segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Onde andam as referências do PSD?

Nos tempos que correm parece claro o afastamento dos eleitores em relação aos partidos políticos. Para contrapor esse afastamento é necessário que se reanimem as principais referências dos partidos políticos por forma a reativar relações de confiança que existiam desde o 25 de abril de 1974.

Nesta perspetiva, todos os partidos têm perdido referências. No entanto, o PPD/PSD é seguramente o que tem sido mais penalizado. Senão, vejamos. Desde 2011, pela mão de Pedro Passos Coelho, o partido tem tentado (a meu ver bem) renovar as suas estruturas, mas, na prática, a forma como essa renovação tem vindo a ser conduzida está a afastar muitas das grandes referências do principal partido português.

A mentalidade de uma grande maioria de dirigentes defende, na retórica, a necessidade de ter presente as referências do PPD/PSD. Porém, a “práxis” revela que apenas se têm usado as ditas referências para alavancar resultados eleitorais, não lhes dando, verdadeiramente, a possibilidade de voltarem a intervir e decidir no presente e para o futuro.

Quando falo de referências, refiro-me a pessoas que construíram o PPD/PSD e que o recriaram ao longo destes 42 anos de Democracia.

Refiro-me a referências como Aníbal Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, Leonor Beleza, Fernando Nogueira, Miguel Cadilhe, Miguel Beleza, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite, Paulo Teixeira Pinto, Ferreira do Amaral, Rui Rio, Ângelo Correia, Pedro Roseta, Morais Sarmento, Mira Amaral, Luís Filipe Menezes, António Capucho, Isaltino Morais, Carlos Pimenta, Macário Correia, Silva Peneda, Eduardo Catroga, Graça Carvalho, Luís Filipe Pereira, Mota Amaral, Alberto João Jardim, Guilherme Silva, Carlos Tavares, João de Deus Pinheiro, David Justino e Pedro Lynce.

Estas figuras, a par de outras mais presentes, fazem parte da história do PPD/PSD e representam as referências da social-democracia que ao longo dos últimos anos definiram o rumo de Portugal nas mais diversas áreas de intervenção. São para mim e para a minha geração (1974) os faróis do PPD/PSD e aqueles que, na perspectiva de quem quer realmente evoluir, ainda muito podem dar ao futuro de Portugal.

A revitalização de uma qualquer estrutura passa naturalmente pela inclusão de sangue novo, mas não pode abdicar de ter o “cimento” das referências que permitem uma transição para o futuro assente nos valores e princípios que compõem o ADN dessa mesma estrutura. Assim deve ser também com o PPD/PSD.

Pergunto-me como pode um jovem que passou a maior parte da sua vida a estudar e por detrás de um computador cativar a atenção de um ancião de uma freguesia rural, que viveu intensamente o 25 de abril de 1974?

Como pode o mesmo jovem motivar um social-democrata que assistiu e participou na constituição da Aliança Democrática por Sá Carneiro, em 1979?

Como pode o mesmo jovem cativar a atenção de um qualquer português que viu partir a maior referência da social-democracia, num longínquo acidente de avião em Camarate, a 4 de Dezembro de 1980?
Como pode um jovem dirigente perceber a dimensão do feito de Aníbal Cavaco Silva que viu os portugueses atribuírem, nas eleições de Julho de 1987, a primeira maioria absoluta ao PPD/PSD com 50,2% dos votos?

Como pode um jovem perceber as consequências para o PPD/PSD da difícil decisão de Durão Barroso, em Junho de 2004, quando se demitiu para mais tarde ser eleito o 12º Presidente da Comissão Europeia?

Como pode a geração mais nova perceber as tremendas dificuldades que teve Pedro Santana Lopes no XVI Governo Constitucional, que culminou num erro histórico de Jorge Sampaio com graves consequências para o PPD/PSD e para Portugal?

Como pode a geração da década de 70 reanimar um partido politico, essencial na democracia portuguesa, sem o recurso às essenciais referências do PPD/PSD que constituíram estes momentos históricos e fundamentais da nossa Democracia?

Só vejo uma maneira. Voltar a chamar à intervenção política essas referências. Agora também é importante que algumas dessas referências, que muito devem ao PSD, estejam disponíveis para os desafios mais difíceis, retribuindo assim de forma justa e ajudando a reforçar a relação de confiança do PSD com os eleitores.


Havendo a humildade e disponibilidade de todos devemos então partilhar o presente, sem receios, porque só assim haverá garantia de futuro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Cimeira de Bratislava: a UE numa encruzilhada?


27 Estados membros da Uniao Europeia discutem o futuro da Uniao, depois da saida do Reino Unido.
Merkel avisa:" a UE esta numa situaçao critica".

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os novos "cobradores de fraque" de António Costa


Mariana Mortágua ( BE) e Paulo Sá ( PCP), são agora os novos "cobradores de fraque" do governo PS: mais impostos sobre o património mobiliário e imobiliário estão a caminho,já no orçamento de 2017!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

"Quem me avisa...


meu amigo é"!

o velho ditado popular bem pode ser aplicado a este "conselho" de Marcelo ao Juiz Carlos Alexandre: porque se o super-juiz não quer, intencionalmente. criar o argumento de "suspeição" à defesa de Sócrates, no mega processo Marquês, o melhor seria manter-se calado até ao fim!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

as "negociatas" dos helicopteros Kamov


levam a demissao do presidente da ANPC, o major.general Francisco Grave.
Oxala a Forca Aerea Portuguesa assuma no futuro a missao patriotica na defesa da floresta do pais.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

"converter a Justiça em prioridade politica"


na abertura do novo ano judicial é este o milagre que o Presidente da República espera ver realizado na sociedade portuguesa.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pior cego é o que não quer ver



Chegamos ao final de agosto e temos a noticia de que a dívida pública portuguesa subiu para os 131,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre, acima dos 128,9% registados no final de 2015, segundo dados do Banco de Portugal. Estes dados são também confirmados pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), o que não deixa margem para qualquer dúvida.

A dívida pública estimada no primeiro semestre terá atingido, em termos absolutos, os 240.100 milhões de euros, um acréscimo de 8700 milhões de euros face ao final de 2015.

No Programa de Estabilidade 2016-2020, o atual Governo comprometeu-se com uma redução da dívida pública para os 124,8% este ano, um objetivo que está 6,8% abaixo do valor registado na primeira metade do ano. Também quanto ao crescimento, a previsão do Governo que era de 1,6%, falhou redondamente atingindo apenas 0,8%.

Para agravar o cenário macroeconómico temos a agência canadiana DBRS a alertar para a possibilidade de rever o “rating” de Portugal, o que colocaria o país numa situação muito fragilizada. Recordo que uma descida do “rating” para o nível “lixo”, por parte da DBRS, fará automaticamente com que as obrigações soberanas de Portugal deixem de ser elegíveis para a compra do Banco Central Europeu (BCE). Ou seja, deixamos de ter acesso ao financiamento, por via da aquisição de dívida soberana que o BCE vem fazendo. 

Começa a ficar claro que a estratégia defendida pelo atual Governo não está a dar resultado. A inversão de reformas chave, a implementação de medidas que aumentam a despesa (sem a respetiva compensação de acréscimo de receita), o estímulo ao consumo como solução (falhada) para a revitalização da economia (que tem aumentado o endividamento das famílias), o aumento de impostos indiretos (exemplo dos combustíveis), as alterações ao IMI que agravam ainda mais a tributação, a manutenção da taxa do IRC (prejudicando as empresas e retraindo o investimento privado), consubstanciam, factualmente, o fracasso da atual política económica e financeira do Governo.

Por mais que venham os partidos que suportam o Governo referir que estamos no caminho certo, a inevitabilidade dos resultados negativos não deixa margem para populismo barato. Até as melhores previsões sobre a dívida pública do FMI e OCDE de 128,9% do PIB e a previsão da Comissão Europeia de 126% do PIB foram já ultrapassadas e ainda vamos a meio do ano.

António Costa estará a preparar uma estratégia para encarar a negociação do Orçamento de Estado de 2017, que poderá culminar na demissão do Governo, garantindo assim eleições antecipadas enquanto ainda goza de alguma popularidade.

Catarina Martins, por seu turno, já está a ensaiar o discurso de rutura e revela-nos agora (pasme-se o descaramento) que se arrepende todos os dias de fazer parte da geringonça. Também Jerónimo de Sousa já veio avisar que dificilmente aprovará um Orçamento que traga mais constrangimentos “à classe trabalhadora”.

Ora, só falta mesmo uma oposição que comprove aquilo que as evidências têm feito. A forma envergonhada como se apresentam alternativas são demasiado confrangedoras. Não bastam as evidências de que o anterior Governo estava a garantir mais estabilidade económica, financeira e (a médio prazo) social. É necessário apresentar de novo um projeto alternativo, adaptado às novas realidades e sem receio de algumas mudanças.

Este é o tempo de começar a preparar uma alternativa credível para apresentar aos portugueses em contraponto à atual política da geringonça. Depois dependerá da escolha dos eleitores.
Diz o ditado popular que “o pior cego é aquele que não quer ver”. Para reforçar este sábio ditado deixo aqui uma reflexão que define claramente a gravidade da situação atual.


Com este Governo a dívida pública cresce 1,4 milhões de euros por hora e 33,6 milhões por dia. Só não vê quem não quer.


Artigo publicado no Jornal Económico OJE:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

No navio militar português, Álvares Cabral, 22 flexões por dia!

http://www.tsf.pt/sociedade/interior/-forcas-armadas-pedem-flexoes-a-civis-5357473.html
em homenagem a quem têm uma profissão de risco.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Impeachment de Dilma Rousseff na etapa final


Senado em Brasília inicia hoje, 25 de agosto, o julgamento de Dilma: 54 votos a favor determinarão o afastamento definitivo  da sucessora de Lula da Silva.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Da última vez a culpa foi da empregada ucraniana, qual será a razão desta vez? #putinatwar #putin






Parece que o Putin resolveu reacender o conflito na Ucrânia (Lê mais aqui e aqui), talvez aproveitando os desentendimentos na Europa com o Brexit, ou mesmo facto de acreditar que pode vir a ter um aliado de peso nos Estados Unidos, caso o Trump ganhe.

A verdade é que quando se substituiu à comunidade internacional no combate ao DAESH na Síria, houve uma diminuição da animosidade contra o Putin, que tinha surgido com a sua intervenção na crise da Ucrânia. Agora, parece que ele começa a tentar capitalizar com isso.

Veremos como reage a Europa... (ou o que resta dela)

Já escrevi sobre a crise da ucrânia aqui, aqui e aqui.






segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Sovietização de Portugal



Em plena “silly season” quase tem passado despercebida mais uma fase da campanha de “Sovietização” de Portugal, levada a cabo pelo atual Governo e pelos partidos que o suportam.
Desde o aumento dos combustíveis (como se só os ricos tivessem carros) ao aumento do IMI para quem tem mais sol (mesmo para quem vive em Porto Brandão e Trafaria), passando pelas “bolas de Berlim”, até à banalização da promiscuidade entre governantes e empresas privadas (como se pagar viagens a secretários de Estado fosse normal), todos temos estado sujeitos à “Sovietização” estando sob o efeito placebo provocador de uma dormência generalizada na sociedade portuguesa.
Hoje, se consumimos somos tributados. Se trabalhamos somos pesadamente tributados. Se acumulamos poupança consideram-nos ricos, portanto, somos tributados. Se adquirimos casa própria somos ricos, portanto, somos tributados.
O Governo descobriu uma nova classe de ricos. São os mais de 75% de portugueses que têm casa própria. São os 50% de portugueses que têm automóvel. São os cerca de 25% de portugueses que fumam. São os cerca de 25% de portugueses que consomem pelo menos uma bebida alcoólica por dia. São os cerca de 25% de portugueses com seguros de saúde privados.
Importa recordar que o PS nas legislativas de 2015 obteve 1.747.685 votos. Ou seja, aqueles que têm levado a cabo a “Sovietização” de Portugal representam bem menos do que os 7,5 milhões de portugueses com casa própria; do que os 5 milhões de portugueses que têm automóvel; do que os 2,5 milhões que fumam; do que os 2,5 milhões que consomem álcool (moderadamente), e bem menos do que os 2,5 milhões que têm seguros de saúde privados.
Desta análise estamos a excluir ainda as nossas empresas e, principalmente, as PME que representam mais de 80% do nosso tecido empresarial e que têm visto serem agravadas as tributações às mais diversas atividades, além do eterno e pesado IRC.
O processo de “Sovietização” em curso parece querer o regresso ao modelo falhado do “socialismo real” aplicado na antiga União Soviética, que defendia o controlo económico e social através do poder musculado. O resultado final foi o paradigma do falhanço socialista.
Este processo tem também nuances do modelo cubano onde o estado, teoricamente, se apresenta como popular, socialista, defensor dos interesses dos trabalhadores e distribuidor da riqueza. Os resultados de Cuba são também um bom exemplo da miséria do socialismo com caracter totalitarista.
Mas o mais bizarro na “Sovietização” em curso são os traços do modelo venezuelano. É evidente no discurso da geringonça a defesa da política de estímulo ao consumo interno que no caso venezuelano teve o resultado de uma inflação brutal. Outro traço comum ao regime venezuelano é a despreocupação quanto ao equilíbrio da balança comercial, traduzindo-se isso num aumento das importações. Este desequilíbrio levará a um estrangulamento da iniciativa privada e, com isso, à diminuição do peso do setor privado, reduzindo o investimento e baixando a capacidade produtiva, aumentando o desemprego e, por consequência, a pobreza.
Afinal, o que nos tem trazido este processo de “Sovietização”? Temos mais desemprego (dados do INE); aumentou a dívida publica pelo 4.º mês consecutivo (dados do BdP); as exportações estão em queda (dados do INE); a poupança está em valores negativos, algo que não sucedia desde 1995 (dados do INE); o investimento cai pela 1.ª vez desde 2013 (dados do INE); a confiança dos consumidores voltou a cair (dados da CE); a atividade económica está com valores negativos, algo que não sucedia desde 2013 (dados do BdP). E a tudo isto ainda devemos acrescentar o aumento do número de famílias sobre-endividadas, resultado do estímulo ao consumo apregoado pelo Governo (dados da DECO).
Afinal, estamos pior e parece que a “Sovietização” que o Governo quer impor está a condenar Portugal ao fracasso. Até lá, veremos se escrever um artigo de opinião não passará também a pagar imposto.


Artigo publicado no jornal económico OJE

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Justiça Fiscal???

Sem qualquer tipo de demagogia...
Justiça fiscal???


Aqui vemos um fiscal das finanças a multar um vendedor de bolas por não passar fatura. A ordem vem do Secretário de estado dos assuntos fiscais, Rocha Andrade. 

O mesmo secretário de estado que ordenou a fiscalização dos vendedores de bolas de berlim parece que aceitou um presente de valor elevado de uma empresa (GALP) com a qual o estado tem uma disputa fiscal.

Esperemos que seja condenado a pagar, no mínimo, a mesma multa que o vendedor de bolas de berlim.

Claro que o mais "justo" para os vendedores de bolas ( e para os contribuintes) seria o secretário de estado demitir-se.
Por muito menos vimos João Soares, empurrado por António Costa, demitir-se. 

Veremos se existem consequências.

domingo, 31 de julho de 2016

ASSIM É FERNANDO MEDINA...

Fernando Medina segundo Pedro Bidarra.

Em Lisboa António Costa “(…) foi-se embora e deixou um sucessor. Como se a presidência da Câmara de Lisboa fosse um trono para ser herdado sem dar cavaco aos lisboetas.

Mas assim foi. E ao Costa sucedeu um herdeiro desconhecido que aparenta ser filho de sucessivos cruzamentos e consanguinidades socialistas. 

Uma figura branca, pálida, de voz fininha e cuja preocupação maior, talvez para compensar, pareça ser a de aparecer na fotografia e ter uma palavrinha televisiva sobre tudo o que é atualidades.

Um daqueles novos tipos políticos, com media training, daqueles que, quando falam, olham alternadamente - de vírgula em vírgula, de conjunção em conjunção - para a câmara da direita e para a câmara da esquerda.


Um não lisboeta. Um político crescido em corredores e não nos becos e vielas de Lisboa. Quando o príncipe herdeiro da Câmara Municipal de Lisboa chegou ao trono, nenhum lisboeta lhe conhecia, sequer, a voz. Não tardou a aparecer comentador na TVI.

E passámos a conhecê-la, a voz: é pequenina, sem corpo, sem interesse. Ultimamente, com o grande patrocínio do exemplar jornalismo dos dias, o principezinho anda a ser promovido como homem e apresentado como "dono da obra".

Aqui há atrasado, na capa da Revista do Expresso, lá estava ele numa catacumba lisboeta, de capacete como os homens e de telemóvel como os políticos, num multitasking competente e artisticamente encenado para parecer o homem que faz (parabéns aos assessores).

Atrás, em algumas fotografias e em alguns vídeos, apareciam o Manuel Salgado, o José Sá Fernandes e todo um suporting cast, a corte do dono da obra. É marketing e cheira a marketing. Cheira a sabonete, não cheira a Lisboa.

Há dias partilhava estas ideias com um amigo da esquerda, esquerda e ele, alarmado, disse-me: "Mas queres entregar a CML à direita?" Na verdade, não quero nem posso absolutamente nada. Mas gostava que CML estivesse nas mãos de alguém curricularmente lisboeta. Alguém que merecesse a cidade.

É nas autárquicas que estamos mais próximos da democracia. Os PM, os ministros e até os deputados não ouvem ninguém. Não têm o hábito nem a oportunidade. Estão longe da malta, passam muito tempo nos corredores onde apenas escutam as vozes uns dos outros e as previsíveis perguntas dos jornalistas.

Mas os autarcas ouvem porque a malta os encontra na rua (…). Os autarcas têm que ser da cidade. Não da televisão. O Medina é dos corredores que levam à televisão que leva de volta aos corredores. Não é da cidade.

Tenho a certeza absoluta, conhecendo o lisboeta, que se a direita, numa tarefa quase impossível, desencantasse um ou uma lisboeta decente (...) o Medina, o principezinho herdeiro, não teria a mínima hipótese. É que Lisboa não vai com qualquer um.”



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Bruxelas quer aumento do IVA, em Portugal


para garantir 450 milhões

Esta Europa não está pronta para um projeto Europeu

Quando leio notícias como a das reuniões apenas com os países fundadores da União Europeia para debater as consequências BREXIT, (lê mais aqui), não consigo deixa de me sentir incomodado. 

Mas somos uma união ou não? Porquê? Qual é a lógica de relegarem os restantes países para segundo plano?

Uma União que tinha como principal objetivo mitigar as diferenças existentes entre os diversos estados e evitar as guerras constantes que assolaram o continente europeu, parece estar mais preocupada em acentuar estas diferenças. 

Definitivamente esta não é a Europa do Adenauer, do Churchill, do Kohl, do d'Estaing, ou do Mitterrand. 

É incompreensível como é que em pleno século XXI continua a existir a necessidade de mostrar aos mais fracos quem manda, especialmente num momento em que a Europa é atacada e onde mais do que nunca deveria prevalecer a união (já escrevi sobre isto aqui).

Esta conversa das sanções é outra idiotice de uma Europa sem rumo. Ou seja, parece que esta Europa quer transmitir uma ideia simples: "Depois do BREXIT, vamos lá é garantir que aumenta o desconforto da opinião pública contra a União Europeia". 

Se o caminho natural do projeto europeu é o federalismo, onde o poder é partilhado, e onde largamos este estado de "chove mas não molha", os atuais cabecilhas desta coisa a que alguns chamam união estão mais preocupados em evitar que o Nigel Farage seja fotografado (já escrevi sobre o Brexit aqui).


Como é que é possível alguém pensar em sancionar qualquer país neste momento? (lê mais aqui)

Eu sei que esta coisa não é recente, já em 1919, no Tratado de Versalhes, a Europa e o Mundo se preocuparam mais em castigar, em sancionar, do que em resolver o problema. Mas acho que a história nos deveria ter ensinado que a hipocrisia não traz bom resultado.

É que se  houve 114 incumprimentodo pacto orçamental desde 1999, 11 vezes pela França, 10 vezes por Portugal, Polónia e Grécia, 8 pela Itália e 5 pela Alemanha, porque é que só agora se fala de sanções? O que é que esta malta pretende?

  (retirado da sic notícias, Comentário do Francisco Louçã)


Em Portugal, só há um beneficiado com isto, o Partido Socialista. Por isso, custa-me muito a acreditar que haja no PSD quem defenda, ou se sinta minimamente satisfeito com estas ameaças de sanções. A acontecer, esta será a desculpa que faltava para justificar a forma irresponsável com que o António Costa tem governado. 

Mesmo que não aconteça, a simples ameaça, na forma e momento em que está a ocorrer, indicia que a Europa pode estar perto do fim.


Esta Europa não está pronta para um projeto Europeu

Quando leio notícias como a das reuniões apenas com os países fundadores da União Europeia para debater as consequências BREXIT, (lê mais aqui), não consigo deixa de me sentir incomodado. 

Mas somos uma união ou não? Porquê? Qual é a lógica de relegarem os restantes países para segundo plano?

Uma União que tinha como principal objetivo mitigar as diferenças existentes entre os diversos estados e evitar as guerras constantes que assolaram o continente europeu, parece estar mais preocupada em acentuar estas diferenças. 

Definitivamente esta não é a Europa do Adenauer, do Churchill, do Kohl, do d'Estaing, ou do Mitterrand. 

É incompreensível como é que em pleno século XXI continua a existir a necessidade de mostrar aos mais fracos quem manda, especialmente num momento em que a Europa é atacada e onde mais do que nunca deveria prevalecer a união (já escrevi sobre isto aqui).

Esta conversa das sanções é outra idiotice de uma Europa sem rumo. Ou seja, parece que esta Europa quer transmitir uma ideia simples: "Depois do BREXIT, vamos lá é garantir que aumenta o desconforto da opinião pública contra a União Europeia". 

Se o caminho natural do projeto europeu é o federalismo, onde o poder é partilhado, e onde largamos este estado de "chove mas não molha", os atuais cabecilhas desta coisa a que alguns chamam união estão mais preocupados em evitar que o Nigel Farage seja fotografado (já escrevi sobre o Brexit aqui).


Como é que é possível alguém pensar em sancionar qualquer país neste momento? 

Eu sei que esta coisa não é recente, já em 1919, no Tratado de Versalhes, a Europa e o Mundo se preocuparam mais em castigar, em sancionar, do que em resolver o problema. Mas acho que a história nos deveria ter ensinado que a hipocrisia não traz bom resultado.

É que se  houve 114 incumprimentodo pacto orçamental desde 1999, 11 vezes pela França, 10 vezes por Portugal, Polónia e Grécia, 8 pela Itália e 5 pela Alemanha, porque é que só agora se fala de sanções? O que é que esta malta pretende?

  (retirado da sic notícias, Comentário do Francisco Louçã)


Em Portugal, só há um beneficiado com isto, o Partido Socialista. Por isso, custa-me muito a acreditar que haja no PSD quem defenda, ou se sinta minimamente satisfeito com estas ameaças de sanções. A acontecer, esta será a desculpa que faltava para justificar a forma irresponsável com que o António Costa tem governado. 

Mesmo que não aconteça, a simples ameaça, na forma e momento em que está a ocorrer, indicia que a Europa pode estar perto do fim.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mussolini vs Trump. Conseguem ver as semelhanças?

 
Ser ou não ser: eis a questão. William Shakespeare 

 


Benito Amilcare Andrea Mussolini tornou-se o primeiro-ministro da Itália em 1922 tendo adotado o título de "Il Duce" em 1925. Após 1936, seu título oficial passou a "Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império."
 
 


 
 
Qual seria o título de Donald Trump se o acaso e a desinspiração dos norte-americanos o conduzissem à casa branca?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Donald Trump em 1998: "Se eu fosse candidato, seria como Republicano. Eles são o grupo de eleitores mais idiota do país..."

"If I were run, I'd run as Republican. They're the dumbest group of voters in the country..." Donald Trump ao "People Magazine" em 1998
 
 
 
 
"Nada mais assustador que a ignorância em ação."  Johann Goethe  
 
 

Hollande "bate o pé" a May



sem circulação de pessoas não há circulação de bens!

Ainda sobre Lisboa...


A sério, isto só pode ser preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. 
É que queimar nomes do PSD, como possíveis candidatos à Câmara de Lisboa, parece ser o novo desporto nacional. 
É uma espécie de Pokemon Go, mas na vertente Candidato Go.
Tudo serve de argumento, até se inventam apoios da estrutura do PSD de Lisboa. Pelo menos parece que ao presidente da estrutura concelhia do PSD de Lisboa ainda não chegou esta febre do Candidato Go.
O dirigente do PSD, Mauro Xavier lá teve o cuidado e o bom senso de escrever recentemente que “estes assuntos não se tratam nos jornais”, “cabe à comissão política de secção propor à Comissão Política Distrital as listas de candidatura aos órgãos das autarquias Locais". 
É que com esta caça ao Pokemon só há um partido que pode ser beneficiado e não é o PSD.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Ilariante.... o preço do populismo #BorisJohnson #JohnKerry


É delicioso ver como reage o Boris Johnson, em frente ao John Kerry, quando é confrontado por um jornalista norte americano, sobre as mentiras que disse e sobre os comentários que fez sobre o Obama  e a Hillary. Divinal.... (reparem na cara do Kerry)

A introdução foi esta:
"Sr. Boris você tem uma história invulgarmente longa de enormes exageros e de mentiras descaradas, pergunto-me como pode o Sr Kerry e os outros acreditar no que diz considerando o seu historial?"

A dada altura o jornalista pergunta ainda:

"Sr. Boris você disse em tempos que o atual presidente dos EUA, Obama, trazia em si uma parte Queniana de "antipatia ansestral pelo império britânico", e descreveu a possível futura Presidente dos EUA, Hillary Clinton como uma "mulher de cabelo tingido de loiro e lábios aguçados, com um olhar azul de aço, semelhante ao de uma enfermeira sádica num hospital psiquiátrico". Retira estes comentários, ou pretende mantê-los no seu novo cargo, como uma espécie de indicador do tipo de diplomacia que vai implementar?"




terça-feira, 19 de julho de 2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Nice! O fim da Europa?


Deparámo-nos ontem com o choque de mais um hediondo e desumano ataque a homens, mulheres e crianças que comemoravam em família e de forma pacífica, a festa nacional francesa. A França celebrava a tomada da Bastilha, ocorrida no dia 14 de julho de 1789, aquando do início da sublevação popular e da Revolução Francesa. Foi, infelizmente, mais um ato bárbaro, desumano, selvagem, reflexo da carência absoluta de valores e da incivilidade com a qual todos nós temos de lidar. Uma realidade, nem sempre percetível, por vezes distante, à distância dos 5000 km que nos separam da Síria, mas que ontem, lamentavelmente, voltou a entrar por nossa casa adentro. Uma realidade nua e crua que reduziu a vida de 84 inocentes a nada e cujo significado importa desvendar.
 
Hoje, ao ler o Artigo do Observador, assinado por Rui Ramos, intitulado“ Esta Europa pode acabar em Nice”, estremeci com o visível equivoco. O autor coloca a tónica no facto da Europa albergar hoje ”grandes comunidades imigrantes em crescimento descontrolado, e onde demasiada gente rejeita os valores ocidentais.” Erro! O problema não é esse. O problema é mais profundo, está dentro da sociedade europeia e intimamente ligado à inoperância dos políticos europeus, à falta de solidez política da Europa,  às ingerências geopolíticas ocidentais por todo o Mundo, com o fomentar da instabilidade política e religiosa e, consequentemente, da guerra, fenómeno que está na origem dos grandes êxodos migratórios que batem hoje à porta da Europa.

Mas porquê? Qual foi o resultado da primavera árabe? O que é que derivou da destruiu do Estado Líbio? Tinha a Europa interesse em criar um antro de terrorismo no norte de África? Quem é que fragilizou o Bashar Hafez al-Assad, armando grupos de jihadistas sunitas, potenciando o crescimento  do “Estado Islâmico” e levando ao extermínio das populações minoritárias como a xiita, alauita e cristã? Quem é que originou a vaga migratória síria que se atira ao mar para vir morrer nas praias da Itália e da Grécia? Seja como for, os agentes terroristas que atuam na Europa têm sido, na sua grande maioria, europeus de segunda e terceira geração, portanto, gente que se esperava, à partida, estar integrada há muito.
 
Rui Ramos e muitos outros estão enganados. Não são os emigrantes que a Europa e os EUA geram, a verdadeira ameaça aos “padrões atuais de liberdade, tolerância e pluralismo” europeus nem será a tragédia de Nice que levará ao fim da Europa. Espero, pelo contrário não estar perante um fenómeno de autoflagelação. Na realidade, este episódio e tantos outros, que têm ocorrido nos últimos anos na Europa ou à sua “porta”, são reflexo de uma crise profunda de princípios e valores que afeta o projeto da construção europeia e que coloca em causa os seus alicerces políticos, culturais e sociais. Numa Europa minada pela falta de solidariedade,  o lema da Revolução Francesa da liberdade, da igualdade e da fraternidade não passa hoje de uma bandeira esquecida e sem significado para muitos responsáveis políticos e para uma significativa franja da população virada para correntes de estrema direita. Os resultados eleitorais da Frente Nacional, em França, com 41% nas eleições regionais ou do Partido da Liberdade, na Áustria, com 48% nas últimas eleições presidenciais são um sinal importante.

Foi esse o lema que levou à tomada da Bastilha, mas é também é esse lema e são esses os valores que a França e um pouco por toda a Europa, se esquecem quando se assiste de forma impávida e serena à morte de milhares de inocentes nas águas do Mediterrâneo. No entanto, esse esquecimento não é pontual ou apenas visível à medida que as tragédias se vão somando aqui, em Africa ou no Médio Oriente. Na realidade estas tragédias são, também, fruto de uma sociedade europeia doente, que desconhece a verdadeira dimensão de valores como o da igualdade e da fraternidade e que trata os emigrantes e os estrangeiros com desrespeito e desdém.

Penso que, na realidade, existe uma verdadeira classe de rejeitados, de acossados, de discriminados, mentalmente desequilibrados, perdidos, sem valores, na sociedade europeia, que se começa a insurgir e encontra nas mensagens extremistas de organizações como o “Estado Islâmico”, o estímulo para desencadear uma verdadeira onda de vingança contra a sociedade que os humilha. Não será, certamente, de ânimo leve que um individuo pega num camião de 17 toneladas para atropelar centenas de pessoas que não conhece. Não se trata, certamente, de um ato surgido do nada, de um momento para o outro. Mas porquê no dia da festa nacional francesa? Porque não durante o desorganizado e tumultuoso Europeu de Futebol, terminado há 5 dias, aproveitando as grandes concentrações de milhares de adeptos vindos de toda a Europa? É simples, estamos perante o início de uma verdadeira sublevação assassina de franceses contra franceses, fruto de décadas de discriminação social, racial, cultural e religiosa. Um drama que apenas aos responsáveis políticos franceses se poderão imputar responsabilidades, pela ausência de uma política eficaz de segurança, mas também e a montante, de políticas de integração social e de uma política educacional que potencie, junto dos jovens franceses, uma cultura de civismo, tolerância e de respeito pela diferença.
 
As reações de desportistas, políticos, jornalistas e artistas franceses contra os portugueses, ocorridas após o Europeu de Futebol não foram uma simples coincidência nem uma sonora ventosidade de alguma corrente ligada a movimentos xenófobos. Foi sim, uma ventosidade generalizada que, apesar de se terem ouvido algumas vozes da civilidade gaulesa, preocupa pela falta de reparo e censura, das autoridades francesas. Aquilo que ocorreu em França, com naturalidade, tolerância e sem consequências, com afirmações como a do “musico” MERZO que atacou a nação portuguesa e deu a entender que os portugueses só serviam para a construção civil, em Portugal, são crimes de discriminação racial e ultraje de símbolos nacionais. Ora, estas ocorrências não são sintoma de uma sociedade democraticamente saudável, mas, antes, sinal de uma sociedade assente numa tensão social e cultural que espero, a França e todos os franceses a capacidade de corrigir, fazendo, assim, jus aos valores originais da Revolução Francesa.
 
 
 
 
"A consciência da inconsciência da vida é o mais antigo imposto à inteligência. Há inteligências inconscientes - brilhos do espírito, correntes do entendimento, mistérios e filosofias - que têm o mesmo automatismo que os reflexos corpóreos, que a gestão que o fígado e os rins fazem de suas secreções." Fernando Pessoa


http://observador.pt/opiniao/esta-europa-pode-acabar-em-nice/
 
 
 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Os piores xenófobos são aqueles que acham que têm algo a provar. #Armada_sponsors_xenophobes #Merzo #armadamusic

É uma triste coincidência histórica que muitos dos piores racistas e xenófobos, os mais violentos e intransigentes, sejam pessoas que acham que têm algo a provar sobre as suas próprias raízes. 

Podemos olhar para as origens judias do Goebles e do Hitler, para a ação dos militares do protetorado de Marrocos durante a guerra civil de Espanha, para uma infinidade de exemplos tristes por todo o mundo.

Curiosamente, após a vitória lusa frente à França no campeonato da Europa, ouvimos da boca de um DJ francês (de origem árabe) um dos comentários mais xenófobos. 

O DJ Merzo escreveu na sua conta de Facebook  - "Fuck you Portugal, just use your hands to build houses, not for football" - (lê mais aqui, ou aqui).

Um fenómeno que só a psicologia pode explicar.


terça-feira, 5 de julho de 2016

pala de Siza Vieira no Parque das Nações não é uma "marquise"


mas parece que há por aí uns "iluminados" que querem transformar esta obra prima da arquitectura , numa zona de "arrumações".