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sexta-feira, 3 de novembro de 2017
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Fernando, o "Medina" Inconstitucional
O Acórdão do Tribunal Constitucional (TC) divulgado no passado dia 5 de setembro, considerou inconstitucional a taxa de protecção civil de Gaia.
Defende o TC que a taxa de
protecção civil é um imposto, pelas características que tem e não uma taxa.
Desta forma é inconstitucional pois só a Assembleia da República tem
competências para a criação de impostos.
Assim a taxa de Lisboa pode ter o
mesmo fim que a de Gaia, caso os princípios gerais da jurisprudência - que defendem
uma decisão constante e uniforme dos tribunais sobre determinado ponto do
Direito - assim o entendam.
No plano do combate jurídico
temos o Provedor de Justiça que pediu ao TC que se pronunciasse sobre a inconstitucionalidade
da taxa e temos também o Prof. Menezes Leitão, Presidente da APL, como o rosto
do combate a esta taxa, que penaliza especialmente os proprietários da cidade.
Mas para além da questão jurídica
importa reflectir sobre a questão política que tem duas vertentes claras. A
primeira reflete uma atitude de total impunidade deste executivo, que utiliza a
sua maioria de forma abusiva fazendo o que quer, como quer.
A segunda revela a verdadeira razão
da criação da taxa que é uma nova forma de financiar as obras da CML, a pretexto
de um bem maior que é a segurança das populações. Com esta taxa Fernando Medina
financia as suas obras, não reforçando os meios de segurança e protecção civil,
como deveria fazer.
Só em 2016 esta taxa rendeu 21,6
milhões de euros o que permite, em ano eleitoral, fazer muita obra e muita
propaganda. Por exemplo, com o desvio de verbas desta taxa Fernando Medina pode
patrocinar obras com o custo equivalente a 3 vezes o que se gastou nas obras do
eixo-central, que foram 7,5 milhões de euros.
O debate político deve centrar-se
aqui, combatendo o alto nível de tributação a que os lisboetas estão sujeitos.
Combatendo a atitude de despesismo encapotado e principalmente a falta de rigor
e transparência financeira desta gestão municipal.
Veremos agora se é declarada a inconstitucionalidade
da taxa de Protecção Civil. Caso assim seja, como irá Fernando Medina devolver os milhões de euros
que retirou aos lisboetas desde dezembro de 2014?
Talvez Fernando Medina responda
remetendo para o modelo de gestão socialista onde parece nunca haver problemas.
Para Medina a solução parece óbvia…no futuro outros pagarão a conta.
Publicada por
Rodrigo Gonçalves
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quinta-feira, 18 de maio de 2017
Quando os momentos são difíceis há os que fogem e há os que ficam.
As bases dos partidos, quaisquer que eles sejam, têm uma conotação bastante negativa na opinião pública. No entanto, não deixa de ser estranho que esta ideia seja especialmente promovida por aqueles que sistematicamente utilizam as ditas bases para se elegerem e autopromoverem, ou por aqueles que num ou noutro momento da sua carreira política tenham procurado o seu apoio e não o tenham recebido.
Na realidade, as bases partidárias são aquilo que o nome indica, os militantes de base dos partidos, aqueles anónimos que defendem o seu partido em todos os momentos e que periodicamente se enganam nos líderes que escolhem.
São aquela massa de apoiantes que têm porta-vozes, de quem as elites partidárias desdenham tratando por caciques.
Ou seja, são aquele grupo de militantes que são muito úteis e que requerem a máxima atenção, sendo tratados como a última coca-cola fresca no deserto quando precisam deles, e que são uns bandidos quando ousam chamar à atenção que rei vai nu.
Deixo aqui uma parte do Forum TSF de hoje, onde a candidata do PSD optou por não estar presente e tiveram de ser as ditas bases a defender o partido... como sempre.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
O alto preço de viver em Lisboa
Lisboa está na moda. Os rankings
e os números comprovam-no. Lisboa é hoje o paradigma da gestão para “turista
ver”.
Ora, por mais que se tente
maquilhar a realidade as suas “rugas” e “imperfeições” permanecem.
Mas esta gestão tem um preço e
quem paga, em grande medida, são os lisboetas que vivem na cidade. É importante
perceber e divulgar a dimensão da tributação
que está a ser imposta por Fernando Medina. Em 2016 foram pagos 417,87 milhões
de euros em impostos e taxas. Este foi o preço a pagar
em Lisboa.
A Câmara Municipal tem no seu
Orçamento para este ano a previsão de cobrança de 178 taxas. O mais recente
Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses refere que, em Lisboa, a receita
com impostos aumentou 59% à conta de muitas destas 178 taxas. Lisboa e Cascais
foram as duas autarquias que mais aumentaram o peso da carga fiscal segundo o
mesmo Anuário.
Lisboa é hoje uma cidade que faz
pesar sobre os lisboetas as taxas e os impostos que muito têm ajudado a
carreira política de Fernando Medina na capital.
Carreira aliás, iniciada apenas em 2013, ano
em que chegou a Lisboa vindo de Viana do
Castelo (circulo onde foi eleito deputado, mesmo sendo do Porto).
Em Lisboa as taxas que pesam
sobre os lisboetas e que, aparentemente, dão mais receitas são as que incidem
sobre as atividades económicas. Mas existem também novas taxas e a CML criou em
2014 a famosa taxa de proteção civil. Só esta renderá 18,8 milhões de euros de
receita.
Esta é de facto uma das taxas que
mais pesa e que servirá, supostamente, para fazer face aos devaneios eleitorais
de Medina. Esta taxa fica assim bem longe do seu verdadeiro objeto que deveria
ser a garantia da total segurança de pessoas e bens em Lisboa.
Quando muitos falam nas obras e
no enorme estaleiro que é Lisboa esquecem a questão essencial. É bom relembrar
que o transtorno que as obras agora têm causado passará. Mas o peso da carga
fiscal que Fernando Medina impõe hoje aos lisboetas, esse fica e perdurará no
tempo.
O peso que as taxas e taxinhas
têm sobre os Lisboetas não será transformado num jardim verde, nem num passeio
com 20 metros de largura e muito menos numa linda ciclovia muito (pouco) útil
numa cidade de 7 colinas.
Viver hoje em Lisboa é um luxo.
Ter hoje um estabelecimento comercial em Lisboa é um luxo. Promover hoje uma
atividade económica em Lisboa é um luxo. Até a mais modesta atividade como a
venda ambulante ou arrumar os carros na cidade, parece ser um luxo.
Enquanto uns se entretêm com os “sms
de Centeno” e as “offshores de Paulo Núncio”, outros vivem e transportam, todos os dias, a
realidade do peso dos impostos em Lisboa.
As obras
acabam, mas os impostos e taxas ficam.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Carta Aberta a Fernando Medina
Partilho convosco a transcrição de uma carta de um Lisboeta, que recebi por e-mail, dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa...
“Nos termos da Lei 83/95, e do
artigo 52 da Constituição, os subscritores incitam o actual Presidente da
Câmara de Lisboa a "promover a prevenção, a cessação ou a perseguição
judicial das infracções contra a saúde pública, os direitos dos consumidores, a
qualidade de vida, a preservação do ambiente e do património cultural".
Não é isso o que tem acontecido desde maio de 2016, momento em que se iniciaram
um conjunto diversificado de obras ao mesmo tempo, nos mais diferentes locais,
causando o caos na circulação rodoviária da cidade. Vemos que a cidade vive
hoje uma situação caótica e absurda de obras sem sentido, ou que não têm
sentido definido, ao sabor da cabeça de alguns vereadores da Câmara, que assim
vão lentamente sabotando a vida das pessoas que precisam de trabalhar. Somos
cidadãos preocupados com o que se está a passar de forma incompreensível e
vimos assim lançar um alerta ao Presidente da Camara que ninguém elegeu como
tal, mas que agora é Presidente e ‘governa’ a cidade sem critério.
Temos estado sob um ataque
cerrado a todos os que utilizam viatura para as suas deslocações já que os
transportes públicos continuam a funcionar mal. Estamos perante um estado de
emergência não declarado contra os lisboetas e perante a surpresa deste plano
megalómano de obras que incluía inicialmente também a famigerada arborização da
Av. General Norton de Matos (2ª.Circular), felizmente cancelada. Dizem-nos que
isto foi obra de paisagistas e ambientalistas, sem consulta dos especialistas
da mobilidade geral, mas com a aprovação e o apoio do Presidente Medina. A
verdade é que as obras continuam por todo o lado e já excederam os prazos de
conclusão, tornando a época de natal num calvário.
Não são estas obras dispensáveis?
São todas elas úteis?? Trata-se de resolver problemas essenciais, relativos a
uma emergência pública? Ou está em causa uma infra-estrutura vital, a instalar
ou reparar (água, gás, eletricidade, fibra ótica, etc.)? Na verdade, nada
disso. O que aparece como justificação primordial para a quase totalidade dos
trabalhos é a criação de "passeios mais amplos e confortáveis" e
"mais ciclovias". E, como se pode começar a ver, passaremos a ter
ruas mais estreitas, em que a circulação de veículos será mais difícil, mais
lenta, mais arriscada. O trânsito vai fluir menos e o consumo de combustíveis
aumentar.
O caso mais exemplar é o chamado
Eixo-Central e em especial o da Avenida da República.
Será que já viu bem o que a
Câmara de Lisboa anda a fazer nessa Avenida?
Suprimiu inúmeros lugares de
estacionamento. Onde havia lugares em número razoável, permitindo o
estacionamento em espinha oblíqua, de um lado e doutro da via, encontramos
agora uma verdadeira aberração.
Vejamos então:
- a via de circulação de duas
faixas deu lugar a um estreito ‘carreiro’ com uma única faixa;
- ainda em Entrecampos o passeio
junto ao muro da antiga Feira Popular, que já era bastante largo, e onde se
situam as entradas para a passagem subterrânea e para o METRO, passou a ser
ainda mais largo sem que se veja necessidade para tal, a menos que queiram pôr
um parque de bicicletas ou algo do género...
- o estacionamento no sentido do
Saldanha passou a ser paralelo (em linha), o que, para além de reduzir o número
de lugares disponíveis, torna mais demorado o acto de estacionar, exigindo uma
manobra de marcha-atrás ; e como só há uma faixa de circulação, quem vem atrás
que espere ... os táxis já não querem circular nessa ultra estreita faixa;
- não foram previstos ‘refúgios’
para largada e tomada de passageiros à porta dos hotéis, nem para descargas de
medicamentos junto às farmácias e, pior, no caso de clinicas que recebem
doentes o local reservado para paragem das ambulâncias é do outro lado da via e
não junto ao passeio…. uma completa aberração…
- como é que as ‘novas’ laterais
da Avenida da Republica vão permitir agora a passagem de carros dos bombeiros
quando um carro normal quase não tem espaço para circular.??? O Regimento de
Sapadores Bombeiros fez uma vistoria de segurança e aprovou este modelo??
É inadmissível que as faixas
laterais da Av. da República tenham sido transformadas em autênticas veredas de
uma aldeia do interior. Numa cidade de sete colinas não se pode generalizar a
ciclovia. Nem a saúde pública, nem o tempo calculado de viagem, nem a
mobilidade exigida, nem a configuração da cidade o aconselham. Alargaram-se
passeios estupidamente, construíram-se ciclovias em todos os lados, pensando
que o povo trabalhador em Lisboa poderá ir de bicicleta para o trabalho, e
reduziu-se estupida e drasticamente os espaços de circulação e estacionamento.
Absurdo e inacreditável!
Não é só criando corredores
ciclo-pedonais ou plantando nova relva e alguns arbustos nos espaços subtraídos
à circulação viária que se melhora o ambiente.
O ambiente somos todos nós e isso inclui, além dos peões, todos os que
não dispõem de viaturas oficiais para, com ou sem motorista privativo, poderem
aceder a corredores especiais de circulação e a parques de estacionamento
privativos dessas entidades, mas pagos por todos nós.
Há muitos anos tivemos em Lisboa
um Presidente eleito, Krus Abecassis, que também decidia só pela sua cabeça e
concordou com a demolição do emblemático edifício do Monumental para aí se
construir um ‘mamarracho’ vulgaríssimo de gosto duvidoso; também mandou colocar
uns bancos de cimento monstruosos no meio da Rua da Carmo, não obstante os
alertas para a dificuldade que originava na passagem dos carros de bombeiros,
como ficou dramaticamente demonstrado durante o incêndio de 1988... o terrível
incêndio do Chiado agravado pela impossibilidade verificada de passagem dos
carros de bombeiros mais pesados na Rua do Carmo, situação que deve agora ser
insistentemente recordada.
Tudo o que tem sido feito em
matéria de trânsito é um primado de incompetência e de total falta de
consideração pelos utentes! Não há a mínima consideração pelos munícipes que
votam e vivem na cidade. Muitas das obras são de gosto duvidoso e utilidade
nula ou mesmo negativa (tornam a situação pior do que estava) …e sempre feitas
à custa do dinheiro dos contribuintes…embora a maioria não concorde com estas
obras.
Do pior centralismo que já se
viu! Os ‘senhores’ da Câmara detestam que os munícipes tenham liberdade de
escolha e outorgam-se o direito de escolher por nós. Porque se acham donos da
coisa pública, atitude típica dos seguidores dos princípios da ‘velha
esquerda’. Estes ‘monopolistas’ das ideias autárquicas prejudicam seriamente a
vida a todos os utentes das vias públicas, desrespeitando completamente aquilo
que já existia (e as razões por que existia) e sem qualquer justificação nem
demonstração do mérito as mudanças que se propõem fazer e seus custos, e mesmo
assim pretendem ir a votos nas próximas eleições. Ignorar as queixas dos
utentes são um sério sintoma de autismo, próprio de quem já se deixou encantar
pelo poder, seja ele eterno ou furtivo.
Os partidos da dita oposição e o ACP têm
aqui (em Lisboa) muita matéria para mostrar serviço, sem esquecer o espaço de
manobra do atual PR e seus afetos. Estes ‘senhores’, eleitos ou não, estão no
poder, chegaram à administração do município e acham que são donos da cidade
para fazer o que bem entendem, regra geral em prejuízo da vida das pessoas...
Não basta ‘reclamar’, é preciso ‘não’ votar neles nas próximas autárquicas. É
necessário denunciar vigorosamente todas estas aberrações e estimular as
candidaturas daqueles que se comprometam a reverter esta situação.
Em complemento, há que denunciar também outra
enorme aberração, que é a recente proibição de circulação no bairro entre a Rua
Artilharia 1 e a Rua Castilho! Foram colocados sinais de transito proibido, exceto
a ‘transito local’ que restringem a ‘entrada’ no bairro onde há um Liceu
nacional e um grande Hotel!! Uma malha de ruas quadrículas deveria servir para
desembaraçar o transito...! Esta gente que decide na CML detesta a liberdade de
escolha, até do trajeto de um utente da via!!!”
Assim vai Lisboa…Mal!
sábado, 26 de novembro de 2016
A Lisboa do "Marquês" Medina
Na Lisboa de Fernando Medina é
hoje mais do que evidente que as obras em curso, por toda a cidade e até
algumas já realizadas, revelam prejuízos enormes para a circulação viária e
pedonal dos que aqui vivem, trabalham, estudam e também dos que a visitam.
Para que se perceba bem a
dimensão do transtorno da política “obreira” de Fernando Medina devemos tomar
nota de que em execução atual temos as seguintes dez obras:
Eixo central (Av. Da República, o
Saldanha, a zona de Picoas e a Av. Fontes Pereira de Melo), Rossio de Palma (freguesia
de São Domingos de Benfica), Rua de Campolide, Largo da Igreja de Santa Isabel,
Largo da Memória, Largo de Santos, Largo da Graça, Campo das Cebolas, Cais do
Sodré e Terminal dos Cruzeiros.
Mas o “terror” que Medina nos
impõe ainda vai aumentar pois até ao final do ano, deverão arrancar mais quatro
obras de dimensão relativa:
No Largo de Alcântara, Largo do
Calvário/Fontainhas, Alameda Manuel Ricardo Espírito Santo (mais conhecido como
zona do Fonte Nova), Alameda das Linhas de Torres e Estrada do Lumiar.
Mas para que acabe em verdadeira
“catástrofe” para a vida da cidade de Lisboa alerto para o facto de estarem
ainda sem data prevista, mas já programadas, dezanove obras que são as
seguintes:
Bairro de Santa Clara, Praça
Viscondessa dos Olivais, Rua Padre Américo, Largo da Igreja de Benfica, Rua da
Centieira, Av. da Igreja, Av. de Roma, Sete-Rios, Rua Atriz Palmira Bastos,
Largo do Leão, Praça do Chile, Alto de São João, Largo do Rato, Largo Boa Hora
à Ajuda, Largo do Rio Seco, Rua de Belém, Praça da Alegria, Praça da Figueira e
Largo Conde Barão.
Ou seja, teremos trinta e três
obras a massacrar os lisboetas e os seus visitantes que serão o legado – até
agora inexistente – de Fernando Medina. Aliás já o anterior Vereador de António
Costa em Lisboa, Arq. Fernando Nunes da Silva, que tinha o pelouro da
Mobilidade assume que se trata de uma estratégia puramente eleitoral e que
prejudica a cidade.
Nunes da Silva refere que “Trata-se
de incompetência técnica”. E reforça afirmando que “Foi uma decisão política
que se sobrepôs aos pareceres dos técnicos.” O professor do Instituto Superior
Técnico e especialista em mobilidade, vai mais longe afirmando que “Não havia
qualquer necessidade. É contraproducente fazer em simultâneo estas obras.”
Este é o caos atual no entanto e
depois de termos todos estes dados importa refletir sobre uma questão muito
relevante e que parece não ocupar o tempo dos que se debruçam sobre o futuro de
Lisboa: Depois do incómodo diário das obras quais serão os constrangimentos e
limitações futuras causadas pelas mesmas obras?
Ora, pensando bem nesta questão façamos
aqui um exercício que nos pode ajudar a definir estes constrangimentos e
limitações.
Fica claro para quem passa, por
exemplo, no Eixo central que haverá uma maior
dificuldade de circulação por consequência de uma diminuição de largura de
vias, largura de ângulos das curvas e diminuição do comprimento e largura dos
lugares de estacionamento.
Fica também claro para todos que
a diminuição de lugares de
estacionamento será uma realidade (aliás já assumida pela CML),
transtornando assim, ainda mais, a vida de quem vive, trabalha e visita a
cidade.
Outro dado que parece óbvio será
o aumento do trânsito por consequência
da diminuição das faixas de rodagem, em grande parte das obras lançadas e a
lançar. Aliás uma das causas desta redução das faixas de rodagem tem relação
direta com o excesso de oferta de ciclovias uma vez que em alguns casos o “iluminado”
Fernando Medina colocará ciclovias, pasme-se, nos dois sentidos da via,
reduzindo assim o espaço das faixas de rodagem.
Outra consequência desta deriva
do “Marquês” Fernando Medina – esta uma das mais graves – será uma drenagem de superfície deficiente consequência
do adiamento, para 2018, das principais medidas do plano de Drenagem, uma vez que
a prioridade não é a segurança da cidade (nomeadamente no que toca a cheias),
mas sim as obras para Lisboeta ver em ano de eleições.
Compete a muitos de nós lembrar a
todos os que possam ter acesso à informação que veiculamos, que as obras de Lisboa não serão, todas elas,
necessariamente muito melhores para a cidade. Além disso importa cada vez
mais denunciar as fragilidades com que nos vamos deparar no futuro, devido às
obras em Lisboa.
Por fim, para além do transtorno
atual e dos constrangimentos futuros convém nunca deixar de relembrar que todas estas obras estão a ser financiadas
com os impostos dos lisboetas e com empréstimos pedidos pela CML.
Por um lado, a famosa “taxa de
proteção civil”, a “taxa turística” e outras tantas taxas que transformam os Lisboetas nuns dos Munícipes com um
índice de carga fiscal dos mais elevados de Portugal. Por outro lado, o
empréstimo de 230 Milhões de euros que endividará os lisboetas para os próximos
20 a 30 anos.
Convém denunciar e estar
preparados, mas o mais importante é dar toda a informação possível para que os
lisboetas, em consciência, escolham o que é melhor para Lisboa. Não creio que precisemos de mais nenhum
“Marquês” (pretensão de Medina). Creio sim que precisamos de alguém que
goste, realmente de Lisboa.
Assim vai Lisboa… Mal.
Publicada por
Rodrigo Gonçalves
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quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Lisboa...
...
Lisboa está na “moda” e mais inundada de turistas do que alguma vez estivera.
A barafunda na cidade, o ano inteiro, não engana. Os rankings e os números
comprovam-no. Em 2015, Lisboa teve 5,2 milhões hóspedes. Mas tudo tem um preço e também esta “moda”,
que para alguns é positiva, tem um custo muito alto para outros que a
consideram menos positiva. E esses são os Lisboetas que vivem, de facto, na
cidade.
Os lisboetas não são, concerteza, contra o turismo. Aliás antes deste
enorme fluxo de turistas, Lisboa e principalmente a baixa da cidade, estava
abandonada, portanto é concerteza um fator positivo e foi preponderante para a
revitalização da Baixa Pombalina o Turismo. É evidente que a cidade melhorou.
O problema não é o Turismo, mas sim a forma como tem sido promovido e
essencialmente como tem sido gerido, tanto pela Autarquia como pela Associação
de Turismo de Lisboa (ATL). A falta de regras claras para as atividades
económicas associadas ao turismo tem sido um dos grandes fatores de
desestabilização das gentes que vive em Lisboa.
Posso dar alguns exemplos, como a estratégia de promoção de alojamento
local sem limites, que transformou a baixa lisboeta num mega Hotel; a
proliferação dos tuk-tuk que andam pela zona da baixa e bairros históricos
promovendo o ruído e poluição, até recentemente, sem limite horário
(prejudicando assim os Lisboetas); a ausência de fiscalização de cafés e bares
que promovem também o ruido e têm como chamariz a promoção do excesso de álcool
nas ruas, como é o caso do Bairro Alto e algumas zonas da freguesia da Estrela.
Estes são só alguns exemplos.
Quem sofre com tudo isto e que tem sido passado para segundo plano é o(a) lisboeta que ainda consegue viver na capital. A política da Câmara Municipal de Lisboa e de Fernando Medina aposta na exclusão dos lisboetas da sua cidade em detrimento de turistas que aqui vêm de quando em vez.
Quando deveria apostar em força no repovoamento da cidade, Fernando Medina
promove a descaraterização da cidade expulsando os lisboetas, que são
substituídos por turistas, que por via do alojamento local, nomeadamente os
hostels e hotéis, estão a ocupar tudo. Ou seja, falta equilíbrio na política de
promoção do turismo e na politica de repovoamento da cidade.
Mas é natural que não exista qualquer equilíbrio racional pois Fernando
Medina não parece ter uma visão integrada para a cidade. Basta ver como, por
motivos evidentemente eleitorais, Medina colocou a cidade em estado de sítio
com obras por todo o lado, em simultâneo, demonstrando um enorme desprezo, uma
vez mais, pelos Lisboetas.
A descaracterização a que a Câmara Municipal de Lisboa e a ATL têm obrigado
Lisboa, está a levar a uma evidente substituição dos lisboetas por turistas ou
moradores temporários que não pretendem fixar-se na cidade e por isso não
pretendem fazer parte da vida de Lisboa, da sua valorização como referência de
qualidade de vida e muito menos do seu eterno e patrimonial “bairrismo”.
O “patrono” de Fernando Medina, António Costa, dizia enquanto Presidente da
CML que, queria devolver a cidade aos Lisboetas, no entanto António Costa e
Fernando Medina têm feito exatamente o contrário. Lisboa perde a cada dia, mais
e mais lisboetas e com isso os nossos bairros e freguesias perdem mais vida
própria. Naturalmente que temos de ter em conta que o turismo favorece a
economia local, mas este turismo massificado e agressivo não consome no
comércio tradicional, portanto não o estimula. Pelo contrário, arrasa-o e
promove cada vez mais as grandes cadeias de fast-food, as grandes superfícies
comerciais, etc.
A política adotada nos últimos anos não só está a expulsar os lisboetas
para a periferia com tem tido um efeito perverso no mercado imobiliário
transformando o centro da cidade num dos mais caros por m2 da Europa, promovendo
a especulação imobiliária, o que obriga a maioria dos lisboetas a procurar casa
fora da sua cidade.
Ora desta forma, o cidadão lisboeta médio está longe de tudo aquilo de que
poderia usufruir em Lisboa, desde serviços, lazer, etc. Mas parece que esta
preocupação não ocupa o tempo do Presidente da Câmara Municipal que em vez de
gerir a cidade de forma a equilibrar a convivência entre quem aqui vive e quem
visita, ao contrário, está a favorecer e trabalhar, aparentemente, para os
turistas.
O afastamento dos lisboetas e a descaracterização da cidade é tão gritante
que basta vermos a evolução do nosso comércio local e tradicional. Onde
tínhamos uma livraria do bairro temos mais um bar; onde tínhamos aquela
sapataria que nos garantia o atendimento generoso e atencioso, além de bons
preços, temos mais um bar; a famosa drogaria lá do bairro que tudo tinha,
passou a restaurante Gourmet; a oficina que ficava no prédio de esquina e sempre
nos desenrascava é hoje a receção de um Hostel onde se fala mais Inglês, Holandês
e Alemão do que Português. Ora tudo está a ser substituído por comércio que não
corresponde às necessidades dos lisboetas, mas corresponde apenas e só às
necessidades dos turistas.
Ora de que serve uma cidade – atualmente em obras por todo o lado – com novo comércio, novos espaços de lazer, passeios renovados (com dimensões dignas de uma metrópole Árabe), etc., se é apenas para turista ver/utilizar?
O Lisboeta médio foi empurrado para fora da cidade nos últimos anos e com
isso a cidade tem vindo a perder população fixa, no entanto, diariamente mais
do que duplica a população de Lisboa com as pessoas que se deslocam em trabalho
ou em visita. Será que poderemos chamar a Lisboa um bom exemplo?
Os Lisboetas que hoje preenchem a periferia da cidade, engrossando assim as
fronteiras de Lisboa, apenas podem visitar a sua cidade como se de estranhos se
tratassem. A
provar esta tese estão os números. Nos últimos anos a população de Lisboa
passou de cerca de 800 mil moradores para apenas 500 mil. Enquanto, por
exemplo, Berlim e Barcelona estão a impor restrições ao alojamento local e a
estimular políticas de repovoamento, Lisboa está a tomar medidas no sentido
oposto.
Com a aposta de Fernando Medina e de António Costa no Turismo desenfreado, os
papéis dos lisboetas invertem-se. Hoje os que sempre viveram em Lisboa são os
“turistas” na sua própria cidade, cada vez mais despovoada e descaracterizada.
Lisboa parece ir num caminho em que perde a cada dia a sua identidade, as
suas gentes, o seu bairrismo, o seu sangue quente e acolhedor e principalmente
a sua alegria.
Assim vai Lisboa… Mal!
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Rodrigo Gonçalves
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Haja Descaramento em Lisboa
Dizem os Lisboetas que existe algum autismo e indiferença de Fernando Medida e do executivo da CML para com quem vivem, trabalha, estuda e visita Lisboa.
Eu diria que uma imagem vale mais do que mil palavras
Assim vai Lisboa...
O Atropelo de Medina e companhia...
O Executivo Socialista na Câmara de Lisboa, liderado por Fernando Medina, decidiu, contra tudo e contra todos, avançar com a construção de ciclovias em cima dos passeios na Avenida Fontes Pereira de Mello.
Foi contra a Legislação Nacional mais recente nesta matéria, que promove a segurança dos ciclistas e peões enquanto utilizadores do espaço publico.
"...Os veículos, incluindo os velocipedes, só podem circular nos passeios desde que o acesso aos prédios o exija ..." Art 17º Lei n.º 72/2013"
Fernando Medina e Manuel Salgado, contrariam também a posição de inúmeras associações de ciclistas, que sempre defenderam que "As ciclovias não devem ser construídas sobre os passeios, para evitar conflitos com os peões....", MUBI em 4 de Maio de 2016.
Um verdadeiro atropelo de Fernando Medina.
Assim vai Lisboa...MAL!!!
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
E o trânsito Medina?
Hoje comemora-se o Dia Europeu Sem Mortes na Estrada.
Segundo os dados estatísticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, nos últimos anos e, contabilizando por concelho (2010 a 2014), temos para o Concelho de Lisboa infelizmente, um numero drasticamente elevado de vítimas mortais – cerca de 75.
Entre 2010 e 2013, registaram-se na Cidade de Lisboa, 27 acidentes mortais envolvendo peões.
Importa pois saber como esta questão, extremamente sensível e dolorosa de enfrentar para muitos, está a ser tratada e resolvida por este Executivo e assim, esclarecer o ponto de situação do Plano Municipal de Segurança Rodoviária para a Cidade de Lisboa, que tinha em 2008, por missão, identificar e reduzir os pontos negros e de conflito na Cidade.
Importa ainda recordar que, em Maio de 2007 o Executivo Socialista apresentava na comunicação Social, com grande destaque a listagem dos Pontos Negros na Cidade de Lisboa e a sua imensa a vontade combater esses elevados números.
De uma longa lista, destaco alguns que pela sua importância em termos de índice de gravidade tardam em ser corrigidos. Como exemplo temos o Cruzamento da Avenida Gago Coutinho com a Avenida EUA, que em apenas um dia, teve a ocorrência de dois acidentes graves e, infelizmente, com vitimas mortais em ambos.
Outro exemplo, também ele infelizmente caricato, foi detectado em 2008 na 2ª Circular. Ironicamente, o mesmo não estará contemplado na intervenção agora “suspensa”, estamos a falar da Entrada do Campo Grande na Segunda Circular / sentido Aeroporto.
Prioridades invertidas e falta de visão estratégica para a cidade são evidentes. Quanto à mobilidade e trânsito importa não deixar esquecer a necessidade urgente de pensar a Lisboa dos peões, mas também dos automobilistas.
Aproveitemos este dia para não deixar cair no esquecimento a memória dos que faleceram e ainda a necessidade de melhorar.
Assim Vai Lisboa...MAL!!!
Publicada por
Rodrigo Gonçalves
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Trânsito
domingo, 31 de julho de 2016
ASSIM É FERNANDO MEDINA...
Em Lisboa António Costa “(…) foi-se embora e deixou um sucessor. Como se a presidência da Câmara de Lisboa fosse um trono para ser herdado sem dar cavaco aos lisboetas.
Mas assim foi. E ao Costa sucedeu um herdeiro desconhecido que aparenta ser filho de sucessivos cruzamentos e consanguinidades socialistas.
Uma figura branca, pálida, de voz fininha e cuja preocupação maior, talvez para compensar, pareça ser a de aparecer na fotografia e ter uma palavrinha televisiva sobre tudo o que é atualidades.
Um daqueles novos tipos políticos, com media training, daqueles que, quando falam, olham alternadamente - de vírgula em vírgula, de conjunção em conjunção - para a câmara da direita e para a câmara da esquerda.
Um não lisboeta. Um político crescido em corredores e não nos becos e vielas de Lisboa. Quando o príncipe herdeiro da Câmara Municipal de Lisboa chegou ao trono, nenhum lisboeta lhe conhecia, sequer, a voz. Não tardou a aparecer comentador na TVI.
E passámos a conhecê-la, a voz: é pequenina, sem corpo, sem interesse. Ultimamente, com o grande patrocínio do exemplar jornalismo dos dias, o principezinho anda a ser promovido como homem e apresentado como "dono da obra".
Aqui há atrasado, na capa da Revista do Expresso, lá estava ele numa catacumba lisboeta, de capacete como os homens e de telemóvel como os políticos, num multitasking competente e artisticamente encenado para parecer o homem que faz (parabéns aos assessores).
Atrás, em algumas fotografias e em alguns vídeos, apareciam o Manuel Salgado, o José Sá Fernandes e todo um suporting cast, a corte do dono da obra. É marketing e cheira a marketing. Cheira a sabonete, não cheira a Lisboa.
Há dias partilhava estas ideias com um amigo da esquerda, esquerda e ele, alarmado, disse-me: "Mas queres entregar a CML à direita?" Na verdade, não quero nem posso absolutamente nada. Mas gostava que CML estivesse nas mãos de alguém curricularmente lisboeta. Alguém que merecesse a cidade.
É nas autárquicas que estamos mais próximos da democracia. Os PM, os ministros e até os deputados não ouvem ninguém. Não têm o hábito nem a oportunidade. Estão longe da malta, passam muito tempo nos corredores onde apenas escutam as vozes uns dos outros e as previsíveis perguntas dos jornalistas.
Mas os autarcas ouvem porque a malta os encontra na rua (…). Os autarcas têm que ser da cidade. Não da televisão. O Medina é dos corredores que levam à televisão que leva de volta aos corredores. Não é da cidade.
Tenho a certeza absoluta, conhecendo o lisboeta, que se a direita, numa tarefa quase impossível, desencantasse um ou uma lisboeta decente (...) o Medina, o principezinho herdeiro, não teria a mínima hipótese. É que Lisboa não vai com qualquer um.”
Publicada por
Rodrigo Gonçalves
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22:40:00
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