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terça-feira, 1 de julho de 2014

Os Jarretas

O Jarretas estão presentes em todo o lado, em todas as instituições, em todos os partidos. 

Os Jarretas comportam-se sempre da mesma maneira. Apresentam-se como os detentores da verdade, os únicos capazes de ver o caminho. 

Os Jarretas são exímios a detetar erros alheios. 

Os Jarretas são incapazes de reconhecer mérito na mudança.

Os Jarretas tendem a andar em grupo. 

Os Jarretas estão sempre contra algo, nunca a favor.

Os Jarretas não precisam ser coerentes, criam a coerência.

Ser Jarreta é estatuto, que se atinge com o tempo, mas não necessariamente com a idade. 



O Jarretismo existe desde o início dos tempos, já existia na antiguidade clássica:

"Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados, desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos e passam o tempo a falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem os pais, apresentam-se em sociedade com enfeites estranhos (...)cruzam as pernas e tiranizam os seus mestres" SÓCRATES (470-399 A.C.) (Ver referência aqui) 

E não é novidade para os portugueses...



O Jarretismo não é uma causa local, é internacional (Lê mais aqui)

Todos os partidos têm Jarretas, mas uns têm mais que outros, ou pelo menos começaram a cultivá-los primeiro que os outros.

Se olharmos para a nossa história, o partido que mais sofreu com o Jarretismo foi, provavelmente, o PSD. 

Quem não se lembra do António Capucho, da Ferreira Leite, ou do Pacheco Pereira, contra Menezes, contra Passos Coelho e contra o Governo... Quem não se lembra do grupo dos 74? (Lê mais aqui)

Agora, aos 40 anos da 3ª República, o PS procura compensar os anos perdidos (Maioria dos fundadores do PS apoia António Costa para primeiro-ministro)e prova que também ele tem Jarretas, e dos bons... dos melhores: daqueles responsáveis por duas intervenções do FMI em Portugal, daqueles responsáveis por 40 anos de governação que levaram Portugal à beira da bancarrota. Daqueles que, como bons Jarretas, acreditam que só eles sabem governar portugal e neste caso o PS.

O bom do Jarretismo é que não se pega e com uma boa dose de paciência, com a ajuda de uma aspirina ou de uns bons headphones, até se consegue suportar. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Mais uma sondagem mais uma derrota.... #Governo #PSD #PS #CDS #PPC #Seguro

Hoje saiu mais um Barómetro i/Pitagórica (ver aqui). 

Neste estudo podemos começar a perceber que impacto eleitoral terão as recentes melhorias nos indicadores económicos.   

Os resultados são claros, o PS está a subir e a aproximar-se da maioria absoluta. 

Não deixa de ser caricato, que o Governo consiga diminuir o deficit, aumentar o emprego, diminuir as taxas de juro (hoje: abaixo dos 4% pela primeira vez desde 2009) e ao mesmo tempo continuar a descer nas intenções de voto e a ser avaliado negativamente por 70,8% da população. (Já escrevi sobre isto)

É notório que Passos Coelho é, enquanto governante, diametralmente oposto a José Sócrates. Enquanto  um apenas aparecia para dar boas notícias, deixando as más para os seus ministros, o outro dá as más e deixa as boas para os seus ministros, em particular para os seus parceiros de coligação.

De facto, o que transparece é que o Passos Coelho procura cultivar a diferença de postura relativamente ao governo socialista, um gasta o outro poupa, um endivida-se o outro paga a dívida, um prepara e escolhe minuciosamente tudo o que diz o outro não faz campanha. Se esta postura de frontalidade é eticamente irrepreensível, a despreocupação com que se olha para a comunicação normalmente tem uma consequência, a derrota. 

Tanto como resolver os problemas do país, o Governo tem a obrigação de pensar no que acontecerá ao país se o partido com mais responsabilidade na crise voltar ao poder.

Se a primeira preocupação do Governo é resolver os problemas do país, também é verdade, especialmente no paradigma da comunicação em que vivemos, que tem a obrigação de dar satisfação a quem o elege, explicar o porquê das decisões mais importantes e evitar que a máquina de propaganda da oposição enviese a realidade. 

Mas Passos Coelho parece preferir deixar o PS a discutir com o PSD de Lisboa, o que deve deixar a tropa da estrutura local do PSD toda orgulhosa e alguns dirigentes nacionais a rir-se. Mas não é mais do que isto, uma massagem ao ego partidário que revela algum autismo político. É que o drama surge quando se comparam as máquinas do PSD local e do PS Nacional, como não são comparáveis a mensagem do PS terá sempre mais projeção que a da estrutura local do PSD.

Veremos quem se ficará a rir em 2015...

A guerra dos videos:

PSD de Lisboa lança este vídeo:



PS responde com este Video:


PSD de Lisboa lança logo depois este video:










quarta-feira, 2 de abril de 2014

A forma como o Governo se defende diz muito sobre como o #PPC pensa...

Enquanto todos os partidos já têm campanhas na rua, o PSD e o CDS continuam a deixar ao PSD de Lisboa a responsabilidade de defender o Governo.

Nisto das campanhas, às vezes há coisas tão simples que de tão simples que são ninguém se lembra de as fazer.... Como por exemplo ir ao youtube "sacar" alguns pedacinhos de memória sobre a trupe do Manifesto dos 70.


Se há muitos a expor a hipocrisia dos que assinaram e defenderam o dito Manifesto(ver aqui), agora alguém decidiu provar...(Ver o video)


Apesar disto continuo perplexo com o facto do Governo PSD/CDS continuar a deixar a sua defesa entregue uma estrutura local do PSD... 

Ser o PSD de Lisboa a defender o Governo diz muito sobre como o Passos Coelho pensa...




terça-feira, 1 de abril de 2014

Don’t mind if I ask…

 
Algum dos signatários do famoso manifesto dos 74 tem menos de 55 anos?
É que parece-me estranha esta novel preocupação com a desvitalização do “país em consequência da emigração de jovens qualificados”, tendo em conta que boa parte destas personalidades tem (muitas) culpas no cartório do endividamento e ainda hoje vive à sombra de belíssimas mordomias pagas pelos contribuintes.
Estou em crer que este fenómeno já foi definido pela Ciência Política.

quinta-feira, 20 de março de 2014

#ouvidonoelevador "A malta do manifesto dos 70 teve de ir pedir credibilidade emprestada lá fora"

Se não fosse suficiente o facto da maioria dos subscritores do manifesto dos 70 terem tido responsabilidade na governação do país durante as décadas que levaram Portugal à beira do colapso financeiro, agora, ao perceberem que a sua credibilidade não é assim tanta foram pedi-la emprestada lá fora... LOL 



quarta-feira, 12 de março de 2014

"Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram?"

Vale a pena perder 2 minutos e ler o artigo do José Gomes Ferreira sobre o manifesto dos "70" e a sua repentina clarividência sobre o que é melhor para o país que já governaram...

(Lê aqui)