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quinta-feira, 14 de abril de 2016

As saudades do António Capucho

Mesmo depois do Almeida Henriques ter assumido a vontade do PSD acabar com os conflitos dentro do PSD que levaram à expulsão e de militantes, empurrando-os para candidaturas independentes (lê mais aqui), o António Capucho ainda se presta a este tipo de filmes (lê mais aqui), deixar no ar a possibilidade de ser candidato à Câmara de Cascais pelo PS.

Depois da experiência de concorrer à Assembleia Municipal de Sintra, como independente, após uma saída atribulada do PSD (lê mais aqui), o António Capucho está a tentar seguir as pisadas do Basílio Horta, que depois de ter sido uma figura proeminente do CDS, concorreu em 2013 à Câmara de Sintra pelo PS.

Depois de ter sido presidente da Câmara de Cascais durante 10 anos; depois de ter saído de presidente da Câmara porque não o deixavam acumular o rendimento com a sua reforma; depois de ter deixado à frente da Câmara de Cascais o seu Vice-Presidente, depois deste ter ganho as eleições seguintes sem o seu apoio; depois de ter sido expulso do PSD e de ter concorrido como independente à Assembleia Municipal de Sintra e de ter perdido; aos 71 anos, o antigo secretário geral do PSD, acredita que tem hipóteses de reconquistar a Câmara Municipal de Cascais ao seu antigo vice-presidente.

Não sei se está convencido está acima dos partidos, se é a dificuldade em desprender-se do poder, ou mesmo se são as saudades de Cascais. Mas, ainda sem ter visto qualquer sondagem, acho que o risco de lhe correr mal é muito grande.

Vai ter de fazer oposição à sua anterior equipa, concorrer pelo partido contra o qual sempre combateu e a quem conquistou a câmara em 2001, e vai ter de explicar o que raio foi fazer para Sintra.


Também não deixa de ser curioso que não se consiga encontrar o comentário do António Capucho noutro meio de comunicação que não no Observador (lê mais aqui).




terça-feira, 25 de agosto de 2015

Primeiro abraçou António Capucho, depois piscou o olho a Manuela Ferreira Leite e, por arrasto, passou a mão no pêlo de Pacheco Pereira. Agora leva Ribeiro e Castro para a reentré.

Não vou tecer grande considerações sobre as cambalhotas e silêncios ensurdecedores de algumas destas pessoas, as ações ficam com quem as pratica. No entanto, não posso deixar de sublinhar que em 2009 MFL apresentou-se a eleições com a sua Política de Verdade que alertava já para o estado depauperado das finanças públicas e para a necessidade de se inverter o rumo, sendo secundada quer por António Capucho quer por Pacheco Pereira, e não consta que Ribeiro e Castro discordasse desta visão.  

Já António Costa pontificava como nº2 na barricada oposta, da qual os epítetos mais simpáticos que saíam para se referirem a MFL era “a velha”, “a bruxa”, entre outros. Não consta que Costa tenha tentado colocar travão a este tipo de campanha ou que concordasse com a denominada Política de Verdade, antes pelo contrário. Agora, 6 anos depois, e em desespero de causa, vale tudo.

Isto diz muito sobre o carácter das pessoas, quer de um lado quer do outro.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Os Jarretas

O Jarretas estão presentes em todo o lado, em todas as instituições, em todos os partidos. 

Os Jarretas comportam-se sempre da mesma maneira. Apresentam-se como os detentores da verdade, os únicos capazes de ver o caminho. 

Os Jarretas são exímios a detetar erros alheios. 

Os Jarretas são incapazes de reconhecer mérito na mudança.

Os Jarretas tendem a andar em grupo. 

Os Jarretas estão sempre contra algo, nunca a favor.

Os Jarretas não precisam ser coerentes, criam a coerência.

Ser Jarreta é estatuto, que se atinge com o tempo, mas não necessariamente com a idade. 



O Jarretismo existe desde o início dos tempos, já existia na antiguidade clássica:

"Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados, desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos e passam o tempo a falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem os pais, apresentam-se em sociedade com enfeites estranhos (...)cruzam as pernas e tiranizam os seus mestres" SÓCRATES (470-399 A.C.) (Ver referência aqui) 

E não é novidade para os portugueses...



O Jarretismo não é uma causa local, é internacional (Lê mais aqui)

Todos os partidos têm Jarretas, mas uns têm mais que outros, ou pelo menos começaram a cultivá-los primeiro que os outros.

Se olharmos para a nossa história, o partido que mais sofreu com o Jarretismo foi, provavelmente, o PSD. 

Quem não se lembra do António Capucho, da Ferreira Leite, ou do Pacheco Pereira, contra Menezes, contra Passos Coelho e contra o Governo... Quem não se lembra do grupo dos 74? (Lê mais aqui)

Agora, aos 40 anos da 3ª República, o PS procura compensar os anos perdidos (Maioria dos fundadores do PS apoia António Costa para primeiro-ministro)e prova que também ele tem Jarretas, e dos bons... dos melhores: daqueles responsáveis por duas intervenções do FMI em Portugal, daqueles responsáveis por 40 anos de governação que levaram Portugal à beira da bancarrota. Daqueles que, como bons Jarretas, acreditam que só eles sabem governar portugal e neste caso o PS.

O bom do Jarretismo é que não se pega e com uma boa dose de paciência, com a ajuda de uma aspirina ou de uns bons headphones, até se consegue suportar. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A forma como o Governo se defende diz muito sobre como o #PPC pensa...

Enquanto todos os partidos já têm campanhas na rua, o PSD e o CDS continuam a deixar ao PSD de Lisboa a responsabilidade de defender o Governo.

Nisto das campanhas, às vezes há coisas tão simples que de tão simples que são ninguém se lembra de as fazer.... Como por exemplo ir ao youtube "sacar" alguns pedacinhos de memória sobre a trupe do Manifesto dos 70.


Se há muitos a expor a hipocrisia dos que assinaram e defenderam o dito Manifesto(ver aqui), agora alguém decidiu provar...(Ver o video)


Apesar disto continuo perplexo com o facto do Governo PSD/CDS continuar a deixar a sua defesa entregue uma estrutura local do PSD... 

Ser o PSD de Lisboa a defender o Governo diz muito sobre como o Passos Coelho pensa...




quinta-feira, 20 de março de 2014

#ouvidonoelevador "A malta do manifesto dos 70 teve de ir pedir credibilidade emprestada lá fora"

Se não fosse suficiente o facto da maioria dos subscritores do manifesto dos 70 terem tido responsabilidade na governação do país durante as décadas que levaram Portugal à beira do colapso financeiro, agora, ao perceberem que a sua credibilidade não é assim tanta foram pedi-la emprestada lá fora... LOL 



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas" Álvaro de Campos, 21-10-1935



Nunca é tarde para escrever cartas de amor...



(vale a pena ver o video antes de ler...)


Como romântico inveterado que sou também já as escrevi, aliás já fui ao ponto de fazer uma serenata. Por isso não podia deixar de fazer referência a esta carta que li apenas hoje (ver aqui).

Apesar de ter sido publicada depois do dia de São Valentim, o meu lado mais romântico acredita que foi lida pela primeira vez no jantar de sexta passada, acompanhada por um bom vinho tinto e à luz de velas.
Compreendo e respeito a posição de quem demonstrou por carta aquilo que lhe vai na alma e até entendo a revolta de quem já sabia o que lhe ia acontecer (ver aqui)
No entanto, já me é mais difícil encontrar resposta para o silêncio de oito anos do Dr. António Capucho perante outras expulsões idênticas à sua.
Seria de esperar que alguém tão defensor da social democracia, que já foi quase-tudo no PSD, tivesse pelo menos dito alguma coisa sobre o que se passou em 2005, quando foram expulsos mais de 150 militantes não tão conhecidos e não tão imprescindíveis







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Bem prega Frei Tomás…





Qualquer cidadão, por mais distraído que seja, se recorda dos estertores finais do Governo de José Sócrates (agora elevado à condição de analista político), especialmente da frenética cavalgada das taxas de juro incorridas na emissão de dívida pública. Temos bem presente o limite psicológico de 7% defendido por Teixeira dos Santos e várias vezes ultrapassado, graças à teimosia de um Sócrates irredutível (até chocar de frente com a realidade). Temos, infelizmente, bem presentes as agruras que todos passámos para ultrapassar este período negro da nossa história coletiva recente.
Ora, durante a referida cavalgada imparável das taxas de juro, nem uma palavrinha de condenação se ouviu do atual líder socialista. Nada. Nem uma nota de rodapé num qualquer jornal regional.
Surpreendentemente, ontem S. Exa. parece finalmente ter despertado para esta questão e vem agora dizer que a taxa de juro obtida na última emissão de dívida a 10 anos é “insuportável”. Quase três anos depois acordou.
Do mesmo calibre desmemoriado são as declarações do camarada Alegre, a propósito da expulsão de António Capucho do PSD. Aparentemente o senhor do par de Purdeys sente-se incomodado com esta expulsão. Curiosamente, nada disse quando no PS se fez o mesmo mas às dezenas de uma vez.
Constata-se, portanto, que a perda de memória é um flagelo que afeta boa parte da rapaziada mais afeta ao ideário político-partidário instalado ali p’rós lados do Largo do Rato.
Seria eventualmente de considerar a distribuição gratuita de RbAp48, aquando do ato de filiação.