreciador de belas vistas e do seu espaço de lazer, mesmo que em detrimento dos mais frágeis da nossa sociedade. É que, para alguns portugueses, ainda é importante conhecer o caráter de quem nos pede o voto.
Por fim, e porque estamos em tempo de começar a preparar a entrega do nosso IRS, deixamos a imagem inicial do site da APCL, onde esta associação apela ao seu donativo de 0,5 % no IRS. Se puder (e não lhe custa nada) entregue 0,5% do seu IRS para uma organização humanitária. Fica a sugestão de ser para a APCL. Se for de Lisboa, e for essa a sua escolha, o NIF da APCL é o 506 610 624. Se for de outra cidade e pretender dar o seu contributo consulte a página da FAPPC - Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral.

Artigo de Alberto Moura e Joana Barroso Calisto Valério





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

As palavras de Marcelo: "Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie..."

Depois de visionar os debates da presente campanha eleitoral, em que se busca um presidente para a República, revisitei, nas minhas memórias mais negras, a "gestão" que a classe política tem aplicado ao País nos últimos 42 anos. Uma gestão sempre marcada pelo despesismo, pelos investimentos ruinosos, pelas despesas debochadas, pela bancarrota, pelos naufrágios financeiros, pelas intervenções externas, pelo desnorte político, pela amnésia crónica do eleitorado e pelos escândalos de corrupção de que Sócrates é o principal arauto.
 
Foram, sem dúvida, lembranças sombrias que normalmente surgem estimuladas em períodos de disputa eleitoral e que mais uma vez me assolaram o pensamento. Reconheço que facilitei o ressurgimento dos sintomas, cheguei ao ponto de acompanhar algumas das inúmeras declarações de candidatos e putativos candidatos, sem esquecer os pitorescos tempos de antena do Tino de Rãs, facilitados pela nossa democrática e independentíssima comunicação social.
 
É verdade, já lá vão quase 42 anos, desde que Marcelo Caetano a propósito do 25 de Abril disse: "Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava no caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa."
 
"Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes da República.”
 
Será? Seja como for dá que pensar!
 
 

 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Maria de Belém e o Sistema Nacional de Saúde...

Se os liberais da direita não privatizassem, ou fundassem grandes grupos económicos, onde trabalhariam os defensores do Público?




Curriculum Vitae - Maria de Belém



  • Presidente da Mesa da Assembleia Geral da União das Misericórdias Portuguesas, União das Misericórdias Portuguesas, 2007-01-01, IPSS, Fátima.


  • Membro do Conselho de Curadores da Fundação Millennium Bcp, Fundação Millennium bcp, 2012-10-01

Consultora em: 

  • Luz Saúde S.A.
  • Euromedics
  • Merck
  • Universidade Europeia
  • Cofina/Correio da Manhã

Consultadoria esporádica em:

  • Espírito Santo-Unidades de Apoio à Terceira Idade
Detém ainda participação na Priorikey - Serviços e Consultadoria, Lda

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

É porreiro pá.

Todas as presidenciais é a mesma coisa, durante a campanha alguém se lembra e decide criticar as candidaturas que não apresentam uma visão para a Educação, Emprego, etc... 

" - Sr. candidato qual é a sua visão sobre o Sistema Nacional de Saúde?
- É Porreiro pá." 

Mas o pior é que todas as candidaturas acabam por ir na conversa, ou pelo menos acabam por fazer o esforço de balbuciar uma ou duas ideias que não as comprometam.

O mais impressionante é esta história se repetir desde 74. De 5 em 5 anos esquecem-se que um Presidente da República em Portugal não tem qualquer responsabilidade governativa. 

Quando votamos nas presidenciais estamos a escolher o garante da independência nacional e do regular funcionamento das instituições. Ou seja, o gajo que manda nas Forças Armadas e que é chamado de vez em quando para resolver uns berbicacho.

Em que é que as ideias do Soares sobre Educação, ou Justiça, interferiram na decisão de dissolver o Parlamento em 87? Ou as de Sampaio quando dissolveu o Parlamento em 2005? Ou mesmo as de Cavaco quando deu posse a quem perdeu as legislativas em 2015?

Todos, excepto o Sampaio, tomaram decisões que foram contra os interesses dos seus partidos, e todos tomaram decisões assentes no que entendiam ser o interesse nacional e o zelo pela estabilidade institucional. (acho eu....) Mas nenhum tomou esta decisão a pensar no programa de governo.

Se tem lógica? não

Se a República é o sistema mais justo (já escrevi sobre isto aqui), este sistema híbrido, criado no século passado à luz dos medos gerados pela ditadura, é agora pouco mais que um foco de instabilidade e um desperdício de recursos e  paciência.

Um exemplo do sistema pouco claro que temos é quando votamos nas legislativas. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, estamos a votar em listas de deputados e não no primeiro ministro. Qual é problema? Para além do problema ético de estarmos todos a ir votar enganados, há também o problema de podermos acabar com um governo de derrotados (como aconteceu o ano passado). Para além de nas presidenciais estarmos a votar em alguém que ninguém sabe muito bem para o que vai servir. 



Não tenho grande esperança nisto, mas talvez um dia alguém ganhe coragem e decida alterar a constituição e reverter o nosso sistema para Presidencialista, sistema onde se elege o Presidente da República enquanto chefe de governo e chefe de Estado e deixa para o Parlamento as competências menores que o PR atualmente desempenha. 

Por enquanto, convém manter na memória que nestas presidenciais ainda estamos apenas a eleger aquele que nos vai representar institucionalmente, aquele que vai ter de gerir consensos à esquerda e à direita e aquele que vai mandar nas Forças Armadas.




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

"belem2016 Quando Pina Moura e Manuela Arcanjo denunciaram Maria de Belém no Parlamento


Diz ainda Maria de Belém ao Observador que "O que digo e o que farei está de acordo com o meu percurso.”
De que parte do seu percurso está a falar?
Decerto não será do seu mandato como Ministra da Saúde?
Decerto não quer relembrar os portugueses do buraco de centenas de milhões de euros que deixou no Serviço Nacional de Saúde, que os seus sucessores tiveram de justificar, acabando por empurrar esse défice para a dívida pública?

Decerto não quer aludir ao seu percurso no último semestre de 1999, não vá algum jornalista pedir a Manuela Arcanjo e Pina Moura para comentarem as declarações que fizeram nessa altura, dentro e fora do parlamento?
Decerto não quer que alguém pergunte a Jorge Sampaio porque é que sentiu a obrigação de lançar uma presidência aberta dedicada à Saúde em Novembro de 1999 para mostrar ao país o descalabro em que estavam os Hospitais??
Será por isso que Jorge Sampaio prefere apoiar Sampaio da Nóvoa?
Já alguém lhe perguntou?

#belem2016 No intervalo do impasse pós-legislativas há campanha presidencial


Na entrevista que deu ao Observador, Maria de Belém afirmou que  “Se Marcelo fosse eleito o país perderia um ótimo comentador”.

Não seria descabido afirmar também que, se Maria de Belém fosse eleita, as grandes empresas da saúde perderiam uma ótima consultora?

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Partido Socialista 2 - Benfica 0 #CarregaBenfica

Parece que o diretor de campanha do Sampaio da Nóvoa também se demitiu... antes de ser demitido.

Afinal de contas o PS sempre é um partido de tradições. Depois da demissão do diretor de campanha do Costa (lê mais aqui) o Sampaio da Nóvoa quis demonstrar que os problemas da sua campanha também não são seus.

E o Benfica que não olha para o exemplo do PS...  


(PS-2 ; Benfica-0)



domingo, 12 de abril de 2015

teoria da conspiração #Guterres #SampaioDaNóvoa #presidenciais2016

Sobre o facto do Guterres ter esclarecido apenas agora que não seria candidato a Presidente da República.

Se eu fosse da direção do PS não ia gostar de ter uma segunda escolha como candidato presidencial...




sexta-feira, 8 de agosto de 2014

#MarinhoPinto não deixa que António #Costa fique sozinho no campeonato nacional de Salta Pocinhas #MPT #PS

Marinho Pinto anuncia que vai abandonar Bruxelas para concorrer à Assembleia da República, para a seguir a abandonar e concorrer à Presidência da República (vê o anúncio aqui)

O António Costa diz que é injusto e que as pocinhas do Marinho são maiores. Vai contentar-se em saltar da Câmara de Lisboa, para a Secretaria Geral do PS, para logo depois tentar a sua sorte na Assembleia da Républica...



quarta-feira, 28 de maio de 2014

António Costa assume o risco... #Costa #PS #Seguro



Confesso que fui apanhado de surpresa com as declarações do António Costa. Sem dúvida que é uma atitude de elevado risco, seja porque não está nas mãos dele a convocação de um congresso extraordinário e respetiva eleição direta do líder, mas também porque fica fragilizado na Câmara Municipal. É que afinal de contas ele foi eleito há apenas  8 meses.


A verdade é que se isto correr bem e se não se queimar muito por liderar este golpe palaciano, pode chegar a Primeiro Ministro. 



Mas e se correr mal? 



Como vai encarar a Câmara? Com 3 anos e 4 meses de mandato pela frente, volta à Câmara? Marca eleições antecipadas? 








Vai finalmente começar a tapar buracos como recomenda o João Soares?






E dentro do PS? 


Se não conseguir concorrer à liderança e o Seguro perder as Legislativas, vai partilhar a culpa?



Parece-me uma atitude um pouco estranha após uma vitória eleitoral. 



Não me lembro de nenhum caso destes, em que se ganha as eleições e o partido exige a demissão do líder.



O que levaria António Costa a arriscar tudo para comprar esta guerra? Será que se irritou com alguma coisa? Será que soube de algum compromisso com o Guterres para as Presidenciais? 



É sabido que o seu nome era falado como potencial candidato às presidenciais, aliás o único nome que pelas sondagens poderia fazer frente ao Marcelo Rebelo de Sousa.



A brincar a brincar, o PS com isto arrisca-se a limpar do mapa dois líderes, o Seguro e o próprio Costa.