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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A malta nunca está contente


Olhando para Lisboa com alguma memória, é difícil não concordar que foi o alojamento local que levou à recuperação do edificado, que tantos anos nos envergonhou. Por isso, fico perplexo quando dou por mim a ouvir alguma malta criticar o alojamento local e o turismo. 

O argumento obviamente que é o aumento do preço das casas, mas eu também me lembro daqueles que criticavam os prédios a cair de podre e a necessidade de forçar os senhorios a recuperar esses prédios. 

A malta nunca está contente.  




 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Há um novo conceito de democracia ali para os lados do Porto de Lisboa

Depois da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ter duplicado a capacidade do terminal de contentores de Alcântara para mais 640 mil contentores e depois de ter acabado com a comissão independente que tinha como missão renegociar os contratos de concessão portuários (garantindo que passa a ter a única palavra sobre a atribuição dos novos contratos, tornando mais opaco um processo que envolve milhões de euros), parece que "democraticamente" alguém se apressou a apagar a palavra "Partido Socialista" de um dos outdoors que denuncia esta situação.



Podes ler aqui a explicação de todo o processo.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

1 Km de Contentores em Alcântara




Senhora Ministra não nos atire areia para os olhos.
Quando a Ministra do Mar, afirma que o terminal de Alcântara não vai crescer, está a "fugir à verdade" e para que fique claro passo a citar a Resolução 175/2017, pág. 6209:
"Este projecto visa incrementar a capacidade do terminal de Alcântara (...). A primeira fase do projeto compreende um aproveitamento da frente de acostagem DE 630 METROS PARA 1.070 METROS, numa área de 21 hectares, com capacidade até 640 mil TEU"

O PSD de Lisboa não vai deixar que a cidade e os Lisboetas sejam "violentados" com esta estratégia do Governo.

O PSD Lisboa não aceita que se altere o paradigma de cidade que se quer virada para quem vive, trabalha e visita a nossa Lisboa, em detrimento de uma cidade fechada por “muros” de contentores.

Apostar na qualidade de vida, na valorização do património, no turismo e na mobilidade é a antítese do que o Governo pretende com este atentado.

Lisboa além dos prejuízos evidentes terá ainda a pressão de 340 Mil camiões TIR a circular na única via de acesso ao terminal de Alcântara que é a Av. de Brasília, até 2021.

Esta resolução representa um retrocesso e deixa também claro o desinvestimento deste Governo no projeto do terminal de contentores do Barreiro.

No âmbito da política metropolitana fica claro que os Concelhos de Almada, Seixal, Montijo e Barreiro são prejudicados com esta nova aposta do Governo. O desenvolvimento económico que o terminal de contentores do Barreiro representaria para estes concelhos está agora posto em causa.

Importa ainda perceber e esclarecer quem beneficia com esta resolução, no que diz respeito ao porto de Alcântara. Será que é a Yilport / Liscont??? Será que o período de concessão vai ser alargado sem recurso a concurso público???

Com certeza não são lisboetas a beneficiar com esta resolução!!!

Ainda em Junho deste ano o Primeiro-Ministro referia num encontro com os autarcas do Barreiro, Seixal e Almada que os contentores iriam sair de Alcântara para o novo terminal do Barreiro e garantia que a construção era para avançar. (ver peça da jornalista Ana Bela Ferreira do Diário de Notícias de 27 de Junho de 2017).

Parece que a questão da "palavra dada é palavra honrada" está novamente em causa!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Uma viagem aos odores da cidade, com direito a sauna e uma sessão de endireita a cada curva

Nestas coisas da mobilidade, sou daqueles opta pelo metro nas deslocações para as reuniões no centro de Lisboa, ou melhor, nas deslocações para zonas onde há estações de metro perto. Evito a dor de cabeça para encontrar estacionamento, poupo-me às intermináveis filas de trânsito no centro da cidade e ainda poupo uns bons euros em estacionamento, gasolina e desgaste do carro.

O problema foi quando optei por ir de metro para uma reunião às 9 da manhã, em plena hora de ponta. Resumidamente, foi uma viagem aos odores da cidade, com direito a sauna e uma sessão de endireita a cada curva. 




Há milhares de pessoas que se sujeitam a isto todas as manhãs, sem terem qualquer alternativa para a sua deslocação. Mas, mesmo assim, ao que tudo indica, é um problema que está longe de estar resolvido. 20% das carruagens estão paradas por falta de peças.




terça-feira, 21 de novembro de 2017

Antes descentralizar para Amesterdão

O governo português escolheu candidatar o Porto a sede da Agência Europeia do Medicamento, apesar de saber que os 900 funcionários da Agência queriam  Lisboa.

Lisboa era uma opção real, um sério concorrente para ficar com esta agência Europeia do Medicamento, mas optou-se por se submeter uma derrota anunciada, isto porque o centralismo é uma chatice. 

Antes descentralizar para Amesterdão...


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Fernando, o "Medina" Inconstitucional


O Acórdão do Tribunal Constitucional (TC) divulgado no passado dia 5 de setembro, considerou inconstitucional a taxa de protecção civil de Gaia.

Defende o TC que a taxa de protecção civil é um imposto, pelas características que tem e não uma taxa. Desta forma é inconstitucional pois só a Assembleia da República tem competências para a criação de impostos.

Assim a taxa de Lisboa pode ter o mesmo fim que a de Gaia, caso os princípios gerais da jurisprudência - que defendem uma decisão constante e uniforme dos tribunais sobre determinado ponto do Direito - assim o entendam.

No plano do combate jurídico temos o Provedor de Justiça que pediu ao TC que se pronunciasse sobre a inconstitucionalidade da taxa e temos também o Prof. Menezes Leitão, Presidente da APL, como o rosto do combate a esta taxa, que penaliza especialmente os proprietários da cidade.

Mas para além da questão jurídica importa reflectir sobre a questão política que tem duas vertentes claras. A primeira reflete uma atitude de total impunidade deste executivo, que utiliza a sua maioria de forma abusiva fazendo o que quer, como quer.

A segunda revela a verdadeira razão da criação da taxa que é uma nova forma de financiar as obras da CML, a pretexto de um bem maior que é a segurança das populações. Com esta taxa Fernando Medina financia as suas obras, não reforçando os meios de segurança e protecção civil, como deveria fazer.

Só em 2016 esta taxa rendeu 21,6 milhões de euros o que permite, em ano eleitoral, fazer muita obra e muita propaganda. Por exemplo, com o desvio de verbas desta taxa Fernando Medina pode patrocinar obras com o custo equivalente a 3 vezes o que se gastou nas obras do eixo-central, que foram 7,5 milhões de euros.

O debate político deve centrar-se aqui, combatendo o alto nível de tributação a que os lisboetas estão sujeitos. Combatendo a atitude de despesismo encapotado e principalmente a falta de rigor e transparência financeira desta gestão municipal.

Veremos agora se é declarada a inconstitucionalidade da taxa de Protecção Civil. Caso assim seja, como irá Fernando Medina devolver os milhões de euros que retirou aos lisboetas desde dezembro de 2014?


Talvez Fernando Medina responda remetendo para o modelo de gestão socialista onde parece nunca haver problemas. 

Para Medina a solução parece óbvia…no futuro outros pagarão a conta. 




quarta-feira, 10 de maio de 2017

Política com Valores

Os valores determinam a forma como a pessoa se comporta e interage, constituindo um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

Mas além dos valores em geral temos os valores políticos que podem ter origem genética, social (educação, religião e opinião pública) ou até na história de vida de cada um. São um resultado de valores morais, conhecimentos, crenças, sentimentos e opções de fundo.


Na política de hoje existe cada vez mais a necessidade dos que a protagonizam apresentarem um código de valores e compromissos. Só o assumir de compromissos formais e não conjunturais pode reaproximar os cidadãos da política. E só isso pode impor, por vontade própria, ao político uma coerência e uma linha de ação baseada na convicção dos valores que defende e acima de tudo garante conteúdo à sua ação.


Na qualidade de ator político, defendo que existem várias formas de posicionamento e políticas não cristalizadas, que devemos estar dispostos a discutir e até aceitar que suscitem circunstancialmente mudanças. No entanto, existem valores políticos e compromissos de que, independentemente do posicionamento presente ou futuro, não devemos abdicar de defender sob pena de perdermos o sentido de servir a comunidade em prol do bem estar.


O meu código de valores e compromissos assenta em cinco temas chave que são a base da sociedade portuguesa:  Crianças, Idosos, Famílias, Sistema Político e Subsidiaridade.


Crianças - A garantia de acesso à saúde de todas as crianças, independentemente do seu extrato social, religião ou raça, com reforço no apoio e comparticipação financeira às crianças que tenham grau de invalidez, necessidades especiais ou comportamentos desviantes;


Idosos - A garantia de apoios á inclusão e combate ao isolamento dos mais velhos, através do financiamento de residências assistidas, apoio a atividades de promoção do envelhecimento ativo, comparticipação às famílias com dependentes idosos e melhoria e acompanhamento do acesso à saúde;


Famílias - O reforço do apoio e de benefícios fiscais às famílias numerosas garantindo o suporte necessário para aquisição de habitação própria, a isenção de IMI em 25% por filho (para famílias com 3 ou mais filhos), apoio nas despesas escolares, tarifa familiar na água, luz e gás e outras formas de apoio adquiridas com base na insuficiência de rendimentos;


Sistema Político - A reforma do sistema político e eleitoral como promoção de cidadania e aproximação dos portugueses à decisão política. Por exemplo a implementação do Executivo municipal escolhido pelo 1º eleito, eleição direta dos representantes intermunicipais, criação de círculos uninominais e um grande circulo nacional para a eleição de deputados e o voto eletrónico;


Subsidiaridade - Aposta numa descentralização assente no principio da subsidiaridade, garantindo a transferência, da Administração central para a Administração local, de competências acompanhadas dos recursos humanos, patrimoniais e financeiros necessários à sua concretização, em áreas como a Acção Social, Educação, Saúde, Mobilidade, Cultura e Habitação.


Este é o meu código de valores e compromissos políticos que definem uma conduta política e um caminho para a política nacional e local. Estar na política sem nada defender e sem compromissos é negativo e perverso, mas o mais nefasto da práxis política é defendermos algo em que não acreditamos.



sexta-feira, 31 de março de 2017

Nome de Código: #édosnossos

A sala é escura e o calor abafado mata por um golo de água que faça refrescar uma garganta seca.
- Esta feito – Disse ele com a certeza de quem assume o que faz.
- Mas são todos dos nossos?
- Sim. Está feito.
- Algum tem hipóteses de ganhar?
- Que diferença faz! Conseguimos o objectivo não conseguimos?
- É um facto. Mas como achas que o resto vai reagir se afastámos quem de certeza ganhava?
- Não interessa. Esta feito. O que importa não é ganhar, mas sim assegurar o futuro.
- Que futuro?
- O futuro, Bolas! O futuro…dos nossos caramba!
- O que pensas fazer no dia seguinte?
- Logo se vê, uma certeza é que vamos continuar. Foi por isso que colocámos lá os nossos. Esta feito.
No fundo da sala, alguém sussurra: - O que é feito de nós?
- Quem disse isso? – Retoma ele com um ar transtornado de quem já tinha encerrado o tema.
Aproximando-se da pequena luz que ilumina um pouco da sala, um jovem. O rosto desiludido transmite a pureza de quem acredita que o importante é estar ao serviço das pessoas pelo seu bem.
- Fui eu. Estava ao fundo da sala e ouvi a vossa conversa. Sei que nunca me pediram opinião e que nada conto para a vossa decisão. Mas o que é a verdade?
- A verdade!? Pergunto-te eu antes meu pequeno, o que é a realidade?

- A realidade? Já entendi…está feito. 

P.S - O diálogo é uma ficção, fraca muito fraca e qualquer semelhança com a realidade ou com a verdade é simples coincidência


É injusto e é chato

A política é injusta. Depois das dificuldades que o Passos Coelho teve para escolher uma candidata deste nível e qualidade (lê mais aqui), depois da Teresa Leal Coelho se ter disponibilizado, sacrificando a sua vida pessoal e a intensa atividade parlamentar, para dar a cara por Pedro Passos Coelho e pelo PSD nas próximas eleições autárquica, é injusto que os media e  os seus opositores lhe caiam em cima apenas por ter cometido uma meia dúzia de gafes logo à partida (vê as gafes aqui). É injusto e acima de tudo é chato.


(imagem retirada daqui)


quarta-feira, 29 de março de 2017

A escolha certa, sem dúvida.

No post que escrevi sobre a escolha da Teresa leal Coelho tive oportunidade de valorizar os seus atributos (lê mais aqui). Esqueci-me deste, é uma excelente comunicadora, sempre focada e com uma linguagem acessível a qualquer um.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Teresa Leal Coelho - A Bomba Atómica

Dita o bom senso que em período pré eleitoral haja alguma contenção nas palavras, especialmente para quem tem responsabilidades partidárias. O que não é o meu caso.

São processos tão complexos, que mexem com tantas sensibilidades, com as aspirações de tanta gente, que uma vez tomadas as decisões, a esmagadora maioria dos dirigentes partidários opta por esperar pelo resultado das eleições para tirar os dividendos políticos dos erros dos seus líderes.

Se há pouco tempo atrás o Fernando Medina era visto como um candidato fraco, sem notoriedade, um autarca incapaz de planear as obras na cidade, (lê mais aqui), e era visto como um presidente diminuído na legitimidade pela forma como o António Costa lhe deixou o poder nas mãos, hoje em dia as coisas já não são assim tão claras.  

Apesar disso, o CDS apostou pesado, apresentou a sua líder, Assunção Cristas, uma mulher que tem vindo a subir nas sondagens. Uma candidata que não perdeu tempo a posicionar-se como a candidata das famílias, a candidata que coloca a família à frente de tudo, a candidata que finalmente põe os problemas do setor financeiro na posição que merecem, uma candidata que preferiu assinar sem ler a resolução do BES a interromper as férias em família (lê mais aqui).

Mais estratégico, como sempre, Pedro Passos Coelho também jogou forte e acabou por trocar as voltas a todos.

Sendo Lisboa essencial para a estratégia autárquica do PSD, Pedro Passos Coelho deixou que as estruturas locais partidárias e a coordenação autárquica se convencessem que mandavam alguma coisa e foi gerindo o tempo como quis. Para poupar tempo, pediu ao José Eduardo Martins para escrever o programa eleitoral e ao mesmo tempo deixou que os nomes de Santana Lopes, Morais Sarmento, Jorge Moreira da Silva, José Eduardo Moniz, Pedro Reis, Carlos Barbosa, e Maria Luís Albuquerque (lê mais aqui) circulassem para assim garantir que ninguém descobria a sua estratégia.

Como sempre a estratégia estava acima de tudo.

Mesmo quando um milhar de lisboetas reconheceram o líder o PSD como o único capaz de ganhar as eleições em Lisboa e lhe pediu para dar a cara pela cidade capital do país, nem assim ele cedeu (lê mais aqui). Mas afinal tudo tinha um sentido.

A escolha do líder do PSD é Teresa Leal Coelho, e percebe-se porquê (lê mais aqui). Pedro Passos Coelho escolhe a única candidata capaz de condicionar tanto o posicionamento da Assunção Crista como o do Medina.

Se não vejamos:

No combate com Cristas, ambas são mulheres, licenciadas em Direito e ambas se posicionam como as candidatas da família. Aqui Teresa Leal Coelho evidencia-se pela forma como liderou a contestação à co-adoção por casais homossexuais, ao ponto de se ter demitido da liderança de bancada do PSD. A idade e a experiência profissional, tanto académica como pela diversidade (passagem pelo CCB e pela administração de Vale e Azevedo na SAD do Benfica) são pontos a favor da candidata anunciada por Pedro Passos Coelho.

No combate com Medina, a candidata do PSD consegue sair valorizada por ser mulher e por conseguir condicionar de forma muito eficaz a diversidade do percurso político do Medina. É que se este é nascido e criado no Porto e foi eleito deputado em 2011 pelo distrito de Viana do Castelo, a Teresa Leal Coelho foi eleita deputada, nesse mesmo ano, pelo distrito do Porto e na legislatura seguinte, em 2013, pelo distrito de Santarém. Como autarca, apesar de se fazer substituir a maior parte das vezes por ser deputada, a candidata do PSD tem ainda a seu favor o facto de ter sido eleita vereadora em Lisboa.

Com esta escolha, que apanhou as estruturas do PSD de surpresa (lê mais aqui), Pedro Passos Coelho mantém viva a sua estratégia e nisto há que reconhecer que Pedro Passos Coelho não brinca, apoiando alguém da sua inteira confiança, casada com o seu ex-chefe de gabinete (lê mais aqui), professora na Universidade Lusíada, onde Passos terminou o curso, e sua vice-presidente, uma apoiante incontestável...

Claramente Pedro Passos Coelho continua a preparar as próximas eleições legislativas.










domingo, 26 de fevereiro de 2017

O alto preço de viver em Lisboa

Lisboa está na moda. Os rankings e os números comprovam-no. Lisboa é hoje o paradigma da gestão para “turista ver”. 

Mas esta gestão tem um preço e quem paga, em grande medida, são os lisboetas que vivem na cidade. É importante perceber e divulgar a dimensão da tributação que está a ser imposta por Fernando Medina. Em 2016 foram pagos 417,87 milhões de euros em impostos e taxas. Este foi o preço a pagar em Lisboa.

A Câmara Municipal tem no seu Orçamento para este ano a previsão de cobrança de 178 taxas. O mais recente Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses refere que, em Lisboa, a receita com impostos aumentou 59% à conta de muitas destas 178 taxas. Lisboa e Cascais foram as duas autarquias que mais aumentaram o peso da carga fiscal segundo o mesmo Anuário.

Lisboa é hoje uma cidade que faz pesar sobre os lisboetas as taxas e os impostos que muito têm ajudado a carreira política de Fernando Medina na capital. Carreira aliás, iniciada apenas em 2013, ano em que chegou a Lisboa vindo de Viana do Castelo (circulo onde foi eleito deputado, mesmo sendo do Porto).

Em Lisboa as taxas que pesam sobre os lisboetas e que, aparentemente, dão mais receitas são as que incidem sobre as atividades económicas. Mas existem também novas taxas e a CML criou em 2014 a famosa taxa de proteção civil. Só esta renderá 18,8 milhões de euros de receita.

Esta é de facto uma das taxas que mais pesa e que servirá, supostamente, para fazer face aos devaneios eleitorais de Medina. Esta taxa fica assim bem longe do seu verdadeiro objeto que deveria ser a garantia da total segurança de pessoas e bens em Lisboa.

Quando muitos falam nas obras e no enorme estaleiro que é Lisboa esquecem a questão essencial. É bom relembrar que o transtorno que as obras agora têm causado passará. Mas o peso da carga fiscal que Fernando Medina impõe hoje aos lisboetas, esse fica e perdurará no tempo.

O peso que as taxas e taxinhas têm sobre os Lisboetas não será transformado num jardim verde, nem num passeio com 20 metros de largura e muito menos numa linda ciclovia muito (pouco) útil numa cidade de 7 colinas.

Viver hoje em Lisboa é um luxo. Ter hoje um estabelecimento comercial em Lisboa é um luxo. Promover hoje uma atividade económica em Lisboa é um luxo. Até a mais modesta atividade como a venda ambulante ou arrumar os carros na cidade, parece ser um luxo.

Enquanto uns se entretêm com os “sms de Centeno” e as “offshores de Paulo Núncio”, outros vivem e transportam, todos os dias, a realidade do peso dos impostos em Lisboa.

Ora, por mais que se tente maquilhar a realidade as suas “rugas” e “imperfeições” permanecem. 

As obras acabam, mas os impostos e taxas ficam.


sábado, 26 de novembro de 2016

A Lisboa do "Marquês" Medina

Na Lisboa de Fernando Medina é hoje mais do que evidente que as obras em curso, por toda a cidade e até algumas já realizadas, revelam prejuízos enormes para a circulação viária e pedonal dos que aqui vivem, trabalham, estudam e também dos que a visitam.



Para que se perceba bem a dimensão do transtorno da política “obreira” de Fernando Medina devemos tomar nota de que em execução atual temos as seguintes dez obras:
Eixo central (Av. Da República, o Saldanha, a zona de Picoas e a Av. Fontes Pereira de Melo), Rossio de Palma (freguesia de São Domingos de Benfica), Rua de Campolide, Largo da Igreja de Santa Isabel, Largo da Memória, Largo de Santos, Largo da Graça, Campo das Cebolas, Cais do Sodré e Terminal dos Cruzeiros.

Mas o “terror” que Medina nos impõe ainda vai aumentar pois até ao final do ano, deverão arrancar mais quatro obras de dimensão relativa:
No Largo de Alcântara, Largo do Calvário/Fontainhas, Alameda Manuel Ricardo Espírito Santo (mais conhecido como zona do Fonte Nova), Alameda das Linhas de Torres e Estrada do Lumiar.

Mas para que acabe em verdadeira “catástrofe” para a vida da cidade de Lisboa alerto para o facto de estarem ainda sem data prevista, mas já programadas, dezanove obras que são as seguintes:
Bairro de Santa Clara, Praça Viscondessa dos Olivais, Rua Padre Américo, Largo da Igreja de Benfica, Rua da Centieira, Av. da Igreja, Av. de Roma, Sete-Rios, Rua Atriz Palmira Bastos, Largo do Leão, Praça do Chile, Alto de São João, Largo do Rato, Largo Boa Hora à Ajuda, Largo do Rio Seco, Rua de Belém, Praça da Alegria, Praça da Figueira e Largo Conde Barão.

Ou seja, teremos trinta e três obras a massacrar os lisboetas e os seus visitantes que serão o legado – até agora inexistente – de Fernando Medina. Aliás já o anterior Vereador de António Costa em Lisboa, Arq. Fernando Nunes da Silva, que tinha o pelouro da Mobilidade assume que se trata de uma estratégia puramente eleitoral e que prejudica a cidade.

Nunes da Silva refere que “Trata-se de incompetência técnica”. E reforça afirmando que “Foi uma decisão política que se sobrepôs aos pareceres dos técnicos.” O professor do Instituto Superior Técnico e especialista em mobilidade, vai mais longe afirmando que “Não havia qualquer necessidade. É contraproducente fazer em simultâneo estas obras.”

Este é o caos atual no entanto e depois de termos todos estes dados importa refletir sobre uma questão muito relevante e que parece não ocupar o tempo dos que se debruçam sobre o futuro de Lisboa: Depois do incómodo diário das obras quais serão os constrangimentos e limitações futuras causadas pelas mesmas obras?

Ora, pensando bem nesta questão façamos aqui um exercício que nos pode ajudar a definir estes constrangimentos e limitações.

Fica claro para quem passa, por exemplo, no Eixo central que haverá uma maior dificuldade de circulação por consequência de uma diminuição de largura de vias, largura de ângulos das curvas e diminuição do comprimento e largura dos lugares de estacionamento.

Fica também claro para todos que a diminuição de lugares de estacionamento será uma realidade (aliás já assumida pela CML), transtornando assim, ainda mais, a vida de quem vive, trabalha e visita a cidade.

Outro dado que parece óbvio será o aumento do trânsito por consequência da diminuição das faixas de rodagem, em grande parte das obras lançadas e a lançar. Aliás uma das causas desta redução das faixas de rodagem tem relação direta com o excesso de oferta de ciclovias uma vez que em alguns casos o “iluminado” Fernando Medina colocará ciclovias, pasme-se, nos dois sentidos da via, reduzindo assim o espaço das faixas de rodagem.

Outra consequência desta deriva do “Marquês” Fernando Medina – esta uma das mais graves – será uma drenagem de superfície deficiente consequência do adiamento, para 2018, das principais medidas do plano de Drenagem, uma vez que a prioridade não é a segurança da cidade (nomeadamente no que toca a cheias), mas sim as obras para Lisboeta ver em ano de eleições.

Compete a muitos de nós lembrar a todos os que possam ter acesso à informação que veiculamos, que as obras de Lisboa não serão, todas elas, necessariamente muito melhores para a cidade. Além disso importa cada vez mais denunciar as fragilidades com que nos vamos deparar no futuro, devido às obras em Lisboa.

Por fim, para além do transtorno atual e dos constrangimentos futuros convém nunca deixar de relembrar que todas estas obras estão a ser financiadas com os impostos dos lisboetas e com empréstimos pedidos pela CML.

Por um lado, a famosa “taxa de proteção civil”, a “taxa turística” e outras tantas taxas que transformam os Lisboetas nuns dos Munícipes com um índice de carga fiscal dos mais elevados de Portugal. Por outro lado, o empréstimo de 230 Milhões de euros que endividará os lisboetas para os próximos 20 a 30 anos.

Convém denunciar e estar preparados, mas o mais importante é dar toda a informação possível para que os lisboetas, em consciência, escolham o que é melhor para Lisboa. Não creio que precisemos de mais nenhum “Marquês” (pretensão de Medina). Creio sim que precisamos de alguém que goste, realmente de Lisboa.


Assim vai Lisboa… Mal.



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Lisboa...

...





Lisboa está na “moda” e mais inundada de turistas do que alguma vez estivera. A barafunda na cidade, o ano inteiro, não engana. Os rankings e os números comprovam-no. Em 2015, Lisboa teve 5,2 milhões hóspedes. Mas tudo tem um preço e também esta “moda”, que para alguns é positiva, tem um custo muito alto para outros que a consideram menos positiva. E esses são os Lisboetas que vivem, de facto, na cidade.

Os lisboetas não são, concerteza, contra o turismo. Aliás antes deste enorme fluxo de turistas, Lisboa e principalmente a baixa da cidade, estava abandonada, portanto é concerteza um fator positivo e foi preponderante para a revitalização da Baixa Pombalina o Turismo. É evidente que a cidade melhorou.

O problema não é o Turismo, mas sim a forma como tem sido promovido e essencialmente como tem sido gerido, tanto pela Autarquia como pela Associação de Turismo de Lisboa (ATL). A falta de regras claras para as atividades económicas associadas ao turismo tem sido um dos grandes fatores de desestabilização das gentes que vive em Lisboa.

Posso dar alguns exemplos, como a estratégia de promoção de alojamento local sem limites, que transformou a baixa lisboeta num mega Hotel; a proliferação dos tuk-tuk que andam pela zona da baixa e bairros históricos promovendo o ruído e poluição, até recentemente, sem limite horário (prejudicando assim os Lisboetas); a ausência de fiscalização de cafés e bares que promovem também o ruido e têm como chamariz a promoção do excesso de álcool nas ruas, como é o caso do Bairro Alto e algumas zonas da freguesia da Estrela. Estes são só alguns exemplos.

Quem sofre com tudo isto e que tem sido passado para segundo plano é o(a) lisboeta que ainda consegue viver na capital. A política da Câmara Municipal de Lisboa e de Fernando Medina aposta na exclusão dos lisboetas da sua cidade em detrimento de turistas que aqui vêm de quando em vez.

Quando deveria apostar em força no repovoamento da cidade, Fernando Medina promove a descaraterização da cidade expulsando os lisboetas, que são substituídos por turistas, que por via do alojamento local, nomeadamente os hostels e hotéis, estão a ocupar tudo. Ou seja, falta equilíbrio na política de promoção do turismo e na politica de repovoamento da cidade.

Mas é natural que não exista qualquer equilíbrio racional pois Fernando Medina não parece ter uma visão integrada para a cidade. Basta ver como, por motivos evidentemente eleitorais, Medina colocou a cidade em estado de sítio com obras por todo o lado, em simultâneo, demonstrando um enorme desprezo, uma vez mais, pelos Lisboetas.

A descaracterização a que a Câmara Municipal de Lisboa e a ATL têm obrigado Lisboa, está a levar a uma evidente substituição dos lisboetas por turistas ou moradores temporários que não pretendem fixar-se na cidade e por isso não pretendem fazer parte da vida de Lisboa, da sua valorização como referência de qualidade de vida e muito menos do seu eterno e patrimonial “bairrismo”.

O “patrono” de Fernando Medina, António Costa, dizia enquanto Presidente da CML que, queria devolver a cidade aos Lisboetas, no entanto António Costa e Fernando Medina têm feito exatamente o contrário. Lisboa perde a cada dia, mais e mais lisboetas e com isso os nossos bairros e freguesias perdem mais vida própria. Naturalmente que temos de ter em conta que o turismo favorece a economia local, mas este turismo massificado e agressivo não consome no comércio tradicional, portanto não o estimula. Pelo contrário, arrasa-o e promove cada vez mais as grandes cadeias de fast-food, as grandes superfícies comerciais, etc.

A política adotada nos últimos anos não só está a expulsar os lisboetas para a periferia com tem tido um efeito perverso no mercado imobiliário transformando o centro da cidade num dos mais caros por m2 da Europa, promovendo a especulação imobiliária, o que obriga a maioria dos lisboetas a procurar casa fora da sua cidade.

Ora desta forma, o cidadão lisboeta médio está longe de tudo aquilo de que poderia usufruir em Lisboa, desde serviços, lazer, etc. Mas parece que esta preocupação não ocupa o tempo do Presidente da Câmara Municipal que em vez de gerir a cidade de forma a equilibrar a convivência entre quem aqui vive e quem visita, ao contrário, está a favorecer e trabalhar, aparentemente, para os turistas.

O afastamento dos lisboetas e a descaracterização da cidade é tão gritante que basta vermos a evolução do nosso comércio local e tradicional. Onde tínhamos uma livraria do bairro temos mais um bar; onde tínhamos aquela sapataria que nos garantia o atendimento generoso e atencioso, além de bons preços, temos mais um bar; a famosa drogaria lá do bairro que tudo tinha, passou a restaurante Gourmet; a oficina que ficava no prédio de esquina e sempre nos desenrascava é hoje a receção de um Hostel onde se fala mais Inglês, Holandês e Alemão do que Português. Ora tudo está a ser substituído por comércio que não corresponde às necessidades dos lisboetas, mas corresponde apenas e só às necessidades dos turistas.

Ora de que serve uma cidade – atualmente em obras por todo o lado – com novo comércio, novos espaços de lazer, passeios renovados (com dimensões dignas de uma metrópole Árabe), etc., se é apenas para turista ver/utilizar?

O Lisboeta médio foi empurrado para fora da cidade nos últimos anos e com isso a cidade tem vindo a perder população fixa, no entanto, diariamente mais do que duplica a população de Lisboa com as pessoas que se deslocam em trabalho ou em visita. Será que poderemos chamar a Lisboa um bom exemplo?

Os Lisboetas que hoje preenchem a periferia da cidade, engrossando assim as fronteiras de Lisboa, apenas podem visitar a sua cidade como se de estranhos se tratassem. A provar esta tese estão os números. Nos últimos anos a população de Lisboa passou de cerca de 800 mil moradores para apenas 500 mil. Enquanto, por exemplo, Berlim e Barcelona estão a impor restrições ao alojamento local e a estimular políticas de repovoamento, Lisboa está a tomar medidas no sentido oposto.

Com a aposta de Fernando Medina e de António Costa no Turismo desenfreado, os papéis dos lisboetas invertem-se. Hoje os que sempre viveram em Lisboa são os “turistas” na sua própria cidade, cada vez mais despovoada e descaracterizada.

Lisboa parece ir num caminho em que perde a cada dia a sua identidade, as suas gentes, o seu bairrismo, o seu sangue quente e acolhedor e principalmente a sua alegria. 

Assim vai Lisboa… Mal!

sábado, 8 de outubro de 2016

Lisboa...o início do fim!



Lisboa é naturalmente uma câmara municipal apetecível do ponto de vista estratégico para qualquer dirigente partidário. Aliás, da autarquia lisboeta já saiu um Presidente da República (Jorge Sampaio) e dois primeiros-ministros (Pedro Santana Lopes e António Costa), o que revela a verdadeira vocação da autarquia para “alavancar” carreiras políticas.

A candidatura à Câmara de Lisboa por parte de Assunção Cristas pode revelar-se um indicador ou até um sinal “divino” no sentido de revermos o cenário de 2001 em que, por antecipação, o então líder do CDS/PP, Paulo Portas avançou com uma candidatura autónoma, procurando assim afirmar-se na liderança do CDS e tentando condicionar o PSD de Durão Barroso.

O resultado para o CDS foi dramático com Paulo Portas a conseguir apenas cerca de 7% dos votos e vendo o PSD conseguir ganhar a Câmara Municipal de Lisboa pela mão de Pedro Santana Lopes, que vinha de uma experiência autárquica muito bem-sucedida na Figueira da Foz. Recordo que Santana Lopes venceu João Soares que era um ativo do PS muito mais forte do que é hoje Fernando Medina.

Ser líder de um partido e candidata a Lisboa condiciona tudo ao resultado eleitoral e não creio que os centristas estejam esperançados numa vitória em Lisboa, muito menos sem o apoio do parceiro PSD. A derrota do CDS/PP é o resultado anunciado e apenas está em causa se será com 4% (como revelam os números do CDS nas sondagens nacionais) ou se consegue atingir o resultado de 7% de Paulo Portas (algo a roçar a utopia). Nos dois cenários, a derrota será sempre da líder do partido e as consequências são óbvias. Demissão e abrir caminho a Nuno Melo.

Quanto ao PSD terá de encontrar um candidato que tenha perfil e capacidade para vencer a corrida à capital, mas no tempo que o mesmo PSD já havia definido em Conselho Nacional. Ou seja, lá para o 1.º trimestre de 2017. Esta conjuntura pode ter dado, involuntariamente, a ajuda que faltava para motivar alguns potenciais candidatos da área do PSD. Os ativos sociais-democratas são imensos e desenganem-se os que pensam que não aparecerá uma candidatura vencedora.

Este “golpe” de Assunção Cristas e as movimentações apressadas do PS de Lisboa, que logo veio atacar a candidatura da centrista, revelam que, afinal, o nervosismo está lá e a preocupação de perder também. Como factos quase assumidos temos a provável ausência de coligação do PCP e do BE com o PS, não havendo assim (em tese) uma reconstituição da gerigonça ao nível local. 

O PCP terá de apresentar um candidato fortíssimo para garantir um resultado que lhe permita resistir eleitoralmente ou então agregar-se ao PS para garantir algumas juntas de freguesia em Lisboa. Já o BE vai, com certeza, apostar num candidato para cativar aquele que é o seu eleitorado tradicional, jovem e urbano, garantindo assim a pressão sobre o PS e a sua influência na geringonça, mas não ameaçando Medina.

Com esta pulverização de votos à esquerda o grande beneficiado pode mesmo ser o PSD. Uma coisa é certa: o cenário a que os portugueses assistiram a nível nacional – com a formação de um Governo excluindo quem havia ganho as eleições – não se repetirá em Lisboa, uma vez que a lei eleitoral, no caso das autarquias locais, não o permite, pois é eleito presidente o cidadão melhor posicionado na lista vencedora. 

Portanto, para ganhar Lisboa basta mais um voto. Apenas isso e aí, no “campeonato” de quem pode ganhar, só duas forças o disputam. O PS e o PSD.

Assim vai Lisboa...

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Haja Descaramento em Lisboa





Dizem os Lisboetas que existe algum autismo e indiferença de Fernando Medida e do executivo da CML para com quem vivem, trabalha, estuda e visita Lisboa.

Eu diria que uma imagem vale mais do que mil palavras



Assim vai Lisboa...

O Atropelo de Medina e companhia...

O Executivo Socialista na Câmara de Lisboa, liderado por Fernando Medina, decidiu, contra tudo e contra todos, avançar com a construção de ciclovias em cima dos passeios na Avenida Fontes Pereira de Mello


Foi contra a Legislação Nacional mais recente nesta matéria, que promove a segurança dos ciclistas e peões enquanto utilizadores do espaço publico. 
"...Os veículos, incluindo os velocipedes, só podem circular nos passeios desde que o acesso aos prédios o exija ..." Art 17º Lei n.º 72/2013"

Fernando Medina e Manuel Salgado, contrariam também a posição de inúmeras associações de ciclistas, que sempre defenderam que "As ciclovias não devem ser construídas sobre os passeios, para evitar conflitos com os peões....", MUBI em 4 de Maio de 2016.


Um verdadeiro atropelo de Fernando Medina.

Assim vai Lisboa...MAL!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

E o trânsito Medina?


Hoje comemora-se o Dia Europeu Sem Mortes na Estrada.
Segundo os dados estatísticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, nos últimos anos e, contabilizando por concelho (2010 a 2014), temos para o Concelho de Lisboa infelizmente, um numero drasticamente elevado de vítimas mortais – cerca de 75.
Entre 2010 e 2013, registaram-se na Cidade de Lisboa, 27 acidentes mortais envolvendo peões.

Importa pois saber como esta questão, extremamente sensível e dolorosa de enfrentar para muitos, está a ser tratada e resolvida por este Executivo e assim, esclarecer o ponto de situação do Plano Municipal de Segurança Rodoviária para a Cidade de Lisboa, que tinha em 2008, por missão, identificar e reduzir os pontos negros e de conflito na Cidade.
Importa ainda recordar que, em Maio de 2007 o Executivo Socialista apresentava na comunicação Social, com grande destaque a listagem dos Pontos Negros na Cidade de Lisboa e a sua imensa a vontade combater esses elevados números.
De uma longa lista, destaco alguns que pela sua importância em termos de índice de gravidade tardam em ser corrigidos. Como exemplo temos o Cruzamento da Avenida Gago Coutinho com a Avenida EUA, que em apenas um dia, teve a ocorrência de dois acidentes graves e, infelizmente, com vitimas mortais em ambos.
Outro exemplo, também ele infelizmente caricato, foi detectado em 2008 na 2ª Circular. Ironicamente, o mesmo não estará contemplado na intervenção agora “suspensa”, estamos a falar da Entrada do Campo Grande na Segunda Circular / sentido Aeroporto.
Prioridades invertidas e falta de visão estratégica para a cidade são evidentes. Quanto à mobilidade e trânsito importa não deixar esquecer a necessidade urgente de pensar a Lisboa dos peões, mas também dos automobilistas.
Aproveitemos este dia para não deixar cair no esquecimento a memória dos que faleceram e ainda a necessidade de melhorar.
Assim Vai Lisboa...MAL!!!