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quinta-feira, 11 de julho de 2019
sábado, 22 de setembro de 2018
Ação construtiva
Em tempos de alguma agitação política, que antecede a discussão do Orçamento de Estado, as mentes mais inquietas e impreparadas precipitam-se. Convém portanto descer à terra.
Acabou a Silly Season e com isso
reaparecem os problemas que só o mês de Agosto (e algumas agências de
comunicação) consegue esconder.
Na saúde afinal ainda temos
711.000 portugueses sem médico de família (segundo dados de 2017) e milhares em
filas de espera para consultas e cirurgias.
Na educação inicia-se o ano
letivo com falta de profissionais nas escolas e temos os professores descontentes
por não lhes verem reconhecida a contagem de tempo de serviço.
Na defesa, o roubo de Tancos
continua por resolver e nem um valente puxão de orelhas de Marcelo Rebelo de
Sousa ao Ministro parece vir a resolver esta vergonhosa e grave situação como
disse Rui Rio.
Na justiça, para além da novela
da nova PGR, mantem-se a ausência de coragem para reformas sérias e reverte-se
– por pressão política – qualquer medida que possa baixar a popularidade do governo
ou de António Costa.
Na administração interna
assistimos à degradação dos serviços de segurança e à degradação das condições
de trabalho dos profissionais da PSP e da GNR a cada dia.
Nas finanças, onde nos vendem o
“el Dorado”, regressamos da utopia cada vez que a UTAO comunica a real situação
do País e nos diz que a fatura com a dívida cresce 3,8% quando o governo previa
1,4%.
E até os comentários domingueiros
de Marques Mendes, a defender com vigor a governação socialista - lembrando o
saudoso Vasco Granja quando falava de desenhos animados checos – regressaram
sem disfarces do autor, tamanho é o entusiasmo.
O País está anestesiado. A CGTP,
a UGT e os sindicatos em geral estão amordaçados. Os Professores, os Policias,
os Médicos, os Enfermeiros, os Funcionários Públicos em geral, embora
descontentes, parecem estar sob o efeito placebo.
Esta falta de adesão à realidade
só pode ser combatida com uma ação construtiva. Compete, portanto, aos partidos
da oposição construírem uma alternativa a este estado de coisas e isso só será
possível com uma ação disruptiva que contrarie o que tem sido imposto pelo Status
Quo.
Falamos de um Status Quo que se
move nos corredores do poder, faz já muitos anos, e por consequência disso não
aceita que alguém lhes mude as regras, lhe reduza o poder, ainda por cima se
esse alguém é um político incontrolável e classificado, por muitos, como sério.
A receita para combater este
cancro que espalha metástases por todo o lado é uma quimioterapia cheia de ação
construtiva, onde o politicamente correto não tem lugar e onde só cabe a defesa
dos verdadeiros interesses nacionais.
Não podemos continuar a fingir
que não vemos a realidade. Este é o momento de ação, como disse Álvaro Cunhal,
“Tomemos nas nossas mãos os destinos das nossas vidas.”
Mas devemos fazê-lo por via de
uma ação construtiva, firme e séria. Assim a diferença será evidente e
ganharemos a disponibilidade daqueles que hoje estão afastados para, em
conjunto, participarem na construção do futuro.
E para os que, pensando no que
está mal se vão acomodando, termino citando Francisco Sá Carneiro que conscientemente
disse, “O que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob
que pretexto for.”.
Publicada por
Rodrigo Gonçalves
à(s)
23:17:00
Sem comentários:
Etiquetas:
construir,
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Democracia,
Educação,
eleitores,
finanças,
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quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Há deputados e deputados...
Há muito tempo que não lia uma notícia sobre um deputado que não fosse sobre uma qualquer discussão parlamentar, ou o livrinho a resumir o trabalho de uma comissão, editado em ano de eleições.
Infelizmente, e injustamente, fomos ficando toldados pela ideia que ser deputado é uma espécie de ocupação amorfa, de obediência ao partido, onde se vota a toque de caixa de alguém. Que haver 230 deputados ou apenas 7 a representar cada partido seria mais ou menos a mesma coisa
O facto do Ricardo Leite ter sido reconhecido pelo trabalho que desenvolveu sobre a Hepatite C, e que teve impacto real na vida dos portugueses, é um bom exemplo para nos recordarmos sobre o que é ser Deputado.
Lê mais aqui: Deputado do PSD distinguido pelo trabalho que fez sobre hepatite C
Mas para quem tiver mais preguiça fica aqui uma citação:
"Como coordenador de saúde pública da Universidade Católica e membro do Parlamento", Ricardo Baptista Leite conseguiu "chegar pessoalmente aos stakeholders para os convidar a fazer parte de um grupo de trabalho", lê-se na página da fundação.
O trabalho desse grupo culminou num pedido de audição ao ministro da Saúde, em fevereiro de 2015, na qual estiveram presentes doentes com hepatite e onde se falou sobre a falta de acesso ao medicamento capaz de curar o vírus. "Dois dias depois, o ministro anunciou que o novo medicamento seria totalmente subsidiado para todos os pacientes em Portugal", lê-se no site.
Nota final: O Ministro era do Governo PSD
Infelizmente, e injustamente, fomos ficando toldados pela ideia que ser deputado é uma espécie de ocupação amorfa, de obediência ao partido, onde se vota a toque de caixa de alguém. Que haver 230 deputados ou apenas 7 a representar cada partido seria mais ou menos a mesma coisa
O facto do Ricardo Leite ter sido reconhecido pelo trabalho que desenvolveu sobre a Hepatite C, e que teve impacto real na vida dos portugueses, é um bom exemplo para nos recordarmos sobre o que é ser Deputado.
Lê mais aqui: Deputado do PSD distinguido pelo trabalho que fez sobre hepatite C
Mas para quem tiver mais preguiça fica aqui uma citação:
"Como coordenador de saúde pública da Universidade Católica e membro do Parlamento", Ricardo Baptista Leite conseguiu "chegar pessoalmente aos stakeholders para os convidar a fazer parte de um grupo de trabalho", lê-se na página da fundação.
O trabalho desse grupo culminou num pedido de audição ao ministro da Saúde, em fevereiro de 2015, na qual estiveram presentes doentes com hepatite e onde se falou sobre a falta de acesso ao medicamento capaz de curar o vírus. "Dois dias depois, o ministro anunciou que o novo medicamento seria totalmente subsidiado para todos os pacientes em Portugal", lê-se no site.
in expresso
Nota final: O Ministro era do Governo PSD
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Maria de Belém e o Sistema Nacional de Saúde...
Se os liberais da direita não privatizassem, ou fundassem grandes grupos económicos, onde trabalhariam os defensores do Público?
Curriculum Vitae - Maria de Belém
- Presidente da Mesa da Assembleia Geral da União das Misericórdias Portuguesas, União das Misericórdias Portuguesas, 2007-01-01, IPSS, Fátima.
- Membro do Conselho de Curadores da Fundação Millennium Bcp, Fundação Millennium bcp, 2012-10-01
Consultora em:
- Luz Saúde S.A.
- Euromedics
- Merck
- Universidade Europeia
- Cofina/Correio da Manhã
Consultadoria esporádica em:
- Espírito Santo-Unidades de Apoio à Terceira Idade
Detém ainda participação na Priorikey - Serviços e Consultadoria, Lda
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