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sábado, 23 de janeiro de 2016

Este é o governo que vai ainda além do governo que foi além da troika!


Este é o governo que vai ainda além do governo que foi além da troika!

Conheceu-se agora o esboço do orçamento de Estado para 2016. E, surpreendentemente, o “Tempo Novo”, afinal, é o tempo de ir além do governo que foi além da troika.

Vejamos:

Os combustíveis irão aumentar 5 cêntimos por litro! Ao mesmo tempo o IVA da eletricidade mantém-se nos 23% e os combustíveis têm um dos maiores aumentos de impostos de sempre. Ou seja, aquilo que é básico e fundamental, para todos, fica igual ou tem um aumento brutal de impostos. Por outro lado a “necessidade básica” de ir a um restaurante baixa 10% (mas só em julho...)!

Vamos então ver os tópicos resumidos:

A receita total do Estado passa de 42,9 para 43,8% do PIB, um aumento de 0,9%, considerando o aumento do PIB em 2,1% (como o governo prevê). Trocando por miúdos (sem maçar muito com contas): um aumento de impostos de 5.000 Milhões de euros (qualquer coisa como mais 500 euros por português)!

A despesa com remunerações dos funcionários públicos passa de 11,1% (em 2015) para 10,9% do PIB (em 2016), no entanto os salários brutos sobem 2,4%... Alguém explica como?

A despesa com prestações sociais baixa de 19 para 18,6% do PIB...

Subsídios baixam de 0,5 para 0,4% do PIB...
Exportações baixam de 5 para 4%...

É só ler aqui o esboço ... Se preferir rir um bocado, nesse caso veja ISTO !


Para terminar, em 2015 o FMI, CE, OCDE e BdP previram um aumento do PIB entre 1,6 e 1,7%, a previsão do Ministério da Finanças era 1,5%.

Para 2016 essas mesmas instituições prevêem um aumento do PIB entre 1,5 e 1,7%, mas a previsão do Ministério das Finanças é de 2,1%. Pensamento positivo faz bem à saúde!

Previsão para a economia portuguesa, constante do esboço do Orçamento de Estado para 2016

Ficou confundido? Afinal a austeridade acabou? Ou este governo quer ir ainda além do governo que foi além da troika? Não se preocupe em estar confundido, não é certamente o único...

Precisa refletir sobre a sua “confusão”? Fica aqui um conselho: Vá jantar fora! O jantar vai ficar 10% mais barato (isto se os restaurantes refletirem a baixa do IVA no consumidor)!
Mas vá a pé, porque, além de ser melhor para a saúde, com 5 cêntimos de aumento nos combustíveis, se o restaurante for longe, fica a perder...

Enquanto caminha, até ao restaurante, pense sempre que “Palavra dada é palavra honrada”.

Boa caminhada.

Caminhar (altamente recomendado pelos médicos) faz bem à saúde, e, pese embora o SNS tenha, segundo este governo, sido “devastado”, ficamos hoje a saber que o orçamento para a saúde vai descer (Mas os profissionais de saúde vão ganhar mais 2,1% que em 2015)! Se não acredita em milagres, evite problemas de saúde! Caminhe!

Artigo de Alberto Moura e Joana Barroso Calisto Valério.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Portugal é a Venezuela da Europa



http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/financial_times_portugal_acusado_de_afastar_investidores_estrangeiros.html

Financial Times compara Portugal à Venezuela, 50 dias bastaram para Portugal perder toda a credibilidade externa alcançada.

O Financial Times, é um jornal britânico de negócios com sede em Londres, considerado, a par do Wall Street Journal, o mais influente canal de informação económica, lido pela grande maioria dos líderes empresariais.
“A nova administração portuguesa não é o primeiro governo a recorrer a confiscos de ativos e medidas populistas. A Venezuela e a Argentina também pertencem a este clube”, escreve o Financial Times.

Em 16 de Fevereiro de 2014, o “Financial Times” dizia que Portugal era o herói-surpresa da retoma na Zona Euro, o aumento das exportações e o bom desempenho no sector do turismo justificam esta visão.

Portugal volta agora (apenas 50 dias após a tomada de posse do novo governo e sem que haja ainda um orçamento aprovado) a aparecer no Financial Times, só que, desta vez, como o anti-herói: "Portugal acusado de provocar investidores estrangeiros". Novo Banco, TAP e subconcessões de transportes são os exemplos avançados no artigo publicado pela publicação britânica.

O Financial Times diz que Portugal é acusado de afastar investidores estrangeiros.


Começando pelo Novo Banco, a contestação à decisão do Banco de Portugal de transmitir 1.985 milhões de euros de dívida do Novo Banco para o BES, afetando a igualdade de tratamento entre detentores de dívida sénior, tem tido lugar nos grandes órgãos de comunicação internacionais.
Devido à recapitalização do Novo Banco, a PIMCO (uma das maiores gestoras de activos do mundo) acusou Portugal de ser a Venezuela da Europa, acusando o país de confisco e prometendo contestação judicial.

O Financial Times relembra a afirmação de Pedro Passos Coelho à Renascença, em que comentou que as ações do Governo de Costa minam "a confiança dos investidores externos", culpando António Costa pelos problemas na TAP mas também no Novo Banco.
A arte do impossível



A TAP merece também destaque na notícia do Financial Times, apesar das indicações de que há uma aproximação entre o Executivo e o consórcio formado por David Neeleman e Humberto Pedrosa. António Costa quer a maioria do capital da transportadora, apesar de o Governo de Pedro Passos Coelho ter assinado, em Novembro, a venda de 61% do capital ao consórcio. Uma decisão que tem causado polémica, já que existe um contrato assinado.
O jornal britânico menciona ainda a reversão das subconcessões de empresas dos transportes. Todas elas tinham já um comprador definido, todas de fora do país, mas o Governo de António Costa optou por reverter os contratos, que aguardavam ainda aprovações por parte de autoridades reguladoras. As embaixadas de países de onde eram oriundos os grupos compradores, como o México, já se pronunciaram e mostraram-se contra a opção, lembrando que os contratos de subconcessão estão incluídos em entendimentos de maior dimensão, fazendo crer que com estes processos de reversão o investimento estrangeiro em Portugal ficará muito seriamente comprometido.
Estas são, segundo o Financial Times, questões que colocam em causa a imagem do país. O Financial Times refere ainda uma entrevista a Jujtaba Rahman (do grupo de consultoria Eurasia Group), em que este afirma que o Executivo português "enfrenta a tarefa impossível de concilicar exigências contraditórias entre os parceiros de esquerda e a comunidade de investimento internacional. Algo que, segundo disse Rahman ao jornal, terá um "impacto negativo sobre o ambiente empresarial português durante anos".

Artigo de opinião de Alberto Moura e Joana Barroso Calisto Valério

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Provavelmente não tem nada a ver com os velhos hábitos. Mas que parece parece.

Parece que o António Costa quer que a Procuradora Geral da República reúna consigo, líder o PS, na sede do partido Socialista. Pelo menos ela teve o bom senso de recusar (Lê mais aqui).

Este convite não tem nada a ver com os velhos hábitos, nem tão pouco com qualquer razão por trás deste ímpeto em chegar ao poder doa a quem doer. Mas que parece pressão sobre a Procuradora Geral da República parece.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Aceitam-se apostas para a rapidez com que o António #Costa diz que o PS não é o PSOE....

António Costa correu a desmarcar-se do PASOK (Socialistas Gregos) e a colara-se à vitória do Syriza na Grécia (Lê mais aqui).

Se esta sondagem do "El PAIS" se concretizar em Espanha o que dirá Costa do PSOE?







domingo, 25 de janeiro de 2015

Força Syriza! A oportunidade Grega

As eleições hoje na Grécia são uma oportunidade. 

A oportunidade de ver como se comporta a esquerda caviar à frente do Governo

A oportunidade de testar noutro país que não Portugal as consequências da eleição de um partido populista

E acima de tudo a oportunidade para recordar o que aconteceu em França com o Hollande.

Para o Governo é a oportunidade de testar isto tudo antes das nossas Legislativas.

Correndo mal na Grécia, ou seja, bem ao Syriza, esta pode ser a última oportunidade para o Governo reverter o sentido que as sondagens têm demonstrado em Portugal.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

As patetices do #Soares... Afinal o Costa até nem esteve mal.

Os recentes comentários do Mário Soares têm sido cada tiro cada melro, afinal a idade já vai pesando e nota-se cada vez mais. 

Não sei o que será mais cruel para quem já foi Presidente da Republica, se não lhe darem mais palco ou permitirem-lhe o ridículo sempre que sobe ao palco.

A atitude mais humana é certamente privarem-no do vexame da patetice (lê aqui uma delas)...

Por isso há que reconhecer que o Costa não esteve mal ao evitar que ele falasse no último congresso. Nem que seja pelo que ele representou no desenvolvimento da democracia em Portugal.