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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A substância da Comunicação Política




A Comunicação Política é uma área em plena expansão quer do ponto de vista da reflexão teórica, quer do ponto de vista da sua prática nos mais variados domínios. Trata-se de uma temática central no panorama político atual e que tem de ser executada tendo em conta a essência da prática política e os princípios mais básicos da comunicação.

Na essência da prática política devemos apostar numa estratégia de comunicação inovadora e eficaz que responda e desmistifique a descrença que existe atualmente para com a classe política e que tem afastado os eleitores de participar.  

Nesta matéria para a comunicação ter sucesso é fundamental conhecer a "praxis" política, os comportamentos dos partidos políticos e dos aparelhos, as dinâmicas que existem nas relações inter-partidos e acima de tudo a forma como se relacionam com a comunicação social. Este é um conhecimento essencial para obter uma comunicação política eficaz. 

Relativamente aos princípios básicos de comunicação eles dizem-nos que quanto mais informação, quanto melhor o conhecimento acerca da governação e da liderança, dos programas eleitorais e do estado do país, mais se afirma a Democracia. 

Ora então poderíamos dizer que mais informação é a garantia de eleitorado esclarecido. Mas neste campo não é a quantidade da informação que importa, mas sim a qualidade e a clareza dessa informação.

Para o fornecimento dessa informação clara e de qualidade muito contribuem a grande maioria dos profissionais - da área da Ciência Política, da Comunicação e do marketing - que suportam a comunicação política recolhendo e interpretando informação e comunicando, da forma mais positiva possível, as decisões que são tomadas pelos líderes com quem colaboram.

Hoje a arena política é um meio que exige cada vez mais profissionalismo, técnica, rigor científico e nestas circunstâncias a comunicação política pressupõe planeamento, previsão e controlo. O que o líder político diz e faz e o modo como ele se apresenta, tem de ser acompanhado por uma mensagem política profissionalmente estabelecida e orientada para ser eficaz.

Nos dias que correm há cada vez menos espaço para o amadorismo, para o recurso ao improviso e para a falsa espontaneidade que faz com que muitos atores políticos prometam, sob pressão mediática, o que não podem fazer.

Importa cada vez mais controlar o acaso e conseguir antecipar e prever os impactos da comunicação política. O recurso a sondagens, pesquisas e análises rigorosas de matérias concretas permitem a antevisão e a intervenção que leva uma comunicação eficaz.

Mas na comunicação política - que se pretende sempre de confiança - nenhuma estratégia, por mais inovadora que seja, prevalece se no essencial um dirigente político não tiver ideias próprias, objectivos claros, convicções sólidas, um perfil de seriedade e acima de tudo valores.

Resta saber se os partidos políticos portugueses e os órgãos de comunicação social já compreenderam isso e se querem, em conjunto, renovar a confiança com os eleitores e os telespectadores para reduzir a falta de informação credível e acima de tudo a abstenção.


Linkedin: https://www.linkedin.com/pulse/subst%C3%A2ncia-da-comunica%C3%A7%C3%A3o-pol%C3%ADtica-rodrigo-gon%C3%A7alves/?published=t



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Há um novo conceito de democracia ali para os lados do Porto de Lisboa

Depois da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ter duplicado a capacidade do terminal de contentores de Alcântara para mais 640 mil contentores e depois de ter acabado com a comissão independente que tinha como missão renegociar os contratos de concessão portuários (garantindo que passa a ter a única palavra sobre a atribuição dos novos contratos, tornando mais opaco um processo que envolve milhões de euros), parece que "democraticamente" alguém se apressou a apagar a palavra "Partido Socialista" de um dos outdoors que denuncia esta situação.



Podes ler aqui a explicação de todo o processo.

sábado, 28 de outubro de 2017

Um Partido Novo (5/10/2011)




SANTANA LOPES ADMITE FORMAR NOVO PARTIDO

O antigo primeiro-ministro diz que quer continuar na política mas que a discordância com o PSD em certas matérias o leva a pensar na criação de um novo partido.

In, Diário de Notícias 

5 de Março de 2011...Já Passos Coelho liderava o PPD/PSD.

Como diria a Lena de Água: " Demagogia feita à maneira é como queijo numa ratoeira"


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Relvas e o regresso público


O caso Tecnoforma chegou ao fim tendo o Ministério Público arquivado o processo. Do despacho de arquivamento fica claro a inocência de Relvas e Passos ao fim de 5 anos. 

Posto isto teremos agora, com toda a certeza, um Miguel Relvas com mais atividade partidária. 

Como bom estratega e como homem com um conhecimento único da estrutura do PSD, Miguel Relvas virá agora dar um sinal de que regressa à acção no seu partido.

Em breve Relvas virá defender,publicamente, que Passos Coelho tem de ir às eleições legislativas em 2019, fechando assim um ciclo político no PSD.

Desta forma não ficará mal com os Passistas (mas afasta qualquer apoio), mantém a esperança em Luís Montenegro (para depois de 2019) e ainda consegue, discretamente, "piscar o olho" a uma qualquer alternativa que possa surgir antes de 2019 (Rui Rio, Rangel ou Pedro Duarte).

Espera-se o regresso do homem que fez de Passos Coelho líder do PSD e 1º Ministro de Portugal. É bom não esquecer o papel eficaz de Relvas no passado do PSD!!! 

Veremos agora o seu papel no futuro.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Fernando, o "Medina" Inconstitucional


O Acórdão do Tribunal Constitucional (TC) divulgado no passado dia 5 de setembro, considerou inconstitucional a taxa de protecção civil de Gaia.

Defende o TC que a taxa de protecção civil é um imposto, pelas características que tem e não uma taxa. Desta forma é inconstitucional pois só a Assembleia da República tem competências para a criação de impostos.

Assim a taxa de Lisboa pode ter o mesmo fim que a de Gaia, caso os princípios gerais da jurisprudência - que defendem uma decisão constante e uniforme dos tribunais sobre determinado ponto do Direito - assim o entendam.

No plano do combate jurídico temos o Provedor de Justiça que pediu ao TC que se pronunciasse sobre a inconstitucionalidade da taxa e temos também o Prof. Menezes Leitão, Presidente da APL, como o rosto do combate a esta taxa, que penaliza especialmente os proprietários da cidade.

Mas para além da questão jurídica importa reflectir sobre a questão política que tem duas vertentes claras. A primeira reflete uma atitude de total impunidade deste executivo, que utiliza a sua maioria de forma abusiva fazendo o que quer, como quer.

A segunda revela a verdadeira razão da criação da taxa que é uma nova forma de financiar as obras da CML, a pretexto de um bem maior que é a segurança das populações. Com esta taxa Fernando Medina financia as suas obras, não reforçando os meios de segurança e protecção civil, como deveria fazer.

Só em 2016 esta taxa rendeu 21,6 milhões de euros o que permite, em ano eleitoral, fazer muita obra e muita propaganda. Por exemplo, com o desvio de verbas desta taxa Fernando Medina pode patrocinar obras com o custo equivalente a 3 vezes o que se gastou nas obras do eixo-central, que foram 7,5 milhões de euros.

O debate político deve centrar-se aqui, combatendo o alto nível de tributação a que os lisboetas estão sujeitos. Combatendo a atitude de despesismo encapotado e principalmente a falta de rigor e transparência financeira desta gestão municipal.

Veremos agora se é declarada a inconstitucionalidade da taxa de Protecção Civil. Caso assim seja, como irá Fernando Medina devolver os milhões de euros que retirou aos lisboetas desde dezembro de 2014?


Talvez Fernando Medina responda remetendo para o modelo de gestão socialista onde parece nunca haver problemas. 

Para Medina a solução parece óbvia…no futuro outros pagarão a conta. 




domingo, 27 de agosto de 2017

Atitude Positiva


Um estudo feito pela Amway, que reflete os resultados sobre o empreendedorismo num ambiente laboral em constante mudança, dá excelentes indicações sobre Portugal.

O Global Entrepreneurship Report (2016) feito em 45 países, revela que 67% dos portugueses têm uma atitude positiva em relação ao empreendedorismo e 36% têm potencial empreendedor e imaginam-se a criar a sua própria empresa.

Portugal tem indicadores superiores à Alemanha, Espanha e Hungria, entre outros. A média europeia é de 74% quanto à variante da atitude positiva em relação ao empreendedorismo e de 39% quanto ao potencial empreendedor.

Este estudo revela ainda que 45% dos portugueses considera que abrir o seu próprio negócio é uma boa possibilidade de carreira. Além disso 39% consideram que têm as competências e recursos suficientes para começar o seu próprio negócio. Por fim, 54% dos portugueses diz que não se sente socialmente pressionado ou condicionado para poder abrir o seu negócio.

É no fator do empreendedorismo e inovação que devemos apostar para garantir mais alternativas de futuro para Portugal, aproveitando a crescente melhoria da atitude positiva dos portugueses e principalmente dos mais jovens.

Estas apostas ajudam a solucionar problemas chave como a criação de emprego, a redução do desemprego, a revitalização da economia e consequentemente o aumentos dos indicadores de confiança da economia. Haja vontade e empenho.


Amostra do estudo: 
50,861 inquiridos
45 Países 
(Asia: China, India, Japan, Korea, Malaysia, Taiwan, Thailand, and Vietnam.
Europe: Austria, Belgium, Bulgaria, Croatia, Czech Republic, Denmark, Estonia, Finland, France, Germany, Great Britain, Greece, Hungary, Ireland, Italy, Latvia, Lithuania, Netherlands, Poland, Portugal, Romania, Slovakia, Slovenia, Spain, and Sweden
Latin America: Brazil, Colombia and Mexico
North America: USA and Canada)

Método de inquérito: 
face-to-face e contacto telefónico

Estudo AmWay: 

domingo, 2 de julho de 2017

Aceitam-se apostas. Antes ou depois das legislativas?

Ontem decorreram as eleições para a distrital do PSD de Lisboa. Como era de esperar, o Pedro Pinto foi eleito presidente da Comissão Política. 

Do que conheço dele, acredito que será um bom presidente.

Mas até aqui, tudo bem, se a notícia principal de ontem tivesse sido esta.

Pelo que tenho lido, a notícia que mais se lê foi a da vitória do movimento Lisboa Sempre no concelho de Lisboa (lê mais aqui). O tal movimento que contesta a forma como Pedro Passos Coelho tem conduzido o processo autárquico. Neste caso, em particular, o veto dos seus opositores e as suas escolhas pessoais. 

Este aumento do peso eleitoral do movimento Lisboa Sempre, na maior concelhia do Distrito de Lisboa, tem sido lido como um sinal do que pode vir a acontecer no resto do país, pois a lista de delegados encabeçada por Nuno Morais Sarmento e apoiada por Rodrigo Gonçalves, obteve cerca de 60% dos votos, contra os apoiantes de Pedro Passos Coelho.

Mas, se o desconforto com o processo de escolhas de candidatos na capital do país não fosse suficiente, também a forma como estas eleições foram marcadas pode ter sido um dos motores para esta derrota de Pedro Passos Coelho. 

A escolha da data das eleições e a seleção das concelhias autorizadas a ir a votos, parece, também, ter indignado os militantes da capital do país. Pois, segundo dizem, estas escolhas tiveram mais a ver com o condicionamento das concelhias, antes da entrega das listas autárquicas, do que com a organização das eleições de outubro. 

Se a concelhia de Lisboa pediu a antecipação de eleições ainda em abril (lê mais aqui,ou aqui), porque é que apenas foram permitidas eleições para as concelhias de Cascais, Mafra, Odivelas, Amadora e Vila Franca de Xira?

Assim, não é de estranhar o facto da única lista apresentada para a comissão política distrital, (ligada a Pedro Passos Coelho), ter perdido, no concelho de Lisboa, para os votos brancos e nulos (que representaram 51% dos votos).  


Apesar do PSD de Lisboa ter assumido que irá cumprir a sua obrigação e apoiar a candidata escolhida por Pedro Passos Coelho, aos olhos das bases de Lisboa, fica a ideia que todo o processo autárquico foi pouco transparente e que provavelmente haverá consequenciais. 

Resta saber se antes ou depois da definição dos candidatos a deputados, pois ficou claro que no resto do país as criticas se vão manter nos bastidores...

(imagem retirada daqui)


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quando os momentos são difíceis há os que fogem e há os que ficam.

As bases dos partidos, quaisquer que eles sejam, têm uma conotação bastante negativa na opinião pública. No entanto, não deixa de ser estranho que esta ideia seja especialmente promovida por aqueles que sistematicamente utilizam as ditas bases para se elegerem e autopromoverem, ou por aqueles que num ou noutro momento da sua carreira política tenham procurado o seu apoio e não o tenham recebido.

Na realidade, as bases partidárias são aquilo que o nome indica, os militantes de base dos partidos, aqueles anónimos que defendem o seu partido em todos os momentos e que periodicamente se enganam nos líderes que escolhem. 

São aquela massa de apoiantes que têm porta-vozes, de quem as elites partidárias desdenham tratando por caciques. 

Ou seja, são aquele grupo de militantes que são muito úteis e que requerem a máxima atenção, sendo tratados como a última coca-cola fresca no deserto quando precisam deles, e que são uns bandidos quando ousam chamar à atenção que rei vai nu.  

Deixo aqui uma parte do Forum TSF de hoje, onde a candidata do PSD optou por não estar presente e tiveram de ser as ditas bases a defender o partido... como sempre.




quarta-feira, 10 de maio de 2017

Política com Valores

Os valores determinam a forma como a pessoa se comporta e interage, constituindo um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

Mas além dos valores em geral temos os valores políticos que podem ter origem genética, social (educação, religião e opinião pública) ou até na história de vida de cada um. São um resultado de valores morais, conhecimentos, crenças, sentimentos e opções de fundo.


Na política de hoje existe cada vez mais a necessidade dos que a protagonizam apresentarem um código de valores e compromissos. Só o assumir de compromissos formais e não conjunturais pode reaproximar os cidadãos da política. E só isso pode impor, por vontade própria, ao político uma coerência e uma linha de ação baseada na convicção dos valores que defende e acima de tudo garante conteúdo à sua ação.


Na qualidade de ator político, defendo que existem várias formas de posicionamento e políticas não cristalizadas, que devemos estar dispostos a discutir e até aceitar que suscitem circunstancialmente mudanças. No entanto, existem valores políticos e compromissos de que, independentemente do posicionamento presente ou futuro, não devemos abdicar de defender sob pena de perdermos o sentido de servir a comunidade em prol do bem estar.


O meu código de valores e compromissos assenta em cinco temas chave que são a base da sociedade portuguesa:  Crianças, Idosos, Famílias, Sistema Político e Subsidiaridade.


Crianças - A garantia de acesso à saúde de todas as crianças, independentemente do seu extrato social, religião ou raça, com reforço no apoio e comparticipação financeira às crianças que tenham grau de invalidez, necessidades especiais ou comportamentos desviantes;


Idosos - A garantia de apoios á inclusão e combate ao isolamento dos mais velhos, através do financiamento de residências assistidas, apoio a atividades de promoção do envelhecimento ativo, comparticipação às famílias com dependentes idosos e melhoria e acompanhamento do acesso à saúde;


Famílias - O reforço do apoio e de benefícios fiscais às famílias numerosas garantindo o suporte necessário para aquisição de habitação própria, a isenção de IMI em 25% por filho (para famílias com 3 ou mais filhos), apoio nas despesas escolares, tarifa familiar na água, luz e gás e outras formas de apoio adquiridas com base na insuficiência de rendimentos;


Sistema Político - A reforma do sistema político e eleitoral como promoção de cidadania e aproximação dos portugueses à decisão política. Por exemplo a implementação do Executivo municipal escolhido pelo 1º eleito, eleição direta dos representantes intermunicipais, criação de círculos uninominais e um grande circulo nacional para a eleição de deputados e o voto eletrónico;


Subsidiaridade - Aposta numa descentralização assente no principio da subsidiaridade, garantindo a transferência, da Administração central para a Administração local, de competências acompanhadas dos recursos humanos, patrimoniais e financeiros necessários à sua concretização, em áreas como a Acção Social, Educação, Saúde, Mobilidade, Cultura e Habitação.


Este é o meu código de valores e compromissos políticos que definem uma conduta política e um caminho para a política nacional e local. Estar na política sem nada defender e sem compromissos é negativo e perverso, mas o mais nefasto da práxis política é defendermos algo em que não acreditamos.



terça-feira, 14 de março de 2017

Montepio, o último Banco do Povo


O Montepio Geral Associação Mutualista é uma instituição que agrega uma Caixa Económica, podendo assim apresentar-se como um Banco com produtos e benefícios especiais para os seus clientes/associados, produtos e benefícios esses com origem na Associação Mutualista e também na Caixa Económica. 

Aquilo que poderia (e deveria) ser o paradigma da atividade financeira – que associava a nobreza e os princípios do mutualismo à intervenção financeira – parece hoje ser um mau exemplo.

O Montepio Geral Associação Mutualista, fechou as contas de 2015 com capitais negativos superiores a 107 milhões de euros, segundo refere uma auditoria da KPMG. Desta forma, clarifica a KPMG, fica claro que o passivo é superior ao ativo, incluindo um resultado negativo, imputado aos mutualistas, de 251.445 milhares de euros.

Na qualidade de Associado e de cidadão fico preocupado. O Montepio Geral enfrenta hoje um cenário de falência técnica, tendo neste momento a necessidade urgente de uma injecção de fundos. 

São apontadas duas soluções de curto prazo para resolver o (grave) problema. A primeira solução é o recurso capital por via de um empréstimo. A segunda solução passa pela venda de activos que o Montepio (Associação e Caixa Económica) possui em carteira.

Mas apesar da preocupação que devemos ter com as poupanças das pessoas e a sua salvaguarda é também importante exigir explicações e responsabilidades aos supervisores. 

No caso da Caixa Económica o supervisor (Banco de Portugal) apresentou um relatório muito crítico da liderança e gestão da instituição, no entanto vem tarde e talvez venhamos a encontrar sinais de pouca diligência na supervisão.

Quanto à Associação Mutualista a situação é bem mais preocupante e vergonhosa. Neste caso a Supervisão/Fiscalização é da responsabilidade da tutela, nomeadamente a Segurança Social (Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social) e aqui a negligência é muito mais preocupante. 

Sendo que as contas agora avaliadas dizem respeito ao ano de 2015, levantam-se várias questões a diferentes protagonistas:

O que fez o Ministro Pedro Mota Soares (PSD/CDS) para verificar a situação do Montepio enquanto responsável pela tutela? 

E o que fez o Ministro Vieira da Silva (PS) que sempre refere a necessidade de mais transparência e intervenção? 

O que fizeram estes responsáveis? Nada. Não fizeram nada!

Importa referir que ao nada fazerem permitiram que mais uma entidade do sistema financeiro português esteja hoje em posição frágil. Mas o Montepio não é só “mais uma” entidade. É a única Associação Mutualista com uma Caixa Económica em Portugal. É o último espécimen de um “Banco do Povo”. No Montepio são os Associados que intervêm e mandam(ou deveriam ser).

O Montepio Geral esteve exposto às mais variadas interferências políticas nos últimos 25 anos e para o confirmar basta verem quem compunha os órgãos sociais e respectivos Conselhos de Administração ao longo dos tempos. Esta é também uma das principais causas da atual situação - associado a má gestão -  e talvez por isso nenhum responsável político tenha feito o que deveria.

Compete agora a todos responsabilizar aqueles que fingem nada saber, desde os supervisores Banco de Portugal e Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, passando pelo Parlamento e comissões responsáveis, acabando na própria elite financeira. 

Todos, em certa medida, têm de ser responsabilizados com penalizações diferentes, mas efectivas.


Temos o dever de exigir responsabilidades e com isso ajudar a salvar o “último Banco do povo”, para bem do sistema bancário e principalmente para bem do Mutualismo.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

O alto preço de viver em Lisboa

Lisboa está na moda. Os rankings e os números comprovam-no. Lisboa é hoje o paradigma da gestão para “turista ver”. 

Mas esta gestão tem um preço e quem paga, em grande medida, são os lisboetas que vivem na cidade. É importante perceber e divulgar a dimensão da tributação que está a ser imposta por Fernando Medina. Em 2016 foram pagos 417,87 milhões de euros em impostos e taxas. Este foi o preço a pagar em Lisboa.

A Câmara Municipal tem no seu Orçamento para este ano a previsão de cobrança de 178 taxas. O mais recente Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses refere que, em Lisboa, a receita com impostos aumentou 59% à conta de muitas destas 178 taxas. Lisboa e Cascais foram as duas autarquias que mais aumentaram o peso da carga fiscal segundo o mesmo Anuário.

Lisboa é hoje uma cidade que faz pesar sobre os lisboetas as taxas e os impostos que muito têm ajudado a carreira política de Fernando Medina na capital. Carreira aliás, iniciada apenas em 2013, ano em que chegou a Lisboa vindo de Viana do Castelo (circulo onde foi eleito deputado, mesmo sendo do Porto).

Em Lisboa as taxas que pesam sobre os lisboetas e que, aparentemente, dão mais receitas são as que incidem sobre as atividades económicas. Mas existem também novas taxas e a CML criou em 2014 a famosa taxa de proteção civil. Só esta renderá 18,8 milhões de euros de receita.

Esta é de facto uma das taxas que mais pesa e que servirá, supostamente, para fazer face aos devaneios eleitorais de Medina. Esta taxa fica assim bem longe do seu verdadeiro objeto que deveria ser a garantia da total segurança de pessoas e bens em Lisboa.

Quando muitos falam nas obras e no enorme estaleiro que é Lisboa esquecem a questão essencial. É bom relembrar que o transtorno que as obras agora têm causado passará. Mas o peso da carga fiscal que Fernando Medina impõe hoje aos lisboetas, esse fica e perdurará no tempo.

O peso que as taxas e taxinhas têm sobre os Lisboetas não será transformado num jardim verde, nem num passeio com 20 metros de largura e muito menos numa linda ciclovia muito (pouco) útil numa cidade de 7 colinas.

Viver hoje em Lisboa é um luxo. Ter hoje um estabelecimento comercial em Lisboa é um luxo. Promover hoje uma atividade económica em Lisboa é um luxo. Até a mais modesta atividade como a venda ambulante ou arrumar os carros na cidade, parece ser um luxo.

Enquanto uns se entretêm com os “sms de Centeno” e as “offshores de Paulo Núncio”, outros vivem e transportam, todos os dias, a realidade do peso dos impostos em Lisboa.

Ora, por mais que se tente maquilhar a realidade as suas “rugas” e “imperfeições” permanecem. 

As obras acabam, mas os impostos e taxas ficam.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Serviço Público

E eles não param... ontem foi na prova oral do Alvim, na Antena 3. Vale a pena ouvir o Rodrigo Gonçalves e o Pedro Correia (do delito de opinião) neste link, sobre o afastamento que as pessoas têm da política.





terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O EXEMPLO DE SOARES




Mário Soares foi uma figura muito mais controversa do que os obituários destes últimos dias deixam antever. E ainda bem que o foi: um político que não gere polémica falha a missão. Todos os verdadeiros estadistas, a seu tempo, souberam agitar e dividir águas. Não recearam a confrontação, não temeram ser criticados em manchetes ou editoriais na imprensa.
Soares foi assim. Acertou e errou, mas sempre em função de convicções profundas que soube transformar em princípios políticos e fazer deles uma linha de rumo. Esteve certo no essencial quando combateu na primeira linha da edificação do regime democrático e na nossa integração europeia. Distanciando-se daqueles que sonhavam com novas ditaduras e com uma alegada “vocação terceiro-mundista” de Portugal, nomeadamente os dirigentes do PCP.
Dono de uma das expressões mais emblemáticas de toda a nossa Democracia, “ …pôr o Socialismo na Gaveta”, Mário Soares soube assumir que ideias e métodos baseados nas palavras como mercado, concorrência, produtividade e prosperidade eram essenciais em determinada altura. Assumiu a necessidade de adotar, parcialmente, o capitalismo na sua versão moderada e abrangente, o que não abdicava, portanto, de instrumentos reguladores que garantissem ao Estado os mecanismos essenciais para garantir a justa distribuição da riqueza que o seu socialismo defendia. Suficientemente aberto e plural em termos políticos, Mário Soares permitiu que na sua ação política e governação, coexistissem modelos ideológicos distintos, sempre tendo como prioridade o interesse nacional.
Acreditava na política com ética e valores tendo dado um grande exemplo disso mesmo, na qualidade de Presidente da República, no ano de 1987, quando Cavaco Silva era Primeiro Ministro de Portugal.
Aníbal Cavaco Silva liderava um governo de minoria, sendo que no parlamento o PS liderado por Vítor Constâncio, o PCP liderado por Álvaro Cunhal e o então PRD liderado por Hermínio Martinho, tinham maioria parlamentar. Estes três partidos, aprovaram uma moção de censura, proposta pelo PRD, que fez cair o governo de Cavaco Silva.
Desejando formar governo com base na maioria parlamentar, PS e PRD não contavam, no entanto, com a postura gigante do Presidente da República Mário Soares.
Soares deu a todos uma verdadeira lição de democracia e de respeito pelo voto do povo, não aceitando a proposta do PS e PRD para formarem um governo de maioria parlamentar, tendo como base na sua decisão o facto dos cabeças de lista desses partidos não terem ganho as eleições em 1985.
Mário Soares dissolveu o parlamento e marcou novas eleições legislativas para julho de 1987. Cavaco Silva acabaria por obter a sua primeira maioria absoluta e para a história fica a ética, os princípios e acima de tudo o respeito que Mário Soares demonstrou pelos portugueses e pelas suas escolhas.
Talvez por isso Mário Soares nunca tenha comentado publicamente a opção de António Costa quando este optou pela constituição da geringonça em 2015, opção que Soares havia contrariado em 1987 e que provavelmente rejeitaria com base na sua ética, valores e respeito pelos portugueses.
Mário Soares era dotado de um carisma notável, que o transformou num líder vocacionado para seduzir multidões e mobilizar vontades coletivas através da palavra, do gesto e do seu exemplo. Foi alguém que suscitava respeito, confiança e até, para alguns, adoração.
Foi a par de Francisco Sá Carneiro e de Álvaro Cunhal uma das personalidades que mais marcou a História da política portuguesa da segunda metade do século XX. Ao contrário de muitos socialistas que tratam mal a memória de Sá Carneiro, julgo que devemos a Soares uma homenagem pela forma como sempre se empenhou na luta pela liberdade e pela democracia.
Se pudéssemos definir Mário Soares numa citação talvez fosse a famosa frase de Benjamin Franklin: "Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária, não merecem nem liberdade nem segurança".
Soares pode constituir um exemplo no desassombro que sempre revelou na defesa dos princípios em que acreditava. Preferia navegar em águas turbulentas do que boiar em águas estagnadas. Infelizmente deixou poucos seguidores. O calculismo, a dissimulação e a falta de ousadia são hoje alguns dos mais preocupantes sinais exteriores da política portuguesa. Soares não era adepto de tais fraquezas. Soares foi um bom exemplo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Recomendação de leitura - Política de A a Z


Um livro fácil de ler e útil para todos os que de alguma forma têm curiosidade pela política. Uma explicação simples e muito bem conseguida, que recorre a exemplos reais para definir os diferentes conceitos associados à política.


domingo, 1 de janeiro de 2017

A Dura Realidade




Devemos desejar que 2017 seja melhor que os anos anteriores, isto para bem de todos nós e das futuras gerações.

Aqui fica uma foto que exemplifica a dura realidade da evolução da dívida pública portuguesa de 2008 a 2016. 

Isto não se trata de uma opinião. São factos! 


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Contranatura




É um advérbio que significa algo que se opõe ou contraria as leis naturais; que está em contradição com as leis da natureza.

O exemplo de coligação contranatura na "gíria" futebolística...

É colocar o Belenenses a jogar contra o Porto, mas a usar o equipamento do Benfica.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Carta Aberta a Fernando Medina



Partilho convosco a transcrição de uma carta de um Lisboeta, que recebi por e-mail, dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa...



  
“Nos termos da Lei 83/95, e do artigo 52 da Constituição, os subscritores incitam o actual Presidente da Câmara de Lisboa a "promover a prevenção, a cessação ou a perseguição judicial das infracções contra a saúde pública, os direitos dos consumidores, a qualidade de vida, a preservação do ambiente e do património cultural". Não é isso o que tem acontecido desde maio de 2016, momento em que se iniciaram um conjunto diversificado de obras ao mesmo tempo, nos mais diferentes locais, causando o caos na circulação rodoviária da cidade. Vemos que a cidade vive hoje uma situação caótica e absurda de obras sem sentido, ou que não têm sentido definido, ao sabor da cabeça de alguns vereadores da Câmara, que assim vão lentamente sabotando a vida das pessoas que precisam de trabalhar. Somos cidadãos preocupados com o que se está a passar de forma incompreensível e vimos assim lançar um alerta ao Presidente da Camara que ninguém elegeu como tal, mas que agora é Presidente e ‘governa’ a cidade sem critério.

Temos estado sob um ataque cerrado a todos os que utilizam viatura para as suas deslocações já que os transportes públicos continuam a funcionar mal. Estamos perante um estado de emergência não declarado contra os lisboetas e perante a surpresa deste plano megalómano de obras que incluía inicialmente também a famigerada arborização da Av. General Norton de Matos (2ª.Circular), felizmente cancelada. Dizem-nos que isto foi obra de paisagistas e ambientalistas, sem consulta dos especialistas da mobilidade geral, mas com a aprovação e o apoio do Presidente Medina. A verdade é que as obras continuam por todo o lado e já excederam os prazos de conclusão, tornando a época de natal num calvário.

Não são estas obras dispensáveis? São todas elas úteis?? Trata-se de resolver problemas essenciais, relativos a uma emergência pública? Ou está em causa uma infra-estrutura vital, a instalar ou reparar (água, gás, eletricidade, fibra ótica, etc.)? Na verdade, nada disso. O que aparece como justificação primordial para a quase totalidade dos trabalhos é a criação de "passeios mais amplos e confortáveis" e "mais ciclovias". E, como se pode começar a ver, passaremos a ter ruas mais estreitas, em que a circulação de veículos será mais difícil, mais lenta, mais arriscada. O trânsito vai fluir menos e o consumo de combustíveis aumentar.

O caso mais exemplar é o chamado Eixo-Central e em especial o da Avenida da República.
Será que já viu bem o que a Câmara de Lisboa anda a fazer nessa Avenida?
Suprimiu inúmeros lugares de estacionamento. Onde havia lugares em número razoável, permitindo o estacionamento em espinha oblíqua, de um lado e doutro da via, encontramos agora uma verdadeira aberração.

Vejamos então:
- a via de circulação de duas faixas deu lugar a um estreito ‘carreiro’ com uma única faixa;
- ainda em Entrecampos o passeio junto ao muro da antiga Feira Popular, que já era bastante largo, e onde se situam as entradas para a passagem subterrânea e para o METRO, passou a ser ainda mais largo sem que se veja necessidade para tal, a menos que queiram pôr um parque de bicicletas ou algo do género...
- o estacionamento no sentido do Saldanha passou a ser paralelo (em linha), o que, para além de reduzir o número de lugares disponíveis, torna mais demorado o acto de estacionar, exigindo uma manobra de marcha-atrás ; e como só há uma faixa de circulação, quem vem atrás que espere ... os táxis já não querem circular nessa ultra estreita faixa;
- não foram previstos ‘refúgios’ para largada e tomada de passageiros à porta dos hotéis, nem para descargas de medicamentos junto às farmácias e, pior, no caso de clinicas que recebem doentes o local reservado para paragem das ambulâncias é do outro lado da via e não junto ao passeio…. uma completa aberração…
- como é que as ‘novas’ laterais da Avenida da Republica vão permitir agora a passagem de carros dos bombeiros quando um carro normal quase não tem espaço para circular.??? O Regimento de Sapadores Bombeiros fez uma vistoria de segurança e aprovou este modelo??

É inadmissível que as faixas laterais da Av. da República tenham sido transformadas em autênticas veredas de uma aldeia do interior. Numa cidade de sete colinas não se pode generalizar a ciclovia. Nem a saúde pública, nem o tempo calculado de viagem, nem a mobilidade exigida, nem a configuração da cidade o aconselham. Alargaram-se passeios estupidamente, construíram-se ciclovias em todos os lados, pensando que o povo trabalhador em Lisboa poderá ir de bicicleta para o trabalho, e reduziu-se estupida e drasticamente os espaços de circulação e estacionamento. Absurdo e inacreditável!

Não é só criando corredores ciclo-pedonais ou plantando nova relva e alguns arbustos nos espaços subtraídos à circulação viária que se melhora o ambiente.  O ambiente somos todos nós e isso inclui, além dos peões, todos os que não dispõem de viaturas oficiais para, com ou sem motorista privativo, poderem aceder a corredores especiais de circulação e a parques de estacionamento privativos dessas entidades, mas pagos por todos nós.

Há muitos anos tivemos em Lisboa um Presidente eleito, Krus Abecassis, que também decidia só pela sua cabeça e concordou com a demolição do emblemático edifício do Monumental para aí se construir um ‘mamarracho’ vulgaríssimo de gosto duvidoso; também mandou colocar uns bancos de cimento monstruosos no meio da Rua da Carmo, não obstante os alertas para a dificuldade que originava na passagem dos carros de bombeiros, como ficou dramaticamente demonstrado durante o incêndio de 1988... o terrível incêndio do Chiado agravado pela impossibilidade verificada de passagem dos carros de bombeiros mais pesados na Rua do Carmo, situação que deve agora ser insistentemente recordada.

Tudo o que tem sido feito em matéria de trânsito é um primado de incompetência e de total falta de consideração pelos utentes! Não há a mínima consideração pelos munícipes que votam e vivem na cidade. Muitas das obras são de gosto duvidoso e utilidade nula ou mesmo negativa (tornam a situação pior do que estava) …e sempre feitas à custa do dinheiro dos contribuintes…embora a maioria não concorde com estas obras.

Do pior centralismo que já se viu! Os ‘senhores’ da Câmara detestam que os munícipes tenham liberdade de escolha e outorgam-se o direito de escolher por nós. Porque se acham donos da coisa pública, atitude típica dos seguidores dos princípios da ‘velha esquerda’. Estes ‘monopolistas’ das ideias autárquicas prejudicam seriamente a vida a todos os utentes das vias públicas, desrespeitando completamente aquilo que já existia (e as razões por que existia) e sem qualquer justificação nem demonstração do mérito as mudanças que se propõem fazer e seus custos, e mesmo assim pretendem ir a votos nas próximas eleições. Ignorar as queixas dos utentes são um sério sintoma de autismo, próprio de quem já se deixou encantar pelo poder, seja ele eterno ou furtivo.

Os partidos da dita oposição e o ACP têm aqui (em Lisboa) muita matéria para mostrar serviço, sem esquecer o espaço de manobra do atual PR e seus afetos. Estes ‘senhores’, eleitos ou não, estão no poder, chegaram à administração do município e acham que são donos da cidade para fazer o que bem entendem, regra geral em prejuízo da vida das pessoas... Não basta ‘reclamar’, é preciso ‘não’ votar neles nas próximas autárquicas. É necessário denunciar vigorosamente todas estas aberrações e estimular as candidaturas daqueles que se comprometam a reverter esta situação.

 Em complemento, há que denunciar também outra enorme aberração, que é a recente proibição de circulação no bairro entre a Rua Artilharia 1 e a Rua Castilho! Foram colocados sinais de transito proibido, exceto a ‘transito local’ que restringem a ‘entrada’ no bairro onde há um Liceu nacional e um grande Hotel!! Uma malha de ruas quadrículas deveria servir para desembaraçar o transito...! Esta gente que decide na CML detesta a liberdade de escolha, até do trajeto de um utente da via!!!”


Assim vai Lisboa…Mal!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

INCONFORMISMO e o PSD



Escrevo este texto na qualidade assumida de militante do PPD/PSD.

Por estes dias, em alguns meios do PPD/PSD, tentam vender o conformismo e a reverência como se o futuro estivesse já desenhado e decidido pelos que não acreditam (ou não querem acreditar) que se pode fazer melhor.

O PPD/PSD, que eu e a maioria dos militantes com quem tenho falado conhecemos, representa exatamente o contrário. Nos momentos difíceis foi o inconformismo que nos fez vencer.

Nos momentos em que o caminho não era claro foi a irreverência que nos fez encontrar soluções e vencer.


Para os que enchem a boca com o legado de Francisco Sá Carneiro, lembrem-se que não se faz a regeneração anulando as referências e os exemplos do passado. A isso chama-se invasão ou, para usar um termo mais moderado, colonização.

Hoje, no PPD/PSD, os que são irreverentes, que não se conformam e acreditam em soluções diferentes, correm o real risco de serem perseguidos, anulados, excluídos e até prejudicados.

Talvez até eu, tal como os irreverentes e os que não se conformam, já esteja no "livrinho" dos que têm de ser perseguidos, anulados, excluídos e até prejudicados.

Parecem querer conduzir o PSD, enquanto maior referência autárquica portuguesa, para um precipício onde só alguns, por sinal os que estão ao leme, parecem poder sobreviver.

Triste estratégia daqueles que apostam na derrota para poder vencer.

É urgente apelar aos melhores de entre nós (e temos muitos) para que combatam esta forma lenta de "eutanásia" a que alguns estão a submeter o PPD/PSD.

A aposta só pode ser na vitória. Não conhecemos qualquer outro resultado positivo. O inconformismo não nos pode deixar aceitar qualquer objetivo.

A bem do futuro do PSD e da Democracia...