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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Algumas notas sobre a sondagem da SIC/Expresso/Eurosondagem

Para alguns o copo não é nem meio cheio nem meio vazio, é tão somente de vinho.

Após vários estudos que apresentam o PS atrás da coligação, nomeadamente o do DN/JN/Católica, surge a visão do Rui Oliveira e Costa e da Eurosondagem.

No seu estudo não apresentam um copo meio cheio, com a Coligação à frente, nem meio vazio com o a coligação atrás, apresentam o tal copo de vinho.  O PS está à frente do PSD (sim do PSD não coligado) e o CDS encontra-se como a 4 força política.

Pessoalmente parece-se um sinal muito negativo para o PS estar apenas 0,7% à frente do PSD, quem diria, o PSD apenas precisa de 0.7% +1 voto para ganhar sozinho as eleições. Epá o Costa deve estar que nem pode, o António.

Recordem-se que em Abril de 2014, com o Seguro como Secretário Geral o PS estava perto da maioria absoluta (lê mais aqui) e que em Janeiro desse ano o PSD tinha um resultado inferior ao que o Sócrates teve (lê mais aqui).

(Sondagem SIC/EXPRESSO/EUROSONDAGEM retirada daqui)

É sempre um risco analisar as sondagens da Eurosondagem, fico sempre com a sensação que são estudos que estatisticamente (e um dia ainda ei de fazer este apanhado) resvalam para um dos lados. Minto, o estudo que publicam mesmo antes de eleições já costuma estar um pouco mais equilibrado. Digamos que se sabemos que por norma 65% do eleitorado está fechado 6 meses antes das eleições e que as variações no último mês são sempre muito pequenas é estranho quando encontramos grandes diferenças entre sondagens.

No entanto, a Eurosondagem é muito importante, especialmente para a dinâmica de uma campanha, pois é a credibilidade que o Expresso e a Sic lhe dão.

(Sondagem DN/JN/CATÓLICA retirada daqui)



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A Eurosondagem é a credibilidade que o Expresso e a Sic lhe emprestam

Ontem era notória a irritação da Ana Gomes com os resultados das sondagens, igual a ela própria, destilava o fel em frente à câmara de televisão. Estava incrédula, falava até de uma campanha orquestrada... Não era possível... Se ela acredita que o Costa vai ganhar, como é possível que haja portugueses a responder diferente nos inquéritos diários?

Mas não é a única, hoje no jornal i, o Correia de Campos, do alto do seu pedestal, chama estúpidos aos portugueses...

(Retirada do Jornal i de hoje)

Mas o que é realmente estranho é a partilha que alguns elementos do PS fizeram do post/artigo do Telmo Vaz Pereira a desancar de alto a baixo na Eurosondagem, do Rui Oliveira e Costa. Um artigo que acusa a Eurosondagem de ser manipulada pelo PSD. A única sondagem que dá vantagem ao PS até agora.

A confusão já é de tal ordem que até na Eurosondagem batem. Parece que a ordem é bater nas sondagens, não interessa que resultado dão, o que interessa é que são uma sondagens.

Eu até concordo que a Eurosondagem tem uma longa lista de falhanços estrondosos, deu em 2013 o Couceiro a ganhar ao Bruno Carvalho no Sporting, em 2009 o Vital Moreira a ganhar ao Rangel, em 2006 o Soares a ganhar ao Manuel Alegre, em 2001 o João Soares a ganhar ao Santana em Lisboa e o Fernando Gomes a ganhar ao Rui Rio no Porto. Agora é a única que dá a vitória ao PS.

Vale o que vale, e neste caso só vale porque o Expresso e a SIC lhe emprestam credibilidade. 

Mas, sinceramente, acho difícil que o Rui Oliveira e Costa possa continuar a apresentar os mesmos resultados quando todas as sondagens parecem por em causa a já agastada credibilidade da sua empresa. 

(Retirada do jorna Sol de hoje)





sexta-feira, 4 de setembro de 2015

As últimas balas...

Olhando para os últimos meses de campanha parece que tudo corre mal ao António Costa. 

São os  cartazes da Iurd, as queixas dos modelos da segunda leva de cartazes (lê mais aqui), a demissão do diretor de campanha, o aparecimento da Maria de Belém como candidata presidencial, a colagem à Ferreira Leite (lê mais aqui) e até os comentários sobre os refugiados (lê mais aqui).  

O homem anda numa maré de azar. Ainda por cima, já percebeu que do lado da coligação existe dinâmica, ao contrário do que acontece com a sua máquina partidária.

Como reagir?...


Esta é a pergunta que tem tirado o sono ao seu staff nas últimas noites.

Se o PS precisa fragilizar a dinâmica de vitória que se sente na Coligação e precisa de trabalhar o voto útil.... o que fazer? Como reagir?...

O ideal seria uma sondagem que desse o PS apenas 1% à frente, ou menos, mais não. Uma sondagem que passe a ideia que o PS está à frente, mas não o suficiente para espantar o voto útil, aliás é importante que transmita a ideia que o PS está em queda para criar um apelo informal ao voto útil da esquerda. 

Mas a quem recorrer? Teria de ser alguém alinhado, mas que seja credibilizado por um meio de Comunicação Social credível.... 

Mas quem?... 



sábado, 8 de agosto de 2015

O pesadelo do Edson Athayde

O grande duelo das próximas legislativas vai ocorrer entre dois medos, o medo de manter a austeridade e o medo de voltar ao despesismo do passado deitando a perder todo o esforço feito até agora (Já escrevi sobre isto aqui)

Com a coligação associada à austeridade, o PS fica com espaço para se assumir como alternativa e cavalgar o medo da austeridade.

E é aqui que começa a primeira parte do pesadelo, ao tentar inovar no primeiro outdoor foram buscar um simbolismo quase infantil, pouco adaptado à realidade europeia, que rapidamente se prestou à chacota. 

A senhora bonita de cabelo ao vento, que olha para um futuro solarengo e que afasta o manto da obscuridade, da austeridade...
Questões estéticas à parte, até pode ser um apelo à esperança e à confiança, mas com uma falha evidente, não é suportado pela realidade, não é suportado pela imagem do candidato do PS.  

Verdade seja dita, em defesa do Edson Athayde, a forma não ajuda, mas se o candidato fosse mais credível, se não tivesse o histórico que tem, em particular nos governos de José Sócrates, ou na Câmara de Lisboa e se não tivesse sido vendido como o grande líder no golpe palaciano contra o António José Seguro, estes outdoors não teriam sido gozados desta forma:


 ou desta forma:

Ou ainda:

Mas a ideia por trás não está má... É até óbvia, o Costa é contra a austeridade.

Mesmo assim, acho  melhor  conseguidos os novos outdoors do PS. Estes procuram dar um rosto aos números do governo, aos desempregados e a quem tem trabalho precário.

Estes sim procuram tirar proveito do sentimento que grande parte do eleitorado tem e tentam galvanizar o medo da austeridade, da insensibilidade dos números.

A estratégia não é nova, encontrar casos reais, dentro dos segmentos que se pretendem trabalhar.


O problema surge quando alguém se esquece de fazer as contas e dão como exemplo um caso que ocorreu aquando de um governo do Partido Socialista, de um governo de José Sócrates.

Ou ainda, quando tentam colocar a mensagem errada na pessoa certa (no segmento certo). 

Das duas uma, ou tiveram muita dificuldade em encontrar alguém do segmento que queriam trabalhar, ou alguém não fez o seu trabalho. (Lê mais aqui: Histórias dos cartazes não pertencem às pessoas fotografadas).
(imagem retirada daqui) 

O posicionamento até está correto, as mensagens também, mas a forma transparece uma execução em cima do joelho. Alguém não olhou para a realidade portuguesa, nem pensou na execução com a serenidade necessária. Por outras palavras, a confusão está instalada (Lê mais aqui)

A pressa de colocar cá fora outdoors que fizessem esquecer os primeiros acabou por evidenciar ainda mais o nervosismo de quem não consegue descolar nas sondagens (Lê mais aqui: PS e Coligação separados apenas por 1,5%).

Compreendo que o posicionamento de uma candidatura cujo líder está associado a maus governos, a lideres problemáticos e ainda por cima, que foi sobrevalorizado aquando da sua subida ao poder é particularmente difícil. 

Como é que alguém que integrou governos despesistas, responsáveis pela entrada da troika no país vai convencer os portugueses que será um bom Primeiro Ministro? Como irá convencer que agora sim fará diferente? 

É um desafio difícil, diria até um pesadelo, especialmente se se tiver em consideração a frustração e pressão da máquina partidária socialista. Afinal de contas, com Costa como candidato e com Seguro fora do caminho iam ser favas contadas. 

Sinceramente, não serão estes outdoors que irão dar a derrota, ou a vitória a qualquer dos candidato, mas uma coisa é certa, não ajudam nada a transmitir segurança e confiança à candidatura do António Costa.






   

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Volta Tozé!



Para os "camaradas" não se perderem, é só apanhar a A1 e em Torres Novas sair para a A23 (onde vão poder experimentar a "maravilha" que é uma SCUT). 

Quando chegarem a Castelo Branco, é só seguir as placas que dizem Penamacor e/ou Espanha (não é brincadeira, é mesmo assim) e passada meia hora estão lá.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Efeito Syriza e a greve dos pilotos

Depois da recuperação dos partidos de centro direita em Inglaterra (lê mais aqui) e em França (lê mais aqui),  o PSD/CDS-PP começa a dar sinais positivos.

Aparentemente os portugueses estão bloqueados entre o medo de perder o que conquistaram e o desejo de mudança, mas nas suas cabeças algo já se encontra consolidado, que não existe diferença entre Seguro e Costa. A dita onda provocada pela troca de liderança no PS não aconteceu e pelo andar da carruagem as duas forças políticas, partidos do Governo e socialistas, estão cada vez mais próximas.


(retirado do CM de hoje)


Com a desmistificação da esquerda radical, ganha força a ideia de que é importante não desperdiçar o que já se conseguiu. Ainda esta semana o Governo teve mais boas notícias sobre o crescimento do PIB (lê mais aqui).

O isolamento do SPAC perante a sociedade portuguesa terá também sido importante. É difícil para um governo em austeridade conseguir momentos de unidade nacional e o SPAC conseguiu um (lê mais aqui). Depois de três anos de sacrifícios, a ideia de um sindicato de privilegiados infligir 30 milhões de danos ao Estado, só porque querem ter uma fatia maior na privatização da TAP, é revoltante e une a sociedade e o Governo. 




Vamos ver o que fala mais alto e até que ponto o Syriza consegue alavancar o Governo (lê mais aqui e aqui)


quinta-feira, 12 de março de 2015

Pelo menos o António Costa não deixa cair os seus. #Costa #Seguro

Os resultados estão aí, Portugal lidera a queda no desemprego da OCDE (lê mais aqui), a Comissão Europeia revê em alta o crescimento da economia nacional (lê mais aqui), mas parece não ser suficiente. 

A contar com as mais recentes sondagens (lê mais aqui) parece que o Governo continua sem ver reconhecido o seu mérito nos resultados positivos da economia portuguesa. Sondagens onde se vê confirmado que António Costa  afinal não é assim tão diferente de António José Seguro (lê mais aqui), pelo menos no que diz respeito às projeções de resultados... Acho que me lembro que o golpe palaciano de António Costa no PS se fundamentou, em grande parte, na incapacidade de Seguro se destacar nas sondagens, mesmo depois de ter ganho as europeias (já escrevi sobre isto)

Mas há diferenças entre ambos, entre Costa e Seguro, pelo menos reconheço uma que é estrutural...António Costa pretende governar à imagem do Governo de Sócrates (lê mais aqui), o que é mais do que natural uma vez que fez parte desse Governo e porque lhe deve a liderança no PS (já escrevi sobre isso).

"Poucas vezes quem ganha o que não merece, agradece o que ganha." 
Francisco Quevedo  

(O que não é o caso...)