terça-feira, 1 de novembro de 2016

Incontinência Fiscal, demagogia e cinismo


Portugal tem visto as suas previsões económicas revistas em baixa por todas as instituições nacionais e internacionais. 

A necessidade de atrair investimento e estimular a economia, conseguindo um crescimento constante e robusto, é urgente.

Mas a geringonça não percebe que para o crescimento ser possível é necessário a conjugação da confiança na capacidade de financiamento da economia e da estabilidade da política fiscal.

Certo é a ausência de estabilidade fiscal que se reflete na criação de impostos a cada seis meses, revelando a deriva persecutória a quem quer investir ou a quem tem poupança. Esses “malandros” que são, para a geringonça, “ricos”.

Mesmo com a avaliação recente da DBRS (a única agência que mantém Portugal acima de “lixo”), continuamos com a instabilidade dos juros da dívida, demonstrando a falta de confiança dos mercados na capacidade de financiamento da economia.

A DBRS referiu ainda a possibilidade de rever o outlook da divida Portuguesa para negativo. Isto significa que enviou um sinal aos investidores de que a divida portuguesa é instável e pouco credível, o que pode criar dificuldades de financiamento no futuro.

Também a UTAO afirmou, antes da apresentação do Orçamento de Estado de 2017 (OE2017), que será necessário arrecadar 17.434 milhões de euros nos últimos quatro meses do ano para cumprir os objetivos do OE2016. Costa considera absurdos os avisos da UTAO, mas carrega na carga fiscal indireta.

O governo que prometia não aumentar impostos tem feito exatamente o contrário aumentando todos os impostos indiretos que pode, afetando de forma cega e transversal os portugueses. 

Então os pobres não consomem vinho e refrigerantes? Então os pobres que vivem em Porto Brandão e Trafaria, com casas que têm vista sobre o Tejo e exposição solar, vão pagar mais IMI? Então os pobres não fumam? Então os pobres que têm automóvel não os abastecem?

É esta demagogia que leva os agentes Europeus e Internacionais a traçar um diagnóstico cinzento para Portugal. Em entrevista ao jornal “Financial Times”, o economista chefe DBRS diz que a nossa economia está presa a um “ciclo vicioso de dívida elevada, baixo crescimento e insuficientes reformas estruturais”.

Também o Ministro das Finanças Alemão, Wolfgang Schäuble, advertiu, recentemente, que o caminho deste Governo é de “grande risco”. Schäuble refere que os membros da Zona Euro devem respeitar as regras, como a redução do défice previstos e a contenção orçamental e não acredita que Portugal o faça no médio prazo.

O mais recente dos queixosos é a Comissão Europeia e o tema é a falta de informação no OE2017. O Governo prometeu um ajustamento estrutural na ordem dos 1.135 milhões de euros, mas a informação que chegou a Bruxelas só permite à Comissão ver um ajustamento de 190 milhões. Ou seja, há uma “pequena” diferença de 945 milhões que Costa e Centeno têm de justificar.

O rumo deste Governo é o maior fator de incerteza para Bruxelas, para os agentes económicos, investidores e consumidores. A ausência de uma estratégia para as finanças públicas, a instabilidade fiscal e ainda a falta de compromisso para com as metas económicas e regras europeias têm colocado a realidade financeira e fiscal portuguesa num ziguezague permanente.

A incontinência fiscal deste governo e a forma arbitrária como tem tentado angariar receita e reduzir despesa de curto prazo, criam incerteza e afastam aquilo que mais precisamos neste momento: investimento privado e estrangeiro.

A forma de estabilizar a economia passa por uma política fiscal estável e por políticas de estimulo fiscal que permitam atrair capital estrangeiro, e ainda consolidar o tecido empresarial português. Só com previsibilidade fiscal e uma fiscalidade atrativa, podemos atrair investimento para voltar à trajetória de crescimento da economia.

A proposta de OE2017 revela um caminho sinuoso entre a demagogia de quem tudo promete e o cinismo de quem finge respeitar as regras europeias. Assim vai Portugal…


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Fidel e Marcelo, um encontro de amizade


Presidente português e o Comandante cubano testemunham a amizade entre os dois povos, nesta exclusiva foto do Granma, o orgão oficial do Comité Central do Partido Comunista de Cuba!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

o "amigo" da Galp (devedora ao Estado em mais de 100 milhões de euros) e secretário de Estado Rocha Andrade, "entala" o 1ºministro António Costa


o "ajudante" de Mário Centeno não quer sair da geringonça pela porta dos fundos.
Mas vai ter que responder ao "fulminante" ataque do histórico dirigente do PSD, Marques Guedes!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

30% Gasolina...70% Impostos.



Sabiam que cerca de 70% do valor dos combustíveis são impostos?

Sabiam que a gasolina portuguesa é a segunda da UE com impostos mais pesados?

Como diz o nosso 1º Ministro, "Palavra dada é palavra honrada."



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Devia ser proibido ser taxista...

Sim, porque conduzir um taxi é diferente de ser taxista.

Ser taxista em Portugal fica bem definido nesta imagem...

(podes ver uma definição mais exata neste link)


sábado, 8 de outubro de 2016

Lisboa...o início do fim!



Lisboa é naturalmente uma câmara municipal apetecível do ponto de vista estratégico para qualquer dirigente partidário. Aliás, da autarquia lisboeta já saiu um Presidente da República (Jorge Sampaio) e dois primeiros-ministros (Pedro Santana Lopes e António Costa), o que revela a verdadeira vocação da autarquia para “alavancar” carreiras políticas.

A candidatura à Câmara de Lisboa por parte de Assunção Cristas pode revelar-se um indicador ou até um sinal “divino” no sentido de revermos o cenário de 2001 em que, por antecipação, o então líder do CDS/PP, Paulo Portas avançou com uma candidatura autónoma, procurando assim afirmar-se na liderança do CDS e tentando condicionar o PSD de Durão Barroso.

O resultado para o CDS foi dramático com Paulo Portas a conseguir apenas cerca de 7% dos votos e vendo o PSD conseguir ganhar a Câmara Municipal de Lisboa pela mão de Pedro Santana Lopes, que vinha de uma experiência autárquica muito bem-sucedida na Figueira da Foz. Recordo que Santana Lopes venceu João Soares que era um ativo do PS muito mais forte do que é hoje Fernando Medina.

Ser líder de um partido e candidata a Lisboa condiciona tudo ao resultado eleitoral e não creio que os centristas estejam esperançados numa vitória em Lisboa, muito menos sem o apoio do parceiro PSD. A derrota do CDS/PP é o resultado anunciado e apenas está em causa se será com 4% (como revelam os números do CDS nas sondagens nacionais) ou se consegue atingir o resultado de 7% de Paulo Portas (algo a roçar a utopia). Nos dois cenários, a derrota será sempre da líder do partido e as consequências são óbvias. Demissão e abrir caminho a Nuno Melo.

Quanto ao PSD terá de encontrar um candidato que tenha perfil e capacidade para vencer a corrida à capital, mas no tempo que o mesmo PSD já havia definido em Conselho Nacional. Ou seja, lá para o 1.º trimestre de 2017. Esta conjuntura pode ter dado, involuntariamente, a ajuda que faltava para motivar alguns potenciais candidatos da área do PSD. Os ativos sociais-democratas são imensos e desenganem-se os que pensam que não aparecerá uma candidatura vencedora.

Este “golpe” de Assunção Cristas e as movimentações apressadas do PS de Lisboa, que logo veio atacar a candidatura da centrista, revelam que, afinal, o nervosismo está lá e a preocupação de perder também. Como factos quase assumidos temos a provável ausência de coligação do PCP e do BE com o PS, não havendo assim (em tese) uma reconstituição da gerigonça ao nível local. 

O PCP terá de apresentar um candidato fortíssimo para garantir um resultado que lhe permita resistir eleitoralmente ou então agregar-se ao PS para garantir algumas juntas de freguesia em Lisboa. Já o BE vai, com certeza, apostar num candidato para cativar aquele que é o seu eleitorado tradicional, jovem e urbano, garantindo assim a pressão sobre o PS e a sua influência na geringonça, mas não ameaçando Medina.

Com esta pulverização de votos à esquerda o grande beneficiado pode mesmo ser o PSD. Uma coisa é certa: o cenário a que os portugueses assistiram a nível nacional – com a formação de um Governo excluindo quem havia ganho as eleições – não se repetirá em Lisboa, uma vez que a lei eleitoral, no caso das autarquias locais, não o permite, pois é eleito presidente o cidadão melhor posicionado na lista vencedora. 

Portanto, para ganhar Lisboa basta mais um voto. Apenas isso e aí, no “campeonato” de quem pode ganhar, só duas forças o disputam. O PS e o PSD.

Assim vai Lisboa...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

MAAT, 5 euros até março


é o preço da entrada para ver o novo museu de Lisboa, o MAAT, um projecto da britânica Amanda Levete!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Kristalina Georgieva, a próxima secretária-geral da ONU?


substituída Irina Bokova, a nova candidata búlgara tem o apoio da Sra Merkel e é uma séria "ameaça" para as aspirações do português António Guterres, ao mais alto cargo do palácio de vidro de Nova Iorque!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

"porrada não vai faltar": a palavra de ordem da Antral e do PCP na greve de 10 de outubro


é a resposta dos táxistas ao governo do Costa, após o anúncio do ministro dos transportes quanto à legalização das plataformas de transporte, Uber incluída!
E aqui está o Partido Comunista a mostrar um cartão quase " vermelho" aos socialistas do largo do rato!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Haja Descaramento em Lisboa





Dizem os Lisboetas que existe algum autismo e indiferença de Fernando Medida e do executivo da CML para com quem vivem, trabalha, estuda e visita Lisboa.

Eu diria que uma imagem vale mais do que mil palavras



Assim vai Lisboa...

"Eu e os políticos"


debaixo de "fogo", o novo livro do fundador do SOL, José António Saraiva!

Quando um país inteiro ainda não está preparado para tanta sabedoria... #impostoMortágua



É triste, é muito triste. Deve ser muito frustrante saber que há um país inteiro a ter a infelicidade, a ter a incapacidade de compreender tanta sabedoria. No fundo é um desperdício.

Tal como existem associações de apoio a super dotados, a Mortágua já formava uma com o Pacheco Pereira...

O Atropelo de Medina e companhia...

O Executivo Socialista na Câmara de Lisboa, liderado por Fernando Medina, decidiu, contra tudo e contra todos, avançar com a construção de ciclovias em cima dos passeios na Avenida Fontes Pereira de Mello


Foi contra a Legislação Nacional mais recente nesta matéria, que promove a segurança dos ciclistas e peões enquanto utilizadores do espaço publico. 
"...Os veículos, incluindo os velocipedes, só podem circular nos passeios desde que o acesso aos prédios o exija ..." Art 17º Lei n.º 72/2013"

Fernando Medina e Manuel Salgado, contrariam também a posição de inúmeras associações de ciclistas, que sempre defenderam que "As ciclovias não devem ser construídas sobre os passeios, para evitar conflitos com os peões....", MUBI em 4 de Maio de 2016.


Um verdadeiro atropelo de Fernando Medina.

Assim vai Lisboa...MAL!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

E o trânsito Medina?


Hoje comemora-se o Dia Europeu Sem Mortes na Estrada.
Segundo os dados estatísticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, nos últimos anos e, contabilizando por concelho (2010 a 2014), temos para o Concelho de Lisboa infelizmente, um numero drasticamente elevado de vítimas mortais – cerca de 75.
Entre 2010 e 2013, registaram-se na Cidade de Lisboa, 27 acidentes mortais envolvendo peões.

Importa pois saber como esta questão, extremamente sensível e dolorosa de enfrentar para muitos, está a ser tratada e resolvida por este Executivo e assim, esclarecer o ponto de situação do Plano Municipal de Segurança Rodoviária para a Cidade de Lisboa, que tinha em 2008, por missão, identificar e reduzir os pontos negros e de conflito na Cidade.
Importa ainda recordar que, em Maio de 2007 o Executivo Socialista apresentava na comunicação Social, com grande destaque a listagem dos Pontos Negros na Cidade de Lisboa e a sua imensa a vontade combater esses elevados números.
De uma longa lista, destaco alguns que pela sua importância em termos de índice de gravidade tardam em ser corrigidos. Como exemplo temos o Cruzamento da Avenida Gago Coutinho com a Avenida EUA, que em apenas um dia, teve a ocorrência de dois acidentes graves e, infelizmente, com vitimas mortais em ambos.
Outro exemplo, também ele infelizmente caricato, foi detectado em 2008 na 2ª Circular. Ironicamente, o mesmo não estará contemplado na intervenção agora “suspensa”, estamos a falar da Entrada do Campo Grande na Segunda Circular / sentido Aeroporto.
Prioridades invertidas e falta de visão estratégica para a cidade são evidentes. Quanto à mobilidade e trânsito importa não deixar esquecer a necessidade urgente de pensar a Lisboa dos peões, mas também dos automobilistas.
Aproveitemos este dia para não deixar cair no esquecimento a memória dos que faleceram e ainda a necessidade de melhorar.
Assim Vai Lisboa...MAL!!!

Afinal, alguem esta a mentir!


O "saque" 'a Mortagua foi acordado com o governo.
Ai Costa, Costa...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tanta conversa para nada, afinal a 2ª circular já tem árvores no separador central

Já se percebeu porque é que o Medina cancelou o contrato para as obras na 2ª circular, parece que afinal o separador central já tem árvores...

(apesar do trânsito estar parado, como é hábito em Lisboa, a foto foi tirada pelo passageiro do banco de trás e não pelo condutor do veículo, que é um estrito cumpridor da lei e nunca pegaria no telemóvel para fotografar a florestas da 2ª circular) 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Cada um dá atenção àquilo que quer...


Este pseudo liberalismo de alguma esquerda chega a ser cansativo. 

Ora o bruquini é um direito cultural, ora é um ato de opressão à mulher. Já não se percebe nada. Mas afinal era suposto a atleta ter ido de burquini?


Onde andam as referências do PSD?

Nos tempos que correm parece claro o afastamento dos eleitores em relação aos partidos políticos. Para contrapor esse afastamento é necessário que se reanimem as principais referências dos partidos políticos por forma a reativar relações de confiança que existiam desde o 25 de abril de 1974.

Nesta perspetiva, todos os partidos têm perdido referências. No entanto, o PPD/PSD é seguramente o que tem sido mais penalizado. Senão, vejamos. Desde 2011, pela mão de Pedro Passos Coelho, o partido tem tentado (a meu ver bem) renovar as suas estruturas, mas, na prática, a forma como essa renovação tem vindo a ser conduzida está a afastar muitas das grandes referências do principal partido português.

A mentalidade de uma grande maioria de dirigentes defende, na retórica, a necessidade de ter presente as referências do PPD/PSD. Porém, a “práxis” revela que apenas se têm usado as ditas referências para alavancar resultados eleitorais, não lhes dando, verdadeiramente, a possibilidade de voltarem a intervir e decidir no presente e para o futuro.

Quando falo de referências, refiro-me a pessoas que construíram o PPD/PSD e que o recriaram ao longo destes 42 anos de Democracia.

Refiro-me a referências como Aníbal Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, Leonor Beleza, Fernando Nogueira, Miguel Cadilhe, Miguel Beleza, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite, Paulo Teixeira Pinto, Ferreira do Amaral, Rui Rio, Ângelo Correia, Pedro Roseta, Morais Sarmento, Mira Amaral, Luís Filipe Menezes, António Capucho, Isaltino Morais, Carlos Pimenta, Macário Correia, Silva Peneda, Eduardo Catroga, Graça Carvalho, Luís Filipe Pereira, Mota Amaral, Alberto João Jardim, Guilherme Silva, Carlos Tavares, João de Deus Pinheiro, David Justino e Pedro Lynce.

Estas figuras, a par de outras mais presentes, fazem parte da história do PPD/PSD e representam as referências da social-democracia que ao longo dos últimos anos definiram o rumo de Portugal nas mais diversas áreas de intervenção. São para mim e para a minha geração (1974) os faróis do PPD/PSD e aqueles que, na perspectiva de quem quer realmente evoluir, ainda muito podem dar ao futuro de Portugal.

A revitalização de uma qualquer estrutura passa naturalmente pela inclusão de sangue novo, mas não pode abdicar de ter o “cimento” das referências que permitem uma transição para o futuro assente nos valores e princípios que compõem o ADN dessa mesma estrutura. Assim deve ser também com o PPD/PSD.

Pergunto-me como pode um jovem que passou a maior parte da sua vida a estudar e por detrás de um computador cativar a atenção de um ancião de uma freguesia rural, que viveu intensamente o 25 de abril de 1974?

Como pode o mesmo jovem motivar um social-democrata que assistiu e participou na constituição da Aliança Democrática por Sá Carneiro, em 1979?

Como pode o mesmo jovem cativar a atenção de um qualquer português que viu partir a maior referência da social-democracia, num longínquo acidente de avião em Camarate, a 4 de Dezembro de 1980?
Como pode um jovem dirigente perceber a dimensão do feito de Aníbal Cavaco Silva que viu os portugueses atribuírem, nas eleições de Julho de 1987, a primeira maioria absoluta ao PPD/PSD com 50,2% dos votos?

Como pode um jovem perceber as consequências para o PPD/PSD da difícil decisão de Durão Barroso, em Junho de 2004, quando se demitiu para mais tarde ser eleito o 12º Presidente da Comissão Europeia?

Como pode a geração mais nova perceber as tremendas dificuldades que teve Pedro Santana Lopes no XVI Governo Constitucional, que culminou num erro histórico de Jorge Sampaio com graves consequências para o PPD/PSD e para Portugal?

Como pode a geração da década de 70 reanimar um partido politico, essencial na democracia portuguesa, sem o recurso às essenciais referências do PPD/PSD que constituíram estes momentos históricos e fundamentais da nossa Democracia?

Só vejo uma maneira. Voltar a chamar à intervenção política essas referências. Agora também é importante que algumas dessas referências, que muito devem ao PSD, estejam disponíveis para os desafios mais difíceis, retribuindo assim de forma justa e ajudando a reforçar a relação de confiança do PSD com os eleitores.


Havendo a humildade e disponibilidade de todos devemos então partilhar o presente, sem receios, porque só assim haverá garantia de futuro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Cimeira de Bratislava: a UE numa encruzilhada?


27 Estados membros da Uniao Europeia discutem o futuro da Uniao, depois da saida do Reino Unido.
Merkel avisa:" a UE esta numa situaçao critica".

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os novos "cobradores de fraque" de António Costa


Mariana Mortágua ( BE) e Paulo Sá ( PCP), são agora os novos "cobradores de fraque" do governo PS: mais impostos sobre o património mobiliário e imobiliário estão a caminho,já no orçamento de 2017!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

"Quem me avisa...


meu amigo é"!

o velho ditado popular bem pode ser aplicado a este "conselho" de Marcelo ao Juiz Carlos Alexandre: porque se o super-juiz não quer, intencionalmente. criar o argumento de "suspeição" à defesa de Sócrates, no mega processo Marquês, o melhor seria manter-se calado até ao fim!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

as "negociatas" dos helicopteros Kamov


levam a demissao do presidente da ANPC, o major.general Francisco Grave.
Oxala a Forca Aerea Portuguesa assuma no futuro a missao patriotica na defesa da floresta do pais.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

"converter a Justiça em prioridade politica"


na abertura do novo ano judicial é este o milagre que o Presidente da República espera ver realizado na sociedade portuguesa.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pior cego é o que não quer ver



Chegamos ao final de agosto e temos a noticia de que a dívida pública portuguesa subiu para os 131,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre, acima dos 128,9% registados no final de 2015, segundo dados do Banco de Portugal. Estes dados são também confirmados pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), o que não deixa margem para qualquer dúvida.

A dívida pública estimada no primeiro semestre terá atingido, em termos absolutos, os 240.100 milhões de euros, um acréscimo de 8700 milhões de euros face ao final de 2015.

No Programa de Estabilidade 2016-2020, o atual Governo comprometeu-se com uma redução da dívida pública para os 124,8% este ano, um objetivo que está 6,8% abaixo do valor registado na primeira metade do ano. Também quanto ao crescimento, a previsão do Governo que era de 1,6%, falhou redondamente atingindo apenas 0,8%.

Para agravar o cenário macroeconómico temos a agência canadiana DBRS a alertar para a possibilidade de rever o “rating” de Portugal, o que colocaria o país numa situação muito fragilizada. Recordo que uma descida do “rating” para o nível “lixo”, por parte da DBRS, fará automaticamente com que as obrigações soberanas de Portugal deixem de ser elegíveis para a compra do Banco Central Europeu (BCE). Ou seja, deixamos de ter acesso ao financiamento, por via da aquisição de dívida soberana que o BCE vem fazendo. 

Começa a ficar claro que a estratégia defendida pelo atual Governo não está a dar resultado. A inversão de reformas chave, a implementação de medidas que aumentam a despesa (sem a respetiva compensação de acréscimo de receita), o estímulo ao consumo como solução (falhada) para a revitalização da economia (que tem aumentado o endividamento das famílias), o aumento de impostos indiretos (exemplo dos combustíveis), as alterações ao IMI que agravam ainda mais a tributação, a manutenção da taxa do IRC (prejudicando as empresas e retraindo o investimento privado), consubstanciam, factualmente, o fracasso da atual política económica e financeira do Governo.

Por mais que venham os partidos que suportam o Governo referir que estamos no caminho certo, a inevitabilidade dos resultados negativos não deixa margem para populismo barato. Até as melhores previsões sobre a dívida pública do FMI e OCDE de 128,9% do PIB e a previsão da Comissão Europeia de 126% do PIB foram já ultrapassadas e ainda vamos a meio do ano.

António Costa estará a preparar uma estratégia para encarar a negociação do Orçamento de Estado de 2017, que poderá culminar na demissão do Governo, garantindo assim eleições antecipadas enquanto ainda goza de alguma popularidade.

Catarina Martins, por seu turno, já está a ensaiar o discurso de rutura e revela-nos agora (pasme-se o descaramento) que se arrepende todos os dias de fazer parte da geringonça. Também Jerónimo de Sousa já veio avisar que dificilmente aprovará um Orçamento que traga mais constrangimentos “à classe trabalhadora”.

Ora, só falta mesmo uma oposição que comprove aquilo que as evidências têm feito. A forma envergonhada como se apresentam alternativas são demasiado confrangedoras. Não bastam as evidências de que o anterior Governo estava a garantir mais estabilidade económica, financeira e (a médio prazo) social. É necessário apresentar de novo um projeto alternativo, adaptado às novas realidades e sem receio de algumas mudanças.

Este é o tempo de começar a preparar uma alternativa credível para apresentar aos portugueses em contraponto à atual política da geringonça. Depois dependerá da escolha dos eleitores.
Diz o ditado popular que “o pior cego é aquele que não quer ver”. Para reforçar este sábio ditado deixo aqui uma reflexão que define claramente a gravidade da situação atual.


Com este Governo a dívida pública cresce 1,4 milhões de euros por hora e 33,6 milhões por dia. Só não vê quem não quer.


Artigo publicado no Jornal Económico OJE:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

No navio militar português, Álvares Cabral, 22 flexões por dia!

http://www.tsf.pt/sociedade/interior/-forcas-armadas-pedem-flexoes-a-civis-5357473.html
em homenagem a quem têm uma profissão de risco.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Impeachment de Dilma Rousseff na etapa final


Senado em Brasília inicia hoje, 25 de agosto, o julgamento de Dilma: 54 votos a favor determinarão o afastamento definitivo  da sucessora de Lula da Silva.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Da última vez a culpa foi da empregada ucraniana, qual será a razão desta vez? #putinatwar #putin






Parece que o Putin resolveu reacender o conflito na Ucrânia (Lê mais aqui e aqui), talvez aproveitando os desentendimentos na Europa com o Brexit, ou mesmo facto de acreditar que pode vir a ter um aliado de peso nos Estados Unidos, caso o Trump ganhe.

A verdade é que quando se substituiu à comunidade internacional no combate ao DAESH na Síria, houve uma diminuição da animosidade contra o Putin, que tinha surgido com a sua intervenção na crise da Ucrânia. Agora, parece que ele começa a tentar capitalizar com isso.

Veremos como reage a Europa... (ou o que resta dela)

Já escrevi sobre a crise da ucrânia aqui, aqui e aqui.






segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Sovietização de Portugal



Em plena “silly season” quase tem passado despercebida mais uma fase da campanha de “Sovietização” de Portugal, levada a cabo pelo atual Governo e pelos partidos que o suportam.
Desde o aumento dos combustíveis (como se só os ricos tivessem carros) ao aumento do IMI para quem tem mais sol (mesmo para quem vive em Porto Brandão e Trafaria), passando pelas “bolas de Berlim”, até à banalização da promiscuidade entre governantes e empresas privadas (como se pagar viagens a secretários de Estado fosse normal), todos temos estado sujeitos à “Sovietização” estando sob o efeito placebo provocador de uma dormência generalizada na sociedade portuguesa.
Hoje, se consumimos somos tributados. Se trabalhamos somos pesadamente tributados. Se acumulamos poupança consideram-nos ricos, portanto, somos tributados. Se adquirimos casa própria somos ricos, portanto, somos tributados.
O Governo descobriu uma nova classe de ricos. São os mais de 75% de portugueses que têm casa própria. São os 50% de portugueses que têm automóvel. São os cerca de 25% de portugueses que fumam. São os cerca de 25% de portugueses que consomem pelo menos uma bebida alcoólica por dia. São os cerca de 25% de portugueses com seguros de saúde privados.
Importa recordar que o PS nas legislativas de 2015 obteve 1.747.685 votos. Ou seja, aqueles que têm levado a cabo a “Sovietização” de Portugal representam bem menos do que os 7,5 milhões de portugueses com casa própria; do que os 5 milhões de portugueses que têm automóvel; do que os 2,5 milhões que fumam; do que os 2,5 milhões que consomem álcool (moderadamente), e bem menos do que os 2,5 milhões que têm seguros de saúde privados.
Desta análise estamos a excluir ainda as nossas empresas e, principalmente, as PME que representam mais de 80% do nosso tecido empresarial e que têm visto serem agravadas as tributações às mais diversas atividades, além do eterno e pesado IRC.
O processo de “Sovietização” em curso parece querer o regresso ao modelo falhado do “socialismo real” aplicado na antiga União Soviética, que defendia o controlo económico e social através do poder musculado. O resultado final foi o paradigma do falhanço socialista.
Este processo tem também nuances do modelo cubano onde o estado, teoricamente, se apresenta como popular, socialista, defensor dos interesses dos trabalhadores e distribuidor da riqueza. Os resultados de Cuba são também um bom exemplo da miséria do socialismo com caracter totalitarista.
Mas o mais bizarro na “Sovietização” em curso são os traços do modelo venezuelano. É evidente no discurso da geringonça a defesa da política de estímulo ao consumo interno que no caso venezuelano teve o resultado de uma inflação brutal. Outro traço comum ao regime venezuelano é a despreocupação quanto ao equilíbrio da balança comercial, traduzindo-se isso num aumento das importações. Este desequilíbrio levará a um estrangulamento da iniciativa privada e, com isso, à diminuição do peso do setor privado, reduzindo o investimento e baixando a capacidade produtiva, aumentando o desemprego e, por consequência, a pobreza.
Afinal, o que nos tem trazido este processo de “Sovietização”? Temos mais desemprego (dados do INE); aumentou a dívida publica pelo 4.º mês consecutivo (dados do BdP); as exportações estão em queda (dados do INE); a poupança está em valores negativos, algo que não sucedia desde 1995 (dados do INE); o investimento cai pela 1.ª vez desde 2013 (dados do INE); a confiança dos consumidores voltou a cair (dados da CE); a atividade económica está com valores negativos, algo que não sucedia desde 2013 (dados do BdP). E a tudo isto ainda devemos acrescentar o aumento do número de famílias sobre-endividadas, resultado do estímulo ao consumo apregoado pelo Governo (dados da DECO).
Afinal, estamos pior e parece que a “Sovietização” que o Governo quer impor está a condenar Portugal ao fracasso. Até lá, veremos se escrever um artigo de opinião não passará também a pagar imposto.


Artigo publicado no jornal económico OJE

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Justiça Fiscal???

Sem qualquer tipo de demagogia...
Justiça fiscal???


Aqui vemos um fiscal das finanças a multar um vendedor de bolas por não passar fatura. A ordem vem do Secretário de estado dos assuntos fiscais, Rocha Andrade. 

O mesmo secretário de estado que ordenou a fiscalização dos vendedores de bolas de berlim parece que aceitou um presente de valor elevado de uma empresa (GALP) com a qual o estado tem uma disputa fiscal.

Esperemos que seja condenado a pagar, no mínimo, a mesma multa que o vendedor de bolas de berlim.

Claro que o mais "justo" para os vendedores de bolas ( e para os contribuintes) seria o secretário de estado demitir-se.
Por muito menos vimos João Soares, empurrado por António Costa, demitir-se. 

Veremos se existem consequências.