sábado, 26 de novembro de 2016

Sobre o desaparecimento do #Fidel e do #Salazar? A diferença foi que um era um ditador que falava espanhol, o outro era um ditador que falava português...


A Lisboa do "Marquês" Medina

Na Lisboa de Fernando Medina é hoje mais do que evidente que as obras em curso, por toda a cidade e até algumas já realizadas, revelam prejuízos enormes para a circulação viária e pedonal dos que aqui vivem, trabalham, estudam e também dos que a visitam.



Para que se perceba bem a dimensão do transtorno da política “obreira” de Fernando Medina devemos tomar nota de que em execução atual temos as seguintes dez obras:
Eixo central (Av. Da República, o Saldanha, a zona de Picoas e a Av. Fontes Pereira de Melo), Rossio de Palma (freguesia de São Domingos de Benfica), Rua de Campolide, Largo da Igreja de Santa Isabel, Largo da Memória, Largo de Santos, Largo da Graça, Campo das Cebolas, Cais do Sodré e Terminal dos Cruzeiros.

Mas o “terror” que Medina nos impõe ainda vai aumentar pois até ao final do ano, deverão arrancar mais quatro obras de dimensão relativa:
No Largo de Alcântara, Largo do Calvário/Fontainhas, Alameda Manuel Ricardo Espírito Santo (mais conhecido como zona do Fonte Nova), Alameda das Linhas de Torres e Estrada do Lumiar.

Mas para que acabe em verdadeira “catástrofe” para a vida da cidade de Lisboa alerto para o facto de estarem ainda sem data prevista, mas já programadas, dezanove obras que são as seguintes:
Bairro de Santa Clara, Praça Viscondessa dos Olivais, Rua Padre Américo, Largo da Igreja de Benfica, Rua da Centieira, Av. da Igreja, Av. de Roma, Sete-Rios, Rua Atriz Palmira Bastos, Largo do Leão, Praça do Chile, Alto de São João, Largo do Rato, Largo Boa Hora à Ajuda, Largo do Rio Seco, Rua de Belém, Praça da Alegria, Praça da Figueira e Largo Conde Barão.

Ou seja, teremos trinta e três obras a massacrar os lisboetas e os seus visitantes que serão o legado – até agora inexistente – de Fernando Medina. Aliás já o anterior Vereador de António Costa em Lisboa, Arq. Fernando Nunes da Silva, que tinha o pelouro da Mobilidade assume que se trata de uma estratégia puramente eleitoral e que prejudica a cidade.

Nunes da Silva refere que “Trata-se de incompetência técnica”. E reforça afirmando que “Foi uma decisão política que se sobrepôs aos pareceres dos técnicos.” O professor do Instituto Superior Técnico e especialista em mobilidade, vai mais longe afirmando que “Não havia qualquer necessidade. É contraproducente fazer em simultâneo estas obras.”

Este é o caos atual no entanto e depois de termos todos estes dados importa refletir sobre uma questão muito relevante e que parece não ocupar o tempo dos que se debruçam sobre o futuro de Lisboa: Depois do incómodo diário das obras quais serão os constrangimentos e limitações futuras causadas pelas mesmas obras?

Ora, pensando bem nesta questão façamos aqui um exercício que nos pode ajudar a definir estes constrangimentos e limitações.

Fica claro para quem passa, por exemplo, no Eixo central que haverá uma maior dificuldade de circulação por consequência de uma diminuição de largura de vias, largura de ângulos das curvas e diminuição do comprimento e largura dos lugares de estacionamento.

Fica também claro para todos que a diminuição de lugares de estacionamento será uma realidade (aliás já assumida pela CML), transtornando assim, ainda mais, a vida de quem vive, trabalha e visita a cidade.

Outro dado que parece óbvio será o aumento do trânsito por consequência da diminuição das faixas de rodagem, em grande parte das obras lançadas e a lançar. Aliás uma das causas desta redução das faixas de rodagem tem relação direta com o excesso de oferta de ciclovias uma vez que em alguns casos o “iluminado” Fernando Medina colocará ciclovias, pasme-se, nos dois sentidos da via, reduzindo assim o espaço das faixas de rodagem.

Outra consequência desta deriva do “Marquês” Fernando Medina – esta uma das mais graves – será uma drenagem de superfície deficiente consequência do adiamento, para 2018, das principais medidas do plano de Drenagem, uma vez que a prioridade não é a segurança da cidade (nomeadamente no que toca a cheias), mas sim as obras para Lisboeta ver em ano de eleições.

Compete a muitos de nós lembrar a todos os que possam ter acesso à informação que veiculamos, que as obras de Lisboa não serão, todas elas, necessariamente muito melhores para a cidade. Além disso importa cada vez mais denunciar as fragilidades com que nos vamos deparar no futuro, devido às obras em Lisboa.

Por fim, para além do transtorno atual e dos constrangimentos futuros convém nunca deixar de relembrar que todas estas obras estão a ser financiadas com os impostos dos lisboetas e com empréstimos pedidos pela CML.

Por um lado, a famosa “taxa de proteção civil”, a “taxa turística” e outras tantas taxas que transformam os Lisboetas nuns dos Munícipes com um índice de carga fiscal dos mais elevados de Portugal. Por outro lado, o empréstimo de 230 Milhões de euros que endividará os lisboetas para os próximos 20 a 30 anos.

Convém denunciar e estar preparados, mas o mais importante é dar toda a informação possível para que os lisboetas, em consciência, escolham o que é melhor para Lisboa. Não creio que precisemos de mais nenhum “Marquês” (pretensão de Medina). Creio sim que precisamos de alguém que goste, realmente de Lisboa.


Assim vai Lisboa… Mal.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sugestão para o Natal...

Eu sou daqueles que compra os presentes de natal com antecedência. Irrita-me profundamente as filas, toda aquela dinâmica das horas gastas, dos kilometros feitos em centros comerciais, nas ruas sem fim. Um pesadelo.

Comprar online começou a ser a opção lógica para mim. Há mais diversidade e encontramos coisas que dificilmente se encontra à venda noutro sítio. 

E há exemplos bem giros, ontem segui a recomendação do Gabriel Santos e fui ao site da tal Lipscani. É um conceito diferente, um produto português, com coleções assentes em poetas nacionais, com um look muito anos 20, arte déco. Eu sei, é muito estranho eu estar a falar de malas de senhora, mas quem tem amor à vida e tem de pensar no aniversário  e no presente de natal da mulher com um intervalo de um mês, é bom que comece a saber o que procurar.




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Há deputados e deputados...

Há muito tempo que não lia uma notícia sobre um deputado que não fosse sobre uma qualquer discussão parlamentar, ou o livrinho a resumir o trabalho de uma comissão, editado em ano de eleições. 

Infelizmente, e injustamente, fomos ficando toldados pela ideia que ser deputado é uma espécie de ocupação amorfa, de obediência ao partido, onde se vota a toque de caixa de alguém. Que haver 230 deputados ou apenas 7 a representar cada partido seria mais ou menos a mesma coisa

O facto do Ricardo Leite ter sido reconhecido pelo trabalho que desenvolveu sobre a Hepatite C, e que teve impacto real na vida dos portugueses, é um bom exemplo para nos recordarmos sobre o que é ser Deputado.

Lê mais aqui: Deputado do PSD distinguido pelo trabalho que fez sobre hepatite C

Mas para quem tiver mais preguiça fica aqui uma citação:

"Como coordenador de saúde pública da Universidade Católica e membro do Parlamento", Ricardo Baptista Leite conseguiu "chegar pessoalmente aos stakeholders para os convidar a fazer parte de um grupo de trabalho", lê-se na página da fundação.

O trabalho desse grupo culminou num pedido de audição ao ministro da Saúde, em fevereiro de 2015, na qual estiveram presentes doentes com hepatite e onde se falou sobre a falta de acesso ao medicamento capaz de curar o vírus. "Dois dias depois, o ministro anunciou que o novo medicamento seria totalmente subsidiado para todos os pacientes em Portugal", lê-se no site.
in expresso

Nota final: O Ministro era do Governo PSD



LIPSCANI


uma marca em boas mãos :)
www.lipscani.pt

Lisboa...

...





Lisboa está na “moda” e mais inundada de turistas do que alguma vez estivera. A barafunda na cidade, o ano inteiro, não engana. Os rankings e os números comprovam-no. Em 2015, Lisboa teve 5,2 milhões hóspedes. Mas tudo tem um preço e também esta “moda”, que para alguns é positiva, tem um custo muito alto para outros que a consideram menos positiva. E esses são os Lisboetas que vivem, de facto, na cidade.

Os lisboetas não são, concerteza, contra o turismo. Aliás antes deste enorme fluxo de turistas, Lisboa e principalmente a baixa da cidade, estava abandonada, portanto é concerteza um fator positivo e foi preponderante para a revitalização da Baixa Pombalina o Turismo. É evidente que a cidade melhorou.

O problema não é o Turismo, mas sim a forma como tem sido promovido e essencialmente como tem sido gerido, tanto pela Autarquia como pela Associação de Turismo de Lisboa (ATL). A falta de regras claras para as atividades económicas associadas ao turismo tem sido um dos grandes fatores de desestabilização das gentes que vive em Lisboa.

Posso dar alguns exemplos, como a estratégia de promoção de alojamento local sem limites, que transformou a baixa lisboeta num mega Hotel; a proliferação dos tuk-tuk que andam pela zona da baixa e bairros históricos promovendo o ruído e poluição, até recentemente, sem limite horário (prejudicando assim os Lisboetas); a ausência de fiscalização de cafés e bares que promovem também o ruido e têm como chamariz a promoção do excesso de álcool nas ruas, como é o caso do Bairro Alto e algumas zonas da freguesia da Estrela. Estes são só alguns exemplos.

Quem sofre com tudo isto e que tem sido passado para segundo plano é o(a) lisboeta que ainda consegue viver na capital. A política da Câmara Municipal de Lisboa e de Fernando Medina aposta na exclusão dos lisboetas da sua cidade em detrimento de turistas que aqui vêm de quando em vez.

Quando deveria apostar em força no repovoamento da cidade, Fernando Medina promove a descaraterização da cidade expulsando os lisboetas, que são substituídos por turistas, que por via do alojamento local, nomeadamente os hostels e hotéis, estão a ocupar tudo. Ou seja, falta equilíbrio na política de promoção do turismo e na politica de repovoamento da cidade.

Mas é natural que não exista qualquer equilíbrio racional pois Fernando Medina não parece ter uma visão integrada para a cidade. Basta ver como, por motivos evidentemente eleitorais, Medina colocou a cidade em estado de sítio com obras por todo o lado, em simultâneo, demonstrando um enorme desprezo, uma vez mais, pelos Lisboetas.

A descaracterização a que a Câmara Municipal de Lisboa e a ATL têm obrigado Lisboa, está a levar a uma evidente substituição dos lisboetas por turistas ou moradores temporários que não pretendem fixar-se na cidade e por isso não pretendem fazer parte da vida de Lisboa, da sua valorização como referência de qualidade de vida e muito menos do seu eterno e patrimonial “bairrismo”.

O “patrono” de Fernando Medina, António Costa, dizia enquanto Presidente da CML que, queria devolver a cidade aos Lisboetas, no entanto António Costa e Fernando Medina têm feito exatamente o contrário. Lisboa perde a cada dia, mais e mais lisboetas e com isso os nossos bairros e freguesias perdem mais vida própria. Naturalmente que temos de ter em conta que o turismo favorece a economia local, mas este turismo massificado e agressivo não consome no comércio tradicional, portanto não o estimula. Pelo contrário, arrasa-o e promove cada vez mais as grandes cadeias de fast-food, as grandes superfícies comerciais, etc.

A política adotada nos últimos anos não só está a expulsar os lisboetas para a periferia com tem tido um efeito perverso no mercado imobiliário transformando o centro da cidade num dos mais caros por m2 da Europa, promovendo a especulação imobiliária, o que obriga a maioria dos lisboetas a procurar casa fora da sua cidade.

Ora desta forma, o cidadão lisboeta médio está longe de tudo aquilo de que poderia usufruir em Lisboa, desde serviços, lazer, etc. Mas parece que esta preocupação não ocupa o tempo do Presidente da Câmara Municipal que em vez de gerir a cidade de forma a equilibrar a convivência entre quem aqui vive e quem visita, ao contrário, está a favorecer e trabalhar, aparentemente, para os turistas.

O afastamento dos lisboetas e a descaracterização da cidade é tão gritante que basta vermos a evolução do nosso comércio local e tradicional. Onde tínhamos uma livraria do bairro temos mais um bar; onde tínhamos aquela sapataria que nos garantia o atendimento generoso e atencioso, além de bons preços, temos mais um bar; a famosa drogaria lá do bairro que tudo tinha, passou a restaurante Gourmet; a oficina que ficava no prédio de esquina e sempre nos desenrascava é hoje a receção de um Hostel onde se fala mais Inglês, Holandês e Alemão do que Português. Ora tudo está a ser substituído por comércio que não corresponde às necessidades dos lisboetas, mas corresponde apenas e só às necessidades dos turistas.

Ora de que serve uma cidade – atualmente em obras por todo o lado – com novo comércio, novos espaços de lazer, passeios renovados (com dimensões dignas de uma metrópole Árabe), etc., se é apenas para turista ver/utilizar?

O Lisboeta médio foi empurrado para fora da cidade nos últimos anos e com isso a cidade tem vindo a perder população fixa, no entanto, diariamente mais do que duplica a população de Lisboa com as pessoas que se deslocam em trabalho ou em visita. Será que poderemos chamar a Lisboa um bom exemplo?

Os Lisboetas que hoje preenchem a periferia da cidade, engrossando assim as fronteiras de Lisboa, apenas podem visitar a sua cidade como se de estranhos se tratassem. A provar esta tese estão os números. Nos últimos anos a população de Lisboa passou de cerca de 800 mil moradores para apenas 500 mil. Enquanto, por exemplo, Berlim e Barcelona estão a impor restrições ao alojamento local e a estimular políticas de repovoamento, Lisboa está a tomar medidas no sentido oposto.

Com a aposta de Fernando Medina e de António Costa no Turismo desenfreado, os papéis dos lisboetas invertem-se. Hoje os que sempre viveram em Lisboa são os “turistas” na sua própria cidade, cada vez mais despovoada e descaracterizada.

Lisboa parece ir num caminho em que perde a cada dia a sua identidade, as suas gentes, o seu bairrismo, o seu sangue quente e acolhedor e principalmente a sua alegria. 

Assim vai Lisboa… Mal!

sábado, 5 de novembro de 2016

É difícil explicar, mas acontece...

Em 2010 Governava o PS de José Sócrates com António Costa como n.º 2 do Partido Socialista. Nesse ano (como comprova o gráfico da primeira foto) foi atingido um nível de dívida pública de mais de 25.000 Milhões de Euros.

Com a entrada do PSD para o Governo em 2011, a dívida pública desceu todos os anos. O PSD deixou o Governo em 2015 com a dívida pública em pouco mais de 5.000 Milhões de Euros, conseguindo reduzir a dívida criada pelo PS em cerca de 20.000 Milhões de Euros. Uma descida de 80% da dívida pública.




O Melhor é que já em 2016 com a Geringonça a Governar a dívida pública passou para mais de 10.000 Milhões de Euros. 

É portanto difícil explicar os dados do Barómetro de Novembro que dão uma queda ao PSD dos 35,3% para os 28,7% (foto Abaixo). 

Importa de facto perceber o que está de errado na mensagem que o PSD está a passar para os portugueses, pois com a evidência aqui demonstrada (e existem muitas mais) este cenário nunca se poderia pôr. Fica aqui a nota para reflexão de todos, mas principalmente para reflexão da atual liderança do PSD.




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Incontinência Fiscal, demagogia e cinismo


Portugal tem visto as suas previsões económicas revistas em baixa por todas as instituições nacionais e internacionais. 

A necessidade de atrair investimento e estimular a economia, conseguindo um crescimento constante e robusto, é urgente.

Mas a geringonça não percebe que para o crescimento ser possível é necessário a conjugação da confiança na capacidade de financiamento da economia e da estabilidade da política fiscal.

Certo é a ausência de estabilidade fiscal que se reflete na criação de impostos a cada seis meses, revelando a deriva persecutória a quem quer investir ou a quem tem poupança. Esses “malandros” que são, para a geringonça, “ricos”.

Mesmo com a avaliação recente da DBRS (a única agência que mantém Portugal acima de “lixo”), continuamos com a instabilidade dos juros da dívida, demonstrando a falta de confiança dos mercados na capacidade de financiamento da economia.

A DBRS referiu ainda a possibilidade de rever o outlook da divida Portuguesa para negativo. Isto significa que enviou um sinal aos investidores de que a divida portuguesa é instável e pouco credível, o que pode criar dificuldades de financiamento no futuro.

Também a UTAO afirmou, antes da apresentação do Orçamento de Estado de 2017 (OE2017), que será necessário arrecadar 17.434 milhões de euros nos últimos quatro meses do ano para cumprir os objetivos do OE2016. Costa considera absurdos os avisos da UTAO, mas carrega na carga fiscal indireta.

O governo que prometia não aumentar impostos tem feito exatamente o contrário aumentando todos os impostos indiretos que pode, afetando de forma cega e transversal os portugueses. 

Então os pobres não consomem vinho e refrigerantes? Então os pobres que vivem em Porto Brandão e Trafaria, com casas que têm vista sobre o Tejo e exposição solar, vão pagar mais IMI? Então os pobres não fumam? Então os pobres que têm automóvel não os abastecem?

É esta demagogia que leva os agentes Europeus e Internacionais a traçar um diagnóstico cinzento para Portugal. Em entrevista ao jornal “Financial Times”, o economista chefe DBRS diz que a nossa economia está presa a um “ciclo vicioso de dívida elevada, baixo crescimento e insuficientes reformas estruturais”.

Também o Ministro das Finanças Alemão, Wolfgang Schäuble, advertiu, recentemente, que o caminho deste Governo é de “grande risco”. Schäuble refere que os membros da Zona Euro devem respeitar as regras, como a redução do défice previstos e a contenção orçamental e não acredita que Portugal o faça no médio prazo.

O mais recente dos queixosos é a Comissão Europeia e o tema é a falta de informação no OE2017. O Governo prometeu um ajustamento estrutural na ordem dos 1.135 milhões de euros, mas a informação que chegou a Bruxelas só permite à Comissão ver um ajustamento de 190 milhões. Ou seja, há uma “pequena” diferença de 945 milhões que Costa e Centeno têm de justificar.

O rumo deste Governo é o maior fator de incerteza para Bruxelas, para os agentes económicos, investidores e consumidores. A ausência de uma estratégia para as finanças públicas, a instabilidade fiscal e ainda a falta de compromisso para com as metas económicas e regras europeias têm colocado a realidade financeira e fiscal portuguesa num ziguezague permanente.

A incontinência fiscal deste governo e a forma arbitrária como tem tentado angariar receita e reduzir despesa de curto prazo, criam incerteza e afastam aquilo que mais precisamos neste momento: investimento privado e estrangeiro.

A forma de estabilizar a economia passa por uma política fiscal estável e por políticas de estimulo fiscal que permitam atrair capital estrangeiro, e ainda consolidar o tecido empresarial português. Só com previsibilidade fiscal e uma fiscalidade atrativa, podemos atrair investimento para voltar à trajetória de crescimento da economia.

A proposta de OE2017 revela um caminho sinuoso entre a demagogia de quem tudo promete e o cinismo de quem finge respeitar as regras europeias. Assim vai Portugal…


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Fidel e Marcelo, um encontro de amizade


Presidente português e o Comandante cubano testemunham a amizade entre os dois povos, nesta exclusiva foto do Granma, o orgão oficial do Comité Central do Partido Comunista de Cuba!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

o "amigo" da Galp (devedora ao Estado em mais de 100 milhões de euros) e secretário de Estado Rocha Andrade, "entala" o 1ºministro António Costa


o "ajudante" de Mário Centeno não quer sair da geringonça pela porta dos fundos.
Mas vai ter que responder ao "fulminante" ataque do histórico dirigente do PSD, Marques Guedes!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

30% Gasolina...70% Impostos.



Sabiam que cerca de 70% do valor dos combustíveis são impostos?

Sabiam que a gasolina portuguesa é a segunda da UE com impostos mais pesados?

Como diz o nosso 1º Ministro, "Palavra dada é palavra honrada."



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Devia ser proibido ser taxista...

Sim, porque conduzir um taxi é diferente de ser taxista.

Ser taxista em Portugal fica bem definido nesta imagem...

(podes ver uma definição mais exata neste link)


sábado, 8 de outubro de 2016

Lisboa...o início do fim!



Lisboa é naturalmente uma câmara municipal apetecível do ponto de vista estratégico para qualquer dirigente partidário. Aliás, da autarquia lisboeta já saiu um Presidente da República (Jorge Sampaio) e dois primeiros-ministros (Pedro Santana Lopes e António Costa), o que revela a verdadeira vocação da autarquia para “alavancar” carreiras políticas.

A candidatura à Câmara de Lisboa por parte de Assunção Cristas pode revelar-se um indicador ou até um sinal “divino” no sentido de revermos o cenário de 2001 em que, por antecipação, o então líder do CDS/PP, Paulo Portas avançou com uma candidatura autónoma, procurando assim afirmar-se na liderança do CDS e tentando condicionar o PSD de Durão Barroso.

O resultado para o CDS foi dramático com Paulo Portas a conseguir apenas cerca de 7% dos votos e vendo o PSD conseguir ganhar a Câmara Municipal de Lisboa pela mão de Pedro Santana Lopes, que vinha de uma experiência autárquica muito bem-sucedida na Figueira da Foz. Recordo que Santana Lopes venceu João Soares que era um ativo do PS muito mais forte do que é hoje Fernando Medina.

Ser líder de um partido e candidata a Lisboa condiciona tudo ao resultado eleitoral e não creio que os centristas estejam esperançados numa vitória em Lisboa, muito menos sem o apoio do parceiro PSD. A derrota do CDS/PP é o resultado anunciado e apenas está em causa se será com 4% (como revelam os números do CDS nas sondagens nacionais) ou se consegue atingir o resultado de 7% de Paulo Portas (algo a roçar a utopia). Nos dois cenários, a derrota será sempre da líder do partido e as consequências são óbvias. Demissão e abrir caminho a Nuno Melo.

Quanto ao PSD terá de encontrar um candidato que tenha perfil e capacidade para vencer a corrida à capital, mas no tempo que o mesmo PSD já havia definido em Conselho Nacional. Ou seja, lá para o 1.º trimestre de 2017. Esta conjuntura pode ter dado, involuntariamente, a ajuda que faltava para motivar alguns potenciais candidatos da área do PSD. Os ativos sociais-democratas são imensos e desenganem-se os que pensam que não aparecerá uma candidatura vencedora.

Este “golpe” de Assunção Cristas e as movimentações apressadas do PS de Lisboa, que logo veio atacar a candidatura da centrista, revelam que, afinal, o nervosismo está lá e a preocupação de perder também. Como factos quase assumidos temos a provável ausência de coligação do PCP e do BE com o PS, não havendo assim (em tese) uma reconstituição da gerigonça ao nível local. 

O PCP terá de apresentar um candidato fortíssimo para garantir um resultado que lhe permita resistir eleitoralmente ou então agregar-se ao PS para garantir algumas juntas de freguesia em Lisboa. Já o BE vai, com certeza, apostar num candidato para cativar aquele que é o seu eleitorado tradicional, jovem e urbano, garantindo assim a pressão sobre o PS e a sua influência na geringonça, mas não ameaçando Medina.

Com esta pulverização de votos à esquerda o grande beneficiado pode mesmo ser o PSD. Uma coisa é certa: o cenário a que os portugueses assistiram a nível nacional – com a formação de um Governo excluindo quem havia ganho as eleições – não se repetirá em Lisboa, uma vez que a lei eleitoral, no caso das autarquias locais, não o permite, pois é eleito presidente o cidadão melhor posicionado na lista vencedora. 

Portanto, para ganhar Lisboa basta mais um voto. Apenas isso e aí, no “campeonato” de quem pode ganhar, só duas forças o disputam. O PS e o PSD.

Assim vai Lisboa...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

MAAT, 5 euros até março


é o preço da entrada para ver o novo museu de Lisboa, o MAAT, um projecto da britânica Amanda Levete!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Kristalina Georgieva, a próxima secretária-geral da ONU?


substituída Irina Bokova, a nova candidata búlgara tem o apoio da Sra Merkel e é uma séria "ameaça" para as aspirações do português António Guterres, ao mais alto cargo do palácio de vidro de Nova Iorque!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

"porrada não vai faltar": a palavra de ordem da Antral e do PCP na greve de 10 de outubro


é a resposta dos táxistas ao governo do Costa, após o anúncio do ministro dos transportes quanto à legalização das plataformas de transporte, Uber incluída!
E aqui está o Partido Comunista a mostrar um cartão quase " vermelho" aos socialistas do largo do rato!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Haja Descaramento em Lisboa





Dizem os Lisboetas que existe algum autismo e indiferença de Fernando Medida e do executivo da CML para com quem vivem, trabalha, estuda e visita Lisboa.

Eu diria que uma imagem vale mais do que mil palavras



Assim vai Lisboa...

"Eu e os políticos"


debaixo de "fogo", o novo livro do fundador do SOL, José António Saraiva!

Quando um país inteiro ainda não está preparado para tanta sabedoria... #impostoMortágua



É triste, é muito triste. Deve ser muito frustrante saber que há um país inteiro a ter a infelicidade, a ter a incapacidade de compreender tanta sabedoria. No fundo é um desperdício.

Tal como existem associações de apoio a super dotados, a Mortágua já formava uma com o Pacheco Pereira...

O Atropelo de Medina e companhia...

O Executivo Socialista na Câmara de Lisboa, liderado por Fernando Medina, decidiu, contra tudo e contra todos, avançar com a construção de ciclovias em cima dos passeios na Avenida Fontes Pereira de Mello


Foi contra a Legislação Nacional mais recente nesta matéria, que promove a segurança dos ciclistas e peões enquanto utilizadores do espaço publico. 
"...Os veículos, incluindo os velocipedes, só podem circular nos passeios desde que o acesso aos prédios o exija ..." Art 17º Lei n.º 72/2013"

Fernando Medina e Manuel Salgado, contrariam também a posição de inúmeras associações de ciclistas, que sempre defenderam que "As ciclovias não devem ser construídas sobre os passeios, para evitar conflitos com os peões....", MUBI em 4 de Maio de 2016.


Um verdadeiro atropelo de Fernando Medina.

Assim vai Lisboa...MAL!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

E o trânsito Medina?


Hoje comemora-se o Dia Europeu Sem Mortes na Estrada.
Segundo os dados estatísticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, nos últimos anos e, contabilizando por concelho (2010 a 2014), temos para o Concelho de Lisboa infelizmente, um numero drasticamente elevado de vítimas mortais – cerca de 75.
Entre 2010 e 2013, registaram-se na Cidade de Lisboa, 27 acidentes mortais envolvendo peões.

Importa pois saber como esta questão, extremamente sensível e dolorosa de enfrentar para muitos, está a ser tratada e resolvida por este Executivo e assim, esclarecer o ponto de situação do Plano Municipal de Segurança Rodoviária para a Cidade de Lisboa, que tinha em 2008, por missão, identificar e reduzir os pontos negros e de conflito na Cidade.
Importa ainda recordar que, em Maio de 2007 o Executivo Socialista apresentava na comunicação Social, com grande destaque a listagem dos Pontos Negros na Cidade de Lisboa e a sua imensa a vontade combater esses elevados números.
De uma longa lista, destaco alguns que pela sua importância em termos de índice de gravidade tardam em ser corrigidos. Como exemplo temos o Cruzamento da Avenida Gago Coutinho com a Avenida EUA, que em apenas um dia, teve a ocorrência de dois acidentes graves e, infelizmente, com vitimas mortais em ambos.
Outro exemplo, também ele infelizmente caricato, foi detectado em 2008 na 2ª Circular. Ironicamente, o mesmo não estará contemplado na intervenção agora “suspensa”, estamos a falar da Entrada do Campo Grande na Segunda Circular / sentido Aeroporto.
Prioridades invertidas e falta de visão estratégica para a cidade são evidentes. Quanto à mobilidade e trânsito importa não deixar esquecer a necessidade urgente de pensar a Lisboa dos peões, mas também dos automobilistas.
Aproveitemos este dia para não deixar cair no esquecimento a memória dos que faleceram e ainda a necessidade de melhorar.
Assim Vai Lisboa...MAL!!!

Afinal, alguem esta a mentir!


O "saque" 'a Mortagua foi acordado com o governo.
Ai Costa, Costa...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tanta conversa para nada, afinal a 2ª circular já tem árvores no separador central

Já se percebeu porque é que o Medina cancelou o contrato para as obras na 2ª circular, parece que afinal o separador central já tem árvores...

(apesar do trânsito estar parado, como é hábito em Lisboa, a foto foi tirada pelo passageiro do banco de trás e não pelo condutor do veículo, que é um estrito cumpridor da lei e nunca pegaria no telemóvel para fotografar a florestas da 2ª circular)