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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Aquele momento em que a Europa ainda sabia o que queria...

Numa altura em que o projeto europeu continua parado em cima do muro, sem saber se avança para uma verdadeira união política, ou se desaparece definitivamente, comemora-se um dos momentos mais marcantes para a Europa. A queda do Muro de Berlim.

Pelo menos em 1989 a Europa não se punha em cima do muro, deitava-o abaixo.

(foto retirada daqui)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Daqui de cima não se veem fronteiras...

As desculpas podem ser as que quisermos, a segurança, a preservação da cultura, razões económicas, ou qualquer outra, mas a realidade é que daqui de cima não se distinguem fronteiras.

(foto retirada daqui)

Ainda é difícil imaginar um planeta com livre circulação de pessoas e mercadorias, apesar de em 97 se ter dado um pequeno passo com o acordo de Schengen. 

Apesar dos recuos, com as vitórias do Trump e do BREXIT, continuo a acreditar que a tendência continuará a ser a globalização e o desaparecimento das fronteiras.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Foi chão que já deu uva

A estabilidade enquanto argumento a favor da monarquia parece ter sido chão que já deu uva.

Em 2014 escrevi sobre a fragilidade dos argumentos a favor da monarquia (podes reler aqui), agora, com o Brexit, tudo indica que a monarquia de pouco tem valido para manter a unidade do Reino Unido...


Assim:
  1. Nicola Sturgeon, primeiro-ministro da Escócia anunciou há poucos dias mais um referendo para se tornar independente do Reino Unido(lê mais aqui);
  2. O partido Sinn Féin, da Irlanda do Norte, exigiu também um referendo para a independência do Reino Unido (lê mais aqui);
  3. E até no País de Gales se começam agora a ouvir vozes a defender um referendo pela independência, mas aqui apenas no caso da Escócia também sair (Lê mais aqui)
Espera-se pelas cenas dos próximos capítulos....


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Da última vez a culpa foi da empregada ucraniana, qual será a razão desta vez? #putinatwar #putin






Parece que o Putin resolveu reacender o conflito na Ucrânia (Lê mais aqui e aqui), talvez aproveitando os desentendimentos na Europa com o Brexit, ou mesmo facto de acreditar que pode vir a ter um aliado de peso nos Estados Unidos, caso o Trump ganhe.

A verdade é que quando se substituiu à comunidade internacional no combate ao DAESH na Síria, houve uma diminuição da animosidade contra o Putin, que tinha surgido com a sua intervenção na crise da Ucrânia. Agora, parece que ele começa a tentar capitalizar com isso.

Veremos como reage a Europa... (ou o que resta dela)

Já escrevi sobre a crise da ucrânia aqui, aqui e aqui.






quarta-feira, 27 de julho de 2016

Esta Europa não está pronta para um projeto Europeu

Quando leio notícias como a das reuniões apenas com os países fundadores da União Europeia para debater as consequências BREXIT, (lê mais aqui), não consigo deixa de me sentir incomodado. 

Mas somos uma união ou não? Porquê? Qual é a lógica de relegarem os restantes países para segundo plano?

Uma União que tinha como principal objetivo mitigar as diferenças existentes entre os diversos estados e evitar as guerras constantes que assolaram o continente europeu, parece estar mais preocupada em acentuar estas diferenças. 

Definitivamente esta não é a Europa do Adenauer, do Churchill, do Kohl, do d'Estaing, ou do Mitterrand. 

É incompreensível como é que em pleno século XXI continua a existir a necessidade de mostrar aos mais fracos quem manda, especialmente num momento em que a Europa é atacada e onde mais do que nunca deveria prevalecer a união (já escrevi sobre isto aqui).

Esta conversa das sanções é outra idiotice de uma Europa sem rumo. Ou seja, parece que esta Europa quer transmitir uma ideia simples: "Depois do BREXIT, vamos lá é garantir que aumenta o desconforto da opinião pública contra a União Europeia". 

Se o caminho natural do projeto europeu é o federalismo, onde o poder é partilhado, e onde largamos este estado de "chove mas não molha", os atuais cabecilhas desta coisa a que alguns chamam união estão mais preocupados em evitar que o Nigel Farage seja fotografado (já escrevi sobre o Brexit aqui).


Como é que é possível alguém pensar em sancionar qualquer país neste momento? (lê mais aqui)

Eu sei que esta coisa não é recente, já em 1919, no Tratado de Versalhes, a Europa e o Mundo se preocuparam mais em castigar, em sancionar, do que em resolver o problema. Mas acho que a história nos deveria ter ensinado que a hipocrisia não traz bom resultado.

É que se  houve 114 incumprimentodo pacto orçamental desde 1999, 11 vezes pela França, 10 vezes por Portugal, Polónia e Grécia, 8 pela Itália e 5 pela Alemanha, porque é que só agora se fala de sanções? O que é que esta malta pretende?

  (retirado da sic notícias, Comentário do Francisco Louçã)


Em Portugal, só há um beneficiado com isto, o Partido Socialista. Por isso, custa-me muito a acreditar que haja no PSD quem defenda, ou se sinta minimamente satisfeito com estas ameaças de sanções. A acontecer, esta será a desculpa que faltava para justificar a forma irresponsável com que o António Costa tem governado. 

Mesmo que não aconteça, a simples ameaça, na forma e momento em que está a ocorrer, indicia que a Europa pode estar perto do fim.


Esta Europa não está pronta para um projeto Europeu

Quando leio notícias como a das reuniões apenas com os países fundadores da União Europeia para debater as consequências BREXIT, (lê mais aqui), não consigo deixa de me sentir incomodado. 

Mas somos uma união ou não? Porquê? Qual é a lógica de relegarem os restantes países para segundo plano?

Uma União que tinha como principal objetivo mitigar as diferenças existentes entre os diversos estados e evitar as guerras constantes que assolaram o continente europeu, parece estar mais preocupada em acentuar estas diferenças. 

Definitivamente esta não é a Europa do Adenauer, do Churchill, do Kohl, do d'Estaing, ou do Mitterrand. 

É incompreensível como é que em pleno século XXI continua a existir a necessidade de mostrar aos mais fracos quem manda, especialmente num momento em que a Europa é atacada e onde mais do que nunca deveria prevalecer a união (já escrevi sobre isto aqui).

Esta conversa das sanções é outra idiotice de uma Europa sem rumo. Ou seja, parece que esta Europa quer transmitir uma ideia simples: "Depois do BREXIT, vamos lá é garantir que aumenta o desconforto da opinião pública contra a União Europeia". 

Se o caminho natural do projeto europeu é o federalismo, onde o poder é partilhado, e onde largamos este estado de "chove mas não molha", os atuais cabecilhas desta coisa a que alguns chamam união estão mais preocupados em evitar que o Nigel Farage seja fotografado (já escrevi sobre o Brexit aqui).


Como é que é possível alguém pensar em sancionar qualquer país neste momento? 

Eu sei que esta coisa não é recente, já em 1919, no Tratado de Versalhes, a Europa e o Mundo se preocuparam mais em castigar, em sancionar, do que em resolver o problema. Mas acho que a história nos deveria ter ensinado que a hipocrisia não traz bom resultado.

É que se  houve 114 incumprimentodo pacto orçamental desde 1999, 11 vezes pela França, 10 vezes por Portugal, Polónia e Grécia, 8 pela Itália e 5 pela Alemanha, porque é que só agora se fala de sanções? O que é que esta malta pretende?

  (retirado da sic notícias, Comentário do Francisco Louçã)


Em Portugal, só há um beneficiado com isto, o Partido Socialista. Por isso, custa-me muito a acreditar que haja no PSD quem defenda, ou se sinta minimamente satisfeito com estas ameaças de sanções. A acontecer, esta será a desculpa que faltava para justificar a forma irresponsável com que o António Costa tem governado. 

Mesmo que não aconteça, a simples ameaça, na forma e momento em que está a ocorrer, indicia que a Europa pode estar perto do fim.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Nice! O fim da Europa?


Deparámo-nos ontem com o choque de mais um hediondo e desumano ataque a homens, mulheres e crianças que comemoravam em família e de forma pacífica, a festa nacional francesa. A França celebrava a tomada da Bastilha, ocorrida no dia 14 de julho de 1789, aquando do início da sublevação popular e da Revolução Francesa. Foi, infelizmente, mais um ato bárbaro, desumano, selvagem, reflexo da carência absoluta de valores e da incivilidade com a qual todos nós temos de lidar. Uma realidade, nem sempre percetível, por vezes distante, à distância dos 5000 km que nos separam da Síria, mas que ontem, lamentavelmente, voltou a entrar por nossa casa adentro. Uma realidade nua e crua que reduziu a vida de 84 inocentes a nada e cujo significado importa desvendar.
 
Hoje, ao ler o Artigo do Observador, assinado por Rui Ramos, intitulado“ Esta Europa pode acabar em Nice”, estremeci com o visível equivoco. O autor coloca a tónica no facto da Europa albergar hoje ”grandes comunidades imigrantes em crescimento descontrolado, e onde demasiada gente rejeita os valores ocidentais.” Erro! O problema não é esse. O problema é mais profundo, está dentro da sociedade europeia e intimamente ligado à inoperância dos políticos europeus, à falta de solidez política da Europa,  às ingerências geopolíticas ocidentais por todo o Mundo, com o fomentar da instabilidade política e religiosa e, consequentemente, da guerra, fenómeno que está na origem dos grandes êxodos migratórios que batem hoje à porta da Europa.

Mas porquê? Qual foi o resultado da primavera árabe? O que é que derivou da destruiu do Estado Líbio? Tinha a Europa interesse em criar um antro de terrorismo no norte de África? Quem é que fragilizou o Bashar Hafez al-Assad, armando grupos de jihadistas sunitas, potenciando o crescimento  do “Estado Islâmico” e levando ao extermínio das populações minoritárias como a xiita, alauita e cristã? Quem é que originou a vaga migratória síria que se atira ao mar para vir morrer nas praias da Itália e da Grécia? Seja como for, os agentes terroristas que atuam na Europa têm sido, na sua grande maioria, europeus de segunda e terceira geração, portanto, gente que se esperava, à partida, estar integrada há muito.
 
Rui Ramos e muitos outros estão enganados. Não são os emigrantes que a Europa e os EUA geram, a verdadeira ameaça aos “padrões atuais de liberdade, tolerância e pluralismo” europeus nem será a tragédia de Nice que levará ao fim da Europa. Espero, pelo contrário não estar perante um fenómeno de autoflagelação. Na realidade, este episódio e tantos outros, que têm ocorrido nos últimos anos na Europa ou à sua “porta”, são reflexo de uma crise profunda de princípios e valores que afeta o projeto da construção europeia e que coloca em causa os seus alicerces políticos, culturais e sociais. Numa Europa minada pela falta de solidariedade,  o lema da Revolução Francesa da liberdade, da igualdade e da fraternidade não passa hoje de uma bandeira esquecida e sem significado para muitos responsáveis políticos e para uma significativa franja da população virada para correntes de estrema direita. Os resultados eleitorais da Frente Nacional, em França, com 41% nas eleições regionais ou do Partido da Liberdade, na Áustria, com 48% nas últimas eleições presidenciais são um sinal importante.

Foi esse o lema que levou à tomada da Bastilha, mas é também é esse lema e são esses os valores que a França e um pouco por toda a Europa, se esquecem quando se assiste de forma impávida e serena à morte de milhares de inocentes nas águas do Mediterrâneo. No entanto, esse esquecimento não é pontual ou apenas visível à medida que as tragédias se vão somando aqui, em Africa ou no Médio Oriente. Na realidade estas tragédias são, também, fruto de uma sociedade europeia doente, que desconhece a verdadeira dimensão de valores como o da igualdade e da fraternidade e que trata os emigrantes e os estrangeiros com desrespeito e desdém.

Penso que, na realidade, existe uma verdadeira classe de rejeitados, de acossados, de discriminados, mentalmente desequilibrados, perdidos, sem valores, na sociedade europeia, que se começa a insurgir e encontra nas mensagens extremistas de organizações como o “Estado Islâmico”, o estímulo para desencadear uma verdadeira onda de vingança contra a sociedade que os humilha. Não será, certamente, de ânimo leve que um individuo pega num camião de 17 toneladas para atropelar centenas de pessoas que não conhece. Não se trata, certamente, de um ato surgido do nada, de um momento para o outro. Mas porquê no dia da festa nacional francesa? Porque não durante o desorganizado e tumultuoso Europeu de Futebol, terminado há 5 dias, aproveitando as grandes concentrações de milhares de adeptos vindos de toda a Europa? É simples, estamos perante o início de uma verdadeira sublevação assassina de franceses contra franceses, fruto de décadas de discriminação social, racial, cultural e religiosa. Um drama que apenas aos responsáveis políticos franceses se poderão imputar responsabilidades, pela ausência de uma política eficaz de segurança, mas também e a montante, de políticas de integração social e de uma política educacional que potencie, junto dos jovens franceses, uma cultura de civismo, tolerância e de respeito pela diferença.
 
As reações de desportistas, políticos, jornalistas e artistas franceses contra os portugueses, ocorridas após o Europeu de Futebol não foram uma simples coincidência nem uma sonora ventosidade de alguma corrente ligada a movimentos xenófobos. Foi sim, uma ventosidade generalizada que, apesar de se terem ouvido algumas vozes da civilidade gaulesa, preocupa pela falta de reparo e censura, das autoridades francesas. Aquilo que ocorreu em França, com naturalidade, tolerância e sem consequências, com afirmações como a do “musico” MERZO que atacou a nação portuguesa e deu a entender que os portugueses só serviam para a construção civil, em Portugal, são crimes de discriminação racial e ultraje de símbolos nacionais. Ora, estas ocorrências não são sintoma de uma sociedade democraticamente saudável, mas, antes, sinal de uma sociedade assente numa tensão social e cultural que espero, a França e todos os franceses a capacidade de corrigir, fazendo, assim, jus aos valores originais da Revolução Francesa.
 
 
 
 
"A consciência da inconsciência da vida é o mais antigo imposto à inteligência. Há inteligências inconscientes - brilhos do espírito, correntes do entendimento, mistérios e filosofias - que têm o mesmo automatismo que os reflexos corpóreos, que a gestão que o fígado e os rins fazem de suas secreções." Fernando Pessoa


http://observador.pt/opiniao/esta-europa-pode-acabar-em-nice/
 
 
 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Cameron e o Camarão...

O que é um Camarão?
 
Bem, Camarão é a designação comum a diversos crustáceos da ordem dos decápodes, podendo ser marinhos ou de água doce. Trata-se de crustáceos que possuem um abdómen longo, possuindo três pares de pernas e rostro desenvolvido. Estes animais pertencentes à classe dos crustáceos, com exosqueleto de quitina, com um aparelho digestivo completo, com duas aberturas para entrada e saída de alimentos na boca no ânus.
 
E Cameron, enquadra-se na espécie Homo Sapiens?
 
Bem, tenho dificuldade em dar uma resposta linear a esta questão. O que sei é que o Homem ou como Homo sapiens, de acordo com a sua classificação científica, é uma espécie animal de primata bípede do gênero Homo ainda viva. Os seres humanos têm um cérebro altamente desenvolvido, com inúmeras capacidades como o raciocínio abstrato, a linguagem, a introspeção e a resolução de problemas.
 
Esta capacidade mental, associada a um corpo ereto possibilitaram o uso dos braços para manipular objetos, fator que permitiu a criação e a utilização de ferramentas para alterar o meio ambiente. São os processos de pensamento de alto nível, como a auto-consciência, a racionalidade e a sapiência que definem uma "pessoa".
 
Cameron, não sei se está mais para "Homo" ou para "Camarão", sobretudo depois de considerarmos a sua visão da Europa ou as suas abordagens às questões relacionadas com os emigrantes. Recordo-me, em particular, da ideia de cortar nos benefícios aos imigrantes da UE, no âmbito de uma série de medidas, noticiadas no ano passado, destinadas a tornar o Reino Unido "menos atrativo" à imigração, a ilegal e a legal.


 
 
Recordo-me também da sua última ejaculação mental e que se concretizou com a ameaça de deportar todas as mulheres muçulmanas que não saibam inglês. As migrantes que não passem o teste de inglês, dois anos e meio depois de terem chegado, não serão autorizadas a ficar no Reino Unido, podendo ser separadas dos filhos. É este, no momento, um dos grandes porta vozes da crise de valores que assola a Europa e toda a civilização ocidental.

Dizia Camarão no seu artigo do The Times há 4 dias que existem no RU cerca de 190 mil muçulmanas que quase não falam inglês e que não estão socialmente integradas, pelo que há a  necessidade de contrariar uma minoria de homens muçulmanos que exercem "um controlo prejudicial" sobre as mulheres nos agregados familiares.

Sempre podíamos perguntar, mas porque não deportar os homens que exercem esse "controlo prejudicial" sobre as mães dos seus filhos? Porque não deter e/ou deportar os homens que, dominando o idioma dos  anglo-saxões, pregam o jihadismo islâmico, a intolerância, a subversão e o ódio inter-cultural?

 

 
 

Tenho, por isso, dificuldade em classificá-lo. À Cautela fica Camarão!!!
 
Em anexo apresento um exemplo da conivência do Estado britânico para com comportamentos subversivos e desviantes. São aliás outros cidadãos britânicos muçulmanos que se insurgem contra o fenómeno. Ainda bem que o fulano sabe articular umas frases em inglês!!
 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

CRISE NA BOLSA...



Pelos vistos Janeiro de 2016 será o pior mês na bolsa de Lisboa desde Outubro de 2008. Na Europa aliás, só a praça de Atenas cai mais. 



Desde o início do ano, o valor do mercado nacional já "encolheu" em 7,13 mil milhões de euros.




Se associarmos a esta situação a fuga de capital por via da desconfiança no atual Governo, temos em vias de preparação uma situação muito complexa, já no curto prazo. 




Como dizia Margaret Thatcher, " O Socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros". 




O nosso está quase a acabar!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Portugal é a Venezuela da Europa



http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/financial_times_portugal_acusado_de_afastar_investidores_estrangeiros.html

Financial Times compara Portugal à Venezuela, 50 dias bastaram para Portugal perder toda a credibilidade externa alcançada.

O Financial Times, é um jornal britânico de negócios com sede em Londres, considerado, a par do Wall Street Journal, o mais influente canal de informação económica, lido pela grande maioria dos líderes empresariais.
“A nova administração portuguesa não é o primeiro governo a recorrer a confiscos de ativos e medidas populistas. A Venezuela e a Argentina também pertencem a este clube”, escreve o Financial Times.

Em 16 de Fevereiro de 2014, o “Financial Times” dizia que Portugal era o herói-surpresa da retoma na Zona Euro, o aumento das exportações e o bom desempenho no sector do turismo justificam esta visão.

Portugal volta agora (apenas 50 dias após a tomada de posse do novo governo e sem que haja ainda um orçamento aprovado) a aparecer no Financial Times, só que, desta vez, como o anti-herói: "Portugal acusado de provocar investidores estrangeiros". Novo Banco, TAP e subconcessões de transportes são os exemplos avançados no artigo publicado pela publicação britânica.

O Financial Times diz que Portugal é acusado de afastar investidores estrangeiros.


Começando pelo Novo Banco, a contestação à decisão do Banco de Portugal de transmitir 1.985 milhões de euros de dívida do Novo Banco para o BES, afetando a igualdade de tratamento entre detentores de dívida sénior, tem tido lugar nos grandes órgãos de comunicação internacionais.
Devido à recapitalização do Novo Banco, a PIMCO (uma das maiores gestoras de activos do mundo) acusou Portugal de ser a Venezuela da Europa, acusando o país de confisco e prometendo contestação judicial.

O Financial Times relembra a afirmação de Pedro Passos Coelho à Renascença, em que comentou que as ações do Governo de Costa minam "a confiança dos investidores externos", culpando António Costa pelos problemas na TAP mas também no Novo Banco.
A arte do impossível



A TAP merece também destaque na notícia do Financial Times, apesar das indicações de que há uma aproximação entre o Executivo e o consórcio formado por David Neeleman e Humberto Pedrosa. António Costa quer a maioria do capital da transportadora, apesar de o Governo de Pedro Passos Coelho ter assinado, em Novembro, a venda de 61% do capital ao consórcio. Uma decisão que tem causado polémica, já que existe um contrato assinado.
O jornal britânico menciona ainda a reversão das subconcessões de empresas dos transportes. Todas elas tinham já um comprador definido, todas de fora do país, mas o Governo de António Costa optou por reverter os contratos, que aguardavam ainda aprovações por parte de autoridades reguladoras. As embaixadas de países de onde eram oriundos os grupos compradores, como o México, já se pronunciaram e mostraram-se contra a opção, lembrando que os contratos de subconcessão estão incluídos em entendimentos de maior dimensão, fazendo crer que com estes processos de reversão o investimento estrangeiro em Portugal ficará muito seriamente comprometido.
Estas são, segundo o Financial Times, questões que colocam em causa a imagem do país. O Financial Times refere ainda uma entrevista a Jujtaba Rahman (do grupo de consultoria Eurasia Group), em que este afirma que o Executivo português "enfrenta a tarefa impossível de concilicar exigências contraditórias entre os parceiros de esquerda e a comunidade de investimento internacional. Algo que, segundo disse Rahman ao jornal, terá um "impacto negativo sobre o ambiente empresarial português durante anos".

Artigo de opinião de Alberto Moura e Joana Barroso Calisto Valério

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Terror na "festa de fim de ano" na Alemanha! As novas faces do terrorismo!

Na Alemanha a festa da passagem de ano assumiu uma dimensão diferente e aterradora. Cerca de mil muçulmanos invadiram as ruas para assaltar e abusar sexualmente de centenas de mulheres.
 
A BBC adianta que a polícia suspeita de que os ataques terão sido planeados. As situações mais graves ocorreram na estação de comboios de Colónia, onde pelo menos uma mulher foi violada e muitas outras foram apalpadas, assediadas e assaltadas. Registaram-se, ainda, ataques nas cidades de Hamburgo e Estugarda.
 
Estaremos nós a assistir a uma nova forma de terrorismo de tez islâmica? Estará a Europa preparada para reagir a este tipo de ocorrência? O certo é que, dos cerca de mil atacantes, apenas oito foram detidos pelas autoridades alemãs. 80 mulheres apresentaram queixa junto das autoridades policiais.
 
 
 
 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A intolerância. Uma questão de sobrevivência...

 
Apesar de não acompanhar o tom jocoso da abordagem de H. Raposo, na sua última crónica do Expresso, ao tema da prática generalizada da pedofilia nas comunidades muçulmanas, a questão é grave e muito pertinente, devendo ser colocada no âmbito, mais abrangente, das disfuncionalidades culturais do Islão e da sua importação pela Europa. Importa, assim, dizer "não", assumindo-se uma clivagem que a História demonstra e que a natureza humana alimenta. Não é admissível que, a coberto da tolerância multicultural, tão presente e bem, numa Europa cada vez mais descaracterizada e esquecida das suas origens e da matriz dos seus valores, se tolere a violência, a cultura do ódio, da discriminação sexual ou a pedofilia! Não tolerar os intolerantes é, neste momento, uma questão de sobrevivência da civilização ocidental.
 

 
 
 
 
 
 
 

A Europa tem de assumir a sua génese cristã, do ponto de vista cultural e religioso, desenvolvendo, em paralelo, uma política de defesa e integração dos mais fracos e oprimidos, em paralelo com a aplicação de mecanismos policiais e militares de imposição da legalidade e, porque não, dos "bons costumes" - convém relembrar o conceito do "bonus pater famílias". Estamos perante, sem dúvida, uma encruzilhada, um momento que se deseja de viragem, numa Europa que terá de sair do "armário", assumindo o seu pepel no Mundo. O combate integrado e partilhado aos fenómenos terroristas poderá ser o primeiro sinal duma nova era. E convêm que seja um "sinal" que o daesh interiorize...
  
 
 
 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A emancipação feminina do Islão é uma causa política tão urgente para a Humanidade quanto foi a abolição da escravatura.

"A emancipação feminina do Islão é uma causa política tão urgente para a Humanidade quanto foi a abolição da escravatura." Embora não acompanhe muitas das perspetivas de Pat Condel, a declaração em anexo levanta, sem dúvida, uma questão central no séc. XXI, numa altura em que a Europa, e bem, à luz dos seus valores humanistas, se prepara para, de forma solidária e tolerante, acolher centenas de milhares de refugiados oriundos de países islâmicos.



É, pois, fundamental que se assegure uma integração bem planeada e em completa sintonia com as leis, os princípios e os valores da cultura europeia. Em paralelo, é igualmente fundamental, que não se tolerem os intolerantes e as suas disfuncionalidades pseudoculturais.

Recomendo:

https://youtu.be/ElVe0eQPheI

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Europa só é Europa para a alta finança.

Gosto de acreditar que o humanismo é um dos princípios da Europa. Por isso, nem considero discutível a questão dos refugiados. 

Obviamente que a Europa deve e vai receber os refugiados.

No entanto, acolher os refugiados mitiga a dor e sofrimento de quem foge de um regime cruel e inumano, do auto-proclamado estado islâmico, mas não resolve mais do que isso. A Europa está sob ameaça, a humanidade está sob a ameaça de um grupo de ignorantes extremistas.



No passado a Europa já esteve muitas vezes sob ameaça de grupos extremistas, que provocaram milhões de refugiados. Nessa altura, houve quem olhasse para o lado, tentasse acordos, até houve quem quisesse ceder parte da Europa para acalmar os loucos.

Sim, em 1938 o Chamberlain acreditou que seria possível evitar uma nova guerra entre a Alemanha e o Reino Unido e assinou o acordo de Munique, que dava aos nazis o controlo da Checoslováquia. Seria a "paz dos nossos tempos".  Resultado? Não houve apaziguamento nenhum, um louco é um louco, um extremista é um extremista.

Sobre este acordo o Churchill  comentou "Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra", dito e feito, há momentos em que não há alternativa, momentos em que a única resposta à inumanidade de um regime extremista se dá com tanques.

Tristes são estes tempos da Europa em que para além do populismo à volta dos refugiados, ninguém tem a coragem de assumir que a resposta militar que se impõe tem de ser Europeia e não da França, do Reino Unido ou da Alemanha. 

Felizmente que do outro lado do mundo há países que vêm em nosso socorro quando a Europa fica sob ameaça... (Austrália junta-se aos ataques aéreos contra o Estado Islâmico)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

"Je suis réfugié. Je suis la victime de la négligence et de l'hypocrisie"...

 
Onde estão os "je suis charlie" que andaram em Janeiro deste ano a passear de mão dada pelas ruas de Paris? A Europa tem de deixar de assumir o papel de cúmplice do estado islâmico (EI), continuando nas praias do Mediterrânio, por inépcia e dormência hipócrita, o genocídio que aqueles iniciaram na Síria e no Iraque.

 
 
 


Não posso, agora, deixar de me lembrar dos esforços ocidentais (norte-americanos, ingleses e franceses) na desestabilização política do Norte de Africa e do Médio Oriente até há bem pouco tempo. Eis, pois, uma das facetas da primavera árabe. "Parabéns"! E tudo em prol, supostamente, dos valores democráticos. O combate cego ao regime sírio merece, aliás, especial sublinhado. Sem tecer considerações sobre o espírito democrático de Bashar Hafez al-Assad, como é possível que se continue, ainda, a combater a única força capaz de, no terreno, fazer recuar o EI? Como se justifica que se tolere o combate da Turquia aos curdos, abrindo as portas do norte do Iraque ao terrorismo jihadista?
 
Não obstante as asneiras e os erros geoestratégicos decorrentes da arrogância cultural do Ocidente, é de reconhecer aos EUA o mérito de ser, neste momento, a única força ocidental verdadeiramente empenhada em destruir os facínoras que perseguem aqueles que veem morrer nas praias do sul da Europa.
 
A UE têm a obrigação moral de dar ao Mundo um exemplo de humanidade, de tolerância e de fraternidade para com os fracos e oprimidos. São esses os valores que estão na base da construção europeia. E para isso é fundamental que se criem as condições necessárias a acolher os milhares de homens, mulheres e crianças que se arriscam a procurar, no velho continente, a paz, a segurança e o bem-estar que não encontraram nos seus países de origem. Em simultâneo, é fundamental que declare, sem hesitações, guerra ao terrorismo. A Europa tem de se empenhar militarmente na destruição do EI construindo, assim, a estabilidade necessária à resolução do êxodo atual.
 

"Je suis réfugié. Je suis la victime de la négligence et de l'hypocrisie"...

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Foi-vos dada a opção entre a desonra e a guerra. Escolheram a desonra e terão a guerra


Periodicamente ao longo da história deparamo-nos com figuras e movimentos que representam um retrocesso civilizacional. Movimentos assentes naquele que é o lado mais negro do Ser Humano, o sectarismo, a intolerância e a injustiça.

A história do mundo está carregada destes períodos, basta olhar para o Século XX, Século dos totalitarismos, do Nazismo e das perseguições étnicas no Ruanda e na Bósnia. Estas três situações em particular partilharam da mesma inação, do mesmo assobiar para o lado da comunidade internacional, que optou pelo caminho mais simples, o caminho com menos contestação interna nos seus países, o caminho que evitava a intervenção, que evitava a guerra, que vendia a alma em troca da paz.

Deu no que deu... Milhões de mortos e três manchas na evolução humana.

Atualmente, a Europa começa a ter muita dificuldade em assobiar para o lado. E torna-se cada vez mais difícil esconder este problema global que se autoproclama como Estado Islâmico.

Para além das questões de segurança (já escrevi sobre isto aqui e aqui), dos assassinatos e atentados contra inocentes, turistas, jornalistas e todos o que diferem da sua forma de pensar ou agir

Para além da questão humanitária (lê mais aqui e aqui), dos deslocados e refugiados que diariamente põe a sua vida e das suas famílias em risco para fugir para a segurança na Europa...

Para além da ameaça cultural e da destruição de património mundial (já escrevi sobre isto aqui)

Este é um problema civilizacional que afeta o mundo todo e não será um muro que o irá resolver.



Raramente olhar para o lado faz com que um problema desapareça e a escolha do caminho mais fácil pouco mais faz do que adiar o inevitável.

Talvez, por isso, hoje valha a pena relembrar a frase que Churchill proferiu em 1938, aquando da tentativa de viabilização de uma solução pacífica com Hitler, por parte do então PM do Reino Unido, Chamberlain.

"Foi-vos dada a opção entre a desonra e a guerra. Escolheram a desonra e terão a guerra"


segunda-feira, 30 de março de 2015

O efeito #Syriza que atravessa a Europa...

Para além da humilhação que o PS teve na Madeira, onde conseguiu apenas cerca de 11% dos votos, a derrota do populismo da Le Pen e a queda dos Socialistas Franceses (lê mais aqui) indicia que de facto podemos estar perante o efeito #Syriza.

Se a vitória do #Syriza serviu para alguma coisa, foi o desmistificar do populismo que vinha a crescer pela Europa.

Se Hollande ganhou as eleições em França com o discurso do fim da austeridade para logo depois a impor, e se o mesmo acontece hoje em dia na Grécia, pode ser que os recentes resultados eleitorais indiciem que a malta já não está para aceitar cegamente os discursos populistas.

Veremos se será suficiente para safar o Passos (já escrevi sobre isto). 




domingo, 25 de janeiro de 2015

Força Syriza! A oportunidade Grega

As eleições hoje na Grécia são uma oportunidade. 

A oportunidade de ver como se comporta a esquerda caviar à frente do Governo

A oportunidade de testar noutro país que não Portugal as consequências da eleição de um partido populista

E acima de tudo a oportunidade para recordar o que aconteceu em França com o Hollande.

Para o Governo é a oportunidade de testar isto tudo antes das nossas Legislativas.

Correndo mal na Grécia, ou seja, bem ao Syriza, esta pode ser a última oportunidade para o Governo reverter o sentido que as sondagens têm demonstrado em Portugal.